Guilty Pleasure

Sinopse: "Tenha cuidado com o que deseja porque pode se cumprir." E agora que eu estava sob o poder do Dom Edward Cullen e estava cumprindo todos os sonhos dos meus romances eróticos, era feliz com ele?

Disclaimer: A fanfic pertence à L'Amelie que me autorizou a tradução, Twilight e os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer, e a mim somente a tradução.


"O homem que satisfaz sexualmente uma mulher é o seu dono; o que não, é seu escravo."

Enrique Jardiel Poncela


Capítulo 8 - Eu Estou Aqui

(Tradução: Ingrid Andrade)

BELLA'S POV

"Saia daqui! Você não é boa!"

"Mas eu... me esforçarei."

"Não! Não te quero aqui! Saia!"

"Eu sei que posso fazer melhor."

"É a sua última oportunidade Isabella, sai daqui!"

Solucei um pouco entre sonhos e me movi tremendo um pouco de frio enquanto esses sonhos lamentáveis se amontoavam no meu inconsciente e me causavam um nó no estômago do qual sim, era plenamente consciente. Escutei ruídos atrás da porta, fortes e marcantes; mas continuei em meu estado sonolento, exausta por toda a torrente de emoções que eu havia passado horas antes.

Me cobri um pouco com a ampla saia do vestido, mas não foi o suficiente, estava muito desconfortável, tinha frio e sentia todos os músculos do meu corpo duros. Estava dolorida por ter passado a noite no chão depois que me expulsou do seu lado, mas eu não iria a qualquer lugar, eu não podia e... não queria ir. Estava mais que claro que ele não me queria como sua submissa, a cada minuto me demonstrava, mas assim também me deixava ver que era um ser compassivo e estava completamente segura de que seria um bom mestre. Já haviam sido dissolvidas todas as minhas dúvidas se é que alguma vez cheguei a tê-las. Na outra tarde havia me tratado com gentileza e poderia até dizer que com ternura na visita a Dra. Conrad; estava muito nervosa e não porque ela iria lhe dizer que eu não era virgem e claro que ele não podia esperar isso de quem com tanta insistência lhe pediu para ser seu instrutor e mais que isso, seu mestre, seu Senhor. Ele me tranquilizou muito, falou suavemente e até me abraçou fazendo sentir-me menos nervosa na visita à ginecologista; ainda podia sentir seu cheiro e o calor de seu corpo, seus braços fortes...

E na tarde anterior havia me enviado para o spa do seu hotel para que me enchessem de tratamentos; também me depilaram, fizeram-me pedicure, manicure e ainda que recusasse até a fúria, as unhas dos meus dedos dos pés foram pintadas de vermelho sangue que não era uma cor feia, mas particularmente preferia algo mais natural. Naquela tarde senti falta das minhas amigas, sempre íamos juntas ocasionalmente a algum spa com algum tratamento novo, mas dessa vez nem sequer tive a possibilidade de escolher nada, apenas subi no carro que já me esperava ao sair da agência, com 'Paul' que parecia ser responsável por mim e me levou para uma tarde que devia ser de meninas.

Ao terminar com toda a 'atenção especial' como amavelmente disse uma das muitas mulheres que me atenderam, me entregaram uma grande caixa. Abri e encontrei um vestido muito bonito dentro junto com os acessórios que o complementavam, sem uma nota nem nada. Enquanto me vestia não podia deixar de me sentir como a mulher do filme King Kong que foi preparada e vestida em um ritual para oferecê-la à besta, que depois mostrou que tinha um coração. Minha besta teria um?

'Minha besta' era mais uma espécie de um ser bipolar. Na maioria das vezes parecia manter sua atitude fria e distante, logo parecia que esse iceberg poderia derreter como creio que estava a ponto de fazê-lo há duas noite atrás quando estive a ponto de ter um orgasmo maravilhoso e podia dizer com tal convicção porque a forma que ele estava me levando havia sido... Deus! Nem sequer poderia descrevê-lo, mas me deixou no limite, sem orgasmo e sem nada. Senti sua respiração agitada e sua boca ansiosa sobre os meus seios e suas mãos em mim, mas daquele ponto voltou a sua frieza e com uma calma que quase me deixou louca me mandou para casa. Passei uma noite do cão, sem dormir, desesperada e acumulada. Quem poderia fazê-lo tranquilamente com tanto alvoroço hormonal? Para mim havia me deixado no ponto mais ávido da atividade, mas não resolveria o meu problema sozinha; havia lido muitos romances onde o mestre ordena a sua submissa não se tocar porque se não a castigaria e nunca, se a protagonista da história o fazia, saía vitoriosa. De alguma forma ele descobriu e os açoitamentos eram épicos. Não, obrigada, melhor não começar com o pé esquerdo, melhor lhe demonstrar que tenho convicção para ser uma boa submissa e talvez até me recompensaria terminando o trabalho que havia deixado inacabado.

