Notas: (1) – Harry Potter e seus personagens não me pertencem. E sim a J.K. Rowling. (2) – Essa é uma história Slash, ou seja, relacionamento Homem x Homem, Lemon, a saber, sexo explícito entre os personagens, e PseudoIncest, ou seja, o casal principal possui uma relação de pseudo (falso) parentesco. Se não gosta ou se sente ofendido, é muito simples: Não leia. (3) – Novidades ao final do capítulo, confiram!

-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

- Aceita mais chá, Remus?

- Sim, Lily, obrigado.

O lobisomem observou silenciosamente as mãos trêmulas de Lily derramarem o conteúdo fumegante do bule de porcelana em sua xícara até transbordar.

- Oh, céus! Desculpe!

- Está tudo bem – ele tentou tranquilizá-la, porém, no mesmo instante, ela desabou a chorar:

- Não! Não está!

As lágrimas corriam livremente por aquelas belas esmeraldas que Harry havia herdado e os soluços se faziam cada vez mais altos. Desde a fatídica noite da formatura de seu filho caçula, esta não era a primeira vez que a inteligente bruxa se via reduzida a um rio de lágrimas e, infelizmente, Remus suspeitava que também não seria a última. A outrora bela e sorridente mulher agora não passava de uma sombra de melancolia.

- Você precisa falar com eles.

- Remus...

- Não me olhe desse jeito. Está mais do que evidente que você está preocupada. Você não fala com eles há mais de três meses, eles são seus filhos, por Godric!

- Não! – ela gritou, histérica, abafando o ruído do bule que se partira em dezenas de pedaços no chão – O que eles fizeram é imperdoável, repugnante! James nunca irá... Eu não posso...!

- Pelo amor de Merlin, você deu a luz a um deles e criou o outro desde o nascimento, não pode simplesmente deixar isso de lado. Você é mãe, Lily, essa é uma condição imutável que irá acompanhá-la para o resto da sua vida.

- Chega – disse ela, eliminando a bagunça do chá com um balançar de varinha – Não quero voltar a este assunto com você.

- Mas...

Naquele momento, o característico barulho de alguém chegando à lareira pela rede de Flú ressoou no ambiente e, instante depois, um debilitado James Potter cruzou as portas da cozinha. Lily imediatamente arregalou os olhos e Remus, assustado, levando-se de sua cadeira.

- Oh, Merlin! O que aconteceu?!

- Depressa, sente-se aqui – Remus o ajudou a se sentar junto à mesa, ignorando todo o sangue deixado para trás, como um rastro no piso branco sempre impecável.

James se sentou com dificuldade, uma careta de dor dançando em seu rosto ensanguentado. Finalmente, após beber a poção analgésica que Lily havia se apressado em convocar de um dos armários, conseguiu falar:

- Houve um ataque – tossiu – quando estávamos investigando o local onde ocorrera outro ataque horas mais cedo.

- Por Godric... – Lily murmurou.

- Eles estão cada vez mais fortes, a Ordem Negra. Estão atacando a luz do dia e com frequência. Pegaram-nos de surpresa e muito acabaram feridos, acabaram bem pior do que eu, tudo isso porque estou cercado de idiotas que sequer sabem como rastrear um perímetro contra emboscadas.

Remus teve vontade de dizer que a escolha de transferir Sirius para outro pelotão fora do próprio James e que este jamais encontraria um parceiro que o compreendesse como um verdadeiro irmão, mas achou melhor permanecer em silêncio.

- Você estava chorando – James declarou, de repente, observando sua esposa – O que aconteceu? – seu olhar acusatório, então, pousou sobre Remus.

- Não foi nada – Lily se apressou a responder.

- Vocês estavam falando sobre eles, não estavam? – perguntou, irritado, uma frieza incomum brilhando em seus olhos.

- Não! – insistiu ela – Quero dizer, isso não importa agora.

