Milagres acontece e ouvi dizer, que quando acontece no Carnaval, são mais poderosos ainda. Enfim mais um capítulo. Não vou me desculpar pela demora, pois não tem desculpa, demorei muito mesmo, but real life ...

Espero que apreciem pois problemas aparecerão...


Capítulo betado por Marcia Campelo.

Capítulo 17: Sonhos e pesadelos...

Música do capítulo: 18º Floor Balcony- Blue October

Música cantada por Bella: Raise your glass- Pink

Os primeiros raios de sol entraram pela janela de meu quarto golpeando meu rosto. Abri lentamente os olhos e me deleitei com o mais belo panorama: Minha Bella dormia tranquilamente junto a mim. Recordei então o que até meses atrás era minha frase favorita.

"Nenhuma mulher vale o suficiente para que amanheça em sua cama."

- Mudou minha vida por completo, Bella - Sorri passando uma mão em suas bochechas. Era verdade, nenhuma mulher havia amanhecido em minha cama. Tínhamos tido sexo a valer nela, mas a honra de acordar com uma mulher em meu quarto estava destinada a minha pequena Bella, meu amor...

Depois de ter confessado o muito que a amava, enchi seu rosto de pequenos beijos. Ela sorria repetindo que me amava também. Bella tinha sido para mim, um novo despertar, em muitos sentidos e estaria sempre agradecido aos céus por ela me amar com a mesma paixão que eu. Beijei seus lábios com suavidade e ela respondeu da mesma maneira, morria de vontade de fazer amor com ela, uma... Duas... Mil vezes se fosse necessário, só para demonstrar quanto a amava, mas sabia que minha pequena estava esgotada e devia deixá-la descansar. A abracei com força em meu peito e assim abraçados, adormecemos...

Agora a estava contemplando por um longo tempo, seus cachos um pouco embaraçados adornavam seu rosto que se via tão tranquilo. Seus lábios cheinhos formavam um O, desejei nesse momento ter o dom de ler mentes e poder entrar na dela para saber o que estava sonhando. Suas pequenas e delicadas mãos descansavam em meu peito, enchendo de calor meu coração. Baixei um pouco o cobertor para admirar sua nudez perfeita. Seus peitos redondinhos eram coroados por seus mamilos rosados, seu ventre completamente plano se via perfeito com aquele pequeno umbigo, sua pele era tão macia nessa parte do corpo que te convidava a perder-se nela. Quis tocá-la, mas sabia que isso a acordaria, assim que só me dediquei a vê-la e ao levar meu olhar mais ao sul, a seu centro, aquele lugar tão especial no qual ela me fazia sentir amado...

Uma ideia passou por minha cabeça, devagarzinho e sem movê-la, sai da cama deixando-a muito bem coberta. Peguei da gaveta de minhas roupas de baixo, uma boxer branca e depois de coloca-la, caminhei até a sala.

Sentei-me em meu piano, seminu e com o familiar frio matutino de Chicago. Levantando a tampa que cobria as teclas, deslizei meus dedos sobre as delicadas peças de marfim. Seu som perfeito me fez dar um sorriso. Abri um dos caderninhos que Rosalie e Emmett me deram de presente e comecei a escrever em suas folhas, as notas que vinham à minha cabeça. Uma atrás da outra golpeavam minha mente com a intenção de serem plasmadas no papel.

Começava com clave de sol, seguindo com um suave compasso de tempo completo. O pentagrama, as colcheias e as brancas eram minhas melhores amigas e cúmplices nesse momento. Uma vez que enchi quase toda a primeira folha, fiz uma pausa, examinei meu trabalho, e satisfeito com o obtido, comecei a interpretar minha criação.

Concentrei-me em deleitar-me com o som de meu piano, golpeava suas teclas devagar com o ânimo para não acordar Bella. A composição não era nova, mas haviam acontecido tantas coisas desde que a criei, que necessitava definitivamente de uma mudança. Começava com um ar melancólico e de solidão, para passar para a ternura e o regozijo. Estava contente com essa nova mudança, assim que abandonei meus dedos do piano, para escrever no caderninho, o título da minha composição.

Bella´s Lullaby

Sorri ao ver plasmado o nome de minha pequena, encabeçando uma composição, levei muitos anos sem escrever uma. Recordo que a última que escrevi foi para a morte do avô e estava carregada de fúria e dor, mas Bella sem dúvida havia trazido de volta a luz da minha vida. E era ela justamente a dona e musa de minha volta à composição.

Passei a página e as lembranças das vezes que havíamos feito amor golpearam minha cabeça está vez. Suave, terna e delicada, mas também passional e sexy, assim era minha Bella na cama. Enchi uma nova folha de sua recordação, novamente examinei o caderninho e comecei a interpretar. Fechei os olhos para fazer mais vívida a sensação de ter minha pequena em meus braços. Concentrei-me em seus pequenos gemidos e suspiros quando a fazia minha, me sentia maravilhado...

- Edward?- Wow... Minha concentração era tal que agora escutava sua voz. - Edward?- repetiu. Abri os olhos ao notar que sua voz soava demasiado real para ser um produto de minha imaginação. Fiquei impactado com o que vi: Bella com seus cachos bagunçados e descalça estava apoiada em meu piano, envolta somente em um de meus lençóis, formando uma veste com ele. Minha deusa, minha Afrodite se via tão linda que até o Olimpo teria inveja.

- Pequena? Te acordei?- perguntei levantando do banquinho e caminhando até ela.

- A música não me acordou, foi tua ausência que o fez- disse com seu olhar no piso. - Me assustei ao não vê-lo ao meu lado.

- Shhhh, venha- a consolei enquanto a abraçava- Não quis te assustar. Lamento ter te acordado, ainda é muito cedo e você...

- O que é isso que estava tocando? – me interrompeu- Me soa familiar.

- É algo que compus...- respondi em um sussurro.

- Posso escutar?- disse com um sorriso travesso.

- Ainda está em processo- respondo voltando para o piano e fechando o caderninho- São umas poucas notas.

-Quero escutar essas poucas notas, Edward - caminhou até o piano, abriu o caderninho e me estendeu - Por favor?- perguntou para logo morder o lábio.

- Não... Não morda o lábio, Bella. Sabe o que isso causa em mim, não sabe?- Ela negou com a cabeça. De imediato me aproximei dela e tomando seu rosto, deixei um beijo em seus lábios. Nosso primeiro beijo de bom dia em minha casa...

- Posso escutá-la , Edward?- disse logo que se separou de mim. Assenti enquanto suspirava resignado.

- Vem aqui, sente-se comigo- lhe apontei o pequeno banquinho negro e ela se sentou. Acariciei seu cabelo que parecia um adorável palheiro e lhe sorri.

- Edward, o título da canção levava meu nome porque?- perguntou enquanto olhava concentrada o caderninho que estava diante de nós.

- Por que é sua canção de ninar minha pequena, escute-a...- respondi. Tomei um suspiro e depois de colocar meus dedos sobre as teclas, comecei a interpretar sua canção.

Uma a uma as notas fluíam da caixa de ressonância do piano. Um início algo melancólico que representava minha vida antes de Bella, vazia e sem sentido. Pouco a pouco a escala ia mudando, notas com mais brilho e tom alto representavam a alegria de haver conhecido a minha pequena anja, continuei improvisando desde onde já não havia acordes no caderninho, baseado no que sentia depois de já ter dito o que sentia a minha Bella, que a amava. Estava concentrado, desfrutando do sabor doce que sua canção de ninar provocava em mim até que escutei um ligeiro soluço.

- Bella o que está acontecendo?- perguntei alarmado, abandonando as teclas e tomando seu rosto em minhas mãos.

- Edward... Isso é... Tão lindo - respirei aliviado e sorri para ela.

- Achei que não tinha gostado - confessei.

- Gostado? Edward, o que você compôs é precioso. Eu... eu... - gaguejou enquanto negava com a cabeça- É impossível que tenha escrito isso para mim.

- Não Bella, não escrevi isso "para você"... O escrevi "por você". Você inspirou cada nota que escutou.

- Então... Então nem sequer tem sentido...

- O que não tem sentido é minha existência sem você, minha pequena, você é minha vida, Bella...

- Te amo Edward...- disse em um sussurro.

- Repita, por favor- pedi, aproximando seu rosto ao meu para me encher de seu hálito. Nem seque podia acreditar o que escutava e precisava constatar.

- Te amo, Edward - voltou a dizer.

- Te amo, Bella... Como jamais pensei em amar alguém. Te amo meu amor- comecei a repartir beijos em seus lábios. Ela subiu suas mãos ao meu cabelo, enredando seus dedos ali, tomei seu lábio inferior aprisionando com meus dentes, mas com certa delicadeza para não machucá-la. Nossos lábios começaram sua conhecida dança, se conheciam perfeitamente e sincronizavam seus movimentos.

Beijo começou a mudar de tom quando suas mãos se moveram de meu cabelo a meu peito, o tocava e passava levemente, suas pequenas unhas como se quisesse me marcar como seu. Baixei minhas mãos e colocando-as em seus quadris, a trouxe mais para mim e a sentei em meu colo sem romper o beijo. Ela se acomodou montada, abrindo um pouco o lençol que a cobria, movimento com o qual a parte superior de seu vestido improvisado caiu, deixando seus peitos em todo seu esplendor.

