O LIMITE DO CAOS

Sinopse: Bella Swan foge de Forks para Nova York para reconstruir sua vida, mas com o tempo, ela tímida e calada verá como o seu mundo se converteria em uma total loucura quando se encontrar presa pela obsessão de quem menos acredita, o misterioso Edward Cullen.

Disclaimer: A fanfic pertence à sachita1212 que me autorizou a tradução, Twilight e os seus personagens pertencem a Stephenie Meyer, e a mim somente a tradução.


Capítulo 8 – Beijos Enfeitiçados

Durante o primeiro mês de trabalho entre Edward e Bella, foi um desastre para ambos.

Ela chegava em casa jurando que iria se demitir no dia seguinte por ter que trabalhar com esse idiota, arrogante, estúpido, maldito, lindo, sexy, insuportável, canalha, milionário de merda, Cullen. Enquanto que ele sem dificuldade a criticava por tudo: A cara estava mal digitada, sem saber que ela era estudante de literatura. "Swan, por que não ligou para o Japão?" Claro que ligou seis vezes, mas o senhor Akechi estava furioso porque o senhor Cullen não devolveu sua chamada umas semanas atrás. "Swan, não assinei os cartões de crédito da minha irmã, você faria o favor de cuidar disso", se as colocou sobre a mesa fazia dois dias, mas os cobriu com documentos, e foi ELE que esqueceu de assiná-las.

A verdade é que para Edward a senhorita Swan fazia sim todo o seu trabalho e o fazia muito bem, o que acontecia era que sentia falta da Cathy. Com ela podia falar de qualquer coisa sobre todas as coisas que não estavam ligadas ao trabalho, em troca com o patinho feio Swan não tinha possibilidade de nada, era a mulher mais seca, déspota e antipática que tinha conhecido na sua vida; o único bom dela era seu café e que não parecia importar nada sua vida pessoal. Não queria demiti-la, primeiro porque Cathy a tinha recomendado e a mulher era boa, já sabia fazer cada coisa que uma nova secretária não poderia, não tinha paciência para trenar uma nova.

Sua irmã Alice estava fascinada com ela, pois Swan sempre estava pendente de tudo relacionado com suas contas, transações, consultas médicas e mais, igualmente com toda a sua família. Emmett lhe disse um dia que quando se cansasse ele a receberia com prazer. Carlisle desde a morte de Thom também contava com a secretária do seu filho, ainda que não de maneira frequente, toda a família Cullen dependia da Swan da mesma maneira que dependeram uma vez de Catherine Ford.

Pouco a pouco tudo foi se normalizando entre os dois, isso é dizer que ela sabia que queria a ele em questão de trabalho e ele contava com ela, como se conta com um computador. O mais decepcionante para ambos é que parecia ser a relação mais profunda e intima que eles teriam em sua vida; Edward e Bella estavam conscientes disso e de uma maneira quase cósmica ambos pensaram que eram um par de idiotas patéticos.

Aquele comentário que a antiga secretária fez de que ela cuidaria da vida de Edward Cullen de uma maneira que nem ele sabia, era uma realidade.

Em seu blackberry, quer dizer o que a empresa lhe deu, tinha os números particulares da casa de casa um dos membros da família, além de seus contadores, estilistas, banqueiros, jardineiros, odontólogos, motoristas e uma quantidade ridícula de pessoas que atendiam a todos, os ricos eram seres estranhos.

Tinha o número do celular e da casa do seu chefe, coisa que nem em esta nem em outra vida Isabella utilizaria, mas foi necessário, pois se algum imprevisto acontecesse, também colocou o dela no blackberry dele, quer dizer seu telefone oficial como sua secretária, nem morta lhe daria seu número pessoal.

Cuidava de tudo, absolutamente tudo, suas contas privadas, os empregados pessoais que trabalhavam para ele, cozinheiro, motoristas, roupeiros, as pessoas que limpavam seu apartamento. Sabia seus endereços, cuidava dos seus seguros médicos, suas permissões, etc, etc. Sabia quem eram os seus médicos, seus advogados, seus contadores, ainda que se negasse a ter publicistas ou assessores de imprensa, coisa que sua irmã o criticou com furor, Bella escutou o que lhe disse "não sou nenhum maldito ator de Hollywood para ter essas idiotices" até tinha um veterinário para o seu cachorro, o que além do mais contava com alguém especial para passear. Esta era a parte mais fácil do seu trabalho, já que tudo relacionado com o real, quer dizer secretária do mega poderoso senhor Cullen, era algo que ela não estava preparada, psicologicamente.

