O Limite do Caos

Título: O Limite do Caos/El Limite del Caos
Autora:
sachita1212
Tradutora:
Leili Pattz
Shipper:
Bella/Edward
Gênero:
Romance, Angst
Censura:
M
Sinopse:
Bella foge de Forks para Nova York para reconstruir sua vida, mas com o tempo, ela tímida e calada verá como o seu mundo se converterá em uma total loucura quando se encontrar presa pela obsessão de quem menos imagina, o misterioso Edward.

Disclaimer: A fanfic pertence à sachita1212 que me autorizou a tradução, Twilight e os seus personagens pertencem a Stephenie Meyer, e a mim somente a tradução.


Capítulo 1

Havia fugido de Forks, quando tinha dezenove anos.

Se despediu de seu pai, quem a olhava de maneira estoica do outro lado do cristal, um simples gesto de levantar a mão e dizer adeus resumiu na melancolia e solidão que lhe produzia despedir-se da sua única filha.

Durante seis meses mentiu para Charlie sobre as razões pela qual deixava a cidade; já que durante dois anos insistiu que seu único lugar era aquela pequena, chuvosa e chata cidadezinha.

Ele a tinha convertido nesse ser escuro, com medo e vulnerável.

Daquela garota graciosa, que adorava dançar, ainda que não o fizesse muito bem por sua desajeitada natureza não lhe importava.

Abandonou seus amigos, seus livros e sua música, toda sua infância morreu naquele dia.

Nesse dia, uma semana depois de se formar, chegou em casa com um braço quebrado e o rosto golpeado e inchado, preferiu contar para o seu pai sobre suas aventuras e corridas com as motos, do que lhe dizer a verdade.

Ainda podia se lembrar do rosto lívido de Charlie, que por momento se esqueceu de respirar pensando que sua filha poderia ter morrido por uma daquelas malditas máquinas que ele nem sabia que ela dirigia.

Bella agradeceu o largo castigo que esse lhe impôs, assim que poderia se esconder em seu quarto, sem medo de encontrá-lo em alguma rua e que terminaria com o que havia começado nessa terrível tarde quinta-feira.

Em seu quarto de menina, Isabella chorava afogando seus gemidos entre as cobertas e travesseiros, não podia deixar que Charlie a ouvisse, não podia ver sua decepção e sua culpa, sabendo que ela o havia desobedecido e, especialmente, não a havia protegido dele.

Em algumas ocasiões, quando a raiva e a impotência eram maiores do que ela mesma, e a sessão de choro tinha se prolongado por toda a noite e seus olhos eram a prova disso e tinha que enfrentar Charlie na parte da manhã, simplesmente mentia mais e cada vez melhor; dizia que o gesso incomodava, que quando fazia mais frio que o habitual, a dor era insuportável, pior ainda abordava a morte de Renée.

Tema proibido na casa, já que seu pai não tinha superado ainda que no momento de sua morte, já estavam a quase treze anos divorciados.

Seu pobre pai, um homem doce e terno, mas que não tinha a menor ideia de como lidar com uma filha, muito menos uma adolescente e que além do mais era péssimo lidando com sentimentos, ainda mais com os seus próprios, somente chama o Doutor Gerardy, que era o único que sabia o que realmente aconteceu, mas havia concordado com os pedidos de Bella.

Ele temia que, ao saber a verdade se desataria uma tragédia de grandes proporções, não só por Charlie, mas pela família diretamente envolvida e pela natureza violenta do rapaz.

LIVROS, MÚSICA, MOTOS E RENÉE

Parou de escrever em seu diário, lhe amargou lê-lo, a menina que ali se falava para a pessoa que era agora não havia nenhum ponto de comparação.

A Isabella de seu diário vivia em uma bolha: obcecada por livros, música, com segredos sombrios, se é que assim se poderia chamar os seus gostos para Poe ou Lovecraft, Rimbaud, Nietzsche, por romances ingleses do século XIX ou por aqueles poetas que vivíam entre os cantos de uma biblioteca.

Quanto à música, não podia negar ser um adolescente: Britney Spears ou Avril Lavigne tinham um espaço na parede de seu quarto e às vezes cantava em voz alta ou no chuveiro.

Lembrava que naquela festa dedicou TOXIC para ele, porque era precisamente isso o que ele era para ela, tóxico e alucinante, mas sua mão e sua genética rebelde de roqueira e transumante lhe havia deixado sua paixão por Black Sabbath, The Doors, Led Zeppelin ou The Clash, além de pelo blues, jazz e Rachmaninov. Oh sim! Sua mãe e sua natureza selvagem.

Agora, os livros eram o inimigo, quantas vezes havia sonhado com as paisagens do Morro dos Ventos Uivantes e Jane Eyre e Orgulho e Preconceito? presos por uma paixão capaz de alterar os sentidos e despertar a consciência.

Quem sabe era aquele ideal o que a tinha levado a ele de maneira tão cega, sua imaginação e seu desejo tinham sido uma armadilha.

Nada era verdade, ela era como ele disse naquele dia, "uma mosca morta." Livros e música eram uma lembrança da volúpia negada.

Renée tinha voltado a se casar, quando ela tinha 14 anos; seu padrasto Phil era muito mais jovem do que ela, a primeira vez que os viu juntos pensou "um para o outro" ainda se lembrava das sessões de karaoke, onde ambos como um casal de crianças cantavam Born to be Wild.

Sua mãe que lhe ensinou a andar de moto. Esse era o seu "segredo sujo" nem sequer Phil sabia disso, ele ainda sendo mais novo do que Renée, lhe dava pavor conduzir semelhante monstruosidade que era a velha moto guardada na garagem.

Sua mãe e seu padrasto morreram depois de dois anos de casamento, um bêbado os atropelou quando voltavam de um treino de Phil em Detroit; Renée amava as motos, mas morria de medo de aviões.

Seu pai a acordou às quatro da manhã para contar sobre a tragédia, Bella pressentia que Charlie se apressou a lhe contar sobre o acidente, não só pela urgência da notícia, mas porque ele necessitava de mais conforto do que sua própria filha, que veio chorar um mês depois quando ouviu na rádio um especial sobre as grandes canções dos anos setenta; suas lágrimas embaladas pela voz de Robert Plant cantando Stairway to Heaven.

O duelo foi levado em silêncio de maneira estoica e resignada. Pouco a pouco a menção do nome de Renée, foi se fazendo proibida tacitamente.

Phil, bendito seja, um ano antes de morrer adquiriu seguro de vida de mais de 150 mil dólares.

Isso a surpreendeu, seu relacionamento com ele foi cordial, mais pelo caráter bonachão desse que pela própria Bella, que excessivamente tímida com ele.

Provavelmente Renée o influenciou para que em vez dela, fosse a filha ela iria beneficiária dessa pequena fortuna; lhe entristeceu que sua mãe pressentisse que talvez não chegasse aos quarenta anos.