- Você é linda Bella... - disse repartindo beijos em seu pescoço e ombros. Ela, aproximando-se mais de mim, esfregou seu peitos sobre minha pele, ação com a qual meu pulso disparou. Puxando-me pelos cabelos, me obrigou a beijá-la de novo, minha língua se movia de forma travessa dentro de sua boca, embriagada pelo sabor de seu hálito. Abandonei sua boca pouco depois, para sugar um de seus mamilos que, travesso, se mantinha erguido para meu deleite. Senti sua respiração um pouco mais difícil, havia descoberto que eu amava brincar com seus peitos e ao que parece, ela adorava a sensação que isso produzia.

-Papai - disse em um gemido enquanto eu mordiscava e puxava um pouco seu mamilo esquerdo.

- Ummmm? - murmurei enquanto delineava com a ponta da minha língua suas rosadas aréolas. Céus, como desejava minha pequena. Isso de fazer amor com a pessoa que você ama estava me agradando cada vez mais.

- Papai...- voltou a dizer de forma trabalhosa.

- Não pequena, te disse à noite. Não sou Deus e nem seu pai, só Edward - disse em um tom astuto enquanto voltava para seu pescoço.

- Não tontinho, não avisei Charlie que dormiria fora de casa e ele deve estar preocupado. Creio que deva ir... - disse enquanto recuperava a compostura e tentava subir novamente o lençol para se cobrir.

- É muito cedo ainda Bella - refutei. Não queria que ela se fosse agora... Não queria que se fosse nunca!

- Ou muito tarde pelo que posso ver. Devem estar ficando loucos em casa, especialmente Sue.

- Pelo menos espere que amanheça minha pequena. Não posso deixá-la sair a essa hora - fiz uma pausa - Além do mais... Faz me sentir usado - brinquei com ela enquanto fazia bico, uma pobre imitação dos que ela fazia, para mandar meu controle pro chão.

- Oh Edward! - disse esfregando seu nariz com o meu - Me comoveu com seu bico adorável. Está bem, vou esperar um pouco mais, tem razão, ainda é muito cedo e é domingo... Até isso.- levou um dedo ao queixo, pensativamente - Podemos fazer algo...- finalizou.

-Perfeito!- disse pegando-a nos braços e a levantando do banquinho para nos dirigirmos ao quarto. Estava ansioso por fazê-la minha novamente.

- Edward, porque está me levando de volta para o quarto?- perguntou curiosa tratando de arrumar os lençóis que devido à pressão de meus braços, novamente ameaçavam cair.

- Não era isso que tinha em mente?- perguntei parando no corredor que levava ao meu quarto.

- Não precisamente... - disse divertida - Estava pensando em fazer um desjejum para você- em seguida bufei em resposta- Insaciável...

- Eu não sou! - respondi em minha defesa - É sua culpa que eu não possa resistir ao seu corpo, Bella.

- Sinto muito, amor?- disse soltando uma pequena risadinha. O fato de ter usado a palavra amor para se referira a mim fez com que meu peito inchasse de orgulho, minha pequena era tão doce. A ergui um pouco mais e beijei seus lábios muito devagar, extasiando-me de seu sabor.

- Vamos à cozinha antes que mude de opinião e não te permita sair do meu quarto o dia todo. – a coloquei no chão e agarrando-me a sua pequena cintura, a levei à cozinha.

-Tem farinha no armário? – perguntou enquanto abria algumas gavetas e procurava pelos implementos de cozinha.

- Sim, na terceira porta a sua direita- disse enquanto me sentava à mesa para vê-la mover-se por minha cozinha como uma pequena fada mágica com seu vestido feito de lençol. Pegou na geladeira, leite e ovos e começou a bater a mistura. A temperatura estava começando a baixar e eu quase nu já estava sentindo o efeito. Sem que ela notasse fui ao meu quarto e colocando uma de minhas camisetas de correr pela manhã e uma das bermudas brancas, voltei para a cozinha.

A encontrei já com uma frigideira sobre o fogão, e colocando sobre ela a massa, aí entendi que o que estava preparando era panquecas. Me sentei novamente e me deleitei vendo-a cantar uma canção enquanto movia seus quadris e a cabeça no compaço da mesma.

Right right, turn off the lights
We gonna lose our minds tonight
What's the dealio?

I love when it's all too much
5 AM turn the radio up
Where's the rock and roll?

Party crasher, panty snatcha'
Call me up if you are gangsta'
Don't be fancy
Just get dancey
Why so serious?
So raise your glass if you are wrong
In all the right ways
All my underdogs, we will never be, never be
Anything but loud
And nitty gritty dirty little freaks
Won't you come on, and come on, and
Raise your glass
Just come on and come and
Raise Your Glass!

Me pareceu divertido vê- la assim desinibida e feliz dando voltas sobre si mesma, com as mãos levantadas enquanto sorria como uma menina travessa. Ao dar- se conta que eu a olhava com atenção só sorriu e piscou um olho para mim. Uma vez que as panquecas estavam prontas, serviu duas xícaras de café e sentamos na pequena mesa para o desjejum.

- Bella isso está delicioso!- disse quando pude falar depois de ter mastigado por completo o terceiro pedaço.

- Obrigada- respondeu com um adorável corar de suas bochechas.- Era a receita favorita de minha mãe.

- Sente muita falta dela, não é?- deixando meus talheres sobre a mesa, aproximei uma de minhas mãos a seu cabelo e peguei uma de suas mechas a acomodei atrás de sua orelha, para logo acariciar sua bochecha docemente.

- Sim, mas não estou totalmente sozinha. Charlie voltou, tenho Sue, Angela e Billy ... E agora- fez uma pausa- Tenho você- inclinou um pouco sua cabeça a qual levantei em seguida.

- Você terá sempre a mim Bella, sempre- respondi com convicção. Ela me sorriu de forma tímida.

- Vamos, termine de comer antes que esfrie- deu um gole em seu café fixando seu olhar em meus dedos. No mesmo instante abriu os olhos como pratos- Edward tem farinha em seus dedos. Por acaso estou com a cara cheia de farinha?- disse passando seus dedos pelo rosto.

-Está cheia de farinha por todos os lados Bella.-sorri. Era verdade, minha pequena tinha se sujado de farinha até o cabelo.

- Oh não! Devo ver-me, devo estar parecendo uma palhaça- deu um pulo e saiu correndo para o quarto. Vê-la assim me recordou a foto que vi em seu escritório, a que estava cheia de farinha junto a sua mãe na cozinha.

-A foto! Merda! A foto que havia pego em seu escritório estava em meu quarto bem na estante de livros. Ela talvez possa não tê-la notado à noite, mas esta manhã com certeza o faria já que a estante estava ao lado do espelho olha ela se olharia. Me levantei em seguida e saí desesperado para o quarto, mas tinha chegado muito tarde.

- Edward, pode me explicar a razão pela qual esta foto está em seu apartamento? Disse sustentando a foto em sua mão direita e o cenho franzido em sinal claro de confusão. Caralho! Deus... De verdade me odeia?

- Bella, eu... - Pensa, pensa algo coerente. Ok, vejamos... Segundo o que eu via, tinha duas opções, mentir de maneira magistral ou dizer a verdade, e para ser franco tinha medo de qualquer uma das duas reações - Eu...

- Edward?- voltou a perguntar, impaciente a espera de resposta.

- Eu... Eu peguei em seu escritório amor- suspirei resignado- Agora sim, aguente as consequências de sua imprudência. Idiota!

- Por quê?- disse com seu olhar fixo em mim e sua cabeça um pouco inclinada.

- Eu a peguei porque... Porque... - ok, novamente tinha duas saídas, mentir dizendo que tinha pego durante os dias que tinha viajado ou dizer que peguei algumas semanas atrás em um ataque de ciúmes. – Porque o dia que te vi sair com Matt de seu escritório, entrei em cólera. Deixei-me levar pela raiva e escapei para a sua sala, ao voltar, vi essa fotografia e a peguei para mim. - soltei toda a confissão de um só golpe, como quanto você tira um esparadrapo de uma vez, para não doer. – Simbolizava de outra maneira que eu te queria para mim e ninguém mais. Desde desse dia sua fotografia tem estado aqui e todas as noites eu a olho fixamente, desejando que seja você e não sua foto a estar comigo.- conclui.

- Notei a ausência dessa foto há vários dias , mas... Não entendo algo. - disse negando com a cabeça- Essa fotografia desapareceu inclusive antes de irmos a Washington. Por acaso... Você?- deixou a fotografia sobre a cama e caminhou até mim, já que eu ainda estava de pé na porta.

- Sim Bella, eu te amei desde o momento que te conheci. Já o fazia quando peguei essa foto, mas ignorava as razões pelas quais me sentia dessa maneira, porque nunca havia me sentindo assim antes. Sinto muito pequena, deveria ter dito que eu a tinha.

- Edward... Eu também te amei desde este dia, mas tive muito medo de te machucar- tomou meu rosto em suas mãos e deixou pequeno beijo em meus lábios- Mas meu amor por você superou todas as minhas barreiras.

- E as minhas também...- disse acariciando uma de suas bochechas onde apareceu um belo corar.

- Ainda que tenha razão, deveria ter me dito que você a queria uma foto minha, era só pedir, acho que tenho melhores que esta- disse era possível que Bella não visse a malícia que havia em mim? Não se dava conta, por acaso, da classe de monstro que tinha diante de si?- Enfim - disse voltando ao tema- Não quero que me esconda nada Edward, tem que me prometer que de agora em diante não haverá segredos entre nós.- disse enquanto passava delicadamente seu dedo índice pela ponte do meu nariz. Minha pequena me pedia o impossível, poderia eu contar minha vida e meus segredos, inclusive os mais vergonhosos, mas havia um que deveria guardar para mim, para sempre. Não seria capaz de revelá-lo jamais, já que isso a afastaria de mim para sempre e eu não poderia viver sem ela. Bella havia se convertido em minha droga pessoal, e sem ela, eu simplesmente não poderia seguir existindo...

