Guilty Pleasure

Sinopse: "Tenha cuidado com o que deseja porque pode se cumprir." E agora que eu estava sob o poder do Dom Edward Cullen e estava cumprindo todos os sonhos dos meus romances eróticos, era feliz com ele?

Disclaimer: A fanfic pertence à L'Amelie que me autorizou a tradução, Twilight e os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer, e a mim somente a tradução.


"Sexo: o acontece em dez minutos e excede todo o vocabulário de Shakespeare."

Robert L. Stevenson.


Capítulo 10 - Paciência

(Tradução: Ingrid Andrade)

BELLA POV

— O que acha que está fazendo?

— Eu gostaria que você continuasse sendo respeitosa Isabella, não se esqueça de qual é seu lugar e já que pergunta... vou cuidar de você esta noite.

— Cuidar de mim? – ri ironicamente – muito obrigada, mas não preciso.

— Não estou perguntando se precisa ou não, estou comunicando a você minha decisão, se lembre com quem está falando Isabella – disse sem alterar-se, o que me alterava – vamos nos trocar, vá se deitar e descansar.

— Não sou uma criança tonta, nem uma boneca que você tem que vestir e cuidar, eu posso fazê-lo sozinha, obrigada – respondi dando ênfase na última palavra.

Ele me pegou pelo braço sem fazer muita pressão, mas com firmeza, se dirigiu ao corredor e parou ao chegar à frente das duas primeiras portas – Qual é o seu quarto?

Meu olhar estava cravado no chão e ao não obter resposta, colocou seus dedos debaixo do meu queixo e levantou meu rosto para que o olhasse – Não sou um homem muito paciente, Isabella... – virei um pouco à cabeça, mas não parecia lhe importar minha indiferença, seguiu até o final do corredor e entramos no meu quarto.

Fechou a porta, mas estava cansada demais para continuar gastando as poucas energias que eu tinha brigando contra ele. Eu iria fazer o que ele diria relutante e logo me deixaria sozinha, isso era o que eu queria, ficar sozinha e dormir muitos dias, me conhecia muito bem e sabia que para que eu pudesse pensar com objetividade teria que deixar minha mente esfriar porque nesse momento eu estava muito confusa e assustada, e não por ele... por mim.

— Levante os braços – disse tirando minha camiseta e fez o mesmo com a calça para logo colocar uma camiseta que tinha pegado do armário dos meus pijamas – se deite, vou lhe preparar um chá.

Obedeci-lhe porque quanto mais rápido terminasse seus 'cuidados', mais rápido sairia para minha casa, então me deitei e me coloquei debaixo do edredom, acomodei-me de frente para a janela e fechei os olhos. O som do telefone da casa me assustou. Pensei em deixar que entrasse na caixa postal, mas não queria que Edward ouvisse minhas mensagens, então estendi a mão e atendi a ligação.

— Olá? – não acreditei que minha voz soava tão fraca.

— Bella? Filha? Você está bem? – meu soava angustiado.

— Sim, sim, estou muito bem, mas porque... – ele me interrompeu.

— Levei todo o fim de semana tentando me comunicar com você e seu telefone estava desligado – agora estava bravo – fiquei com a alma em um fio. Já verificou quantas mensagens eu lhe deixei? Onde você se meteu?

— Eu... tive que sair da cidade, em um lugar um pouco afastado e fiquei sem sinal, me desculpe por não avisá-lo – disse, me desculpando – foi um assunto de trabalho.

— Filha, você não sabe o quão preocupado eu estava porque nem Alice, nem Rosalie sabiam onde você estava, não volte a fazer isso Bella – me senti culpada ao escutar meu pai assim – prometa.

Uma presença me fez virar e vi Edward com uma xícara de chá na soleira da porta. Olhava-me com olhos frios e sua mandíbula estava tão tensa que mais um pouco e poderia ouvir quebrar os dentes.

— Lhe prometo – disse suavemente, dando os ombros novamente para Edward.

— Bom, vou te deixar descansar porque parece esgotada, mas amanhã nos falaremos, já estou mais tranquilo sabendo que foi somente um inocente descuido, mas não quero que se repita, ok? Eu te amo e por isso me preocupo filha, você é tudo o que eu tenho.

— Você, é o único na minha vida – sussurrei e olhei o reflexo irritado de Edward pelo espelho – amo você.

— Adeus filha.

— Adeus papai – terminei a ligação e Edward entrou lentamente no quarto, ainda com careta de desgosto no rosto.

— Aqui está o chá, tome-o lentamente, está quente – disse com sua voz autoritária, deixando a xícara na mesa de cabeceira. Puxei para o lado os lençóis e edredom e me levantei, fui até a sala e peguei minha bolsa, comecei a procurar meu celular, mas não o encontrei, Edward me seguiu até ali e levantei o rosto para enfrentá-lo.

— Quero meu telefone – disse furiosa ao ver que não se importava, repeti – quero meu telefone, agora!

— Cuidado Isabella, tenho tido muita paciência com você – me advertiu.

— Me dê!

Com uma lentidão irritante colocou a mão no bolso da sua calça e o pegou, estendeu sua mão e me deu. O peguei e com o mesmo voltei correndo ao meu quarto para me afogar na minha cama. O liguei e vi as 45 chamadas perdidas do meu pai, 17 de Alice, 5 de Rosalie e mais algumas sem importância.

Minha vista se nublou; meus olhos se encheram de lágrimas que eu não sabia se eram apenas de raiva por descobrir que fiquei incomunicável durante todo um fim de semana. Meu pai ficou angustiado e tudo por sua culpa. Que necessidade havia de toda essa coisa maldita? O que lhe custava 'ordenar' como era seu costume, 'desligue sua porcaria de celular Isabella'? O que lhe custava?