Falou com multimilionários, banqueiros, políticos, até teve contato com três presidentes. Era assustador. Quase morre quando a secretária de Toni Morrison confirmou um encontro com Carlisle Cullen para jantar em sua casa.

"Desculpe, Toni Morrison?

"Sim senhorita."

"A escritora de A Canção de Salomão?"

"A ganhadora do Nobel? Wow, é fantástico, sim claro que sim, vou comunicar a ele agora mesmo." Thomas querido, estaria orgulhoso de mim, é verdade o que me disse, por ti vou manter esse trabalho, claro que até que o imbecil não me tire o juízo. Todo desse mundo de poder absoluto a deixava assustada. Era como ver deuses brincando com os homens; jogos de xadrez concentrados e cruéis onde o mais astuto sempre ganhava, sim, e ela jogava o jogo com o rei da partida. Não podia nega que essa coisa quase inumana era o melhor.

Às vezes chegava com esse ar de imponência como se fosse comer o mundo. Pisava forte e deixava um rastro de perfume, arrogância e sexualidade leonina. Lauren era a mais afetada de todas, não sabia se mover ou falar, era engraçado ver como ele a olhava, entre o tédio e a indiferença. Em outros dias, chegava carrancudo, não sabia do seu escritório nem para almoçar, as perguntas mecânicas que Bella lhe fazia, ele as respondia sem vontade, em outros era pior, parecia que não tinha dormido em dias, estava nervoso e calado como uma rocha. Ele curava em saúde dizendo a todas elas que não passasse nenhuma chamada com exceção da sua mãe e irmã, então estar apareciam como por mágica e o arrastava com ela para jantar; no dia seguinte estava melhor, quase alegre, mas nunca, jamais sorria.

Um dia Lauren chegou com as revistas Newsweek e a People; em ambas ele aparecia; na primeira o chamavam de o homem mais poderoso do país com menos de trinta anos e na segunda como um dos solteiros mais cobiçados dos Estados Unidos. Ambas coincidiam o poder, a inteligência, a beleza e o total mistério de Edward Cullen, nenhuma conseguiu uma entrevista e muito menos que alguém próximo a ele, falasse, tudo eram especulações, além do mais, afirmava que quem falasse dele certamente teria tremendas consequências com um exército de advogados dispostos a destruir quem se atrevesse a apontar até o divino rosto do todo poderoso senhor.

Todos comentavam que o editorial Aro Volturi estava atrás dele, mas que não havia conseguido nem se aproximar, além do mais toda a família Cullen tinha como aliados o melhor editorial do país, a editora Black, cujo dono era amigo pessoal do patriarca Carlisle. Ao ver as revistas, ele só fez um grunhido de desgosto, odiava ver a si mesmo nesse tipo de coisa, fotos, comentários e especulações sobre sua vida era o que ele menos queria, todos de alguma maneira queriam se meter em suas entranhas, era asqueroso, todos julgando, inventando teorias, esquadrinhando seu passado. Isso era o que mais lhe assustava... seu passado, ao menos Carlisle se ocupou de calar todos aqueles anos de sua vida, porque todos estariam na mira publica; seu pai e ele teriam muito que explicar.

~xXx~

Para Bella já havia chegado a hora de falar sobre que tema faria sua tese de graduação. Não se explicava como o fazia, trabalho, universidade, uma hora de exercício.

Darcy se converteu em um gato lindo e gigantesco, além de possessivo e territorial com ela. Bella o adorava como um bebê, o animal chegou justamente no momento, quando ela precisava desafogar seu amor, ternura e capacidade de cuidado em alguém. Tratava de estar cuidando de Charlie, falava com ele quase todos os dias. O webcam foi uma grande ideia, já que às vezes pareciam compartilhar o mesmo espaço. Por outro lado Peter alegrava suas noites com conversas alegres e um tanto mórbidas dos mil e um namorados que tinha, muitos deles imaginários, Bella sabia que o garoto era como um cão guardião, mas que nunca mordia. Seu namorado real era um chef italiano com quem estava junto a mais de três anos, o problema com Carlo era que o garoto não se decidia em sair do armário em frente a sua família de machos italianos, que o único que desejavam era que se comportasse como um garanhão e desse dez netos para a mãe desse.

