Disclaimer: Twilight não me pertence, mas essa história sim, portanto respeitem-na.

Desculpem a falta de updates, eu precisei dar conta da minha outra fic. Escritor regrado e consistente demais não é escritor, é máquina! haha

O título desse capítulo vem da música Birthday, dos Beatles. Tem tudo a ver com o clima, e por isso incluí em uma cena. Se quiserem, já coloquem preparado pra ouvir! bit. ly/N5G48g


Capítulo 12: They say it's your birthday...

Na mesinha de cabeceira, o ofensivo celular preto tocava incessantemente. Edward não conseguia desgrudar as pálpebras de jeito nenhum para ver o que tanto perturbava seu sono, então apenas tateou até achar o aparelho, só para dar um fim ao barulho irritante. Mas recusar a chamada não adiantou.

O celular voltou a tocar nem 2 minutos depois. Ele não tinha escolhas.

- Alô? - sua voz grogue atendeu, enquanto ainda tentava se situar no mundo. E só de pensar que ele estivera em um sonho tão bom com a sua morena...

- Eu sou a primeira? - uma voz muito mais límpida e cruelmente animada soou.

Aquela parecia a voz da dita morena, mas ele não queria acreditar que ela estava acordada às sete e onze da manhã, como dizia o relógio de pulso na mesinha.

- Ahm? - ele apenas respondeu.

- Eu sabia! - ela quase gritou em seu ouvido. - Fui a primeira, não fui?

- Primeira? Do que está falando, Bella?

- Edward, diz que eu sou a primeira a te ligar pra dar os parabéns. Eu sei que fui.

- Bellaaa. - ele resmungou, tentando não ficar irritado. - São sete da manhã. Nem minha mãe me ligaria tão cedo.

- Ah rá! Então isso é um sim.

- Ainda não entendi porque isso é tão importante.

- Ué, dizem que a primeira pessoa a te desejar os parabéns no seu aniversário é aquela que não vai desgrudar de você durante todo o próximo ano.

- Ah meu Deus, estou amaldiçoado? - ele brincou.

- Não é como se você tivesse muita escolha...

- Quem disse que não tenho?

- Eu digo.

- Você acabou de inventar toda essa história só pra poder me ligar às sete da manhã, né?

- Bom... Sim, mas que seja. - ela respondeu na cara de pau, fazendo Edward dar uma fraca risada. Mas logo um silêncio cresceu entre eles, e quando parecia que Bella não falaria mais nada, o rapaz tomou a frente.

- Ok. Então... - começou, para que ela chegasse ao propósito da ligação.

Bella pareceu não captar a dica.

- Então?

- Então, você me acorda pra me felicitar e até agora só ouvi sua imitação de recreadora de velhinhos hiperativa.

- Ah, é. - ela riu sem jeito. - Bom, feliz aniversário, meu querido e lindo namorado. Te desejo muita saúde. E muito sucesso. E... muito eu na sua vida.

- Bem modesta.

Ela resfolegou fingindo drama. - Cala a boca e aceite! É rude fazer desfeitas no seu aniversário, mocinho.

- Ué, dizem que no dia do aniversário nós fazemos o que der na telha. Portanto posso fazer desfeitas à vontade.

- Isso é... Isso... faz sentido. - ela concedeu, por fim. - Bem, agora que já falei, pode voltar a dormir.

- É o que farei.

- Ok. Até mais. - ela ia desligar quando ouviu Edward chamar, e logo voltou o fone para a orelha.

- Ei! Não está esquecendo nada?

- Bom show mais tarde...?

- Feliz um mês de namoro...? - ele rebateu, mas sentiu um sorriso se abrir. O primeiro do dia.

- Ah! S-sim, isso também. Igualmente. Você sabe como eu me sinto... - ela gaguejou, mas não passou batido, e Edward já conseguia perceber que algo estava errado.

- Ok, essa é a conversa mais estranha desde que conversei com um gato holandês estando chapado... Está tudo bem por aí?

Se está tudo bem? Bom, estou ótima, Edward, talvez só um pouco nervosa e, ah, tá ouvindo isso? É só o meu coração tentando fazer contato com sua boca pelo telefone. Nada de mais.

Agora que ele tinha perguntado, ela se tocara do quão apreensiva estava. Não via a hora de chegar o momento certo do dia. Ela quase deixou escapar seus planos, porque tinha certeza que se contasse, Edward seria capaz de acalmá-la. Mas felizmente conseguiu ficar de boca fechada.

- Não é nada, estou ótima. - respondeu tentando não deixar transparecer a ansiedade. - Acordei feliz, só isso. E não dormi muito, minha memória está meio atrapalhada. Bom, vou desligar. Ir lá tomar um café pra ficar mais esperta.

- Mais? Se ficar mais esperta que isso, você vai alçar voo. - ele provocou.

- Muito engraçadinho. Olha só, senhor Cullen, se ficar de gracinha assim eu repenso o seu presente. - ela blefou, porém prendeu a atenção dele.

- Ah, eu vou ganhar um presente? Conte-me mais sobre isso.

- Sim. E vai gostar bastante. Eu espero. - ela murmurou a última parte, mais para si mesma.

- E o que é?

- Edward! É falta de educação perguntar essas coisas.

- Ah, qual é, você é minha namorada, não é minha tia do interior que só me liga uma vez por ano...