Chorei com raiva por algo tão simples como o celular, porque tive a pessoa que eu mais amava com a alma em um fio e também porque sofria ao não saber como devia me sentir pelo que havia acontecido no quarto de jogos essa manhã. A realidade de uma ilusão me bateu de repente mostrando-me uma pequena parte de sua faceta cruel, porque sabia muito bem que era apenas o início de tudo, eu tinha passado do meu limite. Impotente porque tudo o que havia vivido nesse dia me subiu a cabeça, peguei o celular e o atirei contra a parede. O pequeno dispositivo chocou contra a parede dura, se partindo em pedacinhos incontáveis por todo o meu quarto. Chorei por um tempo até que fiquei exausta e calma.

O ouvi se mexer ao redor da casa; limpei minhas bochechas e me estabeleci na cama com a esperança de que fosse embora de uma vez por todas, mas não tive tanta sorte. Escutei seus passos marcados no chão de madeira, vindo diretamente para mim. Puxei as cobertas na minha cabeça e submergi o tanto que pude entre a cama e os travesseiros. Para a minha surpresa, deu meia volta e fechou a porta. Talvez agora tivesse ido embora e me deixaria tranquila, se é que poderia estar depois de tudo que aconteceu nesse dia. Um longo tempo se passou e eu não dormi; nem pensava em nada importante, apenas recordava dos momentos felizes e brincadeiras com Alice e Rose. Isso sempre funcionou quando não queria pensar em algo que me perturbava.

Edward provavelmente já havia desaparecido. Já podia respirar tranquila. Saí da cama e tirei a camisa de dormir que ele tinha colocado, a odiava, era e desconfortável e não tinha nem sequer sido comprada por mim, foi presente de uma colega da faculdade. A joguei em algum lugar do meu quarto e coloquei a que eu precisava, a da Hello Kitty. Voltei à cama e por fim dormi. No meio da madrugada me mexi inquieta e gemi sonolenta.

— Você está bem? – escutei sua voz como em um sonho, suave e sedosa – Precisa de algo, Bella?

Voltei a gemer porque sabia que era um sonho, ele não falaria assim comigo depois da minha insolência e muito menos me chamaria de Bella. Mas de repente meu sonho estava parecendo muito real porque quase podia senti-lo atrás de mim, com seu hálito quente no meu ouvido. Choraminguei como uma menina ainda em sonhos e senti um calor que me envolveu com firmeza em um abraço protetor.

— Minha querida, — sua voz de novo e tão próxima... – isso está se mostrando tão complexo para você... – senti carícias no meu cabelo e dedos entrelaçados nele. Nesse momento sabia que não era um sonho e que na verdade Edward estava ali, comigo em minha cama, abraçando-me e falando suavemente. Virei entre seus braços e abri os olhos lentamente, ele me olhava com uma expressão que não podia decifrar e tive medo.

— Você não tomou o chá.

— Eu... desculpe-me, senhor – disse muito baixo – por tudo.

Respirei profundamente e senti um alívio inexplicável ao pronunciar essas palavras, não o entendia. Fechei os olhos de novo e agarrei-me ao seu peito, enterrando-me nele. Inalei seu cheiro almiscarado com os meus pulmões e me senti completa quando Edward me apertou contra seu corpo.

— Isabella, há tanto que você precisa entender e aprender – suspirou enquanto continuava com suas carícias – por agora, quero que compreenda um pouco do meu dever e obrigação com você – assenti e imediatamente adicionei...

— Sim, senhor.

— Um Dom, um mestre, não só te ensina e desfruta de seu corpo, assim como eu já lhe disse antes, cuida de você, das suas necessidades, a procura e tem a obrigação de cuidar de você em todos os aspectos Isabella, para o seu bem— estar. Eu não delego essa responsabilidade a ninguém porque é minha, e assim como uma submissa se dá com pleno prazer para satisfazer seu senhor, para o senhor também deve ser um prazer luxuoso cuidar de sua submissa e para mim é. Às vezes parece irracional como nesta tarde, que te tomei com força e depois cuidei de você, mas não é assim, porque à medida que você estiver bem, eu poderei fazer uso de seu corpo para os propósitos que eu achar convenientes. Já tinha falado um pouco sobre isso, se lembra?

Encolhi os ombros – Não muito, Senhor.

— Não importa, já te expliquei novamente – ele colocou um braço debaixo das cobertas e com delicadeza acariciou minhas nádegas e minha costa – também é meu dever responder suas perguntas, então não esconda nada e pergunte-me o que quiser saber. Eu não sou um ogro Isabella, só tenho um caráter forte.

— Está bem, Senhor.

— Agora quero saber se você está bem, eu a machuquei Bella? – havia me chamado de Bella... seus olhos me olhavam ansiosos e tentei responder, mas minha voz não queria sair. Em um esforço, finalmente pude dizer...

— Não – disse balançando a cabeça – Quando você vai me castigar?

— Eu já te castiguei, lhe possui com força, além disso, não permiti que você gozasse, não parece castigo suficiente? Você sabe que gosto das surras, se quiser...

— Não, Senhor, assim está bom – disse sorrindo e esfregando-me mais contra ele.

— Por que você não disse a sua palavra de segurança se estava provando ser muito para você? – fiquei em silêncio porque não sabia o que responder – é para te proteger Bella, se não a dizer como vou saber se você quer que eu pare ou não? – Bella. Lá estava de novo – Responda-me.

— Na verdade, — disse muito calma – é que eu não sei, nunca me passou pela cabeça dizê-la – ele beijou o topo da minha cabeça e me preocupei.

— Muito bem, por hoje foi o suficiente, durma Isabella – se levantou e me largou.

— E você?

— Encontrei o quarto de visitas, relaxe.

— Não me deixe sozinha, fique comigo, — me atrevi a lhe pedir – por favor!

Por alguns instantes ele hesitou. Achei que iria recusar, mas o vi desabotoar sua camisa e tirar os sapatos ao mesmo tempo, também tirou a calça e ficou só em uma boxer branca que parecia desenhada em sua pele. Afastou um lado das cobertas e deitou me abraçando e puxando-me para seu peito.

— Obrigada, Senhor.

— Shhh, sem falar. Durma já.