- Te prometo minha pequena, sem mais segredos.- a respondi. Maldito mentiroso! Mas preferia mil vezes isso de mentir para ela à que ela se fosse do meu lado para sempre- Você em troca deve me prometer algo Bella.

- E que coisa devo prometer ao belo ladrão de fotografias que tenho diante de mim?- respondeu em tom divertido.

- Você em troca tem que me prometer que jamais sairá do meu lado, que nunca me deixará. Que em sua vida não haverá nenhum homem além de mim, que ninguém cuidará da sua alma com a devoção que eu o faço que ninguém tomará seu corpo e que te fará vibrar da maneira que eu faço, mas, sobretudo, que ninguém jamais amará a Bella Swan na dimensão que eu o faço agora- Ergui um pouco o olhar para encontrar com seus profundos olhos chocolate, que me olhavam brilhantes como se quisessem transbordar em lágrimas.

- Edward, meu coração te pertence. Como poderia me afastar do homem que me tirou da escuridão? O homem que está me ensinando a amar com tudo o que sou. Eu... Eu sou demasiadamente covarde para sequer pensar em afastar-te um segundo de minha vida- respondeu.

- Me tranqüiliza muito escutar isso pequena.- a aproximei completamente de meu corpo e rodeando-a com meus braços nos fundimos em um forte abraço como se quiséssemos selar com aquele gesto, o pacto que estávamos fazendo essa manhã.

- Edward por certo, tem algo que preciso que tenha claro- disse afastando-se de mim, mas ainda rodeada por meus braços- Matt é só meu amigo, esse dia me pediu que o acompanhasse era para comprar um presente para sua mãe, porque era seu aniversário e ele é tão tonto para essas coisas que era capaz de terminar comprando um cacto em miniatura. - sorriu diante de sua própria conclusão e seguiu- Jamais tive interesse algum em ver Matt como algo que não seja meu irmão, ele tem estado comigo por muitos anos. Entendo que possa estar com ciúmes, mas, amor - tomou meu rosto em suas mãos- O que Matt e eu temos é uma linda amizade e gostaria que você também tentasse se dar bem com ele. Seria muito importante para mim- finalizou com um pequeno beijo em meus lábios.

- Pequena por acaso não notou a forma como Matt te olha ou fala com você? Esse homem morre por você Bella, notei no mesmo momento que o vi junto de você na festa de Alice. Matt quer para ele algo que já é meu e não vou permitir que ninguém te arrebate do meu lado disse apertando-a um pouco mais a meu corpo.

- Edward não deve ter ciúmes dele. Matt sabe que estamos juntos e se alguma vez passou pela cabeça dele que poderíamos chegar a ser algo como você diz, com certeza que com isso não insistirá mais.

- Espero Bella, ou terei que falar muito bem com ele sobre o perigo que pode ser cobiçar os bens alheios- sorri enquanto a apertava mais a meu corpo, segurando-a pelo traseiro.

- Tonto- bateu no meu ombro- Vamos, não há muito que possa fazer para tirar toda essa farinha de cima de mim, preciso tomar uma ducha assim que chegar em casa.

Voltamos para a mesa para terminar o desjejum, desta vez não a deixei sentar na cadeira perto de mim, então a sentei no meu colo. Ela contou-me a histórias das panquecas de sua mãe e como uma vez quase incendiaram sua casa em Forks por causa de um ingrediente colocado em excesso, disse que graças a isso descobriram a receita perfeita das panquecas que seu pai tanto gostava.

Estávamos quase terminando de comer quando escutei meu celular tocar em algum lugar da sala. Intrigado pelo remetente daquela chamada deixei Bella em minha cadeira, e levantei para procurar o aparelho. Ao pegá-lo tive uma surpresa. O que estava acontecendo para que ela me ligasse a essa hora?

- Olá Edward, Bom dia, lamento muito te acordar, eu...

- Olá Angela, não me acordou- a cortei- Bom dia. Aconteceu algo?

- Sério que lamento tanto fazer isso, mas... Bella está com você?- sorri diante de sua pergunta e virei para ver minha pequena que estava banhando com mel a última porção de panquecas.

- Sim Angela, ela está aqui comigo- caminhei de volta à mesa e permaneci de pé acariciando seus cabelos. Ela levantou um pouco sua cabeça e percebi que em seus olhos refletia a curiosidade.- Deseja falar com ela?- perguntei.

- Sim, por favor, só será um minuto.- estendi o telefone para Bella, gesticulando o nome de Angela para que ela soubesse com quem ia falar.

- Olá Angela, bom dia. Aconteceu alguma coisa?- disse enquanto se limpava com o guardanapo- Outra vez? - Se colocou de pé e caminhou até a mesinha onde havia deixado seu telefone, o pegou e franziu o cenho- Sim, está morto. Deve estar descarregado ou algo assim... -fez uma nova pausa e sorriu- Obrigada, de verdade. te devo uma Angela. Vou para casa agora, creio que logo terei que lhes contar o que está acontecendo - disse me olhando fixamente - Sim, sim... Não se preocupe e obrigada novamente - caminhou de volta até a mesa e depois de desligar me devolveu o telefone.

- O que aconteceu Bella?- perguntei.

- O que aconteceu é que essa manhã Sue ligou para Angela novamente, preocupada comigo, e ela teve que dizer para a pobre Sue que depois de seu aniversário fui para sua casa e dormi aí.

- Entendo- disse recolhendo os poucos pratos que havíamos usado e levando-os para a cozinha.

- Não me parece justo estar mentindo para a minha babá, ela é quase como minha mãe e acredito que deva saber da verdade- disse encolhendo suas pernas e colocando-as na cadeira para depois abraça-las.

- Vai dizer-lhe que estamos juntos? Como acha que vai reagir?- disse me aproximando novamente dela, desta vez de joelhos perto de sua cadeira.

- Não acho que vá levar mal, se a contar como estou feliz contigo, certamente se alegrará por mim- sorriu- Além do mais devo adverti-la que essas escapadas de casa podem ser um pouco frequentes e que não é necessário que ligue para Angela cada vez que desapareço. Da próxima, se Angela não lhe atender, é capaz de chamar a polícia.

- Deve ser porque se preocupa muito com você minha pequena.

- Sim, ela também me considera como sua filha Edward. Sue cuida de mim desde que era bebê, começou a trabalhar conosco desde que seu esposo e sua filhinha faleceram em um acidente muitos anos atrás. Praticamente somos sua família e nos acompanhou todo o tempo que vivemos em Forks, Seattle e agora Chicago.

- Que triste isso de Sue, mas também é bom saber que alguém tem cuidando de você por tantos anos.

- Sim, tenho certeza que vai adorá-la assim como eu- soltou suas pernas e me dando um beijo na testa se colocou de pé. - Agora devo ir para não preocupa-la mais.

-Mas Angela lhe disse que estava bem. Não pode ficar um pouco mais?

- Sinto muito amor, mas sério, devo ir. Além do mais- se aproximou de mim e sussurrou baixinho- devo ir tomar minha pílula em casa- se afastou um pouco de mim e deixou um pequeno beijo na ponta do meu nariz. - Vou tomar uma ducha rápida e saio em seguida- disse soltando o lençol e ficando nua na minha frente. A malvada sorriu e acariciou um de seus cachos em um gesto inocente.

-Isabella- rosnei- Não me provoque que se te vejo assim mais um segundo, não duvidarei em fazer amor com você na ducha.

- Tente!- dizendo isso, saiu correndo para meu quarto levando o lençol em seus braços. Saí disparado atrás dela, mas Bella foi mais rápida e se trancou no banheiro.

- Bella, abre- disse golpeando a porta.

- Nããããooo!- Escutei sua voz distorcida pelo som da água caindo da ducha. - isso foi por ter rasgado minha calcinha, agora novamente devo ir sem ela para casa- Estive batendo aporta por um par de minutos, até que desisti sem me mover dali. Uns minutos depois escutei que a água deixou de cair e ela se preparava para sair. Quando abriu a porta a vi envolta em meu roupão branco e sem perder tempo me joguei sobre ela e devorei seus lábios em um beijo feroz. Bella enroscou seus dedos em meu cabelo, se aproximando cada vez dela. Rompemos o beijo em busca de ar e ela me sorriu quando pus minhas mãos em sua cintura.

- Bella malvada... - a censurei- Isso não se faz. Só porque tem que ir para casa e tomar a pílula, não te farei minha neste momento, mas isso não significa que está perdoada por me provocar assim... Sedutora. - sussurrei no seu ouvido.

-Prometo não voltar a fazê-lo Sr. Cullen, mas prometo vir logo e recompensá-lo- disse divertida enquanto tomava minhas mãos e as colocava em seu pequeno trazeiro.

- Isso me lembra algo- disse soltando-a por um momento para buscar algo na mesinha junto a minha cama. Regressei ao banheiro e lhe entreguei um pequeno jogo de chaves que guardava ali. Ela me olhou confusa e franziu o cenho enquanto examinava- São as chaves desse apartamento Bella- contestei sua pergunta não formulada- Me encantaria viver mais noites como a anterior e amanhecer junto de ti sempre que seja possível. Pode vir todos os dias que quiser, não me cansarei- lhe disse sorridente.