Sempre acreditou que aquele dinheiro, ela poderia contribuir para a sua relação com ele; lhe irritava a pensar que sua família a via como uma alpinista sem escrúpulos, ainda assim, aqueles milhares de dólares não eram nada comparado à terrível e excruciante dor de não ter a sua mãe com ela.

Agora aquele dinheiro era a sua salvação.

CAMINHO PARA OUTRA VIDA

Envie a sua inscrição para a NYU para estudar literatura inglesa, ler era a sua paixão o que mais eu poderia fazer? Era boa com números, mas não se via em um escritório, e muito menos em um banco.

Por fim, a aceitação para a universidade chegou e com ela a sua esperança de fugir.

Sentou-se com seu pai e lhe contou sobre seus planos, esse se surpreendeu.

- Disse que não queria ir.

- Eu sei, mas mudei de ideia.

- Não pense que não fico feliz, não quero te ver envelhecendo nessa cidadezinha, trabalhando em uma estúpida loja ou em algum supermercado, Renée teria se sentido decepcionada, você é muito inteligente e talentosa para Forks, mas admito que me surpreendi.

- Não é para sempre Charlie, além do mais há telefone, existe a internet.

- Bella, eu uso a internet como uma ferramenta de trabalho, de resto é um desperdício de tempo, mas prometo que por você deixarei de ser preconceituroso com essa máquina.

- Obrigada papai, não acha que quero deixá-lo sozinho.

- Não se preocupe Bella, eu sei que é hora de que se mude, eu vou ficar bem.

Dois dias antes de ir, o telefone tocou furiosamente durante horas, Bella não atendia por medo de escutar a sua voz (havia destruído seu telefone por medo de que ele a torturasse) mas seu pai disse que estivesse atenta ao telefone, porque tinha que mudar os horários de viagem por problemas com a linha aérea.

- Papai?

- Sou eu, não desligue.

Bella paralisou, desde aquele dia não o havia visto, nem ele aos demais.

- O que quer?

- Escutei que ia embora, não pode, você é minha.

- Esse é o seu problema, nunca fui sua.

- Isso é porque é uma frígida mosca morta.

Ele sabia como machucá-la, não só fisicamente, mas emocionalmente. Nunca mais! Nunca!

- Deixe-me em paz! Seja grato que eu não disse a Charlie o que aconteceu.

- Sim? E o que poderia me fazer? É apenas um estúpido policial de cidadezinha.

- Então... por que você não terminou o que ia fazer comigo naquele dia? Sabia muito bem que se isso acontecesse, meu pai se daria conta sobre nós e juntaria os pontos, sem importa quem fosse a sua família... eu te amava, acreditei em você.

- Não me amava o suficiente.

- Não, queria que eu te suportasse o seu comportamento, não tinha nenhum compromisso comigo, jurou que ia parar de consumir e ficou pior, o sexo não teia melhorado as coisas.

- Mentira! Puta! Você não me amava, mentiu.

- Permiti que fosse infiel comigo, uma vez, mas você continuou fazendo e ela zombou de mim, a fez participar dessa brutalidade, igual o seu amigo, me jurou que já não tinha nada com ela e eu acreditei.

- Ela me dá o que você nunca foi capaz.

- Adeus, ainda que não mereça não guardo rancor.

- Puta! Acha que me faz um favor? Acha que é melhor que eu? Pertence a mim - de repente Bella o escutou soluçar, sabia que por trás do telefone estava drogado, como sempre - não, não, me desculpe, boneca não me deixe, não me deixe...

Sempre fazia o mesmo, a ofendia, lhe pedia perdão para depois ofendê-la mais, essa era a maneira de manipulá-la.

- Adeus James.

NEW YORK - NEW YORK UM ESTADO MENTAL

Chegou a New York com dezenove anos.

Estava emocionada e assustada, a cidade era uma verdadeira selva de cimento, imensa, caótica e embriagadora.

Bella era uma garota provinciana, cuja única experiência era Seattle, Phoenix ou Miami; os quais não eram cidades pequenas, mas nada se comparava a Nova York, era outra coisa.

Seu pai a deixou instalada em uma pequena residência de estudantes.

Seu desejo era comprar um apartamento pequeno próximo a NYU, mas por não ter mais de 21 anos ela não poderia assinar os papéis imobiliários, seu pai ainda era seu guardião legal e também queria provar que era capaz de aguentar a descarga de semelhante cidade.

Charlie criou um tipo de conta ligada a sua herança onde ela poderia lidar com uma certa quantia de dinheiro, mas sem afetar todo o dinheiro em si, já que esse devia ser utilizado para as despesas da faculdade e necessidades básicas, o restante estaria disponível depois que completasse a maior de idade.

A natureza aventureira que veio de sua mãe a fez mergulhar em certas partes da cidade.

A primeira coisa que fez foi ir até o metrô, precisamente para a estação Union Square para ouvir os músicos, muitos deles fantástico.

O metrô foi melhor do que a Disney World.

Com sua pequena câmera tirou fotos do Empire State e conseguiu subir as torres dos grandes arranha-céus da cidade.

O que mais a impressionou foi o edifício Chrysler, em seguida, visitou os bairros típicos dessa cidade multicultural, o Lower East Side bairro judaíco, Chinatown ou a Pequena Itália, seu favorito.

Por último foi ver pelo lado de fora os grandes teatros da Broadway, jurou que um dia entraria nos grandes shows, (o faria em memória de sua mãe) ah, e como boa provinciana que se respeite tirou fotos na estátua da liberdade.

Todo aquele passeio espertou nela um sentimento de nostalgia, se sentia tão pequena, sozinha e perdida naquele cidade enorme.

No entanto, houve um lugar que a acolheu de braços abertos, e esta foi a biblioteca pública, depois de várias horas, pensou que adoraria viver para sempre nesse lugar.

Amou a universidade; sua primeira aula foi de História da língua inglesa, seguida por Introdução a literatura antiga, Celtas, Druidas, Gnomos e espíritos do bosque; todos os tipos de mitologia, definitivamente estava no lugar certo.

Aos poucos, percebeu que a vida social não era para ela.

Essa foi uma das sequelas que James havia deixado em sua vida: sentir-se inadequada para estar com os demais.

Lentamente viu como a sua aparência mudou lentamente, se escondia com roupas largas, ocultou seus olhos com aos óculos, se negou a usar maquiagem e recolheu seu lindo cabelo cheio de cachos em um coque de velha de cinquenta anos; passava dias sem se olhar em um espelho.

Conseguiu um emprego como garçonete em um café perto da universidade e começou a sua vida em New York.

Poucos meses depois percebeu que viver ali era muito caro e não podia se dar ao luxo de gastar seu dinheiro, pois planejava um magistério e doutorado, por isso o seu trabalho como garçonete não poderia pagar tudo o que precisava, o transporte , alimentação e sobre tudo livros que preferia fazer seus, usar os da biblioteca era um tormento.

Ela era das que acreditava que ao colocar seus olhos, suas mãos, sua paixão e sua mente nas folhas era uma declaração de propriedade sobre esse.

