Disclaimer: A história se passa na época do Milênio de Prata;

- As personagens podem não agir como na forma do anime/mangá, assim como, as transformações usadas não são iguais;

- Sailor Moon é uma criação de Naoko Takeuchi;

- A imagem de capa não fui eu que fiz, pertence a artista Sana;

- Atenção: Plágio é crime, se quiser publicar uma história(até mesmo uma que não seja minha) peça autorização do autor!

Obrigada e boa leitura!


Capítulo 1 - Fuga

As Senshis haviam descoberto que a princesa fugia há alguns dias, sempre que alguma delas entrava no quarto da moça encontrava uma cama vazia e nunca conseguiam saber exatamente o momento em que ela fugira ou para onde ia. Enfim, era Serenity, um tanto quanto infantil, ela poderia estar apenas querendo brincar, ou ficar só com seus pensamentos e poderia estar debaixo da cama. As guerreiras não se incomodavam tanto pensavam que uma princesa ser escoltada dia e noite deveria ser irritante.

Mars bateu na porta do quarto, não obteve resposta, abriu devagar colocando apenas a cabeça para dentro, suspirou, a princesa não estava lá. Olhou em volta, a janela estava aberta, estranho. A deusa do fogo saiu do quarto e caminhou para a pequena sala das Senshi, encostou-se a cadeira levando as mãos para trás de cabeça, bufando.

– Fugiu de novo? – Mercury perguntava de forma de forma serena assoprando um copo de uma bebida quente, talvez um chá.

– Mais uma vez. – A morena foi bem direta. – Mas dessa vez a janela estava aberta.

– O que levaria uma princesa a fugir pela janela? – Júpiter olhava séria para as outras. – Quer dizer, a princesa tem livre acesso ao castelo inteiro!

– Eu cuido disso. – Venus levantou de forma responsável. – A princesa irá voltar, amanhã eu cuido de todos os turnos tirem uma folga.

– Venus , não se preocupe tanto... – Júpiter falava com calma.

– É uma ordem. – A loira levantou-se.

Venus era a líder e sempre agia como tal. Ela tinha em mente apenas as suas responsabilidades, não suportava quando as outras tratavam as fugas de maneira tão simples. Iria descobrir para onde a princesa ia todos os dias.

A loira colocou-se em forma em frente à porta do quarto, silenciosa, até mesmo tirara as botas para que seus passos não fossem ouvidos. Venus seria paciente, se Serenity soubesse que ela estava ali, provavelmente não fugiria.

Farfalharam as asas de penas muito brancas e apoiou-se no cetro praticamente do seu tamanho. Estava atenta a cada ruído vindo do quarto, escutou a janela se abrir e um farfalhar baixo de tecido, entrou no quarto bruscamente. A princesa não estava lá. Correu para a janela e pode ver de longe os longos cabelos prateados de Serenity dançarem no escuro céu em direção ao planeta Terra.

– Impossível! - Venus pulou logo atrás, seguindo o vulto da princesa.

Não era a primeira vez que estava em solo terrestre. Mas pela primeira vez Venus se viu prestando atenção no solo verde e sentindo o ar puro e a brisa. Olhou para o céu, era diferente do céu lunar ou do céu venusiano. A configuração das estrelas era diferente e a lua estava cheia, grande e amarela iluminava todo aquele solo rico. Era um lugar maravilhoso e cheio de cores e vida, talvez conseguisse entender o porquê de tantas fugas feitas por sua princesa. Mas ali era perigoso, qualquer lugar que não fosse a lua era perigoso para Serenity, qualquer lugar longe das Senshis era perigoso demais.

Olhou a sua volta e não conseguia achar a princesa. Arqueou as asas e fez impulso para sobrevoar o local, voou pelo perímetro até encontrar uma fraca luz adiante e bufou nervosa, havia feito seu voto como guerreira, mas servir de babá para uma criança fujona já era demais para ela.

Encontrou o grande Palácio Dourado, rodeado por suas luzes, belíssimo de se ver de cima, poderia ter ficado admirando a beleza, porém, via sua princesa entrar no local.

– Reino Dourado... - Suspirou ao se aproximar da luz que revelou a grande edificação. - Serenity não deveria ter vindo aqui!

Havia um guarda no portão, mas a Senshi não se sentiu intimidada. Desceu caminhando em direção ao palácio, pouco importava quem estava ali, iria levar Serenity para casa. Aproximou-se do portão sendo vetada por um homem de cabelos loiros esbranquiçados.

– Desculpe senhorita, já é tarde e não é permitida a entrada de ninguém aqui. - Justificou.

– Desculpe-me, mas creio que acabo de ver minha princesa entrar aqui. - A loira encarou o jovem.

– Príncipe Endymion não permite visitantes nesse horário, senhorita.

– Não me importo com seu príncipe, sabe quem eu sou?

– Certamente. - Afirmou o homem. - Venus, a líder das Senshi, a única Eternal e... A única com a beleza estonteante da reencarnação da Deusa do amor. Estou certo senhorita?

– Se sabe quem sou, deveria me deixar passar! - Ignorou os elogios.

– Já disse que não posso senhorita. - suspirou. - Sou apenas um subordinado do Shitennou e não sou eu que dou as ordens por aqui, desculpe. Por mim, deixaria que passasse, parece muito preocupada com a sua princesa. Obedeço a ordens.