- Obrigada amor, virei cada vez que possa. Te amo- disse dando-me um abraço.

- Eu também pequena, agora sim, se vista rápido antes que mude de ideia- disse dando-lhe uma pequena palmada na nádega que ela respondeu com um corar divertido.

Em menos tempo que o esperado Bella estava pronta para ir e depois de um terno beijo na porta do apartamento a vi afastar-se para o elevador.

Regressei para o interior de meu apartamento e me sentei ao piano para terminar de escrever a última parte da canção de ninar, aquela que havia improvisado antes de escutar seus soluços. Perdi a noção do tempo que estive ali sentado escrevendo, tocando ou repassando uma e outra vez a sequencia até que soasse perfeita. Deve ter passado umas sete ou oito horas, nas quais não senti nem fome, nem cansaço, estava concentrado no que estava criando para minha Bella. Não até escutar o toque do meu celular e me trazer de volta à realidade.

- Maldito seja Edward Cullen. Me explique porque caralho acabo de receber uma notificação da corte comunicando que a defesa pede uma prorrogação da audiência até setembro? Que raios está te acontecendo?- outra vez, Tanya Denalli fodendo outra manhã maravilhosa.

- Bom dia Srta. Denali, solicito que se refira a mim em termos mais educados. Para você sou o Sr. Cullen, advogado da Srta. Swan e sua empresa- disse em tom sério- Agora, com respeito à sua pergunta, solicitamos a prorrogação porque a demandante, ou seja, você, não retirou a demanda sem fundamentos que pesem sobre a Swan Editors e necessitamos que retrate o antes possível.

- Edward, por acaso bateu com a cabeça? Te disse há duas semanas que não iria retirar o processo porque não pensava renunciar a esse milhão de dólares e toda a cobertura da imprensa que esse julgamento vai gerar. Necessito depublicidade de alguma maneira e isso vai me ajudar como você nem imagina.

- Srta. Denalli- continuei usando meu tom sóbrio para me referir a ela- lamento dizer-lhe que a defesa tem todas as provas para tombar sua ridícula acusação e...

- ridícula? Agora chama de ridícula? Isso não é o que dizia quando se enrolava em minha cama e quase implorando me pedia que te ajudasse com sua vingança a Isabella Swan. Que aconteceu para que repentinamente decidir terminar com o plano?- fez uma pausa- Entendo, entendo. Se apaixonou pela mulher...

- Muito cuidado Tanya Denali com a maneira que se refere a minha mulher- a interrompi, ainda que instantaneamente me arrependi de tê-lo dito. Eu e minha grande boca!

- Sua mulher?- perguntou em tom de burla- Isabella Swan é sua mulher? Vamos, vamos... O maldito Cullen está submetido à mosca morta da Swan. Não acredito! Quanto tempo levou conhecendo-a? Dois meses? E em dois meses já a trata como sua mulher? Comigo esteve por mais de um ano e jamais se referiu a mim como sua mulher, nem mesmo quando dormia comigo.

- deve se corrigir em algo Tanya, eu não "estive" com você, e muito pior " me deitava com você". A única coisa que fazia era te foder e ponto. Isso deve estar muito claro, ambos desfrutávamos de um bom momento, nada mais que isso. Entenda de uma vez que só te procurava pelo que fazia na cama e não fora dela- escutei um rosnado do outro lado do telefone, sinal de que havia despertado a besta.

- Você é um grandessíssimo filho de uma cadela Edward Cullen. Aposto com minha vida que Isabella Swan nem sequer sabe quem é o desgraçado que tem junto a ela- disse com tom de voz furioso. Havia tocado um ponto muito delicado dela: seu orgulho, havia ferido seus sentimentos, mas também sabia que era melhor deixar as coisas bem claras- Se acha que vou retirar o processo porque vocês dois andam como dois pombinhos por toda Chicago, está muito equivocado.

- Tenho provas que podem te afundar Tanya, você sabe. Sabe que em meu poder estão os manuscritos originais que você mesma roubou de uma de suas companheiras de universidade e que publicou como seu primeiro livro. Ou esqueceu que você me deu para guarda-los e assim evitar suspeitas?

- Estou enganada ou está me chantageando Edward?

- Ache o que quiser Tanya, mas preciso que retire o processo ou vai ser pior para você. O que acontece se a imprensa se inteirar que seu Best Seller não foi escrito por você e que usou de artimanhas para roubar essa estória? Tem até terça de manhã para fazê-lo e será melhor que desta vez me dê o caso. Não conhece com quem está se metendo.

- Quem não sabe o que realmente sou capaz de fazer é você Edward Cullen. Tenha muito cuidado com sua "mulherzinha" porque não queremos que aconteça com ela o que aconteceu com os pais, não é verdade?- suas palavras me deixaram petrificado. Nunca lhe disse que seus pais tinham tido um acidente. Como ela sabia então o que tinha acontecido? Imprensa? Uma estúpida suspeita veio à minha cabeça neste instante. Tanya envolvida no acidente de Charlie e Renee Swan? Impossível! A descartei de imediato e segui falando.

- Não me ameace Tanya, e muito cuidado em se atrever a se aproximar de Isabella ou tocar em um só fio de cabelo dela, porque sou capaz de te matar com minhas próprias mãos- estalei com fúria. Sabia que ela estava ardida, mas a ponto de chegar a fazer algo a minha pequena. Está mulher estava louca!

- Pouco me importa o que me diz Edward, o processo segue de pé. Ainda que- ficou calada por uns segundos- creio que em menos do que você acredite, terei que te visitar em Chicago para cuidar pessoalmente de que Isabella Swan se inteire da verdade.

- Tenha muito cuidado com o que vai fazer Tanya, já está advertida- disse tratando de usar um tom conciliador para que não notasse que estava aterrorizado por dentro. Tanya era muito capaz de vir e contar a verdade a Bella, fazendo meu pior pesadelo, que minha pequena se fosse de minha vida sem remédio.

- Logo terá notícias minhas Edward. Até então, desfrute com sua mulherzinha os poucos dias de felicidade que te restam.

- Apodreça- lhe gritei.

- Adeus Edward- em seguida escutei o som familiar de que a chamada tinha sido encerrada. Lancei o telefone no móvel e caminhei até o mini bar, necessitava de um trago do que fosse para me acalmar. Encontrei um pouco de whisky e sem perder tempo, tomei direto da garrafa. Tratei de me tranquilizar respirando pausadamente, já quase tinha conseguido voltar ao meu estado normal quando escutei meu celular. Não podia ser... Tanya outra vez?

- O que quer dessa vez? Por acaso não fui suficientemente claro?- disse sem sequer olhar a tela do celular.

- Hey, hey, hey... Edward, é Alice- respondeu com sua voz melodiosa do outro lado do telefone- Está bem?

- Não precisamente anãzinha, acabo de fechar com Tanya e a coisa não anda muito bem- deixei-me cair sobre o sofá com minha garrafa na mão.

- Oh oh! Isso não soa bem. Conte- me o que aconteceu. - narrei quase toda a conversa que tinha tido com Tanya, mencionei sobre as mútuas ameaças que nos fizemos. Alice escutava com atenção tudo o que dizia.

- O que acha disso anãzinha?- perguntei ao terminar de contar tudo.

- irmãozinho, segundo com o que penso só te resta uma opção e que é a que te disse naquele dia em casa quando me contou tudo. Deve dizer a verdade a Bella, antes que seja muito tarde.

- Alice, mas se o fizer, vou perdê-la para sempre. Eu não posso perdê-la, Bella Swan é o amor da minha vida- disse com a voz um pouco apagada para que minha irmã não notasse que esta a aponto de me quebrar por causa do medo.

- Eu sei Edward, sei o que ela significa para você, mas por causa do amor que professa para ela é que deve lhe dizer o que está acontecendo. Com certeza se irritará e ficará longe de você por algum tempo, mas também tenho certeza que valorizará sua valentia ao lhe dizer a verdade. Eu prometi te ajudar com ela, mas não há muito que se pode fazer para interceder por ti, se seguir ignorando a verdade.

- Mas o que acontece se ela não me quiser de volta? A terei perdido Alice e não suportaria minha vida sem ela- respondi deixando a garrafa no piso e tomando meus cabelos com fúria.

- Ela entenderá Edward, o fará por que te ama, assim como você a ela. Mas... - ficou em silêncio um par de segundos- se ela não conseguir te perdoar, terá que aceitar as consequências de sua loucura.

- Agora eu sei o quão estúpido eu fui ao planejar algo assim, porque eu estava cego pela sede de vingança, mas tem mais Alice. Algumas coisas do avô, me disse que se eu soubesse jamais haveria concordado em fazer algo assim ou aliar-me com a víbora da Tanya Denali. Devo saber a verdade, mas não sei por onde começar a procurar.

- Talvez nas coisas do avô possa ter alguma pista, uma carta ou fotos para ajudá-lo em sua busca.

- Você se lembra de onde essas coisas estão Ali?

- Eu acho que o pai as guardou no divã alguns anos atrás. Você pode vir e te ajudo a encontrar o que você está procurando.

- Anã, não sabe o quanto eu aprecio você ao meu lado em toda essa confusão.

