Capítulo 3

- chuku chuku tchu...

- E ele... virooouu-ssse... paaara eeela, eeencarooou seus ooolhos... ee... disse... dois pontos... Tee...aaamooo.

- Pronto! – disse Sasuke largando a caneta e a folha de papel – Vou publicar esse capítulo da minha fiction.

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- A aula de hoje consiste em vocês elaborarem uma rota de fuga numa floresta cercada por monstros marinhos. Andem. Formem duplas e comecem já! – Kenshin deu as ordens e o alvoroço começou para formarem suas duplas.

- Kojuuuro! Ande safado! Venha aqui!

- Sim Mazamune-sama – Kojuro sentou-se em frente a Date – Por onde o senhor acha que devo começar?

- Não sei. Escolhe você. Pra mim tanto faz. Isso é gayzisse. Tinha que ser trabalho do andrógeno. Até porque, se fosse de verdade, não fugiríamos. Tô certo ou num tô, Kojuro?

- Sempre Mazamune-sama.

- Não Sasuke!

- Ai caramba! Que foi?!

- Você não pode fazer isso, cara! As pessoas não fogem pela frente! Tem que ser pelos lados!

- Mas pelos lados fica o mar e os inimigos são monstros marinhos...

- Exatamente! É o que eles querem que a gente pense! Assim vão nos pegar por terra mesmo!

- Hunf. Que seja. Então você vai por aqui e eu por aqui.

- Não Sasuke!

- Que foi agora, caramba!

- Eu quero ficar aí...

- Tanto faz Cristo! Agora tá bom?

- Não Sasuke!

- Puta que pariu...

- Aí é perigoso demais pra você.

- Ô merda! Você já não escolheu seu lugar?! Agora fica lá e me deixa aqui! Nessa birosca!

- Olá, estressou. Você vive se estressando a toa. Olha aí, tá amassando a folha de sufite toda. Eu não quero tirar zero, Sarutobi. Se você quiser tudo bem, mas eu não quero.

Sasuke levantou cego de impaciência e virou sua carteira de costas para Yukimura.

- Faz essa porcaria aí que vou escrever minha fanfiction – ele pôs a linguinha de fora e começou a escrever no caderno.

- Foda isso. Agora vou ter que escolher outra pessoa.

- Eaê Yukimurazão! Sarutobi te trocou foi? Desencana cara que a vida continua!

- Vai ciscar no teu galinheiro Date! Viado!

- Olha a boca, meninos – alertou Kenshin sem ligar muito.

Yukimura pegou sua folha e foi procurar outra pessoa. Viu Kasuga sentada sozinha e pensou em arriscar.

- Ah, Kasuga-dono. Será que posso fazer com você?

- Ah, claro!

Sanada sentou.

- Então, por onde você quer começar? – os dois falaram ao mesmo tempo. Eles se encararam por algum tempo e...

- POOOF!

Os dois viraram os rostos na velocidade da luz, cuspindo saliva, com as caras vermelhas de vergonha.

"Que isso! Por que fiquei assim? Não tem nada demais em falar junto com outra pessoa!" – pensava Kasuga com a mão na boca, toda vermelha.

"Que isso! Por que fiquei assim? Só porque ela é bonitinha falando comigo?!" – pensava Sanada com a mão na boca, todo vermelho.

Os dois suspiraram, se ajeitaram na carteira e fizeram nova tentativa.

- Tenta você – disseram juntos mais uma vez.

- POOOF!

- Oichi, menina! Não precisa ter medo do papel, minha filha. É só fazer de conta – exclamou Nouhime revirando os olhos.

- E-eu sei... m-mas Oichi tem medo d-de monstros m-marinhos...

- Ai Pai, então imagina que são suricatas.

- Tá b-bom, tá b-bom...

- Chosokabe seu vagabundo! – gritou Saika fazendo o branquelo cair no chão – Isso vale nota infeliz!

- Se tá tão preocupada com a lição faça sozinha mulher!

- É em dupla imbecil! Infeliz! Desgosto de mãe!

- Olha a boca meninos – alertou Kenshin ainda sem ligar muito, enquanto virava mais uma página da revista de tricô.

- Observas Hideyoshi? – comentou Hanbei guardando o brilho labial – o quão infeliz son esses pobres? Nossa vitória no campeonato está garantida. Tu só precisas dar um empurrãozinho para que seja mais certa ainda.

- Sim senhor.

- Notastes certas coisas?

- Como o que senhor?

- Parece que algo se desenvolve entre Yukimura e Toratsuna. E o Sarutobi tem pé nisso. Date é mais fácil ainda de ser vencido. Pé fraco.

- Acha que ele tem ponto fraco?