Apagou a luz do abajur na mesa de cabeceira e se acomodou melhor. Não articulei mais meia palavra. E não me faria falta. Eu só sabia que estava ali, na minha cama sendo abraçada por meu Dom que cuidava de mim e me protegia.

.***.

Acordei naquela fria manhã esticando meu corpo o tanto que deu. Mexi pela minha cama como fazia todas as manhãs e enterrei o rosto no travesseiro. Imediatamente abri os olhos tentando focar bem, o procurando. Seu cheiro nos meus travesseiros e meus cobertores me lembraram de que não foi um sonho e que Edward realmente havia ficado comigo pela noite, e eu havia dormido abraçada contra seu peito. Sentei-me esfregando os olhos e olhando a pequena poltrona em meu quarto onde havia deixado sua roupa na madrugada. Não havia nada. Levantei e saí o procurando pela casa. Edward havia ido.

Triste, me preparei para ir trabalhar. Tomei um banho, me vesti e saí da minha casa rumo à agência. Parecia que haviam passado semanas e não dois dias desde que estive ali, mas o lugar como sempre, me abraçou ao chegar. Se havia algo que eu gostava na Alter Mídia era o ambiente que ali se respirava; era amistoso e nada pretensioso, cada um fazia seu trabalho e tínhamos boa disposição para tudo.

— Bella! – Jane me recebeu muito alegre com a xícara de café habitual – um donut por esse rostinho.

— Olá Jane – tomei um gole do café e dei uma mordida no meu donut de noz – Como foi seu fim de semana?

— O meu foi tranquilo, mas o seu... parece que foi escalar o Kilimajaro, amiga você parece...

— Obrigada Jane, não sabia que me amava tanto – respondi – acho que vou gripar, é isso.

— Gripe? Mas também acho que será a gripe H1N1 – zombou, mas apenas a olhei ameaçadoramente e me dispus a trabalhar. Fui para a minha mesa, apenas estava ligando meu computador quando um pigarro me fez levantar o olhar da tela.

— Bom dia, senhoritas – Paul disse muito formal enquanto se aproximava de mim – Isto é para você. Com licença.

Ele deu a volta depois de me entregar uma caixa pequena com um laço de fita vermelho minúsculo. O olhar de Jane ia de Paul, que saía do escritório, para mim que tinha entre as mãos a caixinha e rapidamente a guardei na gaveta da minha mesa.

— Bella?

— Sim, Jane?

— Olivia nos espera em seu escritório – disse com a curiosidade na ponta da língua esperando que eu lhe dissesse algo sobre o presente, mas não disse nada e ela se absteve de perguntar. Peguei meu caderninho para anotações e saí de lá pensando no que podia conter na caixinha.

A reunião com Olivia me pareceu uma eternidade. Queria saber quanto havíamos avançado e como iam os projetos que tínhamos em nossa responsabilidade enquanto discutimos alguns pontos e lhe comunicamos às inovações que queríamos aplicar nessas campanhas. Tive que me esforçar muito para explicar cada passo do nosso primeiro projeto sem perder a concentração, mas Jane habilmente me ajudou com o ligeiro contratempo e a reunião com nossa chefa saiu muito melhor do que ela e nós, especialmente eu, esperávamos. Na hora do almoço, quando Olivia finalmente nos deixou livres, voltamos para as nossas mesas e tentei esconder minha própria curiosidade de saber o conteúdo do pacote que Edward me enviou; não queria abri-lo na frente de Jane já que não poderia evitar que ela me atropelasse com mil perguntas, e não tinha nem humor, nem vontade de dar algum tipo de explicação, além disso, o que diabos eu lhe diria? Este pacote foi enviado pelo meu namorado Dom?

Começando que jamais acreditaria em mim, não tinha porque confessar minha vida social com alguém. Nem sequer havia me passado pela cabeça se contaria as minhas melhores amigas a natureza real da minha relação com ele e duvidava muito que acreditassem que como passe da magia havia deixado de lado todos os medos e minha relutância em ter finalmente uma relação com alguém; haviam passado tantos anos repetindo, "Viva Bella, viva!" para que do nada apresentasse um namorado como Edward Cullen. Especialmente como ele.

Mas... Por que não?

Aproveitei que Jane teve que sair e com os dedos trêmulos peguei a caixinha primorosamente embrulhada. Estava tão nervosa que não pude me conter e desfiz o laço e arranquei o embrulho; levantei calmamente a tampa da caixa e dentro dela tinha um iPhone vermelho. 'Meu Senhor cuidando das minhas necessidades, olhando para o meu bem— estar... ' Comecei a analisar o aparelho e pulei quando ele começou a tocar. Na tela apareceu o nome de Alice e muito confusa coloquei meu dedo no quadradinho verde parar atender a ligação.

— Olá Alice – disse o mais normal que pude.

— Quer me explicar onde diabos você se meteu no fim de semana? Charlie estava preocupadíssimo! – me repreendeu.

— Tive que sair pelo trabalho e esqueci de ligar meu telefone – disse fingindo uma vozinha inocente – me desculpe, não voltarei a esquecer disso.

— Se não te conhecesse, diria que não queria que te incomodássemos e que por isso o desligou, enfim, hoje vamos jantar, estou aborrecida e preciso ver pessoas.

Combinamos e terminamos a ligação. Estava intrigada sobre porque o aparelho já tinha incluído todos os meus contatos assim como os tinha no outro telefone, só que neste havia um a mais... Edward Cullen, seu nome com todas suas letras gloriosas.

Devia ligar para lhe agradecer? E se ele ficasse com raiva? Nunca havia me dito nada sobre se poderia entrar em contato com ele e não queria fazê-lo ficar com raiva então optei por não ligar, embora estivesse morrendo de vontade porque a noite passada havia sido bom comigo. Mas e na manhã anterior?