- Eu acho que no dia em que nós conversamos eu te bati o suficiente, então agora é a minha vez de apoiá-lo - disse divertida. E era verdade, o dia em que Bella partiu para Jackson, fui para a casa dos meus pais e conversei com Alice. Eu disse a ela cada detalhe, cada movimento que tinha pronto para destruir Isabella Swan e fazê-la pagar a ruína do meu avô. Depois de bater-me no braço e no peito tudo o que permitia a sua pequena força, ela se cansou e sentou-se ao meu lado e juntos pensamos em uma solução. Para ela, a única saída era dizer a verdade, para mim, era escondê-la para sempre.

Nós conversamos cerca de uma hora mais, na qual Alice tentou dissuadir-me para que lhe dissesse a verdade para minha pequena. Ele me disse também que "seu Jasper" como agora chamava seu namorado e irmão de Rosalie, viria para Chicago na próxima semana e lhe parecia uma boa ideia se fossemos os 6, incluindo Emmett e Rose a um clube ou algo assim. Eu concordei com ela e aceitei, embora ela não tivesse dito nada para Bella ainda.

Eu me senti muito melhor depois de ter encerrado a chamada com Alice, o álcool não era mais necessário neste momento por isso voltei a guarda-lo onde o havia pegado. Ao voltar para o quarto notei que minha pequena tinha deixado o celular sobre a mesa. Eu sorri quando eu percebi que se levasse o telefone até sua casa seria uma ótima desculpa para vê-la novamente.

Corri para o quarto para tomar um banho e ir para a casa de Bella. Antes de chegar ao banheiro, notei que sua foto estava na minha cama de cabeça para baixo, eu a peguei para voltar a coloca-la junto à lâmpada de cabeceira.

- Eu não posso suportar um segundo longe de você e me pedem para lhe dizer a verdade para que fuja de mim irremediavelmente? Desculpe, meu amor, mas eu sou um ser muito egoísta para deixar que saia do meu lado - eu disse acariciando a foto dela e colocando-a sobre a mesa.

A água quente relaxou meus músculos e depois de um longo tempo no chuveiro eu decidi sair. Esperava que a esta hora Bella já tivesse dito a Sue o que estava acontecendo entre nós e as coisas estivessem mais calmas na casa dos Swan. Saí do banheiro com uma toalha enrolada na minha cintura e eu estava prestes a me vestir quando ouvi uma batida na porta. Deveria ser minha Bella, que notou a ausência de seu celular e veio por ele.

Fui até a porta com a minha toalha enrolada e enquanto abria a porta e eu disse:

- Amor, estava a caminho de sua casa para dar-lhe... - Tive que interromper a minha oração de repente. Não era Bella, que estava na porta - O que você está fazendo aqui? - Uma mulher com cabelo liso de cor loiro pálido e corpo escultural estava na minha frente. Tinha muito tempo que não sabia nada dela.

- Edward Cullen, que maneira de receber os seus convidados. Seminu e chamando-os de amor? Eu vou ter que vir mais vezes - disse divertida enquanto entrava em meu apartamento.

- Repito a minha pergunta: O que você está fazendo aqui Kate?

- Que modos os seus Edward. Você não me dar um beijo de boas-vindas? - Disse em tom sensual enquanto se aproximava de mim. Dei um passo atrás para evitar a sua proximidade.

- Você simplesmente insuportável como sua irmã. Pergunto pela última vez: o que você veio fazer aqui? - Eu disse quase rosnando.

- Vim constatar o que Irina tinha me dito.

- E o que foi que sua irmã disse de mim?- perguntei intrigado. Se mal me lembrava do último encontro com Irina tinha sido neste mesmo lugar, quando me embriaguei por causa de Bella.

- Que o grande Edward Cullen, o maior fodedor de toda Chicago tinha se convertido agora em um pobre e inocente cachorrinho dominado por uma desconhecida, o que agora havia provocado que não pudesse fazer nenhuma mulher gozar por que a dele o tinha tornado impotente- cerrei os punhos em sinal de fúria. Maldita Irina!

- Parece que sua irmã precisa de um tratamento sério de loucura. Não notaram atitudes estranhas ou comportamentos extraviados por parte de Irina? - Eu disse ironicamente. Kate apenas inclinou a cabeça em sinal de que não entendia o que estava tentando dizer. Céus... Quão estúpidas eram as mulheres que tiveram relações sexuais? - Ok, não entendeu o que eu tentei dizer a você, sua irmã mudou completamente a versão do que aconteceu porque... – fiz uma pausa, o que eu estava fazendo dando explicações a Kate? - Você sabe o que? Melhor esquecer, acredite em tudo que a louca da sua irmã lhe disse e saia do meu apartamento agora. Eu não quero saber sobre você ou Irina ou qualquer uma das suas amigas mais.

- Uau... Você fez voto de castidade? Ou você está possuído por algum espírito estranho? - Disse, enquanto olhava para a parte inferior do meu abdome, lembrei-me de que estava de toalha apenas.

- Olhos para cime, Kate - Eu pedi - Não fiz voto, eu não estou possuído nem sou impotente...

- Essa última afirmação é que eu vim constatar - disse perigosamente se aproximando de mim para colocar suas mãos em meus quadris e soltar a parte em que a toalha ainda estava amarrada.

- Me solte Kate, eu preciso que você saia do meu apartamento agora! - Eu disse me afastando um pouco mais.

- Eu não vou sair daqui sem ter certeza de que o fabuloso Eddie permanece em forma - disse de repente agarrando meu pau sobre a toalha. Um som de chaves foi ouvido na porta, quando eu tentei me soltar de Kate, já era tarde demais.

- Edward... - sussurra minha Bella levando as mãos ao peito e soltando as bolsas que estava carregando.

- O amor. Isso... Isso... Eu posso... - não cheguei a terminar uma resposta estúpida quando a vi correr pelo corredor. Eu virei para ver Kate com os olhos cheios de fúria.

- É ela, não é verdade? – Perguntou quando me soltava de sua mão. Corri para encontrar Bella, ele deveria estar ainda à espera do elevador - Antes de chegar à porta, me dirigi a ela.

- Eu vou sair daqui, e eu não quero te encontrar na volta aqui ou eu vou chamar a polícia, assim que saia agora Kate. Desapareça da minha vista e da minha vida para sempre - Eu disse enquanto saia pela porta como possuído. Virei a esquina do corredor e a encontrei pressionando o botão do elevador tão desesperada.

Corri para ela para pará-la com a minha mão segurando a toalha para que ele não caísse. As portas do elevador se abriram e eu não entendo como eu consegui trazer meu corpo entre ela e à entrada do elevador, mas parei sua entrada.

- Bella meu amor, deixe-me explicar o que aconteceu... - Eu disse que a minha respiração suspensa por causa da corrida que eu tive que fazer para alcançá-la.

- Ficou... Ficou tudo muito claro com o que vi Edward. Você tinha acabado de fazer sexo com essa mulher e... - disse entre soluços

- O quê? Não! Bella, por favor, deixe-me explicar as coisas.

- Não Edward, eu não sou idiota. Não há necessidade de explicar o que eu vi. Saia do caminho, eu estou saindo daqui. Eu não quero ver você de novo - disse tentando entrar no elevador. Seus belos olhos chocolates estavam cheios de lágrimas. Meu anjo estava chorando por causa de mim...

- Você me pediu para não ter segredos entre nós certo? Bem, então você vai me ouvir agora! Você vai saber a verdade - Para situações extremas, medidas extremas. Eu me curvei para pegá-la pelas pernas e jogá-la sobre os meus ombros.

- Edward me solte! Deixe-me ir! Isto acabou! - Disse batendo nas minhas costas quando entrava no elevador com ela.

- Pronto - Eu disse enquanto a descia e apertei o botão de parar – Vai me escutar amor, eu preciso que você saiba quem era Edward Cullen antes de conhecer Isabella Swan - disse segurando seu rosto em minhas mãos e enxugando suas lágrimas - Meu anjo, por favor, não chore. Apenas me escute porque vai ser difícil para mim também o que vou te dizer - Ela virou o rosto, o qual voltei a virar para frente para olhar para mim. Eu respirei e comecei.

- A mulher que você viu lá se chama Kate, ela e sua irmã Irina eram o que eu chamava de "amigas de foda". Antes de te conhecer meu amor, eu costumava procura-las só para ter sexo com elas e assim me descarregar um pouco. As frequentava pelo menos três vezes por semana e eram todas amigas umas das outras. Mantinham-se debaixo das minhas regras: sexo sem sentimentos. – Bufei ao me escutar. Como eu poderia acreditar em tal atrocidade por tanto tempo? Agora que eu conhecia o que era o amor, sexo não era apenas uma atividade fisiológica. Era a mais pura prova de entrega para o outro. Seus soluços foram ficando mais fortes, e levou todo o meu autocontrole para não me quebrar em lágrimas ao lado dela.

- Parava de vê-las quando de uma forma ou de outra, elas se afeiçoavam a mim mais do que o necessário - continuei - Eu fugia de qualquer tipo de sentimentos que podiam florescer em algum momento entre uma mulher e eu. Posso te assegurar, minha pequena que jamais houve e nem haverá para com elas nem a milésima parte do imenso amor que sinto por você. Kate veio esta tarde porque Irina lhe disse que eu tinha me tornado impotente, porque a última vez que a vi, a desprezei e não tive nada com ela. É por isso que você a viu agarrar-me lá em baixo, eu acabei de sair do banho e eu pensei que era você quem batia à porta. - A dúvida apareceu em seus olhos e por incontáveis minutos e permanecemos em silêncio. Suas lágrimas continuavam caindo sem controle, partia meu coração ver o meu anjo chorando.