- É melhor eu voltar para Hogwarts – Remus suspirou, sabendo que insistir no assunto, naquele momento, apenas pioraria os nervos de todos – Você ficará bem, James? Não quer que o levemos a St. Mungus?

- Não, obrigado. Está tudo bem. Foram apenas alguns arranhões.

- Tudo bem, se você diz. Boa noite. E obrigado pelo chá, Lily.

Sua amiga o abraçou com um sorriso quebrado e Remus observou que ela ainda tentava segurar as lágrimas. Para uma mulher tão inteligente e extraordinária, Lily, naquele momento, estava sendo apenas estúpida. Os dois estavam. Remus esperava apenas que não fosse tarde demais quando eles se dessem conta disso.

-x-

O ministro da magia havia sido assassinado.

O mundo mágico inglês estava em ruínas. Politicamente, o novo ministro tentava acalmar a todos e garantir que o toque de recolher, as mudanças na legislação e a segregação evidente entre puros-sangues, mestiços e nascidos muggles eram medidas necessárias para a manutenção do bem estar social, mas todos sabiam que Nott era apenas um peão do Imperador.

Hogwarts tentava resistir, mas o próprio Dumbledore sabia que era apenas questão de tempo para que o novo ministério buscasse interferir na escola, pois o próprio conselho de pais já dava sinais de "insatisfação" com sua gestão atual, conforme Lucius Malfoy habilmente os manipulava.

Os próprios aurores se viam apenas como uma força impotente perante as drásticas mudanças que ocorriam no ministério e, mesmo colocando suas vidas em risco para proteger a população, sabiam que era apenas questão de tempo para a Ordem Negra fechar o quartel general – seja por intermédio do ministério, ou com um ataque brutal.

Naquele momento, no Beco Diagonal, inúmeras lojas estavam fechadas com tábuas, embora novos estabelecimentos dedicados às artes das trevas tivessem sido abertos desde a morte do ministro. Várias pessoas trajando vestes esfarrapadas se encolhiam nos batentes das portas, gemendo de fome e esmolando ouro, insistindo que eram realmente bruxos. Poucas pessoas transitavam por aquelas ruas agora, ruas que se assemelhavam mais aos arredores da Travessa do Tranco do que àquele que dia fora o famoso Beco Diagonal e, após o toque de recolher, às 16 horas, raramente uma alma viva podia ser vista por ali.

O Beco Diagonal, Gringotes, Hogsmeade, Estação King's Cross, St. Mungus, o Ministério da Magia...

Nenhum desses lugares estava seguro agora.

Era apenas questão de tempo para o mundo mágico se render completamente aos pés do Imperador.

-x-

Harry olhava para Tom com o cenho franzido, irritado. Seu corpo desnudo estava parcialmente coberto pelos lençóis amarrotados que outrora forravam a cama em que estava sentado. O cabelo escuro estava mais bagunçado do que nunca e o corpo ainda dolorido pelas atividades que partilhara com o irmão logo cedo naquela manhã acinzentada. Porém, como Tom era... Bem, Tom, após as horas de deleite que haviam passado juntos, suas palavras acabaram arruinando o humor de Harry.

- Não adianta fazer essa cara – disse Tom, de frente para o espelho, finalizando o perfeito nó da bela gravata de listras azuis e grenás que havia ganhado de Remus no último Natal.

- Você não pode fazer isso.

- Na verdade, eu posso.

- Tom! – protestou o menor, as mãos agarrando com força os lençóis a sua volta, como se estivesse se contendo para não esganar o irmão – Isso é cárcere privado.

O aludido, porém, revirou os olhos.

- Não seja tão dramático, pequeno.

- Dramático?! Você bloqueou a rede de Flú, colocou um feitiço anti-aparatagem, trancou e selou as portas e janelas da casa e eu estou sendo dramático?

- Você sabe o que está acontecendo no mundo mágico...