Qualquer um com cinco sentidos teria fugido, mas eu não fugi. Estava assustada, e muito, mas alguma coisa me ancorou naquela mesa, para ouvir suas ordens, estar na pendência de seus movimentos, de suas respirações, de seu contato. Como ele havia gostado de poder me controlar! Isso o fez muito feliz, ao ver que faz um esforço para satisfazê-lo apesar do meu desconforto e meus desejos. Será que foi por isso que me senti tão irritada? Por que não podia cumprir seus desejos como uma boa submissa? Talvez sim, não podia ter a certeza, mas se havia algo que eu estava plenamente segura, era que eu não iria desistir.

Mas... E ele? Não estaria arrependido por ter ao seu lado uma submissa inexperiente? Certamente não devia ser muito agradável passar muito tempo me treinando quando era óbvio que precisava de alguém de seu nível para saciar seus desejos. Apenas esperava ter a capacidade de aprender com rapidez para que não ficasse farto e quisesse se livrar de mim.

.***.

— Estou faminta – Rosalie disse enquanto deu uma mordida gigante em seu hambúrguer.

— Dizem – Alice a olhou pelo canto do olho – que quando a atividade sexual de alguém aumenta consideravelmente tem que repor as energias. Como vê, tenho o apetite de um maldito passarinho anoréxico.

— Nada ainda com Jasper? – Rose perguntou limpando a boca.

— Não – disse irritada – o idiota foge de mim.

— Será que você não está cismada Alice? Talvez como todo cavalheiro não lhe diz muito abertamente e está esperando que você perceba que não...

— Que não está interessado em mim? – grunhiu para mim – não me foda Bella, se esse fosse o caso não me beijaria como beijou... quando ele quer, é claro.

— Então por que não se decide?

— Não sei Rose, mas ninguém nunca me deixou fisgada, vou lhe dar um gosto de seu próprio remédio, veremos quem fica com desejo de quem – sentenciou – E você? Agora nos explique onde diabos você se meteu, quase matou Charlie de angústia.

— Já te disse – coloquei uma batata frita na boca tentando parecer despreocupada – tive que ir a uma cidadezinha há duas horas daqui – me olhavam incrédulas – Pelo trabalho! – adicionei ofendida.

— Foi sozinha?

— Não Rose, meu anjo da guarda me acompanhou – eu disse sarcasticamente – Claro que fui sozinha! O que há de incomum nisso?

— Você nunca faria algo assim... sozinha – Alice respondeu.

— Acredito que pela pressão que estou passando com os meus projetos, a última coisa que pensei foi em pedir que alguma de vocês fosse comigo, além disso, achei que estariam com seus namorados maravilhosos dando amassos e sou incapaz de parar algo assim.

— Que amassos que nada, Jasper esteve fora da cidade também, segundo me disse.

— Bom – Rose disse muito melosa – eu sim estive muito ocupada, Emmett é... – suspirou – é divino, e agora sim digo que estou perdidamente apaixonada por ele. Ele é tão doce e tão carinhoso que nunca em minha vida havia sonhado em ter um cara como Emmett ao meu lado. Está tão dependente de mim, cumpre todos os meus caprichos e desejos, é super detalhista e me ama tanto...

— É isso que eu quero! – Alice deu um tapa com o punho na mesa – Por que Jasper se nega?

E eu? O que eu queria? Uma relação como a de Rosalie? Não poderia dizer com exatidão. Talvez estivesse muito influenciada por tantos romances que havia lido e que pelo bem ou mal haviam me levado até o ponto onde me encontrava e por incrível que pareça e embora ainda não estivesse muito certa do que eu queria no futuro, estava bastante contente com o que tinha com Edward nesse momento, apesar do início das minhas confusões como no dia anterior.

— Não lhe dê mais chances, encare-o e não perca seu tempo Alice – Rose disse irritada também – Por que você está obcecada por esse loiro 'pão sem sal'? Lá fora existem caras muito bonitos que estariam dispostos a tudo por você, se você só não fosse tão fodidamente teimosa...

— Concordo com Rose, não gosto de te ver assim por alguém que não sabe te valorizar – Eu lhe disse isso? A que quase se arrasta por Edward Cullen? Que cínica eu havia me tornado – melhor esquecê-lo e você vai ver que quando menos esperar, seu príncipe encantado irá aparecer.

— Não quero um príncipe encantado, eu quero Jasper, não sou indiferente para ele, eu sei, eu sinto, só que há algo pelo que se nega a aceitar – era oficial, Alice estava definitivamente muito deprimida.

— Me desculpe, Alice – Rose disse com uma vozinha – sou uma idiota por vir toda emocionada presumindo a minha felicidade, não era a minha intenção.

— Não seja tonta Rose, claro que fico alegre por que você está feliz, sou eu que estou amargando a noite – se levantou – acho que é melhor eu ir.

— Alice Brandon, volte a se sentar neste momento se não quiser que eu te dê algumas palmadas – lhe adverti e ela voltou a seu lugar.

— Bella, é sério, eu quero ir – disse com os olhos brilhantes – não me sinto bem.

— Tudo bem, iremos pagar e fico com você, não pense que vou te deixar sozinha – peguei minha carteira e dei meu cartão de crédito para a garçonete.

— Eu também fico com você, Ally, e isso não está sujeito a discussão.

— Não é necessário – fungou seu nariz – além disso, vocês trabalham amanhã.

— Aha – Rose deu um grito – com uma razão maior, acha que você vai se salvar de me emprestar àquela saia preta com sua blusa de seda?

— E aquele jeans que deixam sua bunda divina com aquele suéter cinza chumbo, ficariam perfeitos em mim, Alice – pisquei um olho.

— Vocês são horríveis, sabiam? – disse resignada.

— Sim!

.***.

Antes de ir ao apartamento de Alice, passei no meu para pegar algumas pastas que precisava levar ao escritório e aproveitei para pegar algumas calcinhas e sutiãs limpos porque nem de brincadeira iria deixar passar a oportunidade de colocar aquele jeans incrível.