E na noite anterior simhavia recebido um prêmio, assim como havia me dito que merecia por ter conseguido controlar os meus nervos na ginecologista. Feito um monte de nervos me despi como ele pediu; tratei de não me permitir abalar, mas acho que não tive muito êxito. Ainda assim, nua em frente a ele, com os olhos vendados e a alma pedindo por toque, desajeitada e envergonhada, mas decidida, beijei a sua virilha quente e o tomei em minhas mãos e sem pensar, o levei para a boca. Ele também me tocou, nos lugares certos para fazer desatar uma explosão que foi sem precedentes. Quase morri de prazer ao sentir seu dedo possuir-me com força. Enlouqueci e por espaço de um par de minutos o mundo poderia desmoronar aos meus pés e eu não haveria notado. E foi apenas um dedo e seus lábios no meu peito... isso não havia sido nem remotamente nada parecido com as minhas auto complacências e, claro, nada parecido com algo que eu teria me lembrado de viver... nunca.

Talvez estava dando um pouquinho demais de atenção a todo o assunto de como Edward Cullen me fazia sentir, mas era pela falta de alguém em minha vida que tinha abordado o 'assunto' antes, somente isso. Não estava apaixonada e muito menos planejava estar, nem por ele, nem por ninguém, porque eu só queria levar as coisas como ele dizia, somente para fins práticos, tinha isso muito claro. Escutei ruídos provenientes do outro lado da porta e tentei me recompor quando estas se abriram em um golpe.

– Isabella.

Levantei meus olhos para ele e se parecia... estava recém banhado e vestido casualmente, um jeans azul escuro e uma camiseta, sem algum rastro do homem de negócios convencido e arrogante.

– Senhor – me sentei no chão e tentei me colocar de pé quando senti uma mão fechar ao redor do meu braço e levantar-me em um forte puxão fazendo meu braço doer, mas não me queixei; ele me arrastou pelo corredor, entramos em um quarto junto ao seu e me empurrou para o banheiro. Estava um pouco assustada, mas não quis demonstrar, ele não devia ver a fraqueza em mim. Abriu a torneira e se virou para abaixar o zíper do meu vestido que com esforço tinha subido; não tardou em tirar minha roupa e sem mas, me meteu debaixo da água corrente. Pulei com o choque contra a torrente gelada e quando quis me virei para sair, ele fechou a porta.

– É para que se esfrie um pouco Isabella – disse seco – e se apresse, quero você em 10 minutos ao pé da escada.

Ele estava louco! O que ele estava pensando? Queria gritar mais um par de coisas, mas me contive. O que diabos aconteceu? Regulei a temperatura e deixei de pular quando a água começou a esquentar. Encontrei ali mesmo vários produtos de higiene pessoal, lavei meu cabelo e ensaboei o corpo o mais rápido que pude para não demorar. Enquanto me secava pensei que não tinha nada para vestir, exceto o vestido, mas ao sair do quarto, um robe de seda preta estava sobre a cama. O coloquei e fui com toda pressa esperando não encontrar nada em meu caminho, cheguei ao pé da escada e esperei. Esperei e esperei movendo-me inquieta pelo que me pareciam séculos.

– Você chegou 3 minutos atrasada – disse gravemente – e vejo que não é muito paciente, digamos assim. Venha.

Fez um gesto com a cabeça para segui-lo. Subiu as escadas, caminhou pelo hall e pelo longo corredor; pude contar 7 portas incluindo a do seu quarto. Abriu uma na metade do corredor e entrou comigo atrás. Era um quarto muito bonito e alegre; tinha uma grande cama com a roupa de cama na cor roxa assim como toda a decoração; nas paredes de cor lilás havia uma grande coleção de espelhos de todos os tamanhos, por onde andava poderia se ver refletido em um. Uma porta corrediça de cristal dava para uma varanda que estava escondida atrás das cortinas; havia mais duas portas, uma em frente à outra, ele abriu a do lado direito e entrou. Fui atrás dele e ao me acostumar com a luz fraca, abri os olhos tão grandes como pude pela surpresa.

– Este é o meu quarto.

Era o que comumente chamavam de um 'quarto de jogos' apesar de não parecer tão comum porque as paredes não eram vermelhas como se pensa que seria todos esses tipos de quarto ou pretas, estas eram roxas e os móveis eram de cor madeira muito escuro. Não havia uma grande cruz de Santo André cheia de pregos pregados a uma parede, embora em seu lugar, esta estava coberta de espelhos. No teto estavam pendurados alguns ganchos e um balanço, muito parecido ao que eu tinha quando pequena no jardim da minha casa. Havia também uma mesa grande e três bancos de diferentes alturas colocados juntos e atrás deles, um armário da mesma cor de todos os móveis assim como uma cômoda no fundo e uma cama com lençóis brancos. Na parede acima da cama, uma pintura de uma mulher nua, sem rosto dava um toque estranho ao quarto.