- Isabella, eu quero que você entenda algo. Antes de você entrar na minha vida, eu era uma pessoa diferente, você tem o melhor de mim, me devolveu um coração e uma alma. Eu era um maldito que só procurava as mulheres para colocá-las na minha cama e fode-las até o cansaço.

- O que você fez comigo - disse soluçando enquanto batia no meu peito com seus punhos e tentava ficar longe de mim - Eu odeio você, odeio você, odeio você...

- Bella meu amor me escute, você é a primeira e espero que a última e única mulher na minha vida com quem eu fiz amor - Ela acalmou um pouco a violência de seus golpes, mas ainda sussurrando suavemente o quão estúpida tinha sido por cair na minha rede, depois de um tempo parou de me bater e me olhou - Pequena, por acaso você não acredita em mim quando eu digo que eu te amo? Como um simples mal-entendido pode quebrar sua fé em mim? - Eu não era a vítima nesta situação, de jeito nenhum... Mas o fato de que minha pequena tinha duvidado de mim me teve também à iminência de cair derrotado. Eu a amava, como Bella poderia pensar que encheria minha cama com o calor de outra mulher que não fosse ela?

- Eu... Eu pensei que você tinha dormido com ela Edward, eu não...

- Meu amor, eu entendo que você tenha pensado isso, mas me escute. Essas mulheres são parte do meu passado, você é meu presente, meu belo presente e futuro promissor. Bella eu te amo... Acredite em mim! Eu parei de vê-las quando eu percebi que um anjo de olhos chocolates tinha cativado meu coração.

- Quantas são? – Perguntou fungando seu nariz depois de um tempo.

- Quantas amantes já tive? É a isso que você se refere? - Ela balançou a cabeça tristemente - Pelo menos oito no total - mais uma vez vi seus olhos se encherem de lágrimas quando olhou para cima.

- Eu quero saber seus nomes. Eu quero saber quem veio antes de mim - disse entre soluços.

- Realmente quer saber? - Ela assentiu com a cabeça - Tudo bem, Jessica, Gianna, Victoria, Lauren, Kate, Irina, Renata e - respirei fundo antes de fazer a confissão final - T...

- Olá? Alguém está preso aí? - Era a voz de Eric Yorkie, o gerente do edifício que falou sobre os alto-falantes do elevador. Que conveniente o Sr. Yorkie!

- Oi Eric, é Edward Cullen do 18A. Estamos bem, só paramos o elevador apenas um momento, mas já vamos liberar.

- Certo, tenham uma boa noite.

- Você está mais tranquila? Porque vamos continuar essa conversa no meu quarto - ela suspirou resignada e enxugou as lágrimas quando as portas do elevador se abriram. Tomei- a no colo no estilo noiva para levá-la ao em meu apartamento.

Ao entrar, vi as bolsas espalhadas no chão, que minha pequena havia trago, verifiquei que não havia traços de Kate e continuei até o meu quarto onde deixei Bella na cama. Sentei-me ao lado dela e acariciei seu rosto, ainda cheio de lágrimas. Minha pequena me olhava como um gatinho assustado, suas orbes café estavam arregaladas.

- Foi muito difícil para mim, revelar o homem que eu era antes de sua chegada Bella. Não me orgulho em nada com as coisas que eu fiz ou como tratei todas e cada uma das mulheres que eu mencionei. Amor, eu era um monstro, um ser sem vida. Mas você mudou isso, faz-me mal ver agora o que eu era. Um homem que só queria um par de pernas abertas e disponíveis para mim e agora você... – disse apoiando minha testa na dela - agora você veio para mudar-me completamente. Meu amor, eu não posso nem imaginar minha vida sem você. Você é a única na minha cabeça, no meu corpo e aqui - Peguei a mão dela e coloquei-a no meu peito - especialmente aqui, é a única em meu coração pequena - ela sorriu levemente, sem que a alegria chegasse a seus olhos - Agora que você sabe verdade, você vai se afastar de mim? Eu entendo que você queira sair correndo apavorada daqui – a vi limpar com as costas da mão algumas lágrimas que escorriam pelo seu rosto bonito.

- Eu... Eu não sei o que pensar. Eu não sei o que te dizer... Eu... Elas são... Eu acho que é melhor... - Eu balancei a cabeça e levantei a minha mão para sinalizar para parar.

- Bella sei o que você está pensando, mas, por favor, não me deixe, não me julgue sem me dar a chance de mostrar que eu sou um homem diferente. Perdoe-me por tudo Bella. Mas meu amor não me deixe, não o faça - Peguei seu rosto e eu me ajoelhei na cama e, em seguida, beijei sua testa. Poderia implorar, se fosse necessário, passar horas de joelhos implorando para não me deixar, meu coração não seria capaz de resistir a um desastre de tal magnitude.

- Eu não posso sair do seu lado Edward, inevitavelmente você está gravado a fogo em meu coração e eu não posso nem querer tentar viver um segundo sem ti. - fez uma pausa - Eu não esperava ser a primeira em sua vida, Edward, e inegavelmente esperei ser a nona- negou tristemente - Mas você foi honesto comigo e eu aprecio isso, porque é algo que eu mesma te fiz prometer, eu realmente aprecio sua honestidade e pelo menos agora eu sei que você tem um passado que eu espero ajudá-lo a deixar isso lá mesmo, no passado...

- Bella, eu te amo tanto - Eu a abracei com todas minhas forças enterrando meu nariz em seu cabelo - Como você pode ser tão boa para mim?

- Porque eu também te amo Edward - ela disse entre curtos soluços – Lamento que eu disse que eu te odiava e desconfie de você, eu me deixei levar por ciúme e raiva. Desculpe meu amor...

- Agora você entende como eu me sinto quando te vejo ao lado de seu amigo? Aplica o mesmo princípio - disse separando-me dela - Assim como você me disse pela manhã é a minha vez de te perguntar uma coisa, não tenha ciúmes de mim Bella. Você é minha mulher, que amo incomensuravelmente e nunca, entenda bem, nunca haverá outra mulher na minha vida... Prometa que você nunca vai duvidar de mim?

- Sim Edward. Eu prometo nunca voltar a duvidar de você.

- Venha aqui pequena - novamente embalei seu rosto em minhas mãos e a beijei com ternura. Eu podia sentir que minha pequena, mesmo assim ainda dava leves soluços assim, depois de deixar seus lábios cheios de beijos, beijei suas pálpebras e bochechas - Eu sei que é uma pobre desculpa, mas vou tentar atenuar com beijos cada lágrimas derramada hoje meu amor, eu sinto muito - sussurrei contra seus lábios novamente. Por mais ilógica que fosse a situação naquele momento, eu precisava fazer amor com ela. Demonstrar com o meu toque que ela era a minha vida, a coisa mais importante que já tive. Eu sorri com o pensamento que me veio à cabeça.

- Amor - disse enquanto passava a mão pelo seu cabelo - Você percebe que esta foi a nossa primeira briga? - Ela balançou a cabeça lentamente – Já sabe o que fa os casais que se amam depois de ter uma briga como a nossa? - Desta vez, ele balançou a cabeça em negação - têm sexo de reconciliação - eu sorri.

* Bella POV:

Não se passou nem um segundo depois de Edward me dar esse sorriso maroto, e então eu já estava devorando seus lábios em um beijo apaixonante. Segurando meus quadris, me apoiou em seu peito e, juntos, nos deixamos cair na cama. Eu beijei seus lábios apaixonadamente permitindo a entrada de sua língua a qual chupei com um pouco de força com o meu lábio inferior. Eu me agarrei a seu cabelo castanho quando sentia que minha calcinha estava ficando molhada com rapidez. As sensações que Edward me fazia sentir eram completamente indescritíveis, meus mamilos endureceram quando suas mãos escorregaram sob o meu vestido e apertaram minha bunda com força. Meus pulmões gritavam por ar, mas meu cérebro pouco se importava com isso. Senti suas mãos deixarem minha bunda e subí-las para os meus seios através da minha cintura. Eu não sabia até aquele momento que eu estava completamente vestida e ele apenas coberto com uma toalha.

Eu decidi tentar algo, algo que iria impressionar Edward... Eu queria estar no controle desta vez e assim esquecer um pouco a discussão que tivemos. Sem perder tempo eu abaixei minhas mãos para seus quadris e tirei a sua toalha. Eu levantei meus quadris um pouco para liberá-la completamente e com a ponta dos meus dedos levemente acariciei seu membro quase ereto, assim, alcançando um grunhido de seu peito. Em seguida senti que se agarrava aos meus quadris e nos rolava na cama me fazendo ficar sob ele. Abruptamente interrompeu o beijo e sorriu.

- O que você está fazendo pequena? - Disse baixando as alças do meu vestido e deixando beijos molhados nos meus ombros até o começo dos meus seios. Eu precisava ser criativa, se quisesse surpreendê-lo, mas o que fazer?

- Vamos lá - eu fiz com que nos virasse ficando novamente sobre ele. Levantei-me rapidamente e saí da cama. Edward se sentou na beira da cama, com as pernas ligeiramente afastadas, olhando ansiosamente cada um dos meus movimentos e fixando suas lindas esmeraldas em mim, como se estivesse tentando entrar na minha cabeça e saber o que pretendia fazer.