Alice parecia estar um pouco melhor com a gente fazendo companhia. Sem dúvida ela era a mais forte das três, por isso me preocupou muito vê-la assim e especialmente a atitude obsessiva que havia levado contra Jasper. Ela era alguém que sempre cumpria o que propunha, fazia o que tivesse que fazer para conseguir e nunca falhava, por isso parecia tão estranho tanto para Rose quanto para mim que Jasper não tinha se rendido aos seus encantos.

Não era normal que um cara se negasse a passar uma noite com uma menina e muito menos se ela fosse tão linda como Alice. O melhor e esse era todo o problema, ela nunca havia sido quem sofreu a rejeição e nesta ocasião havia sido a sua vez e ela não levou isso nada bem. Eu a compreendia muito bem, sentir-se rejeitada era horrível; eu tinha vivido isso com Edward e... havia levado o assunto como um desafio, assim como Alice. Apenas esperava que tivesse a mesma sorte que eu e que Jasper lhe dê a oportunidade de conhecê-la porque estava certa que poderia chegar a formar um casal bonito.

Estávamos deitadas na cama com Alice quando o celular de Rose começou a tocar. Ela se levantou como se fosse impulsionada por um foguete e saiu da sala para ter sua conversa de boa noite com Emmett.

— Ela está feliz – Alice sorriu.

— Sim, ela merecia isso e você também merece, mas com alguém que te dê o seu lugar, que não te trate como um bicho e que te recuse.

— Eu sei, Bella, mas você sabe que pressinto as coisas e sinto que Jasper está negando, por isso estou decidida a fazê-lo mudar de opinião.

— Não queremos que você sofra, mas lhe direi algo, pode ser que pela primeira vez esteja equivocada e confundindo as coisas, quero que você seja objetiva Alice, por favor...

— Não estou errada, mas lhe direi algo, se eu ver que Jasper irá fechar todas as possibilidades, deixo o assunto em paz, não quero envelhecer tentando abrir seus olhos, não vou deixar minha vida e minha alegria em alguém tão teimoso quando posso desfrutar melhor com alguém que quer estar comigo.

— Isso Alice, essa é a atitude! – a abracei.

— Por falar nisso – disse separando-se um pouco de mim – você está estranha, mas não vou te pressionar, quando estiver pronta você vai me dizer, você sabe que pode contar conosco, não é?

— Alice – ri jogando a cabeça para trás – não tenho nada, só estou estressada, mas obrigada de qualquer forma e sim bruxinha, sei que posso contar com vocês sempre.

Na manhã seguinte, Alice havia saído muito cedo para ver um fornecedor de tapetes de uma fábrica fora da cidade e Rose estava tomando banho depois de ter preparado o café. Na cama de Alice já tinha a saia justa preta e a blusa branca de seda, eu vasculhei o closet pelo jeans, mas só encontrei o suéter cinza.

— Não encontro o jeans maldito – reclamei quando ela saiu do banheiro – e vou me atrasar de continuar procurando.

— Fique tranquila que agora mesmo irei procurar algo, formal ou informal? – me perguntou já dentro do closet.

— O que for!

Cinquenta minutos depois saímos do apartamento de Alice vestidas muito elegantemente com suas roupas. No final, eu usava a saia justa preta que Rose iria colocar com uma blusa vermelha de cetim e Rose preferiu um vestido café com um casaco da mesma cor. Despedimos— nos e combinamos de ficar de olho em Alice e se necessário, nos mudaríamos com ela até esquecer sua obsessão pelo 'Loiro pão sem sal', como Rose o havia chamado.

Entrei no carro e dirigi até a agência. Cheguei na hora, cumprimentei o porteiro e entrei no edifício. Fiquei surpresa ao ver que havia chegado antes de Jane já que ela acordava muito mais cedo que eu; acomodei-me na minha cadeira e liguei meu computador, tirei meu novo telefone do bolso e após analisá-lo vi que tinha três chamadas perdidas e todas eram de Edward.

Eu quis me bater contra a parede por ser tão idiota e não notei que havia o colocado no silencioso, nem sequer para vibrar. Estava certa que teria um castigo esperando minhas sensíveis nádegas ou talvez outro orgasmo frustrado. Agora minha dúvida era se ligaria e lhe explicaria o que havia acontecido e assim talvez conseguisse me salvar da minha penitência ou esperar que ele o fizesse. Meu dilema não durou muito tempo porque naquele momento, o artefato começou a tocar.

— Olá – respondi no primeiro toque – bom dia.

— Paul irá te pegar 10 minutos antes do horário de almoço, seja pontual – e terminou a ligação.

Mas que moderado! Eu odiava que fizessem coisas assim. Sim, já sei, estava com raiva, não podia me dar um sinal melhor, mas não suportava que nem sequer me deu a oportunidade de me desculpar ou de agradecer pelo presente. Aghsss! Teria que me acostumar com seu temperamento bipolar.

Jane chegou um minuto depois com o café e as roscas. Nós pegamos alguns minutos para o nosso café da manhã e não pode resistir.

— O que você ganhou? – perguntou inocentemente – devia ser algo precioso porque estava em um embrulho muito bonito.

— Um telefone – respondi sem mais.

— Do seu namorado?

— Não tenho namorado, Jane – sorri – foi de um amigo.

— Bem, que lindo seu amigo que até com um mensageiro especial o mandou – piscou para mim – diga— lhe que meu celular já está muito velhinho e que um novo não iria cair nada mal.

Ri alto – Eu direi Jane, não se preocupe – e depois desse momento feliz, fomos trabalhar.

Os projetos que Olivia havia nos encarregado estavam avançando muito bem. Já tínhamos as ideias muito bem definidas, só faltava modela-las no storyboard e mesmo que isso tomasse um pouco de tempo, era a parte mais divertida e emocionante de todo o processo, depois só restava apresentar nosso trabalho aos clientes e esperar a aprovação deles.

Naquela manhã estávamos muito concentradas em alguns detalhes da imagem que daríamos ao projeto das lojas de rede, uma vez que era o menos difícil. Pensamos em várias opções para o logo e com os acontecimentos de Jane estávamos se dobrando de rir até que meu novo telefone tocou. Rapidamente o tirei do bolso e respondi a ligação.