Me virei e pude vê-lo observando a minha reação. Certamente esperava que eu saísse correndo, mas não o faria. O olhei também, coloquei-me em frente a ele e abaixei um pouco a cabeça olhando o chão com as mãos aos meus lados. Pegou meu queixo e o levantou para que olhasse como esperando um sinal e depois de uns segundos baixei os olhos lhe dando a resposta que procurava.

– Ontem à noite te pedi algo muito claramente Isabella – disse andando ao meu redor – mas hoje me levanto e a primeiro coisa que vejo ao sair do meu quarto, é que você não saiu e ainda dormiu no chão.

– Desculpe, senhor eu...

– Shh! – me calou levantando uma mão – não apenas desobedeceu à ordem que te dei, mas também se descuidou de algo meu, o maltratou sem ter em conta que não te pertence e isso não me deixou contente. O que você acha que devo fazer agora? Fale.

Engoli em seco e apenas levantei os olhos para responder hesitante porque o havia decepcionado e isso era a última coisa que queria fazer. Com a voz fraca respondi com o que mais parecia uma pergunta do que qualquer outra coisa – Me castigar, senhor?

– Efetivamente. Agora, como tudo isso é novo para você e está se entregando a mim por vontade própria, te deixarei escolher como quer ser castigada. Tenha em conta que este é um privilégio de alguma maneira, por isso deve sentir-se grata com seu mestre por ser benévolo com você.

– Eu, não sei...– disse indecisa – escolha por mim, Senhor.

– Se espera que te dê um castigo suave deixando-me decidir, digo que não existe, por isso são castigos Isabella e se pretende que com eles altere um mau comportamento ou atitude, como as que você teve e é minha intenção cumprir com esse propósito.

Ele saiu do quarto e comecei a olhar para todos os lados tentando escolher algo que me era conhecido e que de alguma forma não seria surpresa. Olhei os ganchos pendurados no teto e os descartei imediatamente, a cômoda e o armário deviam ter milhares de artigos para isso, mas naquele momento não podia pensar em um único que poderia escolher. Ele entrou de novo no quarto e deixei de respirar.

– Tire o robe e se ajoelhe, Isabella – disse fortemente, mas demorei para responder porque não estava preparada para vê-lo com a calça preta, descalço e sem camisa. Segundo mais tardes me dei conta de suas ordens e me senti um pouco envergonhada. Já havia me visto nua antes, mas assim era diferente. Timidamente tirei o robe preto e o deixei sobre um banco. Senti seu olhar profundo, mas me obriguei a seguir suas exigências. Lentamente, me ajoelhei e cruzei por instinto as mãos sobre o meu sexo.

– Você me deu o privilégio de escolher o seu primeiro castigo e eu o fiz. Vou te chicotear – disse contundente – e você terá que adivinhar com que objeto irei te disciplinar, se falhar em um, começarei do zero e repetirá corretamente o nome de cada um deles. Certo?

– Sim, Senhor – disse nervosa enquanto aproximava do banco mediano, tirando um lenço preto de uma das gavetas da cômoda e me vendando os olhos.

– Incline-se sobre ele e fique à vontade minha querida Isabella – fiz o que ele me indicou e me preparei para o que ele tinha escolhido para mim. O ouvi abri e fechar mais gavetas e aproximou-se de mim novamente – me diga se reconhece este objeto.

Fiquei tensa. Apertei as nádegas antes que me tocasse com ele. Passaram segundos que se fizeram eternos até que senti em minhas panturrilhas um objeto suave que fazia cócegas, tinha algo como muito fios e franjas soltas e longas que cruzavam a minha pele até minhas coxas chegando as minhas nádegas rígidas. As esquivou chegando nas minhas costas, estremeci e arqueei meu corpo pelas cócegas que deu. Acariciou também meus ombros e meu colo para voltar nas minhas costas; retirou o objeto da minha pele e esperou a minha resposta.

– É algo que tem muitas franjas na extremidade, não sei exatamente como se chama – admiti com a voz menos fraca e um pouco tranquila porque ele só me daria uma chicotada com esse objeto de franjas.

– Isto, é um chicote de castigos Isabella, aprenda bem seu nome – e de repente senti minha nádega direita flamejar de ardor. Abracei o banco e afoguei o meu grito de surpresa, puxei o ar porque minha respiração se cortou antes daquele primeiro impacto e enchi os meus pulmões recuperando o fôlego. Ele meu tempo para recuperar o ritmo da minha respiração e se aproximou mim de novo.