- Mesmo assim. De qualquer forma, é uma surpresa. É claro que não vou te contar, né?

- Bom... - Edward abaixou o tom de sua voz para sussurrar. - Eu posso tentar te subornar, se é que você me entende.

Bella riu. - Com o quê? Sexo pelo telefone?

- Não seria má ideia. Você já disse que gosta da minha voz, ou melhor, você gemeu essa informação, se bem me lembro. - Edward estava se divertindo demais para essa hora da manhã, mas continuou fazendo a voz mais rouca possível. - Aposto que você iria adorar sexo por telefone. Aposto que ficaria molhadinha de só me ouvir no seu ouvidinho.

- Deixa de ser ridículo, cala a boca! - ela não aguentou e gargalhou, apesar de sentir-se corar. Colocou uma mão sobre uma de suas bochechas quentes, e rolou os olhos para si mesma.

- Tsc, droga, era pra você estar se derretendo pelo meu charme. - ele fingiu estar chateado.

- Ponto pra mim, estou conseguindo resistir com mais facilidade. - Bella suspirou. - Mas você vai gostar do presente. Estou confiante.

- Mal posso esperar. - o seu sorriso pôde ser ouvido do outro lado da linha.

- Tá bem, agora volte a dormir. O aniversariante merece. A gente se fala mais tarde.

- Muito obrigado, Bella. Por tudo. - ele falou com sinceridade, agradecendo por muito mais do que só esse telefonema.

- Igualmente. - ela respondeu com um sorriso ao entender tudo o que as palavras não podiam dar significado. - Aproveite o dia!

Assim que desligaram, Edward pegou no sono novamente com facilidade, uma sensação gostosa no peito por ter falado com a namorada. Ela, em contrapartida não demorou muito a levantar da cama e se preparar para o dia movimentado que teria pela frente.

A jovem estivera a semana toda esperando por hoje, então sua ansiedade era plausível. Todo o seu plano funcionara em perfeita sincronia. O universo parecia estar conspirando a seu favor, ao menos uma vez na vida, e Bella quase teve medo do preço a se pagar por tal generosidade do destino.

Tinha sido fácil convencer Rosalie a lhe dar a folga de quatro dias - um a mais do que ela havia pedido. Sua chefe estava com tanto remorso pela saia justa no fatídico churrasco, que encontrou nessa viagem repentina a oportunidade perfeita de tentar se redimir com Bella. E estava dando certo.

Rose foi generosa a ponto de ceder algumas milhas de viagem inutilizadas, e Bella pôde comprar passagens de ida e volta para San Diego pela metade do preço. Ela tratou de saber em qual hotel Edward estaria, e havia conseguido um quarto só para eles, já que o guitarrista estava fadado a sempre dividir uma suíte com um de seus companheiros de banda.

E agora, já eram 8h30 da manhã e tudo o que restava era terminar de arrumar suas coisas e partir para o vôo que a levaria de encontro ao namorado. Sua mãe e sua irmã ajudavam-na a dobrar algumas roupas, sentadas na cama bagunçada.

- Tem certeza que vai viajar desse jeito, Bella? Não entendo como pode cruzar o país assim, sem um planejamento. E sozinha... - Renee resmungou para a filha, não pela primeira vez.

- Sim, tenho certeza. Deixe de ser exagerada, mãe. Não vou cruzar o país. - ela respondeu rolando os olhos, mas continuou arrumando a pequena mala. - Além disso, são só três dias, não há muito o que planejar.

- Droga, eu também quero viajar! Isso não é justo! - reclamou Bree. - Deixa eu ir com você, Bella.

- Quer que eu te carregue na minha mala? - ela riu.

- Pode ser, eu sou pequena, ué. - a pequena deu de ombros, entregando uma pilha de camisetas dobradas displiscentemente. - É sério, já estou de férias há uma semana, e acho que vou morrer de tédio. Por que ela pode viajar e eu tenho que ficar em casa? Ai, mãe, vamos fazer uma viagem também. Por favor.

- E quem vai pagar? - respondeu Renee, para desgosto da caçula, que fechou o rosto em um bico. - A gente faz uns passeios nessas férias, meu amor. Não está bom?

- Baixinha, um dia eu vou ter dinheiro suficiente pra te levar em qualquer lugar que você quiser. - Bella interveio, tentando entrar na onda da irmã. - Onde você quer conhecer primeiro?

- Deixa eu ver... - a menina ficou pensativa. - Ah! Já sei. Quero ir a Barbados. É bonito lá.

- Barbados? Tipo daquele episódio de Friends? - Bella riu lembrando-se de um de seus seriados favoritos. Porém Bree a fitou sem entender a graça.

- Friends? Ahm... Não, tipo a cidade natal da Rihanna. - respondeu como se fosse óbvio.

- Ah. Sim, claro. - murmurou Bella ao invés de questionar mais.

Não demorou muito tempo até que ela terminasse de organizar seus sapatos, e pudesse, enfim, fechar a mala.

- Bom, acho que já está tudo pronto. - ela falou e levantou-se do chão. - Vamos comer? Meu vôo sai em duas horas, não quero chegar atrasada para o check-in.