Precisava de um emprego melhor urgente!

Um dia, nos avisos da universidade encontrou um anúncio, esse dizia que necessitava de alguém com boa disposição, sem experiência de apresentar assistente em uma grande empresa, o salário era incrível, o problema era que com os horários de trabalho teria que estudar à noite, mas não me importava, eu precisava trabalhar.

Na manhã de segunda-feira me arrumei para ir a entrevista de emprego, colocou em uma saia preta, simples, sandálias, uma blusa branca e seu característico coque; parecia mais uma tia solteirona do que uma garota jovem, mas pelo menos teria a imagem para o trabalho que buscavam.

Chegou pontual no compromisso que lhe disseram por telefone; foi assim como chegou pela primeira vez ao impressionante arranha-céus Cullen Co.

O edifício era intimidante, repleto de centenas de pessoas que trabalhavam como abelhas em colmeias. Uma mulher pequena na casa dos quarenta a entrevistou, que imediatamente gostou da menina, que não veio vestida para a semana de moda, mas para conseguir um emprego de arquivadora.

Stella Miller cumprimentou a tímida garota, que parecia a corar por tudo, para Stella a timidez de Bella era sinônimo de discrição e confiança, além do mais se surpreendeu ao saber o que estudava, ela tinha um filho de 16 anos que queria estudar filosofia.

- Meu filho está lendo "O Estrangeiro".

- Albert Camus, é profundo e às vezes difícil, ao menos não está lendo "O Mito de Sísifo".

- Oh não! Eu comprei esse na sexta-feira.

- Não, não se preocupe - Bella pensou: "Se soubesse que eu li 'Justine' aos 14 anos" - o que acontece é que deve ter um bom contexto para entender o que o autor quer dizer.

- Sean, meu filho é impressionante.

- Então, dê-lhe algo bom da literatura do país "As Vinhas da Ira", "A Leste do Éden", de John Steinbeck, por agora.

Stella sorriu.

- Você é toda uma rata de biblioteca, Bella, na sua idade eu estava mais interessada em Johanna Lindsey do que em outra coisa, você tem certeza que quer este emprego? É charo e as leituras que encontrar não são edificantes, e mais, morrerá de tédio.

- Não se preocupe, eu estou disposta a aprender, além do mais... sem ânimo de ofender, mas não vou ficar toda a vida aqui, mas lhe asseguro que em mim encontrara alguém disposto e confiável.

Stella ficou calada, essa garota com mais estilo de escritora poderia com esse trabalho? Havia pessoas eram mais experiências e mais qualificadas para o trabalho, e não queria passar pelo tortuoso processo de seleção de funcionário de novo.

- Vamos te ligar Bella - disse Stella mais gerencial do que amável.

Bella chegou ao seu quarto certa de que aquele trabalho não seria para ela, quem a contrataria? Ainda mais para um trabalho com tanta responsabilidade.

Mas, como sua mãe havia lhe ensinado: "querida, sobre o improvável tudo é possível."

- Isabella Swan?

- Sim.

- Sou a Stella, da Cullen Co.

Bella tinha o coração na garganta.

- Sim Stella, como você está?

- Bem, obrigada, eu comprei para o meu filho os livros que você disse e está fascinado, ah e claro você começa na segunda-feira, deve trazer toda a documentação e requisitos médicos, mas o emprego é seu linda.

- Sério? Deus! Obrigada Stella.

- Por nada, eu tenho um bom palpite sobre você, além do mais será bom ter você aqui, alguém com quem conversar, quero impressionar o meu filho com o meu conhecimento em literatura e você vai me ajudar para que Sean não acredite que tem uma mãe muito chata arquivadora, embora seja verdade.

- Mais uma vez, obrigada Stella.

- Por nada linda.

Esse dia Isabella ligou para Charlie, que lhe disse para tomar cuidado, de sair à noite do trabalho, que não falasse com estranhos, que fosse responsável etc., etc. No final, ele disse que sentia falta dela e tinha sofrido indigestão por comer comida ruim refrigerada "sinto falta da sua massa e seu peixe em salsa agridoce, Bella, mas estou orgulhoso querida, você é uma guerreira nesse corpo pequeno."

Para comemorar, Bella comprou uma pizza napolitana, uma coca-cola gelada e ouviu um pouco de música da Renée, Janis Jopliny a ouviu falar em sua memória: "a pequena Pearl sim sabia cantar." Tinha sorte, sua mãe certamente a protegida.

- Sim senhor! - disse em tom de brincadeira - daqui para a presidência Cullen Co. é apenas um passo - não queria pensar que iria passar em um escritório, com um trabalho chato, não, ela não se deixaria vencer - Eu sou uma guerreira Charlie .

Cullen Company era uma empresa fundada no início do século XX, por Ernest Cullen, tinha sobrevivido à crise de 29 e em meados dos anos 40 era uma das maiores do país, com investimentos em máquinas pesadas, imóveis, automóveis e petróleo.

Nos anos setenta, a empresa passou para as mãos da terceira geração, ou seja, nas mãos de seu único herdeiro Carlisle Cullen, que era uma figura quase mitológica na empresa, um homem que teve inteligência de investir em um novo negócio: computadores.

Foi ele quem levou a empresa a novos limites, todos o veneravam como se fosse um deus.

Os trabalhadores contavam que ele sabia os nomes de quase todos aqueles que trabalhavam para ele, mas tudo mudou quando em 2004 ele se aposentou e seu filho mais velho tornou-se presidente. Todos o temiam, era uma figura sombria no poder, quase ninguém o via somente os empregados mais próximos.

Nas festas os eventos especiais da mesma empresa era sempre Carlisle ou seus filhos, Emmet ou Alice, que atuavam como anfitriões.

Ainda assim, a empresa continuou a crescer em passos agitados.

Bella ouviu um dia de uma de suas colegas que o tipo era "a coisa mais deliciosa que existia sobre a terra" "é tão bonito que às vezes da para pensar que não é real".

James era bonita, pensou Isabella, sua beleza loira e seus olhos azuis eram de tirar o fôlego, infelizmente beleza física não era garantia de nada, ela comprovou de uma maneira triste.

A vida de Isabella mergulhou em uma tremenda monotonia, seu trabalho, seus livros, a universidade, era alguém sombrio, sem uma vida, no final da semana estava tão cansada que só queria dormir.

Nos sábados e domingos se dedicava a adiantar as tarefas e deveres próprios do estudo, sem dúvidas era a melhor; casa noite repetia para si mesma: "Eu sou uma guerreira, sim senhor uma guerreira."

Uma noite enquanto ia para sua casa, um homem a seguiu; seu coração batia a mil por segundo, talvez aquele acabaria o que James não conseguiu.

O medo a congelou no meio da rua, quando o homem a tocou começou a gritar como uma louca, várias pessoas correram para ver o que estava acontecendo, ela estava encolhida no chão, enquanto o homem mais assustado dizia:

- Tranquila senhorita, não lhe farei nada, você deixou cair sua carteira e seu celular no metrô, eu desci na mesma estação e pensei em devolver.