- Sim, eu sei! – interrompeu ele – Eu vejo as manchetes estampadas na primeira página do Profeta Diário todos os dias, ou mesmo quando olho pela janela e vejo apenas os indigentes perambulando pelas ruas vazias, mas, mesmo assim, isso não é motivo para você me trancar em casa! Eu não sou uma criança!

- Cinco pessoas foram mortas ontem, Harry. Cinco. Em plena luz do dia, nessa mesma rua, apenas porque cruzaram o caminho de alguns idiotas dessa maldita Ordem Negra!

- Tom... – suspirou, desviando o olhar. Ele entendia a preocupação do irmão, mas, como sempre, Tom estava sendo irracional.

- Por favor, pequeno, não discuta.

Apertando os punhos, Harry não podia não discutir, e tentou argumentar:

- Eu preciso comprar mantimentos. Leite, pão, ovos... Várias coisas estão acabando, nós não estocamos nada, não estávamos preparados para essa maldita guerra.

- Faça uma lista e eu irei providenciar – respondeu Tom, depositando um beijo rápido na testa do irmão, sobre a cicatriz em forma de raio, e dando por encerrado o assunto, pois já estava de saída para o trabalho.

Harry, porém, agarrou a manga de sua camisa antes que pudesse se afastar:

- Até quando? – perguntou – Até quando viveremos assim, Tom?

"Até quando eu vou viver assim".

Estava implícito na pergunta, mas claro em seu olhar.

- Estou juntando dinheiro, pequeno. Só mais um pouco e já teremos o bastante para começar nossas vidas em outro lugar, longe dessa guerra inútil, desse povo imbecil. Longe de tudo e de todos. Talvez na América. O que acha?

- Hum.

Tom não se incomodou com a falta de resposta ou entusiasmo de Harry e o puxou para um apaixonado beijo, um beijo que deixou seus lábios inchados e com gosto de quero mais.

- Até mais tarde, pequeno. Comporte-se.

Harry quis jogar o abajur que repousava tranquilamente no criado mudo ao lado da cama na cabeça de seu irmão, a fim de borrar aquele sorriso confiante que, ao mesmo tempo, tanto o excitava e o irritava. No entanto, como eles não podiam se dar ao luxo de gastar dinheiro com um novo abajur e tampouco desejava perder tempo consertando-o com um feitiço, Harry optou por atirar um travesseiro na porta que Tom acabara de fechar ao sair.

-x-

O barulho de um cristal se partindo em centenas de pedaços no chão da Borgin e Burkes fez Tom levantar os olhos do livro de registro de caixa em direção aos gêmeos, que, visivelmente assustados, apontavam acusatoriamente um para o outro. No chão, em meio a uma pequena névoa negra de magia jaziam os restos da pequena pirâmide de cristal utilizada para feitiços obscuros de convocação de Inferis.

- Senhor Tom... Er...

- A culpa é dela!

- Mentira! – gritou a menina, de imediato, desferindo um violento soco no nariz do irmão – A culpa é dele! É desse idiota!

- Silêncio!

Imediatamente, os dois se calaram, os olhos arregalados e o nariz do menino pingando sangue no chão.

- Sumam da minha frente.

-...

- Agora!

No instante seguinte, num piscar de olhos, Tom estava sozinho nas dependências da loja. Então, com um balançar de varinha e um suspiro irritado, ele limpou a bagunça que obviamente seria descontada do salário de seus incompetentes ajudantes. Pelo visto, ponderou ele, aqueles dois ficariam sem receber qualquer salário até o próximo ano, o que era bem feito para a dupla de idiotas.

Poucos minutos depois, o característico tilintar do sino da porta anunciou a chegada de um novo cliente, ou, no caso, de dois indivíduos trajados completamente de negro e ostentando assustadoras máscaras de prata. Tom permaneceu imutável, conferindo apenas o peso da varinha sob a manga da túnica, discretamente.

- Boa tarde. Posso ajudá-los?

- Na verdade, nós iremos ajudar você – disse um dele, retirando a máscara sob o olhar inexpressivo de Tom.