– Com o que estou tocando sua pele agora Isabela? – e senti que era algo duro, mas liso, plano e frio. Esta foi para a sola do meu pé e minhas coxas, à frente.

– É uma espátula de castigo, Senhor – disse animada e certa que só receberia uma pancada da espátula.

– Bom Isabella, muito bem – um ruído provocado pelo golpe seco da espátula contra a minha nádega esquerda, foi ouvido como um trovão no silêncio do quarto. Engoli em seco e novamente arqueei as minhas costas enquanto o calor queimava minha nádega corria por toda parte. Desta vez estava mais alerta e pude manter a minha respiração em um ritmo suficientemente normal. Me deu tempo para recuperar-me e novamente senti minha pele ser roçada por algo... áspero. Era duro e arranhava, certamente que doeria se esfregasse com mais força. Não tinha nem ideia do que poderia ser. Repassei em minha mente várias passagens dos meus romances e nenhum mencionava algo parecido a este objeto. O senti em minhas panturrilhas, em meus quadris e em meus braços, mas mesmo assim não poderia pensar do que se tratava.

– Não sei, não sei, Senhor – respondi em um sussurro. Ele suspirou profundamente e disse depois de alguns segundos.

– Isto, é uma simples escova – disse um pouco decepcionado – mas antes que a conheça melhor terá que lembrar dos objetos anteriores e me dirá seus nomes, forte e claro para que tenha bons presentes a partir de hoje.

Sem perder tempo, pega o primeiro item e atinge minha nádega direita com ele, mas em um lugar que não havia tocado antes. Fico tensa e ofego em voz alta, me agitei e queria me tocar para aliviar a minha dor de alguma forma.

– Diga Isabella, forte e claro – disse com raiva

– Chicote de castigos, Senhor – respondi rezando que meus olhos permanecerem bem cobertos com o pano e absorvessem as minhas lágrimas que logo iriam sair. Sem perder nenhum tempo, a paleta golpeou minha nádega esquerda também em um lugar diferente. Desta vez não pude conter um grito por não ter agarrado o banco, teria soado muito mais 'forte e claro'. Minhas nádegas ardiam pelos golpes, estavam quentes e latejantes. Gemi e me forcei a dizer.

– Espátula de castigos, Senhor – não havia terminado de dizer quando ele bateu a escova contra a minha nádega direita. Quase grunhi e novamente os engasgos acompanharam as contorções nas minhas costas. Abafei um soluço e com a voz trêmula disse – uma simples escova.

Ele bufou, soltou a escova e imediatamente senti minhas nádegas sendo acariciadas por outro objeto. Já não podia pensar sobriamente, minha mente estava distraída com a dor na minha bunda e não distinguia o que era este objeto longo e fino. Não podia...

– Uma fusta*! – gritei agitada e com a voz quebrada – espere Senhor, um momento, por favor – pedi para recuperar-me um pouco e preparar-me para o próximo golpe, mas ele não espera e me ataca com força. Grito sem vergonha, dolorida e chorando. Imediatamente ele removeu o pano dos meus olhos e senti suas mãos rodearem a minha cintura para me levantar, mas eu estava agarrada ao banco. Eu não queria me mover e estava segura que não poderia me levantar.

*Fusta é como se fosse um chicote: artega . com . br/ 63 - 695- thickbox / fusta - preta . jpg (retire os espaços)

– Solte-se, Isabella – ele ordenou e seus dedos arrancaram os meus da madeira escura, me carregou e levou-me para cama. Com cuidado recostou-me sobre meu lado e se colocou junto a mim, abraçando e acariciando meu cabelo suavemente.

– Em uma relação de dominação e submissão, todos os castigos tem um propósito e uma função Isabella – disse com uma voz que naquele momento eu sabia que era mais suave e macia que veludo – e essa é para recordar a submissa a natureza da sua relação com o seu mestre, é a maneira mais direta de fazê-la sentir seu poder sobre ela, e isto não implica em absoluto, ferir o seu amor próprio e rebaixar sua autoestima. Isso não é pessoal minha pequena e muito menos exerce qualquer outro propósito que não a sua conduta sob minhas regras – suspirou – como seu Senhor e Mestre, estou satisfeito que tenha aceitado seu castigo e o tenha feito com dignidade e respeito a mim.

Comecei a sentir algo quente em minhas nádegas, mas aquele calor não me machucava, era o oposto, a massagem era muito reconfortante e aliviava minha bunda dolorida. Solucei o mais silenciosamente que pude e senti seu hálito quente em meu ouvido.

– Shh... fique tranquila que agora cuidarei de você – sussurrou.