Oh Deus! Pobre homem, ela parecia uma louca paranoica, morrendo de vergonha, com o rosto vermelho como um tomate se desculpou mil vezes e jurou a si mesma que pediria ajuda a um psicólogo.

Conseguiu que a universidade lhe designasse uma terapeuta, um homem amável de lindo sotaque francês chamado Marcus quem teria que lutar com Bella e sua resistência para falar por meses e cujo primeiro conselho foi "faz exercício, isso te fará sentir menos vulnerável" "genial" pensou, "trabalho, universidade e exercício, a esse passo não chegarei aos vinte e cinco."

A poucos meses Isabella havia se tornado imprescindível, a promessa que fez para Stella a cumpriu e superou as expectativas dessa.

Aprendeu tudo em uma semana, o software sofisticado que havia implementado para arquivos e que ninguém compreendia, nas mãos de Bella foi como um simples jogo de criança.

A mesma Bella se surpreendeu diante isso, ela era uma garota manipuladora de livros, não de software;

Stella se aproximou um dia algo relutante e lhe disse:

- Eu sei Bella que nessa empresa não estão as suas expectativas, você me disse um dia, mas você tem demonstrado compromisso e vontade, coisas surpreendentes para uma garota da sua idade, além do mais, apesar de que não é seu sonho, é surpreendente como trabalha.

- De onde vem esse discurso Stella? Vai me demitir? - realmente Bella não acreditava.

- Não linda, como pensa nisso? Bella gostaria de subir de cargo?

- Claro Stella, claro que sim..

- Bella, sei que esse trabalho é chato, para o que te sugiro é pior, mas ao menos poderia sair algumas horas deste prédio, é mais dinheiro, mas mais responsabilidade.

- O que é Stella?

- Mitchell a assistente de Thomas Ford foi promovida como chefe da contabilidade em Nova Jersey e Thomas precisa de uma nova assistente, talvez você pudesse ser.

- Eu não entendo nada de contabilidade Stella, será um desastre.

- Thomas quer pessoas novas, nunca se deu bem com a Mitchell, Thomas é uma instituição nessa empresa, é o marido de secretária pessoal do Senhor Cullen, é intocável em muitos sentidos, mas é uma grande pessoa, muito honesto, tem ajudado muitas pessoas aqui, o que ele quer é ensinar alguém, não para substituí-lo, não, para isso existem quinze contadores nessa empresa, ele lida com folha de pagamento e necessita de alguém para manejar o mais simples, eu vou falar de você e de sua disposição para aprender. O trabalho consiste em levar seus arquivos, lidar com as chamadas com as companhias de seguros, fazer as voltar pertinentes para os bancos, papéis básicos, etc.

- Você tem certeza?

- Linda, não se preocupe, eu com essa inteligência estaria no topo do poder, já cheguei a ser chefe de arquivo, mas além disso eu não posso.

~x~

- Você vai gostar dela Thomas, você verá por quê.

Senhor Ford era alguém excêntrico, aparentemente um homem calado que lhe apelidava de "A Toupeira", parecia ter energia de coelho, não parava quieto e seu escritório era uma bagunça, cheio de papéis, grampeadores, lápis, marcadores, canetas e uma montanha de CD. Isabella chegou ao seu escritório e imediatamente se pôs a trabalhar sem mais delongas.

- Stella lhe recomendou, para mim isso sobra, se servir fique, se não volte ao arquivo. Você é inteligente?

- Bem, eu acho que sim senhor.

- Não ache, se é ou não é, assim fácil, não seja modesta mulher, é inteligente?

- Sim senhor!

- Então trabalhe querida, aqui é o único que sobra - Thomas lhe piscou um olho e Bella imediatamente se simpatizou com ele.

~x~

ELE, ELE, ELE... "A COISA MAIS DELICIOSA QUE EXISTE"

Um dia em Março, sendo as 7 da manhã, Isabella Swan, conheceu o muito estranho e misterioso presidente da Cullen Co. EDWARD CULLEN e desde esse dia sua vida mudou.

EDWARD CULLEN. TÃO LINDO QUE DÓI.

Stella mentiu, o trabalho não era nada simples, Thomas começou a dar mais responsabilidade do que ela havia imaginado e estava envolto em papéis, bancos e muita música.

Ela descobriu que este homem amava o Blues e jazz. Alguns dias eu escutava Glenn Miller, Ella Fitzgerald ou John Lee Hooker. Um dia o ouviu cantando Crawling King Snake.

- Nossa Thomas, isso é bom.

- Está brincando Swan? É o melhor. Quantos anos você tem?

- Dezenove.

- Conhece algo dessa música?

- Minha mãe.

- Tem bom gosto.

- Tinha - Bella conteve um soluço, ultimamente sentia-se nostálgica por tudo.

Na outra noite, havia chorado vendo um documentário do Discovery Channel, descobriu que a vida das suricatas era muito trágica e agora sem a proibição de seu pai, o nome de Renée era muito duro para ela, sentia sua ausência como se ela tivesse morrido ontem.

- Sinto muito garota - uma tristeza escondido se refletiu no rosto de Thomas, por experiência própria Bella sabia que aquelas pessoas de naturezas musicais como seu amigo, eram também mais próximas da melancolia.

- Eu sei o que é perder alguém que você ama... minha mãe tinha 80 anos quando morreu, viveu uma vida plena, sem dúvidas eu sinto muita falta dela, mãe é mãe.

- Sim.

- Bem, em honra a elas escutemos música, o que acha? Não acha que o velho "toupeita" sabe se divertir.

Já eram dois: Stella e Thomas, seus dois amigos, era bom ter alguém com quem compartilhar um bom café e agradável conversa.

Eles melhoraram a sua vida.

Nos últimos dias estava chegando para trabalhar muito mais cedo do que o habitual, não queria adiar com o trabalho.

Cumprimentou o porteiro, que já não se surpreendia ao vê-la chegar a essa hora da manhã.

Correu para o elevador para chegar ao sexto andar, de repente viu um sapato que se interpôs nas portas do elevador, logo esse se abriu para dar passagem para o seu mais glorioso da terra.

Imediatamente Isabella sentiu que deixava de respirar e grudou na parede do elevador, o homem nem sequer a olhou e ela ficou presa entre a parede e as coisas desse homem que cheirava como a glória.

Estava impecavelmente vestido, parecia um anúncio da Armani, com um casaco preto que o fazia parecer mais magro e suas mãos estavam cobertas com luvas da mesma cor "Deus Será que ele use luvas nessa época?"

Tudo nele era intimidante, Bella não pode ver seu rosto por mais de dois segundos, mas aqueles foram impactantes.

Logo chegou ao sexto andar, mas ela estava presa ali respirando o ar com aquele ser extraordinário. As portas se abriram e não teve a coragem de sair.

O homem não mexeu um músculo e as portas se fecharam de novo e Bella estava lá como uma mosca presa à parede, assim era como se sentia, uma mosca.