— Olá.

— Senhorita Isabella, sou Paul, já estou aqui te esperando – disse sem cerimônias.

— Em um minuto estou aí embaixo, obrigada – terminei a ligação, peguei minha bolsa com o meu casaco e me virei para despedir-me de Jane que olhava para mim com os olhos apertados.

— Não se esqueça de dizer ao seu namorado que me presenteie com um celular como o que você acabou de guardar, é lindo.

— Não é meu namorado Jane! Mas lhe direi... algum dia – e saí do escritório. Nervosa, observei a rua; o jaguar preto estava esperando com a porta aberta para mim.

— Boa tarde, senhorita – Paul disse com toda a sua solenidade.

— Boa tarde, Paul – lhe respondi antes de entrar no carro. Tinha certeza de que eu não gostava de Paul. Sempre tão formal, sem expressão, bem, não, tinha uma expressão no rosto e era de irritação. Nunca o vi rir ou ao menos ter um lampejo de alegria no rosto para me indicar que não era um morto-vivo, porque era justamente isso que ele parecia, um zumbi que só fazia o que seu senhor ordenava. Eu terminaria assim?

No caminho até onde me encontraria com Edward, peguei minha pequena bolsa de cosméticos e dei um retoque; um pouco de delineador preto para realçar meus olhos, pó translúcido e a boca muito vermelha para combinar com a roupa que eu vestia. Soltei o rabo de cavalo médio que fiz de manhã e arrumei os cachos no meu cabelo com os dedos, Edward não gostava muito que eu o prendesse.

Olhei pela janela e vi estávamos por Mayfair, mas continuei sem ter ideia do restaurante. Não estava com muita fome, havia atacado as roscas de manhã e tomado várias xícaras de café. Pensei nisso quando o carro parou na Bruton Street nas portas do Hakkasan, um restaurante de comida oriental muito exclusivo. Paul saiu do carro e abriu a porta, eu saí e uma vestida em um Qipao* chinês me deu as boas vindas e pediu que eu a seguisse. O lugar era muito bonito, moderno, sofisticado, mas especialmente muito exclusivo. As meninas e eu havíamos tentado jantar alguma vez aqui, mas quando soubemos que havia uma longa lista de espera ficamos desanimadas, no fim, era comida oriental, nada que um restaurante menos esnobe não poderia fazer.

*Qipao é um vestido do estilo chinês com a golinha tipo Mao. Mais informações e fotos sobre ele no link (retire os espaços): msn. lilianpacce. com. br/ moda/ fashionteca/ qipao/

A menina me guiou até uma área menos pública. O encontrei concentrado em seu telefone, com o cenho franzido e vestido em um impecável terno azul marinho. Ele levantou o olhar e ficou tenso, era bastante evidente pela mandíbula apertada e as mãos fechadas em punhos. Percorreu-me com o olhar e senti como se estivesse me despindo, provocando-me um calor úmido na junção das minhas pernas, em seguida deixou o aparelho de lado e levantou para puxar a cadeira para mim. A menina fez uma pequena reverência e se retirou.

— Boa tarde, Senhor – disse me sentando. Ele não respondeu, sentou-se em seu lugar e tomou um gole de seu copo movendo muito rápido os dedos ao redor dele.

— Onde você passou a noite Isabella? – perguntou com um tom que me penetrou até os ossos.

— Com Alice – respondi abruptamente – é minha amiga, estava um pouco mal e precisava de nós – baixei o olhar para o meu colo – não iria deixa-la sozinha.

— E eu acho que você sabe para que serve o que te enviei ontem.

— Sim, Senhor, mas não sabia se deveria ligar para você, não queria se irritasse comigo e me castigasse – disse sincera.

— Eu te liguei três vezes Isabella, não atendeu nenhuma delas; a partir desse momento você viverá conectada com seu telefone e irá me informar casa coisa está fora da sua rotina, não quero que isto volte a se repetir. Entendido?

— Sim, Senhor.

— A partir de hoje você está proibida de dormir fora do seu apartamento, se alguma das suas amigas ficarem ruins chame um médico ou vá para a sala de emergências, mas você não saí de casa.

— Não vou deixar as minhas amigas... não posso fazer isso – sustentei seu olhar com impotência.

— Você fará, não se esqueça de que posso te ligar a qualquer hora e não quero que esteja ocupada em outras coisas. Não quero continuar discutindo este ponto Isabella.

Quase tive que morder a língua para não lhe responder algo, não o queria mais nervoso do que já estava, já iria ver como solucionar quando chegasse a hora, apenas esperava que nunca tivesse que fazê-lo.

— Obrigada, Senhor – disse de repente e ele me olhou surpreso – pelo telefone.

Edward assentiu ligeiramente. A comida chegou nessa hora e sabia que ele tinha pedido por mim. A mesa estava cheia no centro com vários pratos e não era absolutamente nada que um restaurante comum poderia fazer. Era comida gourmet e parecia requintada.

— Posso lhe servir, Senhor? – aventurei-me a perguntar e ele me olhou com um brilho nos olhos, a raiva havia desaparecido.

— Vá em frente, Isabella – suspirei feliz que a minha iniciativa funcionou – a lagosta com caviar primeiro – me orientou e cuidadosamente coloquei em seu prato a carne branca com a mistura preta do molho de caviar Beluga. Eu não tive nem a intenção de me servir, iria esperar que me desse permissão, o que fez antes de pegar sua prataria.

— Sirva-se Isabella, escolha o que quiser – disse tranquilo e deu uma rápida descrição do que tinha na mesa e optei pelas lascas de molusco azul da Califórnia com o molho da casa. Antes de começar a comer me perguntou se já tinha falado com o meu pai e lhe disse que ainda não falei.

— Faço isso hoje – ordenou – e não volte a deixa-lo sem saber de você.

— Lhe direi que vou passar os finais de semana com você? – perguntei inocentemente.

— Lhe dirá que está tudo bem, não tem que dar detalhes.