As três garotas Swan aproveitaram a rara oportunidade de tomar café juntas - ou seja, conversaram, riram e se espezinharam, como de costume, e até Renee estava com o humor melhor, curtindo a companhia das filhas. Pouco tempo depois, Bree e a mãe estavam se despedindo de Bella no aeroporto, e logo a jovem estava sentada em seu assento pouco confortável da classe econômica para as quase três horas de viagem de Washington a California.

Quando o avião pousou, o frio na barriga de Bella teve que ser domado à força. Seu primeiro pensamento ao colocar os pés para fora do aeroporto foi desejar não se perder ou entrar em alguma encrenca na cidade desconhecida. Logo achou um taxi que a levou ao hotel que ficava próximo a praia onde aconteceria o Festival, e usou seu celular para avisar a Renee que estava tudo bem.

Quarenta minutos depois, Bella já havia se instalado em sua suíte e agora descia a rua em busca de algum lugar para almoçar. A ensolarada San Diego fervilhava, especialmente naquela área. Podia-se ver banhistas se divertindo nas areias e surfistas se aventurando no mar. Ao longo calçadão, pedestres dividiam espaço com barracas que vendiam de vestimentas a comida, além de um pequeno parque de diversões composto por alguns stands de jogos, um carrossel e uma pequena montanha-russa. Era o típico cenário de um balneário californiano no verão.

O já tradicional Festival atraía todo tipo de gente, e andar por entre aquelas pessoas deixava Bella ainda mais animada por essas férias repentinas. Ela nunca tinha ido a qualquer evento desse tipo, então a sensação de novidade, a energia que vibrava entre as pessoas quase a deixava tonta. Precisou se focar para não se deixar levar, e lembrar-se qual era sua missão ali.

Tudo o que precisava para o show dessa noite já estava em sua mochila. A banda de Edward se apresentaria às seis da tarde, e ela teria que chegar mais cedo para conseguir ficar no lugar mais perto do palco possível. E assim se fez.

Às cinco e quarenta ela estava em pé, a postos, debruçada sobre a grade que separava o público do palco adjacente ao principal, que ficava do lado oposto na praia. O sol estava longe de se pôr, mas felizmente não se encontrava mais a pino, e a brisa do mar deixava o clima muito mais agradável.

Bella ficou felizmente surpresa ao ver a quantidade de gente que se aglomerava a cada minuto para assistir a Blackbird. Era um público maior do que ela esperaria, e foi surpreendente saber que eles eram famosos na California, como parecia. Foi inevitável o orgulho que cutucou seu peito, pois afinal o sucesso de seu namorado também lhe fazia feliz.

Eles entraram no palco exatamente às seis da tarde, em meio a palmas e assovios. Os rapazes começaram a se preparar, a postos em seus devidos lugares. Edward acabou ficando a poucos metros de onde Bella estava, e ela sentiu uma pontada de ansiedade em seu estômago. Será que ele iria notá-la na plateia? Ela esperava que sim, só para ver sua reação.

A jovem estava entretida olhando o namorado testar o som de sua Stratocaster com acordes soltos, quando escutou os rapazes ao seu lado conversando.

- Uhmm, quem é aquela delícia na guitarra?

- Não faço ideia. Mas bemzinho, aquele sim eu convidaria pra dividir nossa cama, viu... Não aquele pão com ovo do Johnny. Olha o tamanho das mãos desse homem!

Bella só fazia rir ouvindo o que falavam sobre Edward, e não se contentou. Virou-se para trás para encontrar o par incrivelmente atraente e tipicamente californiano.

- Podem tirar o olho, ele é meu. - ela falou um pouco convencida, mas levando na brincadeira.

- Está falando sério? - o moreno, mais alto, perguntou.

- Claro que sim! Ele é Edward Cullen. Vim de Seattle só pra comemorar o aniversário dele, e o nosso namoro.

Os moços se entreolharam um pouco boquiabertos, decidindo que ela falava a verdade.

- Mandou bem, hein? - o loiro exclamou. - Por isso tá com essa pele maravilhosa!

- Estou me mordendo de inveja, mas não posso deixar de dizer: arrasou! - argumentou o outro. - Qual seu nome, gata?

- Bella, prazer. - ela deu um aperto de mão a cada um. - E vocês?

- Sou o Matt. E esse é o meu bemzinho, Tyler. - o loiro fez um carinho no pescoço do outro rapaz. Bella sorriu, achando os dois realmente adoráveis.

- Vocês são uma graça! - ela riu, e então ouviu o vocalista falar boa noite ao público, e virou-se. - Mas agora, com licença, vou assistir o show do meu bemzinho.

A Blackbird começou tocando sua música original mais conhecida. Mas Bella só tinha olhos para Edward no palco. Era sempre muito poderoso vê-lo assim. Ela conhecia a sensação de estar naquele lugar - bem, não que um dia tivesse se apresentado na frente de tamanho público, mas imaginava que o sentimento misto de adrenalina e realização seria apenas um pouco mais amplificado com aquele mar de gente.

Demorou dez minutos para que Edward enfim se movesse um pouco no palco e desse uma boa olhada na plateia. Ele estava descendo do alto de um riff marcante, quando avistou alguém bastante familiar. Seus dedos se embolaram por um segundo antes que pudesse consertar. Seus olhos franziram, e ele não podia acreditar mesmo quem estava ali.

Mas era ela, todo aquele sorriso que iluminava seu rosto, aquele corpo do qual ele tinha saudades de acordar ao lado todo dia.