Seres como aquele foram feitos para lembrar aos demais seres humanos que existiam eles e os outros é dizer seres como ela, ratos e insignificantes.

O elevador chegou ao último andar, o da Presidência, ele saiu e deixou para trás Isabella Swan perdida na atmosfera sufocante da beleza absoluta captada pelos olhos.

Algo muito profundo e doloroso emergiu a partir do coração da menina, o sonho distante do príncipe encantado, que se escondia em sua mente romântica, ele estava ali, mas ela não era a donzela em perigo, era a meia-irmã grotesca da Cinderela que se ocultava em algum canto e via como o sonho de dançar a valsa em um grande salão branco, era vivido por outra.

Imediatamente chegou no banheiro do sexto andar e chorou como uma menina de dez anos.

Nesse dia soube que o elevador privado da presidência estava em manutenção, e que aquele homem era nada mais nada nada menos do que Edward Cullen, o presidente da empresa e seu chefe.

No dia seguinte, na mesma hora, ele voltou a aparecer, Bella silenciosamente cantarolou a música cantarolando baixinho a música da MGM, o homem merecia esse tipo de introdução: Metro-Goldwyn-Mayer apresenta; desta vez ela ficou de lado para poder observá-lo pelo canto do olho "não é real, como pode existir alguém assim? É ridículo."

O cabelo era de uma cor acobreada que parecia ser caoticamente organizado, seu nariz era reto e sua mandíbula firme e perfeita, as maçãs do rosto eram afiadas, nenhum cirurgião plástico poderia fazer isso, e seus olhos, Deus seus olhos eram verdes sem o castanho ao redor da íris, mas havia algo indescritível nele, uma rudeza no seu gesto silencioso e arrogante, uma separação do mundo.

Edward Cullen era indiferente, não tinha que ser muito inteligente para descobrir isso.

De novo o seguiu até o último andar, ele voltou a fazer o mesmo de ontem, sair da sua vista e desaparecer nos corredores do escritório.

- Thomas?

- Sim?

- Você conhece o presidente desta empresa?

- Edward Cullen? Todos os que estão aqui a mais de cinco anos o conhecemos, eu já estou a vinte e cinto, posso dizer que o conheço desde criança.

- É alguém intimidante.

- É muito mais do que isso.

- Conte-me - "Bell Swan você é uma fofoqueita."

- Por que está tão interessada?

- Levo meses trabalhando aqui e todos falam dele como se fosse algo irreal.

- Era uma criança simpática e brincalhona, um gênio, todo mundo acreditava que seria o próximo grande pianista dos Estados Unidos, mas chegou a adolescência e se distanciou e seu pai, tornou-se um garoto problema, deixou o piano e a música. Sua mãe sofreu muito, não havia semana que não lhe tirasse de um problema, algo muito obscuro lhe aconteceu. Foi para Harvard estudar Direito, mas dali saiu e ninguém soube por que, desapareceu por meses, não deixou nenhum rastro, um dia como se nada tivesse acontecido, voltou como um selvagem, com um louco; ele se matriculou na Universidade de Yale, cortou o seu cabelo e, em menos de quatro anos terminou seu estudo de administração financeira, um gênio te disse, aos 24 anos se tornou presidente da Cullen Co. e aqui está ele... inacessível.

- Nossa.

- Sim, mas o que lhe falta sobra no seu pai, qualidade humana, é uma máquina.

- Sua esposa lhe contou muito sobre ele.

- Não, Cathy é leal a sua família até a morte, quando chegamos em casa, nunca falamos de trabalho. Oh sim Bella, esse velho tem uma vida além das folhas de pagamento da empresa Cullen, essa vida é Catherine Cope, ainda que ela ache que não assim, eu perdi a minha aliança faz alguns anos e não me perdoou, ainda que eu tente todos os dias.

- A conheceu aqui?

- Sim, ela foi a secretária pessoal de Carlisle durante 19 anos, agora é a secretária do seu filho.

- Eu aposto que a fez se apaixonar com seu bom ouvido musical.

- E o meu encanto pessoal menina, esse velho tem seus segredos, o qual se resumem em um só, ela manda e eu obedeço.

Ambos soltaram uma gargalhada, mas Isabella não tirava seu olhar do seu objetivo primordial.

- Parece que você não gosta do Sr. Cullen.

- Não, eu não gosto, mas Cathy o protege contra tudo, assim que eu não abro minha boca. A base do poder não é ser um indiferente com seus subordinados, se trabalha com ele, não para ele, é diferente, seu pai sabia muito bem.

Rogou no dia seguinte para que ele aparecesse, esse homem era uma experiência estética; ao menos ela teria a oportunidade de vê-lo, para lembrar quando velha que tinha visto o homem mais bonito do mundo "que adolescente sou, bah não importa." Fantasiava em passar suas mãos por esse cabelo.

Então chegou, mas não sozinho, estava acompanhado por mais dois homens, quase tão impressionantes quanto ele "Esses homens não são deste planeta", pensou Isabella "sobreviverei nesse elevador?" não pode conter-se e riu baixinho.

Um dos homens, o mais alto virou-se para ela, sorriu e duas lindas covinhas apareceram em seu rosto, acenou com a cabeça numa saudação.

- Então, você tem que ligar para a mãe para dizer que não vai - o homem das covinhas falou com reprovação "esse deve ser seu irmão, eu tenha ouvido falar dele, pelo seu tamanho que um homem tão alto, como se chama? Oh sim! Emmett!"

- Não só a sua mãe, a pior é lice - o terceiro homem, um adônis de cabelos loiros com um sotaque sulista falou em tom de zomba..

- Deus sabe o que ela é capaz de fazer.

- Não se preocupe eu vou ligar para as duas e as acalmar.

Bella apertou os punhos, para completar o cara tinha a voz mais sexy que ela já tinha ouvido em dia vida "essa situação é risível."

- Você é o presidente desta empresa, se supõe que deveria ir ao evento anual de caridade, é uma tradição.

- Uma tradição que tem quebrado por dois anos, não acho que Alice e Esme vivem contentes com isso.

- Por isso tem Carlisle, é ele que sempre querem ver, não eu.

- Não é o mesmo irmão.

- Eu não quero uma centena de fotógrafos atrás de mim, eu não sou um fenômeno de circo, não desejo ver pessoas hipócritas que me dão a mão como se me conhecessem por toda a vida, eu odeio bajuladores.

- É o preço do poder meu amigo.

- Um preço que não quero pagar, Jasper.

- Diga a verdade Edward, você não vai porque Jacob Black vai estar lá.

- Também.

Emmett sorriu maliciosamente e olhou para o seu irmão

- Vamos Eddie, há algo mais, não vai porque suas fãs vão te esperar com ansiedade, todas saltas em você como gatas no cio e não sabe o nome da metade delas, ainda que que tenha conhecidos todas, digo de uma maneira bíblica.