- Do que será sua tese Bella? Estamos esperando para ver como chuta a bunda desses arrogantes professores de literatura da NYU.

- Estou pensando.

- Bronte... Austen eu estou imaginando.

- Não sei, quero unir de todas elas em um tema comum.

- Qual?

- A natureza da obsessão, a maldade e o amor.

- Não entendi.

- Por agora não posso explicar muito bem, mas acho que esse será o meu tema.

- Soa como algo maravilhoso, estou impaciente, bom e falando de maldade, olha o sutil que sou, como está indo com o deus do sexo que tem como chefe? Senhorita secretária pessoal do Edward Cullen.

- Vou bem.

- Deus, Isabella, se eu fosse você o teria violado mil vezes em seu escritório, colocaria um desses sapatos maravilhosos que você comprou e pararia nua em frente a ele e lhe diria: ordene senhor.

- Por favor Peter, é um imbecil.

- O que importa! Não vai casar com ele, só imagina uma experiência estética com Edward Cullen, uma noite o vendo nu em frente a ti, e dai se é um idiota e um babaca? Tape a boca com uma calcinha preta e que o resto do seu maravilhoso corpo fale por ele.

- Você tem uma mente muito suja Peter.

- Vamos amiga, eu não sou o escritor aqui, você é a que tem imaginação, não imaginou nenhuma vez, por mero exercício mental como será esse homem e sua boca, seus dedos... tudo?

- Não.

- Mentira.

- Não, é tão insuportável que é capaz de castrar até minha imaginação.

Como gesto de raiva e diversão Peter mostrou a língua e lhe disse querida, o amor não é literatura senão escreve na pele, isso escutei de uma música em espanhol, Carlo está me ensinando a falar.

~xXx~

- Você deve se comportar em frente a Billy e seu filho Jacob Black.

- Por que tenho que fazer?

- Edward pare de falar como um adolescente, comporte-se como o presidente dessa companhia, Billy é meu amigo, um sócio muito importante, seus problemas com Jacob estiveram a ponto de arruinar essa relação.

- Vamos Carlisle, Jacob me odeia como eu a ele, isso é algo que nunca poderemos corrigir, além do mais estou certo de que ele foi o culpado do vazamento de informação que tivemos com Coleman, foi sua culpa.

- Não sabemos, além do mais o pobre garoto é editor de livros, o que tem ele a ver com nanotecnologia e informática?

- Pode ser que ele não saiba de nada, mas com o objetivo de me arruinar é capaz de fazer qualquer coisa.

- Edward Cullen, já chega, o que passou, passou, Jéssica morreu e parece que matou vocês dois, já basta.

- O que foi que aconteceu com quem? – nesse momento Emmett entrou, quem sempre ficava perdido em toda a conversa.

Billy e Jacob Black chegaram com seus advogados. O pai estava em uma cadeira de rodas, mas era um homem sorridente e jovial, flertou com Lauren e Angela, o filho era um ser gigantesco de quase dois metros de altura, moreno e com olhos escuros como o carvão; Lauren fez seu ato de desabotoar a camisa, ato que para o garoto passou despercebido; estava incomodo e parecia enojado. Todos entraram no escritório.

- Viu o tamanho desse homem?

- Sim, é enorme Angela, maior que Emmett.

- Dizem que odeia o Edward, que ambos se detestam, ninguém sabe por que, eram bons amigos quando criança, mas de um momento para outro brigaram e agora apontam as armas com os olhos ou melhor, disparam balas.

A voz do dragão ressoou pelo intercomunicador como ela nunca o tinha escutado, todas saltaram. Chamava a Bella.

- Demônios! Esse homem não sabe fazer nada além de gritar? – Lauren estava sufocada, não pela voz de Edward, mas porque Jacob Black não tinha olhado para ela, dia a dia se via afastando do sonho de ser da classe alta de New York e odiava isso.