Sem saber ao certo o que pretendia fazer ou onde eu deveria começar me coloquei na frente dele e afastei suas pernas um pouco mais para eu me colocar no meio. Lentamente, comecei a levantar meu vestido balançando meus quadris, eu o vi sorrir e passar a língua sobre o lábio inferior. Subi um pouco meus braços para tirar toda a roupa causando um suspiro de sua parte, como devido à força para puxar o vestido meus seios bateram no rosto de Edward por causa da proximidade que tinha.

- Linda... - disse, enquanto beijava-me com adoração. Lentamente sugou um seio segurando o outro. Uma estranha ideia passou pela minha cabeça naquele momento: Que meus mamilos não estivessem na boca de Edward, mas de um pequeno bebê de cabelo acobreado e olhos cor de esmeralda, a boca do meu bebê... Do nosso bebê...

Eu balancei a cabeça com força e gemi com o toque dos dedos de Edward na minha calcinha molhada.

- Eu amo o cheiro de sua excitação Bella é meu aroma favorito - disse com voz rouca. Eu imediatamente coloquei minhas mãos em meus quadris para baixar minha tanga, mas suas mãos me pararam - não amor, isso eu que eu faço – dito isso, levou a mão a ambos os lados da minha tanga e a rolou lentamente pelas minhas pernas deixando beijos molhados em seu trajeto. Eu levantei meus pés um pouco de remover a roupa do meu corpo. E agora? O que fazer? Eu tinha que tentar algo diferente. Eu sorri ao encontrar a resposta e embalando seu rosto em minhas mãos, eu o obriguei a olhar para mim.

- Edward me ensine - em seu rosto se desenhou a dúvida - Ensina-me algo novo amor...

- Minha pequena - beijou minha barriga e depois continuar mais ao sul. Eu senti um dedo percorrer a entrada do meu sexo até que segundos depois abriu passagem dentro dele – Está ensopada minha Bella, completamente pronta para me receber - disse ele quando ele puxou o dedo e lambeu-o com os olhos fechados. Ele pegou minha mão e me fez sentar em suas pernas com as minhas abertas diante dele. A posição precisava de algum equilíbrio, de modo que me agarrei a seus ombros. Ele juntou sua testa na minha e beijou meus lábios ferozmente.

Mais uma vez eu senti seu dedo colar-se ao meu centro molhado um minuto depois, não demorou a ser acompanhado por um segundo que se moviam dentro de mim, curvando-se ligeiramente e explorando minhas paredes internas como se estivessem procurando alguma coisa enquanto entravam e saiam em um delicioso vai e vem. Enquanto dois de seus dedos se moviam inquietos, seu polegar se encarregava do meu pequeno botão. Deus!

Eu tive que morder o lábio para abafar um grito quando senti que os dedos de Edward tinha encontrado o que eles estavam procurando. Pressionou de maneira gentil minha parede anterior da minha vagina fazendo-me ver estrelinhas coloridas no mesmo instante. Vendo minha reação Edward esfregou três vezes no mesmo lugar, enquanto liberava com seus dentes a pressão que eu exercia eu meus lábios para sussurrar sobre eles.

- Vamos Bella, eu quero ouvir você gemer meu nome, grita... Grita o nome do único cara que faz você se sentir assim - disse investindo fortemente com os dedos.

- E... Edw ... Edwa ... Edward! - Eu gritei quando a espiral que havia se formado, se libertou deixando-me completamente fraca devido ao orgasmo que bateu no meu corpo. Mordi o lábio num claro sinal de vergonha. Ele liberou meu lábio com o dedo e eu pude sentir o gosto da minha excitação.

- Você quer te provar? - Perguntou, com um sorriso nos lábios. Eu balancei a cabeça e sorri de forma tímida. Esta noite eu queria tomar o controle e levá-lo a loucura e esta parecia uma boa maneira de fazê-lo. Eu trouxe os seus dedos à boca e corri minha língua sugestivamente por eles, então chupei duro enquanto eu o observava. Eu não sabia o que diabos eu estava fazendo, mas, aparentemente, Edward estava se divertindo já que sua respiração tornou-se mais e mais pesada com o passar dos segundos. Eu absorvi cada gota de meu néctar em seus dedos para logo depois beijá-lo. O beijo começou lento, como se quisesse agradecer pelo maravilhoso orgasmo que tinha acabado de ter, mas ganhou intensidade. Segurei com força em seu cabelo e com algum atrevimento fui eu quem colocou a língua em sua boca.

- Quem é você e o que você fez com a minha mulher inocente? - Sussurrou para um dos meus seios antes de levá-los à boca.

- Edward ensina-me... Eu quero fazer você se sentir... Bem... Deixe-me aprender... - respondi ofegante quando senti sua língua brincando com meu mamilo e depois o libertando lentamente e lambê-lo. Senti meu centro ficar úmido rapidamente e sabia pelo roçar de minhas coxas em sua virilha, que Edward estava mais do que pronto.

- Venha pequena – me levantou de seu colo e recostou-se novamente, desta vez apoiando as costas na parte de trás da cama - Eu vou te ensinar alguma coisa hoje à noite... Eu vou te ensinar como um homem total e perdidamente apaixonado faz amor com sua mulher - Suas palavras me deixaram sem reação, eu queria mostrar a Edward que poderia ser melhor do que qualquer uma dessas mulheres do seu passado e aprender algo diferente para ele, mas com Edward não havia nada para provar, apenas deixar ir e desfrutar.

Ele pegou minha mão e sentou-me montada, ao contrário da vez que fizemos na banheira me colocou de costas, seu pênis ereto e pronto para a ação convidou-me a experimentá-lo, mas eu só deixei um beijinho na ponta. Eu ouvi um grunhido de satisfação e sem hesitação eu coloquei seu pau na minha entrada. Edward me guiava com as mãos em meus quadris sinal de que ele quem daria o tom, quando eu estava pronta eu só me limitei a olhar para ele sobre meus ombros e piscar-lhe. Que sexy e ousada me sentia essa noite! Nem tive tempo de colocar o meu ego em níveis normais quando senti o membro de Edward me encher completamente, uma investida que me tirou todo o ar dos pulmões.

- Bella! Minha pequena... Você é tão apertada - disse ele com voz rouca. Então eu senti suas mãos passar pelas minhas costas e afastar meu cabelo para os lados. Em meu ombro direito deixou beijos molhados enquanto eu joguei minha cabeça para trás e apoiando meu rosto em sua testa - Eu te amo tanto... Desta vez vai me sentir muito mais dentro de você, meu amor, vamos lá... - Eu comecei a sentir um ondular lento de seus quadris, eu imitava o movimento guiada por suas mãos. Com cada impulso sentia entrar cada vez mais e mais, seu membro atingia o fundo da minha vagina e recuava lentamente. O compasso que Edward estava fazendo estava me deixando louca, que não melhorava se você acrescentar que suas mãos acariciavam minhas costas e fazendo círculos com a língua.

-... Eu te sinto... amor ... Me completa... Me complementa - consegui dizer entre suspiros. A sensação era requintada e quase incontrolável então eu tinha que apoiar as mãos sobre os seus joelhos para não perder o equilíbrio com cada investida e não desmaiar de prazer.

- Você é minha pequena Bella... E como eu amo a sua inocência... É a sua alma é bela... Tão pura... Eu te amo Isabella... - sussurro em meu ouvido.

- Sou sua Edward, me tenha meu amor... - Eu gemi agarrada ao seu cabelo desta vez - eu quero fazer melhor do que qualquer uma delas, eu...

- Shhh pequena ... Você nunca poderá se comparar com qualquer uma dessas mulheres, porque você é simplesmente perfeita, a única dona do meu coração, sinto tanto que eu te fiz chorar meu anjo - sussurrou às minhas costas. Nós mantivemos o mesmo ritmo e cadência de movimento, uma deliciosa tortura que desfrutava mais se me inclinava um pouco para frente cada vez que Edward investia.

- Mais Edward... Mais amor... Mais... - Eu precisava de minha libertação, uma espiral começava a se formar na minha barriga passando a formigar até a parte baixa de minhas costas e sabia que não havia muito tempo para nós.

-Assim? - Edward respondeu com golpes rápidos e fortes. Eu suprimi o desejo de gritar assim que apenas revirei os olhos e comecei a me mover mais rápido tentando manter seu ritmo.

- Sim, sim... Assim meu amor - Suas mãos na minha cintura tinham me definindo o padrão de como Edward queria que eu me movesse, uma vez que tirou as mãos de meu ventre, as dirigiu aos meu seios onde os acomodou com ternura, controlando assim seu movimento de rebote.

- Estas belezas são minhas - disse massageando meus mamilos - Prometa-me que ninguém mais vai tocá-los, nunca! – Rosnou.

- Nunca... Edward... Eu sou... Sua... Para sempre. - Aumentei o ritmo do movimento um pouco mais. Subia e descia violentamente enquanto o ouvia assobiar. Eu adorava ouvir os seus sons enquanto fazíamos amor, eu me sentia desejada!

- Bella... -

- Amor estou perto, deixe-me... - Não terminei minha frase quando senti que seus dedos foi direto para lá, procurando meu pequeno botão. Eu gemia descontroladamente quando ele começou a massagear com habilidade.

- Edward... Eu...

- Vamos amor, venha comigo... Nós vamos tocar o céu juntos - meu corpo, como um escravo obedecendo à voz do seu mestre permitiu a minha libertação, eu explodi em um orgasmo fabuloso que fez com que minhas paredes se contraíssem mantendo como prisioneiro por alguns segundos o membro de Edward acompanhado por um gemido alto no qual o nome do meu amor abandonou meus lábios. Uma nova investida foi o que precisou para levar Edward ao clímax, eu o senti vir fortemente dentro de mim enchendo meu ventre com seu sêmen, a sua pequena semente do amor.