- Bella? - ele falou sem emitir som, encarando-a. A jovem sorriu ainda mais e assentiu a cabeça, acenando. Edward queria saber o que ela estava fazendo aqui, e como conseguiu chegar, porém não se importou muito em seguir o show curioso, contanto que pudesse se apresentar especialmente para sua namorada.

O show foi surpreendente para Bella. O clima proporcionado pelo leve blues rock, unido a brisa fresca do ar livre, a deixaram com uma incrível paz interior. A plateia sabia cantar algumas das músicas mais animadas, e todos adoraram os solos de Edward, indo à loucura com sua habilidade na guitarra. Ela não conseguia diminuir o sorriso, e muito menos tirar os olhos de seu namorado, que por acaso portava a mesma expressão em seu rosto, todo bobo olhando sua morena ser sua tiete por um dia.

Ao final da apresentação, Alec, o vocalista, começou a puxar coro para cantar parabéns a Edward, e as duas mil pessoas na praia entoaram a conhecida canção. O orgulho de Bella não cabia no peito enquanto cantava a plenos pulmões. Queria virar para todo mundo e dizer "Ele é meu! Meu Edward! Não é lindo e talentoso?" mas se conteve.

É claro que o rapaz estava com um bocado de vergonha por ter tanta atenção, mas aquilo logo passou quando ele percebeu que estava comemorando seus 26 anos fazendo o que ele mais gostava, e tendo a presença e o prestígio da pessoa mais importante da sua vida nesse momento. Era um dia especial, e ele sentiu-se em êxtase.

A Blackbird despediu-se quando o sol se pôs. Edward foi correndo para o camarim trocar sua roupa suada, doido de vontade de ligar para Bella e encontrá-la. Ele estava chegando lá quando sentiu-se puxado para uma sala escura. Iria relutar, se não fosse pela voz em seu ouvido.

- Me dá um autógrafo? - a jovem foi rápida em trancar a porta do camarim vazio e imprensá-lo contra a parede. Edward a olhou incrédulo.

- Bella? Como conseguiu entrar aqui? - ele perguntou, sem acreditar no que seus olhos enxergavam, mas feliz por tê-la por perto. - Você vai se meter em encrenca.

- Relaxa, eu dei meu jeito. - ela riu. - Estamos seguros.

Devido ao seu charme e experiência com seguranças, Bella havia conseguido entrar dizendo ser namorada do cara que tinha acabado de tocar. Foi fácil o grandalhão aceitar dar passagem quando ela mostrou-lhe uma foto sua com Edward no seu celular. Seu plano saiu melhor do que ela esperava, quando deu a sorte de encontrar um camarim vazio.

- Vou confiar em você. Estava com saudades... - falou pegando sua cintura e se inclinado para deixar um beijo, mas Bella o impediu e desviou-se.

- Espere. Eu te disse de manhã, eu tinha uma surpresa. E bem, era essa. Mas vir para o show era só a primeira parte do seu presente. - ela sorriu com uma expressão nada inocente. Edward engoliu em seco.

- Ah é? - perguntou, sentindo o membro no meio de suas pernas acordar.

- Aham. Eu vim aqui para... a segunda parte do seu presente. - ela inclinou-se para cima dele como uma felina sobre sua presa. E Edward queria muito ser capturado.

Bella deu uma risada sapeca e sussurrou no ouvido dele.

- Você já transou com uma fã no camarim?

- N-não. - ele engoliu a seco, sentindo a lambida de uma língua nada tímida em seu maxilar.

- Bom, sempre existe uma primeira vez.

Antes que ele pudesse dizer um "oh", Bella caiu de joelhos na frente dele, rapidamente abrindo sua calça jeans e expondo sua cueca. Ela passeou com o nariz sobre a pele exposta acima do elástico da peça, só para atiçar Edward, que se contorceu e sentiu seu sangue descer para aquele ponto.

Bella puxou a cueca, sem querer judiá-lo. Ao pegar o pau já rígido em sua mão, ela sentiu a excitação acendê-la por inteiro e sua boca salivou sentindo o cheiro que era só dele. Ela nunca pensou que poderia ter essas reações por alguém, mas ultimamente estava descobrindo que seu corpo pedia pelo dele de todas as formas possíveis.

Ela o abocanhou e começou a dar seu pequeno show particular, enquanto Edward só conseguia gemer e acariciar o topo da cabeça dela. Bella não queria que ele terminasse logo, então brincou um pouco com o membro em sua boca, o provocando, sugando a ponta e correndo a língua pela extensão.

- Bella... - ele sussurrou, perdido na sensação. - Puta merda, a sua boca...

Aquela voz que ele fazia a deixava sempre louca de desejo. Sentia-se pulsando lá embaixo e nem queria pensar no estado da sua calcinha. Entusiasmada, ela mergulhou a cabeça para chupá-lo algumas vezes, e quando achou ser a hora certa, parou e levantou-se. Rapidamente tirou a mochila das costas e pegou uma camisinha, jogando a mochila para longe.

Edward pegou seu rosto e roubou-lhe um beijo enquanto ela punha o preservativo. A língua dele mexia de forma tão sensual que a deixou mais molhada ainda para o que viria a seguir. As mãos dele percorreram seu corpo até chegar em sua bunda, onde ele apertou e a puxou contra ele com um gemido.