Bella já acostumada com o temperamento bipolar do seu chefe, parou com paciência, respirou fundo, cantarolou Born to be Wild e pensou somos selvagens.

O ambiente era tão tenso que dava para cortar com uma faca, Bella sentou-se afastada de todos, mas pode ver efetivamente que Edward e Jacob se odiavam, pareciam dos animais a ponto de matar.

O pai do gigante falou.

- Sabe Carlisle que cada dia Aro Volturi está tentando ganhar mais terreno e eu não gosto disso, lançou essa revista de péssima qualidade, Secrets and Lies, pura porcaria, infelizmente isso é o que as pessoas querem ler, fofocas de famoso, sexo vultar e extraterrestres que dizer ser Jesus Cristo, é algo que não podemos contrariar.

- Billy, vocês tem a editora mais poderosa do país, grandes escritores publicam ali, ganhadores do Pulitzer, a qualidade sempre ganha à vulgaridade.

- Isso era um nossos tempos amigo, agora não é assim, ninguém quer pensar.

- O que sugere?

- Quero chegar a outros países, outros idiomas, Europa, América Latina, diversificar, mas é um negócio de grandes envergaduras e não temos dinheiro suficiente para isso, já sabe qual é a proposta.

- Eu digo que não – a voz do dragão ressoou por toda a oficina.

- É um bom negócio Edward, para mim parece – a voz de Emmett surgiu tímida entre todas.

- Não, não é Emmett, vulgaridade é o que querem, isso disse Billy, já não podemos contrariar quase três bilhões de dólares nisso.

- Mas sim na tecnologia militar, não é assim Edward? – Jacob falou, Bella via suas mãos ficarem tensas e agarrar a cadeira – típico de você... matar pessoas.

- Calem-se os dois. É um negócio arriscado Billy, é meu amigo, ambos passamos por muito – Carlisle ficou olhando para os dois jovens – se vamos fazer isso que seja passo a passo.

- Você sabe amigo que é só em qualidade de empréstimo, eu quero ser dono da editora, Edward não interessa ter mais com o que se ocupar, tudo será devolvido em menos de dez anos. Se não é assim, a editora será sua, essa é minha garantia.

- Não!

- Jacob, já está decidido.

- Sem me consultar?

- Filho, é o melhor, se Aro Volturi continuar assim, em menos de seis anos teremos que vender a eles nossa companhia, e isso será sobre o meu cadáver, Edward considere, se quer falar em termos de dinheiro, esses três bilhões de dólares, em doze anos serão quase dez.

- Sim Edward, já que é um mercenário, pense o que importa os livros e a poesia?

Em frente à provocação de Jacob, Edward levantou disposto a romper a cara dele, todos se assustaram, os advogados e os pais de ambos os homens ficaram petrificados.

Não, não, não, por acaso estamos na época das cavernas? Pelo amor de Deus, chega! Chega! Bella não soube como, mas aquele pensamento de chega se materializou em sua voz e gritou:

- Chega! Estamos em uma reunião de negócios, não em um concurso de mijada.

Logo todos ficaram olhando para ela. Eu disse isso? Eu disse isso? Estou morta. Uma gargalhada muito forte veio de Emmett Cullen, estava entediado até o cansaço, mas aquele foi o melhor da manhã. A risada foi contagiosa, todos riam, menos Edward que a olhava com vontade de mata-la.

Bella quis minimizar o comentário com um sorriso, enquanto que seu rosto ruborizava. Que bonita garota! Pensou Jacob Black. O que faz trabalhando com esse idiota? Aposto que não foi capaz de valorizá-la, igual com minha Jéssica, o prazer dele são as putas de peitos siliconados, nunca aprecia o que tem em frente... por que se veste como minha avó?

- Desejam café?

- Claro Bella, seu café é maravilhoso, você verá Billy, é uma delícia.

Bella saiu afobada desse escritório, se ele não a demitisse nesse dia, não iria durar muito.

Serviu o café para levar ao escritório, tremia como uma folha, sua mãe havia falado por trás desse comentário. Oh mãe, não era o momento para ser selvagem, não era o momento.

Levou os cafés para o escritório, os serviu enquanto sentia o olhar de animal furioso do seu chefe. Logo, sem mais nem menos Bella tropeçou em uma das cadeiras e caiu em frente a todos.

