Título: Vítima do Jogo

Autor: LiaCollins

Disclaimer: Bem, Supernatural, bem como seus personagens, infelizmente não pertencem a mim, mas ao Eric Kripke. Eu apenas me divirto escrevendo histórias com eles.

Beta reader: Sem beta, então os erros são meus, por isso relevem qualquer besteira q eu tiver escrito

Categoria: Romance, Ação, Jensha

Advertências: Yaoi e Lemon, ou seja conteúdo adulto e homossexual, se não gostar é só clicar em "fechar" ou mudar de fic.

Classificação: NC-17

Completa: [ ] Yes [x] No

Resumo: O que acontece quando um assassino de aluguel se apaixona por aquele que deveria matar?


Bem, aqui estou eu com mais uma longfic! Rsss! Esse plot me veio na cabeça enquanto eu jogava "Hitman: Blood Money" pela primeira vez (por isso Misha usa aquele tipo de roupa na história), mas precisamente, sábado passado. E eu n podia deixar passar um plot tão bom, podia? Rsss! Espero que gostem!

P.S: A primeira cena da fic é inspirada no filme "Assassinos" de Antonio Banderas e Sylvester Stallone. A cena em questão é protagonizada por Banderas.


Ele estava escondido, sentado em uma cadeira naquela varanda de um prédio alto e muito velho da cidade, já a horas. Com muita calma, ele esperava o alvo sair do Banco, que ficava a metros à frente de onde ele estava, enquanto segurava seu rifle de longo alcance. E em seu ramo de trabalho, paciência era essencial, por isso já tinha enchido 2 garrafas de 1 litro cada com sua própria urina. Os banheiros daquele arranha-céu decrépito estavam inutilizados, por isso não restou outra saída.

O suor escorria por seu rosto e ele o enxugava o quanto podia. O dia estava muito quente e tirar seu sempre presente terno italiano preto e sua gravata vermelha não ajudou muito, abrir os botões de sua camisa branca, menos ainda. Mas ele não podia sair dali, não antes de fazer seu trabalho. E eis que a oportunidade finalmente surgiu. O alvo saiu do banco e caminhava em direção ao seu carro. Era uma mulher jovem, com idade na faixa entre 30 e 40 anos, loira, alta e de olhos azuis. Claro que, daquela distância, não dava para ele notar todas essas características. Apenas a altura. As outras, ele viu na foto que seu cliente lhe deu.

Enfim, ele engatilhou a arma, mirou e disparou. A bala foi direto para a testa dela, que caiu morta logo em seguida. Ele tinha feito seu trabalho e agora era hora de ir embora. O homem pegou sua arma, colocou em uma caixa que, por fora, imitava o case de um violão e partiu. Ele deixou o prédio, entrou no carro que havia escolhido para aquele trabalho e foi embora. Em frente ao banco, uma multidão tentava socorrer a jovem loira. Alguns gritavam, outros choravam. Um segurança do banco ligava para a emergência, enquanto outro procurava o atirador. Mas era tarde. Ele já estava longe.

Ele dirigia seu carro a caminho de sua casa, que ficava em Dallas, no Texas. Como ele estava muito longe de seu lar, demoraria a chegar. Tentando se distrair, ia ligar o som, quando seu celular vibrou. Ele colocou o aparelho para apenas vibrar com a intenção de evitar que o barulho chamasse a atenção dos transeuntes que estivessem passando perto do carro no momento. O homem parou o carro no acostamento e atendeu:

-Sim

-Sr. Krushnic? - indagou a voz masculina do outro lado da linha.

-Como conseguiu esse número? - retrucou o assassino rispidamente.

-Um amigo meu me deu. Ele disse que o senhor poderia resolver meu problema. - explicou o outro homem agora um pouco assustado.

-Amigo? Que amigo? - replicou Krushnic ainda mais rispidamente.