Durante a refeição, Edward tentou evitar me olhar e quando o fazia, rapidamente esquivou-se de meus olhos. Só abaixava lentamente o olhar para o meu peito e ali ficava. Sentia-se desconfortável, algo não estava bem e não sabia o que era. Eu não havia dito e nem feito nada que ele não gostasse, mas parecia que ele não estava desfrutando do almoço. No entanto, eu sim desfrutei; o molusco da Califórnia era uma delícia e depois comi Tofu caseiro, com berinjela e cogumelo claypot japonês no molho de pimenta.

— Você só vai comer isso? – perguntou enquanto cortava seu ensopado de cordeiro picante com especiarias chinesas, amendoim e gergelim, parecia delicioso – o Tofu é muito rico, mas nunca fica completamente satisfeito.

— Sim, só isso, não quero misturar tantos sabores fortes, não estou muito acostumada e isso está fora do meu alcance de comida picante, embora tudo esteja muito bom, obrigada Senhor.

Ele terminou seu prato e o garçom veio recolher tudo, nos ofereceu café ou chá antes de Edward continuar lhe dizendo muito educadamente que precisávamos de mais nada, ele se retirou e então, como naquela manhã no terraço, colocou a mão no meu joelho e lentamente subiu pelo interior das minhas coxas até a virilha. Eu segurei um suspiro surpresa por essa carícia que ainda não estava acostumada, e contive meu primeiro impulso de encostar-se à parte de trás da cadeira, me mantive reta e fazendo o possível para que minhas pernas não começassem a tremer. O olhei e ele tinha os olhos fechados enquanto sua mão tocava minha pele, como se estivesse em uma espécie de transe. Chegou até meu sexo e de novo encontrou minha calcinha. Imediatamente se levantou atrás da minha cadeira...

— Vá para o banheiro Isabella – e puxou a cadeira para que me parasse e o olhei confusa.

— Mas eu não...

— Vá.

Seu tom autoritário me convidou a obedecê-lo. Respirando profundamente para caminhar o melhor possível, me dirigi ao banheiro e esperei. Olhei-me no espelho e o rubor havia coberto meu rosto; estava quente e impaciente. Um toque firme na porta me fez dar um pulinho assustada. Edward entrou no banheiro e fechou colocando um segurança. Caminhou até mim e me pegou pela nuca aproximando-me de seus lábios e beijando-me de forma selvagem. Sua língua invadiu minha boca sem permissão embora eu não fosse negar, a enrolou com a minha e devorava cada milímetro dela possessivamente. O calor se converteu em um fogo abrasador e de repente senti a necessidade de fazer algo para apaga-lo porque estava certa que me consumiria. Levantei os braços e os coloquei ao redor de seu pescoço, mas ele os tirou e os colocou de novo nos meus lados. Como se hipnotizado, suas mãos acariciaram meus ombros e baixaram até cobrir meus seios sobre a blusa, os apertou e pressionou, excitou meus mamilos massageando-os com seus polegares e eles obedeceram complacentes. Com os olhos fechados desabotoou minha blusa, deixando meu peito exposto apenas coberto pelo sutiã.

-se encoste na pia, Isabella – fiz o que ele me indicou com um pouco de medo, nunca havia o visto assim, estava muito estranho e a ansiedade estava me matando por não saber o que esperar. Mas que tonta, quando eu havia estado certa de algo com ele? – apoie-se com os antebraços.

Arrumei-me como ele pediu e ficou atrás de mim. Pude nos ver no reflexo do espelho, meu rosto estava incerto e o rosto de Edward estava cheio de luxúria. Ele estava respirando pesadamente quando abriu o zíper da saia e ela desceu junto com a minha calcinha. Sem que ele tivesse que me dizer, levantei os pés para estar sem elas e abri as pernas porque eu sabia o que iria acontecer. Suas mãos massagearam minhas nádegas e de repente uma forte palmada me fez dar um pequeno grito.

Uma de suas mãos foi para o meu centro, tocando-me descaradamente e afundando alguns dedos em mim. Mordi o lábio para não gritar, finalmente tirou seus dedos invasores e de repente entrou em mim com força, em um empurrão violento, forte, profundo, tirando todo o meu ar e fazendo me agarrasse como podia na pia de mármore preto. A força das suas investidas e sua respiração entrecortada, seus gemidos e seu rosto que continuavam em transe tinha rapidamente me aproximado do abismo, um que era avassalador e que me absorvia sem reservas. Com cada investida da sua masculinidade, mais ficava perto da borda, tinha que chegar, estava perto, só um pouco mais e me libertaria... Edward empurrou em mim uma e outra vez, imponente, dominante, grunhindo e gemendo, me tendo como o satisfazia, sem permissões nem perguntas, simplesmente tomando o que lhe pertencia... meu corpo.

Senti-me tensa, já não podia lutar contra essa força que me rebocava, era demais, não queria e não tinha as forças necessárias e não sabia como faria. Era impossível, iria explodir em qualquer momento.

— Você não pode gozar, – disse ofegante – é seu castigo...

Ao escutar sua ordem, meus olhos se encheram de lágrimas e baixei a cabeça que quicava com cada investida. Não sei como, relaxei meu corpo e abandonei-me para não sentir. Foi tão difícil, mas em minha mente só tinha a ideia fixa de obedecê-lo, de lhe dar prazer, de agrada-lo... Isso era tudo o que eu queria, poder lhe dar o que ele me pedia. Senti suas mãos no meu ventre e suas investidas estavam cada vez mais fortes; ele já estava perto e eu já não pensava em mim, só nele.

— Olhe para nós Isabella, olhe!

Com um esforço titânico levantei o olhar e pude ver seu rosto transbordando luxúria e um desejo que me intimidou. Com seus gritos contidos e algumas investidas a mais, Edward gozou deixando-me completa de um calor que se aninhava em meu ventre. Ele se inclinou sobre minhas costas enquanto tentava recuperar o fôlego com os últimos resquícios do orgasmo, mas suas mãos ainda acariciavam meu abdômen suavemente. Lentamente se levantou e me libertou do peso do seu corpo. Minhas pernas fraquejaram e me segurei como pude na pia para não cair de joelhos no chão duro. Edward passou os braços ao redor da minha cintura, mas eu ainda estava agarrada às margens do mármore.