- Nossa, esse sim foi um bom espetáculo Swan – esse foi seu comentário de vingança em frente ao fato de que ela o tinha desafiado.

Mas Jacob a salvou do ridículo quando de maneira suave, a segurou por um dos braços e levantou.

- Você se machucou?

- Não, obrigada – ela somente via a coisa que era seu chefe que a olhava por cima dos seus óculos, zombando.

- Não se preocupe, todos caímos.

- Sim, mas eu tenho um romance eterno com o chão.

O homem se sentiu intrigado, tem bom sentido de humor, sinal de alguém inteligente. Bella pode ver uma linda fila de dentes brancos que iluminavam um rosto muito atraente.

Tudo terminou, os Black se foram com a promessa de que ele pensaria no trato com atenção.

Antes que Carlisle fosse embora e vendo a reação do seu filho em frente a sua secretária, o advertiu:

- Se a demitir, eu vou na casa dela e implorarei que volte, é bom ver que alguém nesse escritório tem a cabeça no lugar. O que pretendia, quebrar a cara do Jacob?

- Era exatamente isso o que eu queria.

- Não tem controle, não é razoável.

- Não, não sou, se não fosse por ela, eu teria ficado muito feliz hoje.

- E minha amizade com Billy teria terminado, assim que se tocar em um fio dessa garota Edward, você vai se arrepender.

Garota? Que garota? Patinho Feio Swan? Aquela mulher de saia simples, pode ter um sexo definido? Não! Aposto que é dessas mulheres que acreditam que o pênis de um homem é a comprovação de que somos animais não evoluídos.

Emmett se aproximou de Isabella, parecia como se visse um herói de esporte.

- O que disse lá dentro foi à antologia senhorita Swan, não sei, pressinto que isso será o começo de uma lona amizade – piscou para ela – gosto das garotas com coragem, minha Rose encabeça a lista.

Alice praticamente esquarteja seu irmão para que esse deixasse que celebrassem seu aniversário, não houve desculpas nem mas possíveis, se fugir Edward Cullen irei atrás do seu sangue em qualquer lugar do planeta, além do mais, lhe fez um de seus bicos que o faziam se derreter. Alice decorou seu escritório com a ajuda das garotas, todas menos Lauren.

Não estava entusiasmada com o evento, pois o caráter do chefe resmungão não permitia. Bella estava assustada, dia a dia ia se aprofundando no Mundo íntimo desse homem.

Às sete da manhã ele chegou como sempre, quando foi recebido pela algazarra de toda a sua família, cantaram feliz aniversário e lhe deram presentes bobos, pois os grandes presentes viriam à noite, o que se dá para um homem que tem tudo? Perguntou-se Isabella. Sem dúvidas, só Esme e Alice sabiam que não eram os presentes materiais os que realmente importavam, dava a Edward um pouco de alegria e calor de lar, pois desde há mais de treze anos este escolheu a solidão e desse mundo ninguém era capaz de tirá-lo. Alice o queria de volta com todas as forças. Suas pequenas mãos estavam determinadas a resgatá-lo dali.

- Obrigado Alice, é um lindo gesto – ele disse de maneira não muito convencida, não queria nada, só queria se embebedar e dormir em seu apartamento. Não queria festa e alegria ao seu redor, não sabia como lidar com ela, não sabia como lidar com a ternura, nem com o afeto de ninguém. Esse era um peso que todos lhe impunham. Amava a sua família mais do que qualquer coisa, mas simplesmente era impossível demonstrar.

- Convide alguém para que vá com você... não sei... suas secretárias.

- Para que?

- Angela é tão doce, sempre vive com medo de você, Lauren irá ainda que não seja convidada e a senhorita Swan, deve se acostumar que ela ocupe o lugar de Cathy, ela sempre tinha um presente para você. Aposto que ela vai ligar hoje.

- Cathy é minha amiga, Swan é minha secretária e assim quero mantê-la.

À noite Esme preparou sua comida favorita, desejava que ele tocasse piano, mas como sempre se negava.

- Não lute querida, não vai voltar a tocar.

- Pode tentar.

- Simplesmente não quer, o deixe assim.