- Você é um idiota Emmett... você não é engraçado ... e não me chame de Eddie... sabe que eu detesto.

- Você leva tudo muito a sério irmão.

A porta se abriu e o grande homem se virou para Bella:

- Tenha um bom dia - Emmett ofereceu aquele sorriso amigável que dava para todos.

- Obrigada senhor - Bella respondeu Bella "por favor, que não esteja vermelho como um tomate, por favor."

O mesmo fez o loiro, esse ofereceu-lhe um gesto digno de um cavalheiro antigo.

- Senhorita.

Mas foi o olhar frio e seco de Edward Cullen que paralisou o seu coração, esse virou e a olhou dos pés a cabeça.

Isabella teve a terrível sensação de que ele a olhava com a indiferença que se olha um vaso quebrado, algo que ocupa um lugar no espaço e não tem a menor importância.

Nesse momento queria ser a Alice no País das Maravilhas e tornar-se tão pequena, tão pequena para esconder-se debaixo do tapete.

Nesse dia Bella passou inquieta e desconfortável. "Mosca, você é uma mosca", foi o olhar de Edward Cullen, que fez surgir a insignificância que James havia plantado em seu interior.

Não buscava um amor à primeira vista, não! Ela não era uma adolescente de dezessete anos desmaiava quando o garoto mais bonito de Forks a olhava, não! Ela já tinha passado por isso (para sua desgraça, James a tinha olhado e ela tinha caído no seu encanto) Não! Ela buscava reconhecimento de ser uma pessoa, Emmett e Jasper o tinham feito.

Ela compartilhou com eles um espaço de tempo, ouviu algo pessoal e ambos entenderam que ela sem querer tinha se misturado na privacidade da conversa, mas ele... ele simplesmente a olhou e não reconheceu sua humanidade.

Se nesse dia seguinte tinha esperado vê-lo no elevador, no próximo orou para que o elevador privado já estivesse arrumado.

Não quis se arriscar e as 7:05 da manhã o Sr. Todo Poderoso apareceu. Ela se escondeu atrás de uma das colunas do saguão do primeiro andar.

Esperou durante cinco minutos até o aparato descer.

Esse estava repleto do seu cheiro, da sua colônia, da sua presença. Bella ficou ali durante vários minutos até voltar a recuperar os sentidos.

Naquele dia passou em um estado quase hipnótico, o perfume de Edward Cullen estava em seu interior, provocando um estado de excitação que nunca tinha tido em sua vida, nem sequer James tinha produzido isso nela.

Sabia que essa sensação estava tingida ao mesmo tempo com a consciência de que a situação era extremamente patética.

À noite, no seu pequeno quarto de gnomo como se fosse um crime, o pesquisar na internet.

Haviam centenas de histórias sobre ele, mas a maioria eram vagas e não diziam nada, apenas o superficial, mas todas coincidiam com o caráter esquivo e misterioso do personagem, era como se fosse um fantasma do mundo corporativo.

Sobre sua vida pessoal havia escassamente duas pequenas resenhas, uma das quais era da sua família e outra sobre sua vida afetiva, o qual cuidava zelosamente; o artigo poderia ser resumido em uma frase: Muitas amantes, mas nenhuma especial, ninguém tinha podido ascender ao trono do Edward príncipe encantado Cullen, portanto, ninguém tinha obtido a jóia da coroa.

Bella pensou quem pode quebrar esse muro de indiferença e arrogância?

A última vez que o viu, quer dizer tão perto, foi no lugar de sempre.

Entocada no canto sentindo seu perfume uma Bella silenciosa como um gato a espreita levantou sua pequena mão e a dirigiu ao seu sobretudo, os segundos eram tudo, um de mais ou um de menos marcavam a diferença.

Tocá-lo ainda que fosse por um minuto, um só; com cautela colocou um dos seus dedos no vestuário caro, algo tão leve, mas tão fundamental era aquele toque; sim, a meia-irmã grotesca da Cinderela tinha um pouco de conto de fadas.

De repente, sentiu uma corrente elétrica em seu corpo e imediatamente retirou a mão, mas para o horror dos horrores ,Edward Cullen desde o seu trono de desdém virou-se para ela.

- O que foi isso?

Oh Deus!

Como sempre que Bella Swan estava em situações limites chamava o espírito estóico e espartano de seu pai, Charlie, apertou os músculos da face, reprimido qualquer gesto e sem medo respondeu:

- Ao que se refere senhor?

- Uma corrente elétrica.

Ele sentiu! Ele a sentiu!

- Desculpe Sr. Cullen - "oh seu nome pronunciado é como merengue no paladar" - Eu não senti nada.

Naquele momento as portas do elevador se abriram e com um gesto de confusão Edward Cullen se foi.

Nessa noite, Bella teve um sonho, mais do que um sonho foi uma sensação fantasma que percorria através de seu corpo da cabeça aos pés, um ar quente, algo que respirava no seu pescoço. Oh esse cheiro! Esse maravilhoso perfume! Logo aquela respiração começou a percorrê-la lentamente, de maneira tortuosa, sentiu-se pesada e expectante, seu corpo transpirava e doía.

Aquele ofego e respiração pararam em seus mamilos, que não pare! Por favor! Por favor! O sentiu em seu umbigo.

Bella lambia os lábios e agarrava os seus lençóis com força. Virgem Maria! Estava em seu sexo, um sentimento nascido do inconsciente a fez abrir suas pernas e aquela respiração não ocorreu só uma, não duas, mas três vezes com força, como se toda a respiração se verter nela. O corpo de Bella se contraiu, seu sexo palpitava e acordou gritando de prazer.

Com um impulso sentou em sua cama, o coração batendo a mil por segundo, mas ainda com aquela deliciosa sensação de agonia em sua carne; estava molhada pela excitação.

Acendeu a luz do seu quarto e quando comprovou que estava mesmo sozinha, Bella ainda perturbada e inquieta levou uma mão a sua boca para calar sua risada, olhou no espelho e viu seu rubor característico nesse momento.

Deus! Havia tido um orgasmo! O seu primeiro.

James a levou ao atraso sexual, ela o sabia, não podia pensar em fazer sexo com alguém sem pensar na terrível cena que tinha presenciado.

Aquele ato brutal e grotesco que ele executou para castigá-la, seu sexo erguido em frente a ela, sua zomba, suas palavras você se acha melhor do que eu? Não é assim? Estúpida mosca morta.

Suas palavras eram marteladas na sua cabeça, a repugnância de sua condenação vou te foder como um animal, você vai me amar, puta por que não podia esquecer? Até quando aquela memória iria marcar sua vida? Estava condenada a se lembrar.

Aquele sonho a fez consciente do erotismo estava somente no terreno da inconsciente, nas folhas de um livro ou um sonho febril, mas nunca no terreno da realidade. Bella se recusava a ceder a qualquer desejo, a necessidade instintiva da luxúria, isso não era para ela, já que em algum momento ele viria dizendo-lhe: "Você não é mulher o suficiente para um homem, é uma coisa sem graça e morta."