– Desculpe... - Ela retirou de si a posição ameaçadora, a palavra "ordem" era algo compreensível. - Entendo perfeitamente Senhor, quero seu superior, então.

– O general não se encontra, está em uma missão importante com o Shitennou.

– Os soldados do príncipe Endymion... - bufou irritada. - Qual o seu nome, soldado?

– Danburite, senhorita. - Ele a reverenciou.

– Senhor Danburite, apenas me diga uma coisa: Serenity está aqui?

– É uma informação que não posso conceder-lhe, também.

– Vejo em seus olhos, senhor, que é um péssimo mentiroso. - Olhou o soldado com um doce sorriso. - A esperarei aqui, mesmo que dure a noite inteira.

– Como quiser, confesso que fico feliz já que as noites na terra são tão lindas quanto solitárias. Agradeço a sua companhia, senhorita.

– Venus. - Ela sorriu para Danburite. - Me chame apenas de Venus.

– Como desejar.

A loira colocou-se de pé ao lado do soldado, não havia muito que trocar de informações ali, Danburite parecia saber tudo sobre o Palácio de Cristal e as Senshis, também sabia bastante sobre o cristal de prata e a princesa. Tagarelava sem parar e perguntava a Venus se algumas coisas eram verdade. Era divertido conversar com ele, estar ali, Venus admitia, mas não tiraria o foco de entrar no Palácio por nada.

As quatro figuras masculinas estavam avançando para o portão do palácio. Era fácil deduzir quem eram, as vestes brancas, os brasões, as espadas que traziam na cintura, tudo os denunciavam, até mesmo o caminhar e a formação disciplinada.

– Shitennou. - Balbuciou Danburite a Venus. - Chegaram.

– Ótimo! – A loira tomava a posição ameaçadora novamente.

Os homens de vestes brancas aproximaram-se, Venus sabia bem quem eram Ziocite, Nephrite, Jadeite e reconheceu o General Kunzite pelo brasão terrestre dourado e por estar à frente dos outros três. Venus colocou-se entre o caminho e o portão, abrindo bem asas, bloqueando a passagem dos quatro homens.

O general parou com alguma distância para encarar a loira, tinha praticamente uma cabeça a mais de altura do que a jovem, mas a reconheceu pelas asas. Os olhos azuis dela e os acinzentados dele se cruzaram, ele já sabia o que ela queria ali e ela presumia que ele também.

– Devo dar meu palpite de que você é a Princesa Venus? - Kunzite se aproximou.

– Desculpe General. Mas quando fiz meus votos para com a lua deixei de ter como dever ser princesa do meu reino, sou uma oficial tanto quanto você. - Ela avançou. - Mas creio que esta seja uma história para outra ocasião, vim apenas buscar minha Princesa.

– Entendo perfeitamente, mas tenho ordens de meu príncipe de que quando estiver com sua amada ele não seja incomodado.

– Estiver... Com sua amada? - A senshi mostrou-se surpresa. - Serenity e... Endymion... Juntos? Isso é impossível general! Eu não acred...

– Venus! O que faz aqui?

O portão estava aberto atrás da Senshi, Serenity vinha acompanhada do Príncipe Terrestre, de mãos dadas. A princesa lunar levava a mão livre à boca e os olhos já estavam marejados.

– Alteza! - A loira virou-se bruscamente. - O que faz aqui? Não sabe que é perigoso sair do Milênio de Prata? Vamos embora, agora! - Ela agarrou a princesa pelo pulso. - Sua mãe ficará sabendo disso!

– Venus, não! - A princesa firmou os pés no chão. - Não, Venus! Por favor, eu o amo!

Venus afrouxou a mão do pulso de Serenity. "Amor", aquela palavra sim mexia no mais profundo do coração da Senshi. Engoliu seco encarando Serenity não como princesa, mas como a melhor amiga que sempre fora, a via chorar e implorar para que não a levasse.

– Você não pode... - A princesa soluçou. - Se é mesmo a reencarnação da Deusa do amor, por favor, procure entender.

– Alteza... Eu... Serenity... - Respirou fundo soltando o braço da amiga. - Eu sei que posso estar ficando louca, mas... Serenity, eu não posso e nem permito que alguém fique entre o amor de duas pessoas, então, eu prometo não contar a ninguém. - Fez uma pequena pausa balançando a cabeça de modo negativo para si mesma. - Mas prometa que, ao menos, me deixará vir com você, para que eu possa te proteger.

– Venus... - A princesa sorriu jogando-se nos braços da sua protetora. - Eu prometo!

– Deve ser difícil cuidar de uma princesa tão curiosa. - O general shitennou se permitiu brincar olhando a loira ainda abraçada a Serenity.

Venus encontrou os olhos cinzas nos seus, muito divertidos em sua expressão e corou violentamente, obrigando-se a arrastar sua princesa pelo braço.


N/A: Bem... Eu estou postando tudo de novo por motivos de eu terminei essa história e ao longo desses dois anos eu acho que amadureci muitos, em vários aspectos, então... Quero melhorar todos xD

Espero que meu velhos leitores não me odeiem :v

Eu vou atualizar toda semana, talvez até duas vezes por semana, uma vez que a história está pronta, eu posso fazer isso mais rápido, certo? sz

Não esqueçam os reviews!