Cansou-se da celebração, tentava fingir algum entusiasmo, mas estava aborrecido e furioso.

- Edward, apague as velas do bolo e faça um desejo.

- O que? Pelo amor de Deus Alice, não quero pedir nada, eu não acredito em nada disso - um dia pedi para salvar uma vida e ela morreu, então não.

- Sim não o faz eu te estrangulo Edward, ela se esforçou para fazer essa festa, tenha a decência de pelo menos fingir – escutou a voz de Jasper nas suas costas.

Sem vontade se aproximou do bolo e soprou as velas, não pediu nada. De uma maneira ou de outra, Esme e Alice pressentiram a sombra obscura da indiferença.

Estava furioso. Ela não tinha voltado para os seus sonhos, se acostumou a eles, de uma maneira ou outra era quase feliz quando a escutava rir, falar em sussurros, gemer. Sentia nostalgia quando estava acordado, se somente pudesse tê-la, o cheiro, o toque e o sabor. Somente existia o conceito vazio dela em sua mente. Venha, volte, um dia, uma noite, só quero isso, não peço mais. Ainda que seja sua sombra, ainda que não exista de verdade, me contento com sua imagem em meus sonhos, não quero esse vazio, não desejo essa noite longe de você. Como posso estar tão demente? Desejando sonhar com algo tão tempestuoso, pareço um menino sonhando com unicórnios, estou sedento, sou um idiota, estou tão cansado, quero descansar de tudo, quero descansar de mim. Se pudesse te conhecer, sonhar com você se transformou em um pesadelo, mas é o único que me dá, volte, preciso da febre, preciso do calor, queria ter quatorze anos de novo e sentir que sou humano, que posso dar algo, que posso entregar a alguém, não a um sonho, não a uma loucura, quero falar com você e que me responda. Sim sou eu quem produz esses sonhos, porque meus desejos deles não são suficientes para que você volte, onde diabos você está? Porque está tão longe e não me deixa te tocar, merda, nesse momento odeio minha mente e odeio você porque não existe, só sou um cretino desejando olhar o sol de frente, idiota, bastardo, iludido, ridículo, brega, o que mais eu sou? Vinte e oito anos e estou falando como uma garotinha, oh sim Cullen. Cuidado! Vai nascer uma vagina em você... o que me resta? Nada, noites sozinho, ocupando-me do meu pau faminto e esperando para dormir, posso ser mais patético? Deveria pagar uma puta, tampar o rosto dela e fazer que com voz fingida diga: baby, faça, baby, venha por mim, dentro, fundo... seria nojento, não seria você, puta, mente louca, melhor tomar uma bebida e tentar sobreviver, é o único que me resta.

~xXx~

- Swan.

- Senhor.

Ele nem sequer a olhava, tinha grandes olheiras roxas, por acaso não tem dormido? Nos últimos dois dias não era nem sequer ele. Edward burro, estúpido Cullen, não estava interessado em nada, não havia gritado com Angela, nem fez um comentário terrível para Lauren, não comia bem, pois ela se encarregava de pedir seu almoço e o sempre encontrava intacto. Ele se trancava todo o dia, não atendia chamadas de ninguém, quando disse não para sua irmã Alice. Bella se preocupou, o que te importa? O que te importa se não come? O que te importa se não está dormindo? Mas sim, o fazia, não gostava desse Edward, não gostava de nenhum Edward na verdade, mas esse menino perdido era perturbador e inquietante, era aquela imagem que Cathy lhe havia pintado um dia "por trás dessa máscara de ferro, há mais Bella, algo profundo, se alguma vez ele te mostrar isso, fique calada, não gosta que ninguém saiba que há um ser humano ali, se perceber que sabe, ele vai te destruir como uma pancada, age igual, quem sabe algum dia se sinta à vontade e te permita ver isso". Não, definitivamente não gostava desse Edward. Por quê? Porque de uma maneira que ela não entendia, se simpatizava com ele. Não, não, não, no dia seguinte ele voltaria a ser o maldito de sempre e ela estaria decepcionada acreditando que ele era mais que uma máquina.

- Arrume uma mala, comprei passagens de avião para você, reservei dois quartos no hotel Venetian, nós vamos para Las Vegas.