Um odor de incenso encheu o quarto. Era a pomada que com muita delicadeza esfregava em minhas nádegas acalmando o ardor. Ele tocou a ponta do meu nariz e o odor se intensificou. As lágrimas seguiram saindo dos meus olhos em silêncio e abracei um travesseiro junto à mim enquanto continuava sentindo suas carícias suaves em minhas nádegas. Pouco a pouco fui relaxando e me rendi à inconsciência, mas ainda podia escutar a sua voz.

– É isso, relaxe – disse ao sentir meu corpo solto – minha teimosa Isabella.

– Bella – sussurrei as palavras finais antes de cair em um sono profundo – é Bella...

.***.

Quando acordei, me estiquei preguiçosamente e abri a boca dando um grito não muito forte. Tudo em mim doía! Os braços, as pernas, as costas, mas principalmente, minha bunda latejava. Sento-me com cuidado deixando de lado o cobertor que me cobria; estava nua e comecei a lembrar de tudo. O castigo, a surra, ele... e como se fosse invocado entrou no quarto e com um pequeno sorriso ficou de pé junto a cama.

– Como se sente? – perguntou tão naturalmente que me senti confusa por um momento. Estendeu um braço e pegou o robe de seda preto que coloquei essa manhã.

– Um pouco dolorida, mas estarei bem.

– Agora venha comigo – manteve aberto o robe para que eu o colocasse e com cuidado saí da cama - é isso.

– Obrigada Senhor – me deu seu braço para o pegasse e quase caí nele por perder o equilíbrio.

– Há algo que quero te mostrar – disse enquanto caminhávamos pelo corredor até o quarto onde me dei 'um banho rápido' pela manhã. Pela manhã? Olhei para as janelas e já começava a cair à tarde – você dormiu muito, estava cansada – esclareceu.

Ele se adiantou um passo e abriu as portas do quarto um por um, afastando-se para um lado para que eu entrasse. Estava no meio de um cômodo. Antes não pude prestar atenção pela pressa que tinha para chegar na hora no pé da escada, mas já que via tudo sem pressa podia admirar como era belo. Grande demais para ser um dormitório, já que tinha uma pequena sala com cadeiras forradas em tecido vermelho muito suave, cor de morango poderia dizer e uma lareira em frente a ela. As cortinas eram brancas e estavam combinando com outro de tom vívido, assim como a roupa de cama nas mesmas cores formando uma aparência muito alegre. Muitas almofadas e travesseiros descansavam sobre a cama que tinha de cada lado mesinhas de cabeceira com seus respectivos abajures. A cabeceira era de madeira e ela dava um marco muito belo a toda decoração.

– É muito lindo Senhor – disse olhando para todos os lugares.

– Por aqui – disse pegando a minha mão e aquele arrepio estranho que acontecia quando ele me tocava, foi sentido novamente. Me guiou para uma porta ao lado do banheiro e entramos. Era um armário cheio. Havia de tudo mesmo. Desde sapatos, bolsas e acessórios para os muitos vestidos pendurados em seus cabides.

– Tudo isso é seu, pare que os use para mim – disse sério – o quarto também é seu, pode mudar e redecorar ao seu gosto, sinta-se livre de fazê-lo sem perguntar, é o seu espaço e quero que sinta-se bem aqui assim como em toda a casa.

Escutar as suas palavras foi como receber um golpe no estômago. Havia dito que este era o meu quarto? Não posso ficar com ele? Ele estudava minhas expressões e antes de outra coisa disse com esse tom suave e calmo.

– O jantar será servido em uma hora, você pode tomar um banho e arrumar-se com calma, te quero linda para mim – ele se aproximou e deteve antes de estar próximo demais – a propósito, não use nada vermelho esta noite...

Estava no meio do armário sentindo-me confusa e cercada dessa quantidade insultante de vestidos que zombavam de mim, sentindo-me relegada. Isso não era de nenhuma maneira o que eu havia pensando que aconteceria. Não, isso não estava nada bem. O que devia acontecer, era que eu deveria ficar junto com ele faríamos amor selvagemente durante toda a noite ou jogaríamos em seu quarto e eu estaria feliz por aprender tudo o que ele quisesse me ensinar junto com um par de palmadas lúdicas não como as dessa manhã, sempre tentaria ser boa e complacente. Assim era como deveria acontecer as coisas, apenas assim.

Triste e irritada, fui até o banheiro e o jato quente me ajudou a relaxar meus músculos tensos. Escolhi um vestido estilo grego e solto porque não suportaria nada apertado essa noite. Me arrumei sem muita maquiagem e coloquei um pouquinho do perfume que estava sobre a penteadeira. Dez minutos antes da hora, saí e o esperei ao pé da escada.

– Simplesmente linda – sussurrou em minha nuca e estremeci – e pontual – sorriu. Ele pegou minha mão e me deu uma volta para olhar-me. Levou-me para a sala de jantar que era muito bonita e grande e me ajudou a sentar. Não doeu tanto quanto eu pensei. Ele se manteve de pé atrás de mim e abriu uma garrafa de vinho, o deixou respirar e serviu um pouco no meu copo para depois encher o seu. Eu observava seus movimentos e o amaldiçoava por dentro por sua decisão errônea.