~::~

VENDER A ALMA AO DIABO

- Você gosta do que vê?

"Oh sim garoto, me encanta."

- Mmm... - ela suspirou, era a chapéuzinho vermelho, excitada pelo lobo feroz a ponto de dizer como em um filme pornô ruim "que pau tão grande você tem bebê".

Aquele homem nu e perigoso diante dela era algo digno de ver, e seu precioso membro erguido dizendo-lhe "vou te atacar", enquanto que ela pensava, "oh sim bebê, acabe comigo, até que eu esqueça o meu nome".

Ela queria fazer algo que sempre desejou desde a primeira vez que o viu: sua boca sobre ele e engoli-lo para saber se era verdade tanta beleza.

Queria saber se aqueles mitos que as mulheres comentavam sobre Edward Cullen lhe faziam justiça.

"É tão grande," Oh sim, era!

"Tem umas mãos capazes de fazer você vir com um toque" garotas suas mãos são extensões de outra ferramenta.

"Sua língua... não há palavras para a sua língua".

"Sabe maravilhas" isso sabia, sim senhor!

"E é tão malvado" não importa se quer me matar, mas uma noite com ele vale tudo.

Como um felino a mulher se lançou até o pênis daquele homem e de uma só vez o levou até a sua garganta. Caralho! Isso é o maldito céu! Mas de repente ele agarrou o cabelo dela e a fez gritar de dor e se retirou da sua boca.

- Você é uma menina má, muito má - disse ele aproximando-se de seu rosto - ainda não pequena Jane, não é hora da sobremesa - e a beijou para depois mordê-la proferindo dela seu segundo grito de dor.

Sem aviso prévio, a lançou na cama com violência até a cabeceira da cama.

- Você está molhada para mim pequena Jane, eu acho que não - dizendo isso desceu suas mãos e puxou os pequenos pelos púbicos provocando mais dor e excitação, depois começou a jogar com seu clitóris com sua língua imitava o ato da copulação.

Merda! Está fodendo com a boca, oh sim, não é um mito, esse homem é um deus.

O movimento de sua mão em sua parte inferior se tormou mais violenta, introduziu um dedo, depois outro e um terceiro, oh bebê, ouvi que você tocava piano, mas isso é... celestial!. O movimento era tão rápido que Jane começou a tremer, gritava como uma louca. Vou queimar, explodir.

- É isso que você quer pequena Jane?

- Sim, sim, sim.

- Você quer muito pequena menina, isso é apenas o começo, vou fazer você vir de uma maneira que por um segundo vai acreditar que seu coração parou de bater.

Piedade, piedade!

Teria dado a metade de seu sangue dele, doado suas adoradas joias, queimado seus dois carros... vendido sua alma ao diabo para ter Edward Cullen entre suas pernas, ameaçando seu pau que a faria explodir como uma bomba atômica. Só teve que esperar dois anos para que ele finalmente se dignasse a chamá-la.

Obrigada, obrigada Cristo! E toda a sua corte de anjos, prometo ser uma boa menina, tomar minha sopa de legumes, rezar as minhas orações, ajudar os idosos e toda a merda de boas ações que não fiz na minha vida só pelos orgasmos múltiplos que este homem esteja disposto a dar.

O tinha conhecido no museu de arte, Rosalie o tinha apresentado como seu novo cunhado, ela ficou paralisada ao vê-lo tenha cuidado Jane, ele é lindo e sabe disso.

Ela tinha lhe dito, é um bastardo, oh sim! Maldito filho da puta. Lhe fez implorar por dois anos, tinha beijado o chão que Edward pisava se fosse necessário, colocar-se de joelhos e implorar.

Foi rude e desconsiderado, lhe deixou plantada dezenas de vezes para depois se desculpar com flores e um par de brincos de esmeraldas e rubis (ela amava tudo isso, ele sabia) cachorro! Edward sabia que seu desejo por ele a faria humilhar-se não uma, mas várias vezes, mas valeu a pena Oh sim, Deus, claro que sim.

Todas aquelas noites em que frustrada ansiava e sonhava com Edward Cullen ,não a preparou para a agonia e o êxtase que lhe provocou. Arrogante! Animal! Estava certa de que durante dias não poderia caminhar. certeza que eu não podia andar por alguns dias.

Quando lhe disse que seu coração iria parar por um segundo, ele não se vangloriava, seu coração se pequenos ataques cardíacos, cada orgasmo foi a glória.

Ver sua língua lambendo, como a chupou até o ponto que ela acreditava que toda a sua medula seria tragada por ele, ah e não só chupou, mas mordeu, as deliciosas palmadas incentivando-a a gritar, as posições de contorcionista que a obrigava a realizar.

Este homem não só encontrou o seu ponto G, ma (se existem Edward conhecia todos eles).

Oh! E quase morre quando o viu lamber os dedos com os sucos da sua excitação... Senhor! E quando permitiu a sobremesa. Oh la la!

Ela poderia seguir vivendo? Tudo foi perfeito, até sua boca suja dizendo coisas que fariam corar até o Marquês de Sade*.

* Marquês de Sade: foi um aristocrata francês e escritor libertino. Muitas das suas obras foram escritas enquanto estava na Prisão da Bastilha, encarcerado diversas vezes, inclusive por Napoleão Bonaparte. De seu nome surge o termo médico sadismo, que define a perversão sexual de ter prazer na dor física ou moral do parceiro ou parceiros.

E o melhor, o melhor do melhor; era como comer um sorvete e deixar a cereja para o final: ele em toda a sua glória dentro dela.

Deu graças por ter tido tantos amantes, todos eles a tinham preparado para semelhante tamanho, para o poder de leão de suas investidas, várias vezes achou que a partiria em duas. Mate-me! Quero morrer, esse é o momento perfeito.

Aquele ser poderoso controlava seu prazer para fazer que ela suplicasse.

- Faça já! Não suporto. - então escutava seu rugido de fúria que ameaçava sua própria convulsão.

Ao amanhecer e Jane quase inconsciente, o viu se vestir.

O olhou com certa nostalgia, sabia que seria a única e última vez, estava ciente disso, ele mesmo o disse com uma franqueza brutal desprovido de qualquer cavalheirismo e amabilidade.

Todas as mulheres que tinham estado com ele sabiam ... ele não voltava, não retornava as ligações e quando se encontrava com muitos delas nem sequer lembrava de seus nomes.

Lentamente se aproximou e a cobriu com um lençol, tirou uma mecha de seu cabelo loiro que cobria parte do seu rosto.

Era muito mais do que Jane esperava, este gesto foi, talvez um prêmio por sua paciência em dois anos, um presente mais importante que as flores ou as joias.

- Está frio, cubra-se bem, o quarto está pago durante dois dias, você pode pedir o que quiser, não importa.

- Obrigada Edward.

- Para que não diga que sou um filho da puta.

Essas palavras as pronunciou de costas para ela, enquanto colocava o seu Rolex.

Jane não viu a careta triste que marcava o seu rosto.