-Chad Michael Murray. Ele me disse que o senhor fez um trabalho para ele e que poderia me ajudar também. - disse o outro homem tentando disfarçar o medo que o atingiu naquele momento.

-Ah sim. O Sr. Murray. Bem, o Sr. Conhece a boate "Aphrodisiac" que fica na Gaston Avenue em Dallas?

-Sim, conheço. Será o ponto de encontro?

-Exatamente. Estarei te esperando lá, amanhã de manhã, às 8 em ponto.

-Ok

Misha Collins, o assassino conhecido no meio como Krushnic, desligou o celular satisfeito por já ter outro trabalho tão cedo. Mesmo assim, ele não sorriu. Na verdade, ele nunca sorria. O sorriso abandonou seus lábios 10 anos antes, quando sua vida foi destruída e o ódio o consumiu de tal maneira, que ele decidiu abandonar tudo e se tornar assassino de aluguel.

Ele chegou em Dallas e foi direto para a "Aphrodisiac", que pertencia a ele e sua irmã, Sasha. Uma bela mulher 5 anos mais jovem que ele, morena, de cabelos negros e longos e um par de olhos azuis que enxergavam até o fundo da alma, assim como os do irmão. Ela desconhecia o trabalho de Misha. Ele mentia para ela dizendo que viajava para divulgar a boate e discutir com os fornecedores e ela era tão ingênua que acreditava.

Enquanto ele viajava, ela cuidava da propriedade dos dois. A casa de Sasha ficava em cima da boate, já Misha morava em um pequeno apartamento do outro lado da cidade, pois não gostava de chamar atenção. Ele entrou na "Aphrodisiac" e foi na direção da irmã, que estava atrás da bancada. Com sua seriedade costumeira, ele a cumprimentou:

-Como vão as coisas por aqui?

-"Oi, maninha? Como você está?" Ah, oi, maninho! Eu estou ótima! Obrigada por perguntar! E você? - retrucou a jovem sarcasticamente enquanto saía de trás do balcão e abraçava o irmão.

-Desculpe, não quis ser mal educado. Como você está? - devolveu ele um pouco desconsertado com a reação de Sasha e o abraço.

-Você não foi mal educado, só foi frio como sempre. Aliás, estou bem. E você? Como foi a viagem? - indagou ela com um belo sorriso.

-Desculpe, você sabe. É o meu jeito desde que...

-Eu sei, eu sei! Mas você não respondeu minha pergunta. - interrompeu a morena sabendo que ele não conseguiria terminar a frase.

-Eu estou bem sim e a viagem foi ótima. Consegui mais um fornecedor para a boate. - respondeu ele aliviado por não ter que concluir o que estava falando.

-Que bom! Assim, logo nós transformaremos a "Aphrodisiac" em uma rede de boates!

-Não exagera! Vamos com calma! Não esqueça: Quanto mais alto...

-Maior a queda! Eu sei, mas sonhar não é proibido, não é? - completou a morena, pois ouvia o pai deles dizer essa frase quando eles eram crianças.

-Claro que não! Mas quando você vai viajar com o Morgan?

-Daqui a meia hora. Só estava esperando você voltar para abrir a boate.

-Bem, então você já pode ir.

-Tá me expulsando, maninho? - brincou Sasha.

-Não. Só não quero que você se prenda aqui por minha causa. Eu sei que você está louca para passar o fim de semana com o Morgan.

-Você e essa sua mania de tratar as pessoas pelo sobrenome! Você tem que parar com isso, Mish! Só acentua a sua frieza! - exclamou a jovem preocupada com o irmão.

-Eu sei, mas é o meu jeito, tá? Eu já disse! - devolveu o assassino começando a se exaltar.

-Está bem! Eu sei! Não vamos discutir! Eu só não fui ainda, porque estou esperando o Jeff chegar!

Uma buzina de carro foi ouvida. Sasha sorriu e Misha falou:

-Não precisa mais. Pode ir, eu vou tomar conta da boate como prometi.