- E como o senhor pretende fazer isso, senhor Malfoy?

O homem loiro sorriu com a característica altivez:

- Trazendo-lhe um convite do próprio Imperador.

- Fascinante.

O evidente descaso de Tom deixou o homem ao lado de Lucius irritado. Na mesma hora, Rabstan Lestrange retirou a máscara de prata e lançou um olhar furioso ao impassível herdeiro de Slytherin, que os encarava por detrás do balcão empoeirado da loja. Tom fez uma breve nota mental para não se esquecer de mandar os gêmeos limparem aquele balcão.

- Cuidado com seu tom, moleque!

Uma sobrancelha elegantemente arqueada foi a única réplica que Tom ofereceu. Malfoy, então, retomou a palavra:

- Já não é segredo que as mais poderosas e influentes famílias de sangues-puros estão apoiando a reestruturação sociopolítica implantada pela nobre ideologia do Imperador – disse ele – Também não é segredo que esta guerra está com os dias contados.

- Todos os pilares da nossa sociedade já estão sob o controle do Imperador e daqueles que lhes são fiéis – acrescentou Lestrange – É apenas questão de tempo para que Hogwarts, a última resistência à Ordem Negra, sucumba como o Ministério da Magia, Gringotes e todos os outros.

- Meus parabéns. Mas ainda não vejo o que tudo isso tem a ver comigo, senhores.

- Bem, senhor Potter – os olhos escuros de Tom se estreitaram ao ouvir o sobrenome –, você chamou a atenção do Imperador.

- Não estou interessado.

Antes que Lestrange pudesse amaldiçoar o rapaz, Malfoy continuou:

- Oh, sim. O Imperador nos disse que seus interesses se concentram apenas no pequeno Harry Potter, seu irmão. Como ele está?

- Não é da sua conta.

- Particularmente, pareceu-me um ultraje a reação de James perante o relacionamento de vocês – continuou ele, como se a resposta cortante de Tom não significasse o perigo que seus olhos tingidos de vermelho refletiam – Deserdá-los por uma prática tão comum e até incentivada pelas famílias mais nobres e tradicionais para manter a pureza do sangue. Mas como se esperar que James Potter valorize as tradições quando ele mesmo se casou com uma sangue-ruim e manchou sua própria linhagem...

Lucius imediatamente se calou e Rabstan, por sua vez, sacou a varinha, ao ouvirem o barulho de centenas de cristais explodindo nas prateleiras às suas costas sob a densa onda de magia e ódio liberados por Tom.

- Bem, acredito que eu esteja divagando – Lucius tossiu, recuperando rapidamente a compostura – Basta saber que o Imperador está interessado em seu brilhante histórico acadêmico e em suas habilidades com feitiços sem varinha e artes das trevas.

- Eu agradeço – disse Tom – mas, novamente, não estou interessado.

Malfoy levantou a mão para silenciar Rabstan e encarou Tom friamente:

- Creio que você não entendeu, Potter. Este é um convite para se juntar àquele que, em breve, dominarão todo o mundo mágico. Você não pode me dizer que não é ambicioso, garoto, afinal, foi um Slytherin.

Com um sorriso arrogante, Lucius continuou:

- Sei que você pleiteava uma vaga no Departamento de Aplicação das Leis Mágicas, isto é, até seu querido pai acabar com todas as suas chances. Bem, junte-se à Ordem Negra e o departamento inteiro será seu.

- Tentador – burlou-se Tom – E, para isso, basta eu me curvar e jurar lealdade a um louco megalomaníaco?

Com um movimento hábil e imediato de varinha, Tom repeliu a maldição lançada por Rabstan, em seguida, conjurou um poderoso escudo e, com um balançar de sua mão direita, Lestrange caíra no chão sob os efeitos da maldição Cruciatus.