- Veio de saia pra me facilitar? - perguntou entre beijos no pescoço dela, adentrando a peça e retirando sua calcinha.

- O que você acha? - ela riu, sentindo-o tocar e circular seu clitóris. - Hmm.

- Esperta essa minha fã. - ele a apoiou na parede, e ergueu a perna direita de Bella, enganchando em seu quadril. O contato de seus sexos fez ambos rolarem os olhos de antecipação. Mas Edward não teria forças para segurá-la por muito tempo, então pegou ambas as pernas dela, tirando-a do chão para levá-la até a bancada de espelho do camarim escuro. Ele a penetrou assim que a bunda dela tocou a superfície.

- Sou ou não sou a sua melhor fã? - ela sorriu com malícia, puxando-o com as pernas para perto, e rebolando um pouco os quadris para conseguir a sincronia perfeita de seus corpos.

- A melhor e mais linda. - ele respondeu se inclinando para abaixar a blusa sem alça dela. Os seios arrepiados saltaram à sua visão, e ele os provou com vontade.

Bella arfou, a estimulação de seu pau e sua boca quase sendo demais para sua sanidade.

- Só a mais linda? - perguntou mantendo a personagem.

- A mais gostosa também. - respondeu ele, estocando com mais profundidade, querendo sentir mais e mais dela. Os olhos castanhos estavam somente meio abertos, mas ele podia enxergar a diversão ali. Então continuou. - Sabe, eu não devia estar me aproveitando de uma fã tão boazinha como você...

- Claro que devia. - ela lambeu os lábios. - Depois daquele show que você deu no palco... Merece muito em troca, sr. Cullen.

- Então você gostou, é? - ele sorriu torto adorando a brincadeira, e aumentou a intensidade de suas investidas, a pequena sala ecoando os sons de seus quadris batendo contra os dela. - Eu fui o melhor que você já ouviu?

- Uhum. O melhor de todos. O mais talentoso, habilidoso... - de repente, Bella mordeu o lábio para suprimir um grito quando ele atingiu um ponto especialmente prazeroso lá dentro. - Oh, Edward...

Ela recostou-se no espelho e fechou os olhos só para sentir seu namorado movendo-se dentro dela, uma deliciosa sensação da qual achava difícil se cansar. Seu orgasmo veio rápido quando ele esfregou seu clitóris, e ela não aguentou - berrou o nome dele como havia berrado mais cedo na plateia. Todos no backstage poderiam saber que estava sendo fodida pelo guitarrista mais gostoso do mundo, ela nem se importava.

Ele assistiu hipnotizado enquanto Bella subia e descia em sua onda de prazer. Sentir todo o interior dela o comprimindo, e seu corpo reagindo ao dele o fez chegar ao ápice poucos segundos depois. Quando ambos se acalmaram, Edward a abraçou bem pertinho e não conseguiu conter a risada que subiu por sua garganta. Riu de alegria pela aventura em que se encontravam, e riu de puro prazer pelo dia de hoje.

- Por que está rindo? - ela perguntou com um sorriso, querendo rir também. Ele saiu de dentro dela devagar.

- De felicidade. Obrigado por isso.

Ela o beijou sentindo todo o carinho por aquele rapaz que havia revirado sua cabeça e seu coração.

- Obrigada você.

Os dois se limparam no pequeno banheiro e saíram minutos depois de mãos dadas. Por onde passavam, eles atraíram olhares. Os sorrisos em suas faces estavam tão imensos e verdadeiros, que todos buscavam entender o que havia se passado naquele camarim.

x-x-x

Edward passou no camarim onde a Blackbird estava para pegar suas coisas, principalmente sua guitarra, da qual tinha o maior ciúme. Os rapazes nem perguntaram onde ele tinha se metido com Bella - era melhor que não soubessem mesmo. Os dois deixaram o Festival e partiram para jantar em um restaurante de frutos do mar logo ali perto da praia. Por volta das dez e ainda não querendo terminar a noite, Edward ligou para combinar de encontrar os companheiros de banda em algum bar.

Porém os planos mudaram quando, na saída do restaurante, Bella deu de cara com o casal que conheceu mais cedo no show.

- Vocês! - ela exclamou, surpresa. Eles riram e se entreolharam, mesmo Edward não entendendo muito o que estava acontecendo.

- Sim, a gente de novo. Não estamos te perseguindo, eu juro. Mas... Bellinha, não vai nos apresentar? - o loiro falou com a sobrancelha levantada.

- Ah, claro. Edward, esses são Matt e Tyler, seus fãs. - ela riu.

- Prazer. - ele falou, apertando a mão do loiro.

- O prazer é todo meu... digo... Parabéns, a apresentação foi maravilhosa. - Matt falou com uma voz forçadamente doce sacudindo sua mão. - A Blackbird é demais.

- É mesmo. Ah, e feliz aniversário! - Tyler também o cumprimentou. Edward sorriu em agradecimento.

- Obrigado. Que bom que gostaram do show. Foi uma noite especial... - falou, sem esconder o olhar de cumplicidade que lançou à Bella.

- Olha, a gente tá indo pra um bar aqui perto. - Tyler disse. - É noite de karaokê, e uns amigos nossos que são da produção do Festival estão indo também. Querem vir? Vai ser super divertido.

- Poxa, parece tão legal a ideia. - os olhos de Bella brilharam. - Só que a gente estava pensando em ir comemorar com os amigos dele, então...