Bella tentou não parecer assustada.

- Las Vegas, senhor Cullen?

- Há uma convenção sobre novas tecnologias, preciso ir, você irá comigo.

- É necessário senhor?

- Algum problema Swan?

- Não, nenhum, senhor.

~xXx~

- Las Vegas? Caralho Isa, isso é fantástico – Peter gritava em seu apartamento, ultimamente compartilhavam grandes sessões de filmes terríveis, os favoritos de Peter, amante de atrizes que pareciam tão moralmente corretas que aborreciam esperando o amor perfeito, já havia tido suficiente de Sandra Bullock e Julia Robert pelo resto da vida, mas Peter amava e ela desfrutava da amizade dele.

- Grite mais forte Peter, não escutaram na California.

- Você vai viajar com esse Apolo? Para Las Vegas?

- Não, ele vai viajar em seu avião particular, eu vou no comercial.

- Mas na primeira classe.

- Claro, ele não vai permitir que sua "assistente pessoal" viagem em classe econômica, isso não vai com a sua imagem.

- Bella eu tenho inveja de você, quero ser você.

- Por favor Peter.

- Não, nada, menina, você vai desfrutar, não importa como, e vai fazer por mim, vai sair, ir aos cassinos, vai tirar fotos, apostar algum dinheiro, não muito, mas o importante é que tente, Isa, viva, solte o cabelo, saia ao ar livre, tire essa gata que vive dentro de você, como é a teoria da irmã feia da cinderela que me contou uma vez? Ela quer sair, dar uma oportunidade... Isa, literatura! Literatura! É muito mais do que uma biblioteca. Por favor, Isa, leve dois pares desses lindos sapatos, caminhe com ele, dê a oportunidade a sua ninfa interior, saia para a multidão e deixa que ela te cumprimente.

Bella sorria.

- Olhe para você Peter, e depois diz que eu sou a escritora.

- Não Isa, eu estou emocionado, vamos Isa, vamos Isa – Peter começou com aquela voz que ele fazia para lhe animar e empurrá-la para fazer coisas – vamos Isa, está ouvindo? É a multidão que te aclama.

- Quem vai cuidar do Darcy?

- Carlo e eu – Darcy estava entocado em seu quartel general, no caso no sofá, olhava para Peter com esse olhar sinistro e diferente como os gatos olham para aqueles que não gostam – esse animal é um Otelo.

- Ele me ama.

- Deus Bella, ele está obcecado com você, amiga você provoca terríveis paixões.

Ambos soltaram uma gargalhada. Foi assim que Peter se apoderou do seu guarda-roupa e lhe fez tirar aquela roupa que haviam comprado no Natal, principalmente os sapatos, os Blahnik e os Ferragamo vermelhos.

Para Isabella tomar a decisão de viajar com Edward Cullen para Las Vegas foi à maneira quase inconsciente de não se demitir do trabalho. Apesar da promessa feita para Cathy e acima de tudo para Thom, de que aproveitaria cada coisa boa que esse trabalho lhe trouxesse, não era capaz de suportar a pressão de estar ali, era como se a cada dia sentar em seu escritório, atender telefones, mensagens, ler papeis, estar pendente de cada uma das milhares de coisas que devia fazer lhe afastava de seu proposito inicial, os livros e a docência, se sentia quase presa em um mundo burocrata e isolado. Ao menos no princípio tinha a aliança com os Ford, mas nenhum deles estava ali, e Stella estava muito ocupada com seu trabalho e seu filho; além do mais porque o posto de ser assistente pessoal do todo poderoso dava a ela uma sensação de não ter comunicação com os demais, seguramente Cathy devia sentir o mesmo.

Queria ir, fugir, estava ansiosa para correr, caminhar, de não ter horários, de dormir até tarde, de se sentir realmente livre. Olhava para sua mãe, que nunca pode se manter em um trabalho por mais de dois anos, já que quando começava a se sentir presa em um lugar, Renée ia embora, lhe assustava sentir-se presa e confinada em uma rotina. Chegou a compreender a sua mãe, ela também sentia o mesmo. Durante anos chegou a julgá-la, pensou que essa natureza adolescente e libertaria de sua mãe havia sido a culpada de que ser casamento com Charlie não funcionasse, pensou que ela era egoísta, agora sabia que em parte não era assim, Renée tinha um espírito muito amplo para ficar sentada esperando que Charlie chegasse, para seus domingos de pesca e de futebol, não, sua mãe era anárquica e indomável e ela nesse momento a invejava. Agora, se encontrava fazendo as malas e era como se estivesse guardando seus sonhos e protelando.