Nós ficamos nessa posição por alguns minutos em que nossos corpos geraram um balanço leve. Desfrutamos da paz que sentíamos despir de nos temos entregado com tal paixão um ao outro. Eu ouvi Edward sussurrar no meu ombro que eu era a mulher para ele, que era linda e que ele me amava muito. Eu sorri para suas declarações enquanto eu me recostava em seu peito e acariciava seus cabelos. Suas mãos se posicionaram nas minhas costas e me pegando pelas minhas nádegas me ajudou a sair dele. Virei rapidamente sentada em seu colo e deixando um beijo casto.

- Não sei o que foi isso, mas eu amei que assumiu o controle minha pequena - sorriu e beijou meu pescoço - E... Se o sexo reconciliação vai trazer à tona minha própria versão de "Lolita" eu acho que vou te irritar mais vezes - Um rubor acendeu meu rosto e olhei para baixo. Será que eu exagerei? - Eu amo quando você faz isso amor. Venha, descanse um pouco...

Pegou-me em seus braços e nos deitou na cama, cobrindo-nos com um lençol. Em seguida me acomodei em seus travesseiros e fechei os olhos. Senti-o reclinar a cabeça em meus seios como se fossem sua almofada macia enquanto descansava as mãos na minha cintura, eu registrei incomum. Edward deixou um beijo na minha barriga, sussurrando algo que eu não conseguia entender. Eu caí em um sono profundo, onde o último gesto de Edward se repetia desta vez em uma barriga saliente e redonda. Era a minha barriga onde carregava com amor o filho que havíamos concebido.

Edward POV

O calor que emanava do seu corpo tinha me acalmado até cair em um sono profundo. Lembro-me de ter deixado um beijo em sua barriga onde eu havia deixado minha semente depois de um orgasmo poderoso. Sussurrando sobre sua pele:

"Este será sua casa bebê, o local aonde a mamãe vai te carregar, quando eu a engravidar".

Bella tinha definitivamente mudado a minha vida, eu fui de ser um maldito promíscuo vingativo a um namorado apaixonado e agora um homem sonhador ansioso para começar uma família. Tinha pensado nisso enquanto compunha a última parte de sua canção de ninar esta tarde. Enquanto compunha muitas imagens rodaram na minha cabeça: eu via minha Bella sorrindo com um vestido branco e esvoaçante brincando nervosamente com um buquê na mão, em outra foto a via acariciando com carinho sua barriga bastante proeminente enquanto cantava uma música doce, e nas últimas a via amamentando em uma cadeira de balanço, uma linda menina de cabelos cacheados da cor de chocolate. E eu vi tudo... E eu queria tudo de uma vez. Queria esse futuro com Bella, vendo-a como minha mulher, minha amante, minha confidente e mãe de nossos bebês. Eu queria essa família, e queria essa bebê... Minha bebê...

Fechei os olhos para tentar dormir. E eu comecei a sonhar... As mesmas imagens da tarde vieram desta vez com mais força, vi uma Bella feliz enquanto eu falava com o bebê, que ainda estava em seu ventre. O sonho colorido tornou-se algo obscuro e sinistro dentro de minutos, quando se formou a imagem de Bella triste, chorando, enquanto olhava por uma janela, e não havia nenhum bebê em seus braços. Eu comecei a desesperar, alguém teria levado o bebê? Eu ouvi no meu sonho seus soluços incontroláveis repetindo várias vezes que me odiava com uma voz cantando ao fundo: Desfrute com sua mulherzinha os poucos dias de felicidade que te restam. Então eu acordei com um sobressalto, suando e tremendo.

Eu saí da cama em busca de ar. Cobri minha pequena muito bem e fui para a cozinha para pegar um pouco de água. Por que eu havia sonhado algo tão estranho? Por que Bella repetia que me odiava? Será que ela sabia a verdade em meu pesadelo? Eu estava convencido, naquele momento, que jamais lhe diria aquele segredo, que eu levaria para o túmulo. Além do mais sabia que tinha que tinha que proteger a minha pequena da verdade. A qualquer custo...

Recostei-me em um dos móveis da minha sala e olhei pela janela. Vivendo em um apartamento tão alto definitivamente tinha suas vantagens, podia ver toda Chicago. Depois de alguns minutos senti uns passos delicados caminharem até mim.

- Amor, está aí? - Perguntou Bella se aproximando, enrolada no lençol.

- Sim pequena, eu tive um pesadelo e saí para tomar ar. Desculpe-me por ter acordado você - eu estendi o meu braço e a recostei em meu peito acariciando seus cabelos. Ficamos assim por um longo tempo olhando pela janela do meu 18 º andar. Acariciava o seu braço de forma delicada como ela fazia o mesmo com o meu cabelo.

- Qualquer coisa que eu possa fazer para fazer você se sentir melhor? - Perguntou levantando um pouco a cabeça. Beijei sua testa carinhosamente e cuidadosamente rolei para acomodá-la debaixo de mim para fazê-la minha uma segunda vez naquela noite. Nossos gemidos se misturavam com o silêncio na sala quando nosso orgasmo chegou. A recostei sobre meu peito com a cabeça na minha barriga para descansar. Quando a senti completamente adormecida, a lentamente a tomei em meus braços e a levei para o quarto. Eu a abracei mais apertado junto ao meu corpo para evitar novos pesadelos, entrelaçando suas pernas com as minhas. Fechei os olhos e tratei de dormir, mantendo a imagem de Bella e a bebê em meus sonhos...

. -. -. -. -. -

- Edward, amor, devo ir para casa - Eu ouvi a distância. Eu tentei abrir meus olhos, mas rapidamente me cobri com os lençóis. A luz no meu quarto estava acesa enquanto ela, usando apenas uma das minhas camisas velhas, tentarando coletar nossas roupas no chão.

- Que horas são -? Perguntei ainda sob os lençóis.

- É tarde, já são 06:00 e eu devo começar a minha rotina. Começando com ir para casa - Eu ouvi a voz dela perto da cama e de uma só vez senti que removeu o lençol, deixando-me nu.

- Bom dia dorminhoco - deu um sorriso nervoso enquanto observava minha virilha - Acho que alguém precisa de um banho de água fria – Minha pequena deixou um beijo na minha testa e saiu do quarto.

- Ei! Você não está cansado de ontem à noite? Me deixa envergonhado, amigo - me juntei com um dos lençóis da minha cama e fui em busca de Bella. Eu a vi na cozinha servindo-se de uma xícara de café e preparando uma para mim. Sentei-me no bar da cozinha e tomei um gole de café.

- Eu quero que você se mude comigo - soltei. Bella, que estava bebendo de seu copo, cuspiu tudo de uma vez.

- O que você disse?

- O que ouviu pequena, eu quero que você viva comigo.

- Eu... Eu... Edward eu não posso fazer isso - meu amor torcia as mãos nervosamente e mordia o lábio com um pouco de violência.

- Eu entendo você acha que é um pouco apressado. Esqueça, eu não deveria ped ... - neguei com a cabeça.

- Não Edward, eu não posso morar com você porque meu pai precisa de mim agora. Eu sou tudo o que ele tem e não posso sair assim tão de repente. Talvez quando ele estiver melhor e possa compreender que a sua pequena Bella cresceu, possa morar com você.

- Eu odeio ver você sair sorrateiramente como um ladrão à noite. Eu não quero que você me deixe sozinho todas as manhãs.

- Acredite-me amor que eu também não gostaria de estar brincando de esconde-esconde, mas é necessário por um tempo - disse dando a volta na mesa e colocando as mãos na minha cintura.

- Você vai considerar depois? - Perguntei esperançosamente.

- Claro Edward, eu também desejo acordar ao seu lado todos os dias.

Apesar da minha relutância inicial, a deixei ir para casa. Eu limpei um pouco o balcão da cozinha e joguei fora a toalha de papel no lixo. Quando abri o lixo vi que as caixas que Bella tinha trazido agora estavam lá, vi alguns símbolos chineses em pequenas caixas, então eu assumi que a pequena tinha comprado o jantar para nós dois.

- Idiota, idiota, idiota! A manteve a noite toda sem comer! - Eu bati na minha testa com meu punho várias vezes. A compensaria essa noite, a levando para jantar.

Fui para o quarto e estava pronto para começar a manhã. Comecei justamente com o banho de água fria que Bella tinha sugerido e me arrumei de forma ordenada. Em nossa reunião costumeira de segunda-feira, mencionaria que a audiência de Tanya tinha sido adiada por alguns meses. Eu diria que nós iríamos tentar acordos extrajudiciais para tentar evitar a corte.

Eu estava pronto para ir para o escritório, morrendo de vontade de ver a minha menina novamente. Não a Bella mulher que se contorcia com meu toque e mandava no meu coração, mas como a poderosa e confiante executiva que ela era. Peguei as chaves do Volvo e abri a porta. Alguém estava lá, eu a reconheci imediatamente. Ela sorriu para mim e eu deixei escapar todo o ar de meus pulmões por alguns segundos.

- Tanya...


N/T: Maldade para aqui não é? O que essa Tanya ainda vai aprontar? Meninas, de verdade, sei que tem bastante gente lendo, mas quase ninguém comenta e isso desanima bastante. Os capítulos dessa fic são enormes e preciso de combustível para traduzir. Boa quarta feira de cinzas. Lu.