Uma mulher gorducha e com rosto amável serviu o jantar; sorriu para mim. Sobre a mesa deixou vários pratos de lagosta e camarões com diferentes tipos de alface e molho. Não havia me dado conta de que seria minha primeira refeição do dia até que meu estômago fez um ruído vergonhoso.

– Desculpe Senhor – sentido meu rosto se iluminar de vergonha.

– Não tem porque Isabella é compreensível que tenha fome – disse roçando minha bochecha com as costas da sua mão – coma, por favor, você precisa.

Sorri antes de atacar os pratos e eu não sabia se era minha fome ou se na verdade estava delicioso, mas comi com entusiasmo feroz. Começou a escutar-se uma música calma e a conversa se tornou uma série de perguntas sobre meus gostos musicais. Era bastante estranho a forma como se comportou no jantar, parecia que deixava seu escudo de lado e realmente desfrutava do momento, da comida, da companhia, como se fosse algo especial para ele.

– Fala-me de seu pai Isabella – me perguntou de repente e hesitei um pouco.

– Ele é uma boa pessoa – reconheci – é um grande pai. Embora realmente o machucou me deixar no internato, sei que foi o melhor que podia fazer com uma filha de treze anos e viúvo. Se preocupou em encontrar um bom lugar em que cuidassem de mim e recebia uma boa educação enquanto ele se dedicava a sua empresa, que o mantêm ocupado por todo o tempo, é cem por cento dedicado a ela, é sua vida.

– Então, é como você, certo?

Assenti e depois me corrigi – Sim, Senhor.

– É uma empresa do quê?

– De aço, Senhor – disse em um murmuro. Ele me olhou sério.

– Você é filha de Charles Swan?

– Sim, Senhor – ele assentiu e continuamos a comer o jantar. Diabos, só esperava que não me rejeitasse outra vez; ele já sabia quem era o meu e talvez não gostaria de me ter como sua aluna, a filha de um importante e reconhecido empresário, mas esse era o meu pai, o que havia deixado a alma trabalhando e fazendo sua empresa crescer até um ponto ridículo. Todo esse mundo empresarial não era eu, não significava nada para mim além do único motivo que fez eu crescer longe do meu pai, nada mais.

Terminamos de jantar e ele me guiou a um salão que não tinha a formalidade para ser o principal dessa enorme mansão, tinha muitas prateleiras cheias de livros e me aproximei, enquanto se servia um copo de conhaque. Os livros eram de arquitetura e havia muitos mais de lugares exóticos e viagens. Eu estava arriscando fazer algo que ele não gostaria, mas ele apenas olhava para mim erguendo o copo aos lábios, sem expressão no rosto, apenas estudando meus movimentos como um felino observa a sua presa. Peguei um livro da Índia e me virei para ele.

– Posso, Senhor? – perguntei tendo em conta que ele queria que me sentisse confortável em sua casa. Ele assentiu e mordi a língua para não dizer 'quando pergunto algo quero resposta' era tentar o diabo e minha bunda não poderia suportar outra sessão de reconhecimento básico para os castigos.

Ele se acomodou em um dos sofás macios de couro marrom e deu um tapinha no espaço ao lado dele. Me sentei junto a ele com o livro no meu colo e me colocou do outro lado do seu corpo.

– Hoje te castiguei Isabella – disse passando seu braço pelo os meus ombros – e não espero que entenda no primeiro par de palmadas o verdadeiro significado do prazer que tudo aquilo detém, apenas quero que tenha muito claro que o poder é meu e eu que tomo as decisões.

– Claro, Senhor – respondi respeitosa e senti meu braço eriçar ao contato dos seus dedos. Meu corpo começou a reagir com essa pequena carícia e sabia que não demoraria muito para perceber o poder que tem sobre mim. Acariciava meu braço e ocasionalmente as minhas costas parcialmente nuas, fazendo com que todo o meu corpo tivesse uma espécie de corrente que alcançava as zonas mais impensáveis. Ele parecia tão tranquilo, controlado, como se dominasse cada expressão e reação do seu próprio corpo e isso fazia meus olhos fazerem a escolha certa.

– A honestidade e a confiança devem ser algo primordial nisto, gosto que você entenda porque disso dependerá uma boa relação; deve confiar plenamente em mim Isabella.

– Eu confio em você.

– Então – seu hálito quente roçou meu pescoço – diga-me quanto tempo se passou desde que teve sexo pela última vez.