- Não, eu disse "pé fraco". Mas ele tem sim um ponto fraco. Um não. Dois. E eu sei quais são.

- Fim do tempo – alertou Kenshin – Entreguem as atividades e tenham um bom dia. Ô vida, essa minha...

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Kasuga andava sozinha pelo intervalo.

"Acho que não é mais uma simples atração. Parece que realmente estou apaixonada..." e ela se lembra de flashbacks com conversas entre ela e Sanada. Kasuga parou no meio de um corredor vazio e olhou através da janela, para o lindo dia ensolarado, e para os montes verdes com pássaros cantantes.

"Eu nunca consegui falar direito com ele... sempre travo e minha voz praticamente não sai. Kenshin-sama entrou em minha vida como um conforto, um meio de me sentir mais confiante e segura. Mas agora vejo que não dá mais para continuar nessa mentira. Eu preciso falar com ele e declarar meu amor de uma vez por todas!".

Kasuga levantou o rosto, decidida e seguiu em direção ao tatame. Abriu um baú e retirou uma bolsa de alça longa, vestindo-a. Enfiou um punhado de bilhetes dentro da bolsa e saiu da sala de treinamento parando e encarando o imenso pátio a sua frente.

- É agora ou nunca!

Ela tirou uma kunai da bolsa, com um bilhete preso na ponta da adaga, e arremessou-a em direção a Yukimura que estava próximo ao bebedouro. Institivamente Sanada abaixou-se para beber água e a kunai passou raspando por sua cabeça e cravou na parede atrás. O rapaz saiu andando.

- Droga, foi por pouco!

Kasuga arremessou mais cinco kunais e Yukimura desviou de todas. Quarenta kunais foram arremessadas e ele desviou de todas, fazendo "s" com o corpo, abaixando-se, girando, saltando. Seis delas acabaram indo em direção a Date que desviou em estilo Matrix, curvando-se para trás em câmera lenta.

- Kojuro! Estão anunciando guerra!

- Estou vendo, Masamune-sama.

- Vamos, Kojuro! Vamos mostrar quem é que manda! E já sabe, não é?

- Sim, senhor. Não irei interferir.

Date sacou uma das katanas e saltou em cima de Sanada, que ao ver uma enorme sombra surgindo, arregalou os olhos para o alto e conseguiu desviar por pouco. O muro atrás foi destruído. Date saiu com fogo nos olhos:

- Are U ready guys?! – anunciou sorrindo sadicamente.

Sanada entendeu a careta e abriu um sorriso de desafio. Os dois saltaram pra cima um do outro e começaram a travar suas armas. Kasuga estava escondida numa moitinha, envergonhada, com uma gotinha na cabeça e fazendo careta de "fiz merda...".

Date subiu no telhado da escola. Sasuke apareceu e ao ver a luta, decidiu entrar: Sanada passou correndo por ele para ir atrás de Date, mas Sasuke segurou o parceiro pela roupa e começou a chacoalha-lo no ar.

- Anda, anda! Touro! Touro!

Date seguiu o borrão vermelho ser balançado e desceu do telhado. Começou a arrastar os pés e correu em direção ao alvo.

CABUM!

- Mas que porcaria é essa?!

Oyakata-sama enterrou seu machado gigantossauro entre os oponentes, interrompendo a briga.

- Se metendo em briga... YukimurAAAA! – e deu um soco no rapaz, fazendo-o voar longe.

- Mas não foi apenas eeEEUUuu... – e desapareceu no céu.

- Suspensão. Os três.

Kasuga sentou-se na grama, ainda escondida na moita e abriu um livro – Contos de um ninja rockeiro 2.

- Fazer o que... É a vida... – e começou a ler – É melhor só sair quando todos tiverem ido embora.

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A noite pairava silenciosamente pelo ar. Poucos grilos soavam distantemente. As estrelas brilhavam vivamente no céu. E a luz era um holofote pelo pátio da escola.

Kasuga fechou o livro, satisfeita.

- Terminei. Livro maneiro. Tomara que lancem o três. Bom, é melhor eu ir pra casa.

Ela pôs a mochila nas costas e quando estava saindo um grito começou fraco e foi ficando forte até alguém desabar no chão, aos pés da garota.

- Ah! – Kasuga gritou e pulou pra trás. Ao se acalmar, ela aproximou-se do sujeito e pôde reconhecê-lo.

- Kasuga-dono...

- Sanada?

- A aula terminou?

- ...

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Ah, eu zuei demais neste capítulo. Mas essa é a ideia dessa história: aleatoriedade e descompromisso. Estou me inspirando em School Rumble durante os capítulos; daí a maluquice e falta de sentido em tudo, sem ignorar o romance colegial.

Espero que tenham gostado! Até o próximo capítulo.

Cahxx