-Está bem, maninho! Até segunda-feira! - exclamou Sasha após dar um beijo na testa do irmão e sair com sua mala, que estava escondida atrás do balcão, nas mãos.

-Divirta-se! - falou Krushnic enquanto via sua irmã ir embora.

-Vou me divertir sim, e muito! - exclamou a morena maliciosamente sem olhar para trás.

Sasha deixou a boate, ao mesmo tempo em que Misha começou a arrumar tudo, esperando pelos funcionários que logo chegariam e os clientas que receberia mais tarde. De noite, a "Aphrodisiac" ficava lotada, mas de dia era apenas um lugar completamente vazio. E era nesse momento que os funcionários da limpeza trabalhavam. Porém eles só chegavam depois das 10. Por isso, ele marcou o encontro com seu mais novo cliente lá às 8 da manhã e em um dia em que ele sabia que sua irmã não estaria presente. Dessa forma, ele poderia discutir sobre o novo trabalho sem problemas e certamente o homem com quem falou no telefone iria embora antes que o primeiro funcionário aparecesse, afinal, 2 horas deveriam ser tempo o suficiente para ele fechar mais um contrato. O famoso Krushnic tinha experiência o suficiente no ramo para ter certeza disso.

Na manhã seguinte, o cliente chegou pontualmente na hora marcada. Collins ouviu o carro estacionar e foi abrir a porta da boate, que estava fechada. Assim que o viu, o jovem diante de si se assustou e exclamou:

-WOW! Por um segundo, eu achei que estava fechada e que minha vinda para cá teria sido pura perda de tempo. Mas já ia bater na porta assim mesmo. O senhor é o Sr...

-Sim, sou eu mesmo. Não precisa falar meu nome. Venha, vamos entrar. -interrompeu Collins com uma seriedade que causou calafrios em seu mais novo cliente.

Eles entraram e foram direto para uma mesa escolhida pelo assassino. Após sentarem, Collins começou:

-Então, em que posso ajudá-lo, senhor...

-Padalecki. Jared Padalecki. - completou o jovem à sua frente. - Bem, eu preciso dos seus serviços para me livrar dele.

Assim que terminou de falar, Padalecki colocou um envelope pardo na mesa e o empurrou para Krushnic, que o abriu, tirou uma foto de dentro dele e a observou enquanto falava:

-Quem é esse rapaz?

-Meu meio-irmão. Ele é uma pedra no meu sapato! Minha mãe já tinha ele quando casou com meu pai, que o criou como filho, mesmo depois de eu ter nascido. Então, ele morreu recentemente e a presidência da nossa empresa, que deveria ter sido herdada por MIM, já que foi MEU PAI que a criou, foi dada para o meu irmão! Ele sempre foi o preferido da família, o Sr. perfeito, aquele que não faz NADA errado! Todas as glórias vão para ele! Para o Jared aqui não resta NADA! - Explicou Padalecki com muita mágoa na voz e nos olhos.

-Sinto mágoa na sua voz. - constatou calmamente o assassino enquanto ainda encarava a foto.

-Claro que tenho mágoa! Ninguém NUNCA ligou para mim naquela família! Então, o senhor vai aceitar esse trabalho ou eu terei que procurar outro assassino de aluguel?

Collins não conseguia parar de olhar para aquela foto. O homem retratado nela era realmente muito bonito. Cabelos curtos e loiros escuros, olhos verdes e uma boca carnuda realmente tentadora. Ele era bissexual assumido, até Sasha sabia disso, mas aquele belo homem era seu atual alvo. E ele JAMAIS misturava trabalho com prazer. Saindo de seus devaneios, ele levantou a cabeça e, encarando os olhos verdes de Padalecki, falou:

-Sim.


Não se esqueçam de deixar review! Não dói, não transmite nenhuma doença contagiosa, não engorda e alegra o dia dos ficwriters, então mãos à obra! Rsss!