- Ei, não seja por isso. Podemos todos ir para o mesmo lugar. - Edward falou, logo pegando o celular para avisar da mudança de planos. Ser o aniversariante da data tinha suas vantagens, então todos concordaram sem pestanejar.

A noite de karaokê daquele bar era especial - não havia uma máquina, e sim uma banda real tocando para quem se aventurasse a cantar. E além disso, era também a noite gay da programação. Mas era somente um detalhe. Edward estava se divertindo ouvindo os rapazes levemente alcolizados se esgoelarem no microfrone, cantando de Elton John a Lady Gaga.

Bella também se divertia. Seus novos amigos apresentaram ela e Edward ao grupo que chegou depois, e a mesa lotada de quase quinze pessoas ainda abrigou o restante da Blackbird. Os debates acalorados surgiram, logicamente, ainda mais ao juntarem os músicos com os produtores. Os rapazes eram hilários, e diversas vezes Bella se pegou limpando lágrimas de tanto dar risada das bobagens que eles falavam.

Era bom estar sentada do outro lado do bar, curtindo a diversão e não servindo. Então ela aproveitou bastante, principalmente para provar drinques que só conhecia de nome e não o sabor, e se portar livremente como sempre desejava, sem a supervisão de nenhuma gerente para encher seu saco.

Em algum momento da noite, alguém avisou para a mesa que era aniversário de Edward, e obviamente, Bella foi a primeira a puxar o coro para cantar o segundo parabéns do dia. Todos explodiram em palmas, assovios e uivos ao final, saudando o rapaz.

O vocalista, bastante inebriado pelas tantas garrafas de cerveja consumidas, levantou-se do lugar e foi abraçar Edward por trás, que por sua vez apenas riu trocando um olhar constrangido com Bella.

- Esse meu companheiro aqui merece tudo de bom. É um cara simplesmente... Como é mesmo a palavra? Femone... Femo... - gaguejou. - Bom, enfim, é um cara gente boa pra caralho. É isso aí!

- Discurso! Discurso! - algum dos novos colegas começou a dizer, e em segundos toda a mesa pedia. Edward riu do clichê, mas resolveu seguir em frente.

- Ok, ok. - falou para acalmá-los. - Não tenho muito a dizer, só que... agradeço pelo dia de hoje. E por tudo de bom que está acontecendo na minha vida.

Virou-se para Bella ao seu lado, e sussurrou só para ela ouvir.

- Agradeço por você, meu amor. - ele disse e a arrebatou em um beijo tão inesperado que ela mal teve tempo de pensar ou respirar. Todo o pessoal bateu palmas, zombando dos pombinhos com sons de beijinhos.

De olhos fechados, Bella ouviu Tyler falando. - Ai que inveja.

E sem querer perder a piada, ela separou-se dos lábios de Edward e virou-se para o moço, que estava do seu outro lado.

- Quer um também? - perguntou com um bico insinuando-se para ele, que soltou um gritinho e se afastou. Todos na mesa riram, inclusive Matt.

- Isso é pra você aprender a não ser tão biscate e ficar de olho no homem dos outros. - ele falou, levantando-se. - Vem cá, vamos cantar um pouco. Hit me baby one more time!

O curioso par subiu ao palco minutos depois. Não eram os melhores até agora, porém as gracinhas que faziam divertiam quem os assistia. Bella levantou-se e cantou, acompanhando com palmas quando a banda começou a tocar Twist and Shout, dos Beatles, após uma da Britney Spears. Edward assistia com divertimento a namorada. Ele nunca a tinha visto daquele jeito, tão leve e jovem, livre dos problemas que tinha em casa - não havia dúvidas de que isso o deixava contente também.

Os dois rapazes terminaram seu número com muitos aplausos de todo o bar, e então o DJ do local perguntou quem mais gostaria de cantar. De soslaio, Edward viu os olhos de Bella brilharem. Todo o corpo dela retesou e suas mãos agarraram as costas de sua cadeira, como se controlasse o impulso de caminhar até aquele pequeno palco.

Ele não resistiu. Segurou sua cintura gentilmente por trás, e inclinou-se para falar, dando um pequeno susto em Bella.

- Você está doida de vontade de subir ali, que eu sei.

- Claro que não. - ela riu sem jeito. - Que ideia.

- Ah, qual é, Bella. Qual o problema?

- O problema é que... ah, Edward, estou intimidada com tanta gente aqui. Você está acostumado, eu não... E o pessoal pode não gostar, né? Vão começar a me zoar e eu não tenho estrutura pra isso, e...

Ela quase não respirava para falar, de tão ansiosa que estava. Edward teve que interrompê-la.

- Bella, olha pra mim. - ele pediu e ela virou-se sem muito entusiasmo. - Quantas vezes eu já disse que você tem uma voz divina, que precisa mostrar isso ao mundo? Vai lá e me dá mais esse presente. Eu quero te ver no palco.

Ela suspirou, e abriu a boca para argumentar. No entanto, nada que pudesse dizer seria bom o bastante para garantir sua fuga. Edward tinha pedido com tanta vontade... Então, de repente, tudo o que Bella conseguia pensar era "Por que não?"

Ela estava em outra cidade, muito, muito longe de Seattle. Caso pagasse mico, pouca gente ali se recordaria, já que todos os seus conhecidos estavam bêbados, e da outra metade da mesa ela sequer lembrava os nomes.