Lucius, por sua vez, levantou as mãos em sinal de paz e sorriu:

- Tudo bem, nós iremos embora – disse ele – Mas devo avisá-lo que não é uma boa ideia recusar este convite.

Ajudando Rabstan a se manter de pé, Malfoy acrescentou com ironia:

- Afinal, não é um simples convite.

No instante seguinte, os dois desapareceram e Tom apertou os punhos, irritado. Ele não gostava de ser ameaçado e sabia que aquela não era uma ameaça vazia.

- Senhor Tom, está tudo bem?

- Nós ouvimos um barulho...

Os gêmeos apareceram na pequena porta que dava acesso aos fundos e ao estoque da loja, olhando receosos, mas com evidente curiosidade para seu chefe.

- Morgana le Fay! Olhe todos esses cristais quebrados! – a menina se assustou, observando as prateleiras forradas de cristais despedaçados.

- Oh, isso? – comentou Tom, indiferente – Isso será descontado do salário de vocês, é claro.

- O QUE?!

-x-

Um suspiro exasperado escapou dos lábios de Harry novamente. Era o quinto, somente naquela tarde, que deixava seus lábios, acompanhado, geralmente, de um muxoxo adorável. Ao seu lado, Nagini revirava os olhos. Ou, pelo menos, seria o que ela sem dúvida faria se não fosse uma serpente.

- Ele é um idiota – murmurou Harry, talvez pela centésima vez.

- Sem dúvida.

- Um grande idiota.

- O maior de todos.

- Quero dizer, quem ele pensa que é para me deixar trancado em casa como uma maldita criança de dois anos de idade?!

- Seu irmão que, por uma questão de fato, também é seu amante superprotetor psicótico maníaco por controle?

- Sim, além disso.

- Bem, um grandíssimo idiota.

- Exato!

Jogando-se para trás no sofá, Harry olhou para o teto com irritação e tédio, distraindo-se por alguns segundos contando as rachaduras que a construção precária ostentava. Ele estava irritado demais para estudar para a faculdade de medimagia – ignorando o fato de que a prova de admissão seria no próximo mês – e sem paciência para começar a cozinhar o jantar. Aliás, ele deixaria Tom preparar o jantar naquela noite, e na próxima, e na próxima... Até ele desistir dessa ideia absurda de mantê-lo preso em casa.

Preso e entediado.

- Afinal, por que você está tão aborrecido? – perguntou Nagini – Você quase não saía sozinho de casa mesmo.

Harry corou.

- Isso não é verdade! Eu saio sozinho, às vezes, quase todos os dias... Quero dizer, pelo menos toda a semana...

Se Nagini tivesse sobrancelhas, Harry tinha certeza de que ela estaria arqueando uma delas ironicamente agora.

- De qualquer forma – continuou ele, desviando o olhar da serpente, que repousava preguiçosamente sobre uma das almofadas puídas do sofá, ao seu lado – Eu gostaria de ser capaz de exercer meu direito constitucional de ir e vir livremente, a qualquer lugar, quando eu quiser, muito obrigado.

Franzindo o cenho, o Gryffindor acrescentou:

- Aliás, para alguém formado com honras na faculdade de Direito e Leis Mágicas de Cambridge, Tom parece desconhecer o que está disposto na nossa Constituição Mágica Inglesa.

- Oh, ele conhece muito bem – disse a serpente – e só utiliza tal conhecimento quando lhe convém. Como um bom advogado.

Dando de ombros, Harry reconheceu que não poderia discordar. Então, quando estava a ponto de suspirar novamente pensando no que poderia fazer para seu irmão mudar de ideia, o barulho de suaves batidas na porta o surpreendeu.

O Gryffindor trocou um olhar aguçado com Nagini, que deslizou do sofá e o seguiu até a porta.

- Tom... – murmurou ele – É você?

O silêncio que se seguiu foi assustador. Porém, não mais que o "clic" da porta se abrindo.