— Solte-se, Isabella – senti um Deja Vú e ele me pediu com voz neutra – sente-se aqui.

Ele ajudou a me sentar num banco comprido e depois de alguns minutos me vesti ainda tremendo. Edward arrumava a gravata e virou-se para mim.

— Tome o tempo que precisar, ninguém entrará, lhe garanto.

E saiu do banheiro. Tomei meu tempo como ele disse. Não me levantei até que senti as pernas firmes, aproximei-me da pia e joguei um pouco de água no rosto. Arrumei muito bem a roupa e penteei um pouco o cabelo com os dedos. Já podia sair. Abri porta e Edward estava de pé a alguns passos de mim. Assim que me viu cobriu-me com o casaco, deu minha bolsa e me rodeou pela cintura.

— Nós estamos indo.

Caminhei até a saída confiante pelo seu apoio na minha cintura. Ainda continuava um pouco desconcertada e sem poder compreender como diabos havia conseguido conter esse orgasmo. Como?

Ao chegar à saída e prestes a entrar no carro escutei meu nome – Isabella!

Edward se virou rapidamente para o homem que gritava com entusiasmo meu nome, me apertou mais contra ele e seu corpo enrijeceu.

— Isabella! Que prazer te encontrar – abriu seus braços para me abraçar, mas Edward não permitiu ao enviar um gesto irritado ao homem para que não se aproximasse de mim e ele entendeu perfeitamente.

— Senhor Flannagans – o cumprimentei para desculpar-me de algum modo pela grosseria de Edward – Como você está?

— Ah menina, muito feliz, contente pela campanha tão maravilhosa que criaram para mim – sorriu – aquela menina e você são realmente uma joia, mas não vou incomoda-la mais – disse muito compreensivo o senhor adorável.

— Não se preocupe – disse tentando parece relaxada e senti outro aperto na minha cintura, mas não podia ser grosseira com meu cliente e ir assim, sem mais nem menos, tratando-se de um senhor mais velho e inofensivo – senhor, deixe-me lhe apresentar o Senhor Edward Cullen, Senhor Cullen, ele é o senhor Flannagans, nosso primeiro cliente – disse sorrindo.

Edward hesitou por um segundo e estendeu à mão ao senhor Flannagans que o olhava sem rancor pela óbvia ameaça para que não se aproximasse de mim – Prazer em conhecê-lo, senhor Cullen – disse sorridente.

— Senhor Flannagans – Edward disse assentindo sério, mas ao menos não havia o ignorado, mas não poderia ter feito, ou sim? Despedi-me dele e pude sentir outro aperto firme e duro ao redor da minha cintura. Nervosa, subi no carro e me afastei até a janela, não sabia por que, mas estava certa de que havia ganhado outro castigo. Tudo estava provando ser tão difícil de lidar para mim...

-se aproxime – sua ordem soou seca, mas obedeci.

Passou seus braços pelos meus ombros e me puxou para ele. Essas mudanças me tinham em um estado de nervos que se não aprendesse a controla-los, acabaria louca. Ele não falou por todo o caminho, apenas me manteve abraçada e de vez em quando apoiava o queixo no topo da minha cabeça. Chegamos à agência e antes de eu sair me disse...

— Você é minha, lembre-se muito bem disso.

Assenti lentamente e saí do carro. Entrei no edifício sem me virar, cheguei ao meu escritório e nem sequer me dei conta se Jane estava ali ou não. Sentei-me no meu lugar, mas parei imediatamente e fui ao banheiro.

Eu tenho esse poder!

Eu tenho esse poder!

Repetia para mim uma e outra vez, eu tinha esse poder e iria me controlar; não deixar que as emoções me pegassem de surpresar para poder responder como ele queria. Devia ser forte para estar a um nível em que pudesse satisfazer todos os seus desejos.

Eu podia!

Eu podia!

Quando me senti um pouco mais recomposta saí e fiquei no meu escritório. Jane não estava e agradeci, não queria ser vítima de suas perguntas nesse momento. Tentei concentrar-me no que aparecia na tela a minha frente quando algumas batidinhas me fizeram levantar o olhar. Paul estava ali de novo, de pé com outra caixinha, a deixou na minha escrivaninha.

— Senhorita Isabella – balançou a cabeça e foi tudo o que disse; saiu do meu escritório deixando-me ainda mais confusa. Sem interesse, abri a caixa e franzi o cenho ao ver o que continha. Um bolo de chocolate em miniatura com uma cereja no topo e outra caixinha muito menor ao lado. Abri a caixinha e respirei surpresa ao ver brilhar um par precioso de brincos de rubi em forma de coração e dentro dela uma nota minúscula...

"Boa menina, Bella."

E na parte de trás:

"Nunca volte a usar nada vermelho sem a minha permissão."


Bella está se adaptando aos castigos, mas foi castigada novamente haha mas a vida de uma submissa é assim, ela tem que estar disponível para o Dom quando ele desejar estar com ela. Eu não gosto da Alice e da Rose, mesmo antes de um acontecimento futuro nessa fic. Não sei, sempre as achei estranhas e muito mandonas. Não sei explicar...

O capítulo 11 vem até o final do mês se eu não ficar doente de novo ou ter algum imprevisto, porque nos últimos meses minha vida esteve cheia de imprevistos.


PREVIEW

Quem tem conta vou mandar por PM e quem não tem deixe seu e-mail substituindo os símbolos por nome como no exemplo: edward(underline)dominante(arroba)hotmail(ponto)co m

(NÃO ADIANTA COMENTAR SÓ COM E-MAIL, EU NÃO MANDO PREVIEW ASSIM)

É isso... Obrigada pelas reviews e comentem por favor!

Beijos

xx