Era isso. Ela precisava cantar na frente de tanta gente desconhecida - ao contrário de todas as suas apresentações para os familiares no Conservatório. Seria só para testar, ou mesmo se redimir por todas as vezes que fora estúpida e fugira do seu destino. Uma vez só não faria mal, não? Sua mãe não iria reclamar. Ela nem chegaria a saber. Era tudo amador.

Argumentos, argumentos... sua mente se enchia de argumentos naqueles segundos preciosos em que ela tentava decidir.

Mas ao menos uma vez da vida ela fincou o pé para fazer algo só pelo seu próprio bem. Que tudo se danasse, então. Ela estava feliz, de uma forma que nunca antes sentira. Sentia-se viva, suave, e um tanto inebriada. O sorriso em seu rosto estava lá há tanto tempo que ela teve medo de que ficasse assim para sempre. O que mais faltava para tornar essa noite perfeita? Cantar.

Decidida, Bella pegou seu copo de cerveja e deu um gole grande antes de soltá-lo. Ela olhou profundamente nos olhos de Edward, e saiu sem dizer uma palavra, marchando em direção ao palco.

- Eu topo! - ela gritou ao se aproximar, e os membros da banda apenas viraram a cabeça e acenaram para que ela fosse em frente.

Pé ante pé, Bella subiu as curtas escadas de madeira velha e escura que certamente rangiam, mesmo que ela não pudesse ouvir sob a música alta do DJ do intervalo. Ao pisar no topo, ela respirou fundo. Olhou ao redor, como se acostumasse seus olhos a uma velha paisagem, forçando-se a reconhecer aquele espaço que um dia lhe foi íntimo. E em seguida olhou para frente.

O holofote pequeno quase cegou seus olhos, mas não tinha problema. Seu coração batia rápido demais espalhando calor por todo seu corpo, e isso era bom. Porque lá estava ela, depois de tantos anos, naquele lugar tão sagrado e especial. Tão transcendental. Estava no palco.

A música cessou, e parecia que todos os olhares haviam se voltado para ela. Conseguia ouvir ao longe seu grupo de amigos a incentivando, mas tentou bloquear aquilo para não ficar ainda mais nervosa. Alguém lhe chamando ali perto a fez sair daquele transe.

- Ei, menina! - a moça de cabelos curtos e óculos que comandava a bateria chamou. - Vai querer cantar o quê?

- Ahm... p-pode ser Beatles de novo? Birthday.

- Acho que rola. Beleza, pessoal? Sabem essa, não é? - a baterista perguntou, e todos os outros membros assentiram.

- Em lá maior, por favor. - Bella pediu, arrancando uma risada do guitarrista de gorro preto.

- Ih, a gatinha já tá se achando cantora. - ele debochou. Ela pensou em responder, mas achou melhor deixar para lá quando ele prosseguiu. - Vamos. Lá maior.

Bella começou a cantar após os primeiros riffs, testando um pouco aquilo ali. Ainda havia o receio de não agradar, entretanto ela respirou fundo. Decidiu deixar o medo do lado e se entregou à canção, que exigia pouco de sua voz, mas muito de sua animação. E ela foi crescendo ao longo da melodia agitada.

Pouco a pouco, Bella foi entrando no clima, e quando viu, todo o bar estava prestando atenção. Aquilo fez sua confiança atingir um pico, aliviada por saber que eles gostavam dela. A vontade de pular e girar no palco foi tão grande que ela não pôde controlar. Sentiu seu corpo se mexer com a música, cantando-a diretamente para Edward, que logo saiu de seu lugar e veio andando para vê-la de perto.

O pequeno público ajudou-a a cantar as partes do segundo vocalista e repetiam em falseto "birthday" para que ela respondesse "I would like you to dance!". E dançar era o que eles faziam ao seu comando.

Ao final, era óbvio que até mesmo o pessoal daquela banda de karaokê amador, que quase toda noite sujeitava seus ouvidos às piores vozes da cidade, estivesse realmente abismado com a desenvoltura da jovem. O guitarrista pareceu se redimir, e enquanto todo o bar batia palmas, ele falou em seu ouvido.

- Garota, de onde você saiu? Incendiou esse lugar!

Ela riu. - Saí de Seattle, só para incendiar esse lugar.

- Vamos tocar mais uma!

O entusiasmo dele e da plateia era tamanho, que ela mesma sentiu-se animada para continuar ali. Estava sendo muito bem acolhida e bem recebida. A excitação que sentia era muito próxima da sexual, porém totalmente diferente, e atingia um lugar mais profundo dentro dela. Poucas sensações se comparavam a essa.

Ela deu a instrução para que começassem a tocar Santeria, um ska-pop do Sublime que ela adorava e sempre lhe deixava com o espírito lá no alto quando precisava fazer alguma coisa chata em casa. Ela concluiu que se funcionava para deixar sua casa alegre, então aqui funcionaria também.

E não foi diferente, a canção era bem conhecida do público, e eles cantaram junto com ela as partes que esquecia. No final, ela já estava rindo pela agitação que havia causado naquele discreto bar gay. Ela agradeceu ao pessoal e virou-se para descer e pegar uma água. Porém, para sua surpresa, um cara que depois ela descobriria ser o gerente, bloqueou seu caminho na escada.