Após um cauteloso passo para trás, Harry alcançou a varinha no bolso da calça e esperou. Instantes depois, uma figura trajada completamente de preto apareceu à sua frente. Na face, uma máscara dourada conhecida.

- Harry Potter – disse o Imperador, após impedir o ataque de Nagini e paralisá-la com apenas um movimento de sua mão direita – Estou aqui para lhe fazer um convite.

Ele tirou a máscara.

- Por favor, venha comigo.

Harry sufocou um grito:

- Você!

Continua...

Próximo Capítulo: Alvo Dumbledore olhou da janela do seu escritório para a triste imagem dos terrenos de Hogwarts que haviam se convertido num campo de batalha e sorriu. A guerra havia acabado. Ele fizera a coisa certa.

-x-

N/A: Olá, meus amores! Como vocês estão? Espero que estejam todos bem e preparados para se despedir desse maravilhoso ano que não vai deixar saudade! Hehehe... Brincadeira. O que não é brincadeira é que vocês também irão se despedir dessa história porque ela já está chegando ao fim. Pois é, infelizmente restam apenas dois capítulos para o final, mas, olhando pelo lado bom, vocês finalmente poderão descobrir quem é o Imperador. Muitos de vocês acertaram em suas suposições e agora poderão conferir!

Espero que gostem do capítulo de hoje, que eu fiz questão de atualizar antes de eu viajar para Belo Horizonte quarta-feira para assistir Brasil x Argentina, porque talvez eu seja morta ao comemorar o gol do meu amado Lionel Messi estando na torcida do Brasil, então eu não poderia deixá-los sem um novo capítulo. Hehehe... Torçam para que eu consiga ver o Messi, o amor da minha vida, meus queridos, e talvez até ganhar um autógrafo, e que ele me leve para Barcelona com ele e... Er... Ok, provavelmente eu exagerei nessa última parte, mas nunca se sabe.

Bem, deixo aqui meus agradecimentos especiais para:

NanaEimi... Cristiani Cruz... VictoriaLombardi... Hanii Seirios Slytherin... TaiSouza... Kamy... Jasper1997... FaFaVe... Sandra Longbottom... Lorens... yggdrasil001... lunynha (ta dan! Hahaha...)... Thomas... E vrriacho!

Muitíssimo obrigada pelas maravilhosas Reviews de vocês!

-x-

A novidade do capítulo de hoje, meus amores, são as Omakes maravilhosas escritas pela minha querida amiga e leitora Lunynha. Depois de horas conversando e me descabelando de rir daquilo que finalmente decidimos nomear como Omake dos capítulos, Lunynha e eu decidimos que não poderíamos privá-los disso. Espero que vocês gostem e se divirtam tanto quanto eu.

OMAKES da Lunynha (aka Lizandra Oliveira):

Omake I

Lily Evans é uma mulher simples, com gosto simples. E ao convidar seu amigo Remus Lupin para uma conversa ela esperava uma conversa simples.

Remus: "Lily, seja razoável, eles são seus filhos e precisam da mãe".

Lily: "Eu... não posso, eles fizeram algo imperdoável".

Remus: "Mas... Lily".

Lily: "Sem mais. Você quer chá?".

Remus: "Sim, obrigado. Ah, eu queria perguntar, desde quando você bebe café?".

Lily: "Bom, eu gosto do meu café como gosto dos meus homens, sombrios e severos".

Remus quase engasgou e com um timing perfeito, Potter chegou.

James: "Ainda bebendo café? Credo".

Lily: "Como disse, sombrios e severos".

Omake II

Tom: "..."

Lucius: "O Imperador está querendo você em seu pelotão".

Tom: "..."

Lucius: "Vamos expulsar todos os sangues ruins e provar que a magia é só dos sangues puros".

Tom: "..."

Lucius: "Não vai falar nada?".

Tom: "Desculpe, estava tendo um grande deja vu aqui, mas dessa vez eu tenho nariz, ainda bem".

-x-

Um grande Beijo!

E até o próximo capítulo de Amnésia!