- Eu nunca direi isso, você não é um filho da puta, pelo menos não muito.

- Adeus pequena Jane.

- Adeus Edward.

Ela esperava um beijo, ainda que fosse um na testa, mas esse nunca chegou.

Algo de ternura era o que toda mulher agradecia depois de uma noite de paixão.

~::~

UM MONSTRO?

Enquanto caminhava até o seu carro, repetia para si mesmo eu sou um maldito, claro que sim, uma máquina, por acaso não dizem todos? Muito obrigado Jessica, muito obrigado por fazer de mim um monstro.

Necessitava controle, era sua natureza de máquina, nada poderia ficar ao azar, essa era sua maneira de controlar a si mesmo, algo que saísse de sua obsessão pelo controle o levaria de novo a loucura e desenfreio, era algo que ele não podia permitir.

Durante muitos anos, o sexo era o último vestígio daquela natureza selvagem que tinha surgido quando tinha treze anos e todo o seu mundo tinha vindo abaixo.

Era uma fome e um desejo mais poderoso do que qualquer um de seus outros vícios, mas ultimamente estava entediado e revoltado.

Esperava fazer dois anos não era o seu modus operandi, se fazia desejar, essa era parte de sua estratégia, mas não tanto como para que ela perdesse o interesse.

Com Jane, foi mais um jogo para provar a paciência das mulheres e para provar a si mesmo sua capacidade de manter o desejo, mas na verdade não estava interessado em nada nem em ninguém.

Fazer que ela gritasse de prazer era um ato egoísta, ainda que nenhuma delas pensasse assim e se o faziam não importava; era uma estranha mandeira de sentir-se humano, mas ao mesmo tempo os orgasmos proporcionados com tanta mecânica precisão o fazia sentir muito mais longe da mulher.

Durante muito tempo tinha odiado o preservativo, com Jessica nunca o utilizou. Maldita seja! Depois de seus três companheiras estáveis (se é que assim se pode chamar aqueleas que por mutuo acordo haviam concordado em ser o "encontro para foder" de maneira periódica) tinham tido que estar reguladas por um médico da sua inteira confiança, não queria correr risco de nenhum tipo, ainda mais uma gravidez. Nunca mais!

Mas cada uma dessas três mulheres violaram os acordos estabelecidos para aquela "relação" acontecesse, duas delas pronunciaram as palavras proibidas "algo mais" enquanto que a terceira abriu a boca; imediatamente rompeu com elas.

Aquelas palavras e atitudes desfaziam qualquer acordo regido por duas leis básicas: silêncio e nada de emoção.

Quando se deu por vencido optou por relacionamentos que não durariam mais do que uma noite, até havia pago "profissionais" foi então quando o preservativo se tornou seu melhor amigo. Agora era sua maneira de se afastar tacitamente delas.

O látex que o cobria era sua maneira de não tocá-las realmente, de não estabelecer nenhuma intimidade física, eram dois mundos diferentes.

O estar dentro de cada um sem realmente estar, era sua maneira de não sentir nem uma mínima emoção, nenhum interesse, nenhum sentimento.

Pouco a pouco ia crescendo um deserto de indiferença, pressentia que em alguns anos já não teria alma.

Ele se afastou de todos, especialmente do seu pai, ou poderia especificar o que sentia por ele ainda depois de tantos anos, ódio, decepção ou um amor vergonhoso.

Carlisle sempre esteve ali para ele, ainda que Edward fez todo o possível para tirar na cara do seu desprezo; mas sempre, sempre esteve ali para ele. Ainda assim no enorme caminho percorrido de sucesso de Carlisle, seu filho Edward Culle era o seu maior fracasso e se odiava por isso.

Não podia olhar no rosto de Esme, nunca houve uma censura, nunca um julgamento, sempre com os braços abertos para recebê-lo, mas ele se negou a qualquer toque ou a ouvir quaisquer palavras de incentivo, não dela, especialmente dela.

Quanto aos seus irmãos que desconheciam parte da história e o viam como uma espécie de super-herói, era difícil se comunicar com eles.

Emmett era tão diferente dele como dia da noite, mas a capacidade de tolerância e bom senso de humor desse o fez imune à secura de seu irmão, e Alice hiperativa, intuitiva e vivas, seu sol pessoal. ela era a única coisa que o reconciliava com o mundo, mas até quando?

Quando Jasper começou a sair com ela, o mandou investigar, mataria qualquer um que se atrevesse a magoá-la, sem remorso, nenhum indício de culpa.

Ultimamente, pressentia que toda sua família o olhava com um estranho gesto de pena, essa autossuficiência era visto como fortemente construída por eles e com justa razão como sinônimo de solidão, a qual se negava a enfrentar.

Se envergonhou um dia ao se dar conta da inveja que eles lhe produziam.

Todos eles tinham encontrado sua alma gêmea, se amavam tão louca e desesperadamente que às vezes era difícil estar na presença deles, Edward acreditava firmemente que no conjunto familiar ele era a ficha que sobrava.

Emmett dependia de Rosalie, ela era a força que ele necessitava para a sua vulnerabilidade de menino e Alice se adiantava nas necessidades de Jasper, enquantl ele parecia entender os seus desejos.

Vendo a todos eles pensou um dia:"queria estar apaixonado por alguém ou algo, ainda que fosse uma ideia."


N/A: Deixar comentário é quase tão bom quanto ficar presa no elevador com Edward Cullen


Decidi usar as frases que a autora usa em cada capítulo sobre comentários, tem uns ótimos =P

Agora sobre a fic, bem eu tenho autorização dela faz um bom tempo, e finalmente pude abrir. Essa fic é grande, tem os capítulos enormes, e é SUPER conhecida, tem quase 8 mil reviews até esse momento, e ainda não está concluída. A estória é muito boa, sabe aquela fic que não da vontade de parar de ler? É essa. Mas como vocês podem ver os capítulos são bem grandes e até eu concluir pelo menos 3 ou 4 fanfics ela vai ficar como GP e JOotB, de 15 em 15 dias, mas também dependo de vocês e da resposta que a fic vai ter, porque é quase um dia todo para traduzir um capítulo dessa fic, às vezes mais.

Esse é a última fic que eu vou abrir nesse mês. Talvez eu abra uma lá no finalzinho, mas depende muito, não tenho certeza. Fiz uma lista das fics que estão mais perto do final e vou me dedicar a elas para deixar os capítulos prontos e só postar.

Então ficaria muito feliz de saber a opinião de vocês sobre o Darkward, ou como ele é conhecido entre as leitoras, o Dragão. Agora ele também é nosso, desfrutem.

Preview: Quem comentar vai ganhar uma preview, quem tem conta mandarei por PM (se não quiser a preview, é só avisar) e quem não tem deixa o email como no exemplo: edward(underline)cullen(arroba)fanfic(ponto)com, escrevendo os simbolos entre parênteses, porque se escrever normal o FF some com o email.

Beijos e até daqui 15 dias

xx