- Você precisa cantar mais uma! - ele pediu, quase desesperado.

- Por quê?

- Garota, porque você é incrível.

Ela quase sentiu-se incomodada pela intensidade do homem, mas jogou aquilo para o canto.

- Ah... Não sei, qual você sugere? - perguntou, dando outra chance a si mesma.

- Espere aí. - ele falou e subiu até o microfone. - Pessoal, a nossa... como é seu nome mesmo?

- Bella. Bella Swan. - respondeu somente com um pé atrás por revelar sua identidade assim.

- A nossa Bella aqui está aceitando sugestões... O que vocês querem ouvir?

Algumas pessoas começaram a gritar seus desejos do que queriam escutar, e a cada sugestão, a mente de Bella imaginava o que poderia fazer com elas.

- Britney!

- Ah, tem que ser Alanis Morissette!

- Canta Beyoncé, sua diva! - ouviu a voz do Matt.

- Não, gente, uma coisa mais fofa... Joss Stone! - Tyler retrucou.

- Toca Miley Cyrus! - uma menina gritou, e aquela fez Bella se animar, andando até o centro do palco e pegando o microfone de volta, para a alegria de quem estava de pé ali na frente.

- E aí, essa cidade é uma festa ou não é? - ela falou com risada, e virou-se para os companheiros da banda. - Party in The USA, pode ser?

Os primeiros acordes do hit pop começaram, levando todos ao delírio. Pareciam adolescentes em premiação da MTV, de tão felizes que ficaram quando Bella cantou aquela. E ela acabou agradando tanto a fã da Miley Cyrus que estava ali, que a moça insistiu para que cantasse outra.

Bella estava se divertindo demais, então logo uma ideia lhe veio à mente. Iria mostrar o que fazia de melhor. Até agora havia sido só o aquecimento.

- Tenho uma ideia. Espero que vocês gostem. - anunciou. Virou-se rapidamente e colocou o microfone de volta no pedestal para falar com a banda. - Me emprestem um violão?

- Você toca também? - a baterista inquiriu, e ela assentiu a cabeça sorrindo.

- E piano, teclado e um pouco de flauta transversal também. - disse Bella, orgulhosa de contar isso. - Vamos lá, me arranjem um violão!

Eles não implicaram muito, e logo lhe entregaram um violão.

- Então, o que vai ser? - o baixista perguntou.

- Uma baladinha pop que eu transformei em acústica. The Climb, da Miley mesmo. É fácil. Você entra no refrão e me acompanha, ok? - falou para a baterista.

- Vamos na fé! - a moça concordou, embora um pouco desconfiada se iria dar certo. Bella voltou-se para frente e pegou o microfone, ajeitando o violão nos braços.

- Agora é a hora de vocês relaxarem um pouco. Abracem seus amiguinhos e namorados, se beijem... Se quiserem também podem acender uns isqueiros. - brincou ela, adorando muito mais a experiência nessa altura.

Bella fechou os olhos durante quase toda a música. A versão que ela tinha feito especialmente para sua irmã era um pouco mais devagar, porém igualmente cheia de significado para as duas. Ela sentia vibrar a energia e o relaxamento que vinha ao cantar melodias mais lentas e que sempre acalmavam seu coração. Sua voz alçava vôo a lugares que ela jamais tocaria com as mãos.

A última palavra terminou, e assim que cessou seu violão, Bella foi ovacionada. Todo o público havia conseguido se conectar com ela - o que era quase um milagre, tendo em vista as mil e umas distrações oferecidas pelo lugar onde estavam. Todos pareciam encantados pelo seu jeito estranhamente meigo, pela sinceridade crua e o sentimento de seu modo de cantar. Todos foram cativados pela voz feminina que preenchia o salão com as cores mais belas.

A jovem e a banda continuaram cantando mais algumas músicas até que ela se cansasse - e era o segundo melhor tipo de cansaço que ela poderia sentir; o primeiro obviamente tinha participação direta de Edward.

Os seus novos colegas caíram ainda mais em suas graças quando o gerente do bar anúncio que quitaria a conta de sua mesa em forma de pagamento pelo entretenimento que Bella havia proporcionado. Nem era preciso dizer que eles seriam os últimos a irem embora.

Foi só quando Bella e Edward já estavam no taxi, de volta ao hotel, que ela sentiu algo diferente no ar. Era uma intensa sensação.

Alguma coisa em seu interior havia mudado durante essa noite, não só em sua relação com o palco, mas também com quem a rodeava - e principalmente Edward. Ela tinha aberto ao mundo uma enorme parte de sua alma naquela noite, mesmo com certos medos. No entanto, só de ver seu namorado a aplaudindo com tanta ânsia, ela já sabia. Tinha valido a pena.


N/A: GENTE, GENTE, me digam o que vocês gostariam de ler como extra? Vou enviar da próxima vez! Reviews me fazem escrever mais rápido, sabendo que ainda tem leitoras acompanhando a fic. Just saying...

O cover de The Climb acústico é algo assim - bit. ly/thClimb - a voz da moça não é bem como eu imagino a da Bella, mas... isso é ficção, então vocês imaginem como quiserem :)

Santeria, do Sublime - bit. ly/Santeriaa
Party in The USA, da Miley - bit. ly/Paaarty

Até daqui a duas semanas,

Beijo!