Meu rosto virou e meus olhos se cravaram nos seus. Não vi essa pergunta vir, não tão cedo, nem tão de surpresa. Me separei um pouco deles e minhas mãos suavam enrolando nervosas em meu colo. Ele tinha razão, devia saber tudo de mim, mas estava consciente de que minha resposta dependia do futuro da minha recém iniciada relação com Edward Cullen e não havia possibilidade de disfarçar porque mais cedo ou mais tarde ele descobriria, não tinha escolha.

– Porque para alguém que tem relações desde muito jovem, parece um pouco fora de prática. Não acha? – me lançou com ironia e senti o sangue fugir do meu rosto. Seu braço me trouxe de volta a ele e me paralisou.

– Acho que não fui suficientemente claro Isabella – disse depois de me dar tempo de sobra para responder – se você não pode com uma simples pergunta que não vejo porque é tão difícil de responder, como posso esperar que tenha coragem para isso?

Com força, pegou meu rosto com sua mão livre e a girou até ele buscando a minha boca. Seus lábios brincaram um pouco ao redor dos meus deixando beijos que não tinham nada de inocentes, eram atrevidos, incitadores e quentes. Gemi surpresa, mas não me movi, ao contrário, girou meu corpo para dar-lhe mais acesso a minha boca, para mim ou o que gostaria de ter. Meu colo começou a ser acariciado com movimentos circulares dos seus dedos que incendiavam essa parte que instantaneamente me fazia perder todo o contato com a realidade e de repente seus lábios se moviam sobre os meus buscando o acesso não negado. Queria sentir sua língua agarrar a minha, que a dominasse e revestisse do seu doce sabor, mas foi muito mais do que isso. Foi uma demonstração de poder, comando ao que eu respondia com extrema facilidade. Não era desconfortável ou difícil, fiquei realmente delirante entregando-me a sua vontade. Me deitou sobre o sofá, empurrando seu corpo e colocando-se em cima de mim. Eu estava respirando pela boca e meu peito arfava. De repente ele parou e foi roçar meu colo com seus lábios. Ele se recompôs, levantou-se e se afastou do sofá passando a mão pelo cabelo desordenado.

– Vá para o seu quarto Isabella, já está tarde – ordenou. Sentei-me e fiz um esforço para recuperar-me do momento quente e com raiva por ser novamente rejeitada e porque não podia fazer outra coisa além de obedecê-lo caminhei até a porta. Me virei e disse em um murmúrio.

– Sete anos... quase sete anos, Senhor.

Edward não se moveu e quando olhei para trás não pude ver sua reação, mas algo me dizia que o seu silêncio não era nada bom. Ele permaneceu olhando pela janela para as luzes distantes da cidade com o copo de conhaque na mão. Fechei a porta atrás de mim e subi correndo as escadas até chegar ao quarto que ele havia designado como meu. Me despi e coloquei uma camisola azul muito pequena, como todas as que havia ali e suas respectivas calcinhas; lavei o rosto, escovei os dentes; tirei a infinidade de almofadas e travesseiros da cama e me afundei sob o edredom grande de flores de morango. Não queria pensar em nada; tentei colocar minha mente em branco e relaxar-me para poder descansar, apenas queria dormir e nada mais.

Estava quase dormindo, me encontrava justo naquele ponto onde já não distingue se vive a realidade ou um sonho e escutava muitos sons, mas muito longe; meu corpo já não pesava e minha bunda não doía e me sentia em paz. Nesse estado do sono, sem desejar, revivi cada segundo desde que me levantei do chão e me meti no chuveiro esta manhã, a surra, cada palavra sua e depois como havia cuidado de mim, suas palavras suaves como veludo, suas mãos curando minhas vermelhas e sensíveis nádegas, emanando seu calor, aliviando-me.

Era tudo tão real, como quando se sonhasse em 3D ou Alta Definição, até mesmo podia sentir os cheiros e quase os sabores puderam também serem degustados na boca. Suas grandes mãos movendo-se em círculo na minha pele, mas já não me acalmavam e sim me incendiavam e fazendo-me arquear meu corpo para sentir ainda mais essa fricção que primeiro esteve em minhas nádegas e depois subiu aos meus seios. Sim, era uma sensação incomparável a que Edward me provocava, me fazia gemer sem pudor retorcer-me como uma possuída buscando seu contato. Não queria acordar...

"Toque-me!" lhe pedia em meu sonho, "mais".

Meu corpo virou sobre a cama e suspirei ao sentir que meu mamilo estava preso por sua boca quente e úmida. Oh Deus! Isso me fez sentir tão bem! Seus lábios alongavam meu mamilo duro e um gritinho saiu da minha garganta ao sentir que sua mão abrir caminho entre minhas dobras encharcadas. Invadiu meu centro e brincou com o meu clitóris o tocando repetidas vezes e muito rápido para depois recolher minha umidade e introduzir um dedo em mim, ou dois...

– Assim Bella, vamos acabar com sete anos de maldição.

Ao escutá-lo tão real, pisquei para abrir os olhos e pude ver sua silhueta sobre mim, movendo-se sobre meu peito ao devorar meus seios e senti-lo brincar entre minhas pernas. Me movi levantando minha pélvis e ele murmurou contra meus seios...

– Sim, mova-se assim.

Tinha que buscar essa fricção mágica que já conhecia e gostava que ele não me pedisse para ficar quieta, de todos os modos não poderia, a necessitava para explodir de uma vez e apagar o fogo que me queimava por dentro. Ele se moveu jogando o cobertor no chão e lentamente, colocou-se em cima de mim, acomodando-se entre minhas pernas, tendo uma delas enrolada em sua cintura e então pude senti-lo, duro, grande, vibrante... nunca deixou os meus seios, os mordia e sugava com força, com um pouco de brutalidade talvez, mas era uma sensação deliciosa que até com eles queria deixar claro que ele tinha o controle.

Puxou um, forte entre seus dentes, o esticou e de repente me mordeu junto com o mamilo. Gritei de dor e ao repetir a mesma ação, senti que cravava em mim, como se enterrasse uma tocha flamejante que me penetrou profundamente e ficou ali, imóvel, esperando que o ar voltasse aos meus pulmões e pudesse seguir com a invasão ao meu corpo.

– Vai passar, vai passar – sussurrou com dificuldade e quando comecei a relaxar minha pélvis e meus músculos, Edward começou a mover-se lentamente dentro de mim. A dor não era como eu me lembrava, era pior, estava ardendo pelas chamas de desejo crescendo dentro de mim e acho que nunca cheguei a sentir; isso que tanta ansiei experimentar finalmente o estava vivendo era tão diferente de antes... era impossível não notar que dessa vez não me sentia suja, não era desconfortável, não me enojava e não me era urgente que saísse de mim, queria que permanecesse aqui comigo, aninhado em meu corpo, dentro, meu. Um instinto de possessão foi revelando-se em mim e apertei minhas paredes para mantê-lo em mim.

– Ahh! – gemeu e com cuidado foi saindo de mim, ofeguei pelo abandono, mas voltou com força e gritei por senti-lo em mim novamente. Saiu e entrou no meu corpo muitas vezes, fazendo crescer um abismo que atraiu todos os meus órgãos, veias e ossos. Era uma sensação muito intensa, me dava medo porque era tão grande que sentia que me engoliria inteira. O abismo cresceu e cresceu até chegar a um ponto de desmaio quando explodi. Me parti em mil pedaços e me iluminei com mil cores, mas Edward apenas parou em frente a mim, suas invasões eram mais rápidas e com mais vigor. Estava muito agitado enterrando-se em mim quando outro orgasmo explodiu em meu corpo junto com o seu. Deixou-se cair ao meu lado, esgotado igual a mim. Algumas lágrimas corriam pelas minhas têmporas, mas não pude me mover para limpá-las, apenas meu peito se movia com o esforço para respirar.

Tudo ao nosso redor parou, éramos dois seres inanimados deitados um ao lado do outro, nada mais do que respirando e piscando e nessa posição, passamos alguns minutos imersos em um silêncio total até que ele se levantou e caminhou até a porta.

– O café da manhã será servido às 9 no terraço...


WOW Que capítulo hein. Perceberam como a Bella tem uma visão meio distorcida do que é uma relação BDSM, ela espera que tudo seja flores e apenas prazer, e o fato dela ter pensado em responder ao Edward com algo que ele consideraria desrespeito, só nos mostra que talvez em alguns momentos ela terá problemas para obedecer e entender as suas ordens. E vocês o que acham disso? Será que a Bella ter um ideal de relacionamento, pode atrapalhar? E outra questão, por que ela ficou sete anos sem ter relações sexuais? Algum palpite?

Sempre que leio cenas de castigo em histórias de BDSM a minha bunda dói lol haha.. deve ser horrível. E nem preciso falar sobre esse final né *abana* e é apenas o começo.

A Guii vai me ajudar com essa fic, o que significa que os capítulos vão chegar mais cedo do que antes. E como ela traduziu esse capítulo e me entregou ontem, não tive tempo de mandar PREVIEW, já que eu decidi postar logo. Eu não sei se posto o 9 esse ano ainda, talvez sim.

Vou mandar preview para o 9 daqui uma semana.

Para receber a PREVIEW é simples

Quem tem conta vou mandar por PM e quem não tem deixe seu e-mail substituindo os símbolos por nome como no exemplo: edward(underline)dominante(arroba)hotmail(ponto)com

(NÃO ADIANTA COMENTAR SÓ COM E-MAIL, EU NÃO MANDO PREVIEW ASSIM)

Então é isso. Comentem por favor!

Beijos

xx