~xXx~

Las Vegas é uma cidade enorme, lhe acenderam as luzes neon, tudo parecia tão extravagante e vivo. Queria desfrutar de estar ali, em algum momento iria escapar do ogro e caminharia pela cidade. Escutava Peter atrás de sua cabeça dizendo que deixaria sair sua ninja interior e gritar em pleno centro. Estou aqui! Por que não? Estava farta de ser tão tímida e esperar que em algum momento sua oportunidade de ser pouquinho louca se apresentasse, se a garota de dezessete que um dia foi a visse seguramente lhe mostraria a língua e lhe diria, vamos não seja medrosa!

Edward se hospedou na suíte presidencial, ela pessoalmente inspecionou que o lugar fosse como ele queria, se surpreendeu ao saber que ele não era tão exigente como ela acreditava, só queria uma boa cama, um bom banho com Jacuzzi e uma comida regular. Comia tão pouco esses dias, até ela o havia notado.

Quando ele chegou sentou-se em frente a ele e lhe deu um milhão de instruções e lhe mandou fazer mil chamadas.

- É a sua primeira vez em Vegas, Swan?

- Sim, senhor.

- É uma cidade barulhenta, as luzes me deslumbram, a excitação é constante.

- Você não gosta?

- Não.

Era a primeira conversa meio intima que havia tido em quase um ano de trabalho.

- Não tinha que vir senhor, poderia ter mandado seu irmão.

- Se surpreenderia Swan, existem milhares de coisas que eu não queria ter feito em minha vida e sem duvidas, o tinha feito.

Deus, está falando comigo, o que digo? Você é estudante de literatura e faltam palavras, maravilhoso Bella.

Bella não sabia que até mesmo Edward estava surpreso com semelhante confissão, ultimamente seu sistema de defesa estava falhando e se encontrava a ponto de dizer coisas que não havia dito a ninguém, mas para a Swan? O que demônios estava acontecendo? Como um guerreiro medieval, colocou sua armadura e voltou de novo a ser o indiferente senhor de gelo que sempre era.

- Temos uma reunião dentro de duas horas, a espero para que vamos juntos, contratou o chofer e o carro que pedi?

- Sim senhor.

- Bom, agora me deixe sozinho.

Compartilhar o carro com ele foi terrível, nunca havia estado tão próxima, seu perfume em pelo a tinha derrubada, seu isolamento do mundo a deixava intrigada, nesse momento seu temperamento literário surgiu dela e de um momento a outro se perguntou Por que não é feliz? Por que está tão triste? Caralho! Não! Não sinta pena, ele é Edward coração de pedra Cullen.

A reunião se estendeu por quase toda a manhã e Bella já estava esgotada, mas surpreendida, ele manejava todos os temas e argumentos, era bom em tudo, nada escapava dele, era surpreendente; apesar daquele homem não lhe cair bem, não podia deixar de se surpreender com o quão astuto e inteligente ele era.

Quando o almoço chegou, ele nem sequer provou, parecia enjoado de tudo. Uma estranha sensação chegou à alma de Bella, queria consolá-lo, tocar seu cabelo e dizer Hey tudo vai ficar bem, de verdade, deixe passar, dizer o que sua mãe lhe dizia "baby, o mundo é terrível às vezes, parece que te ataca todo o tempo, tem que deixar que o furacão passe ao seu lado, fechar os olhos, escutar o som do vento e dizer que tudo vai ficar bem, tudo tem uma razão de acontecer, cada coisa violenta sempre traz algo em troca, espera que chegue, quase sempre atrás desse vem uma surpresa, não se assuste baby, o melhor esta por vir, não tem que se deixar vencer" Oh sim, nesse dia queria tocar seu cabelo e deixar seu perfume invadir seu corpo.

Tudo nesse dia pareceu estranho, deixou a melancolia e esse homem que a produzia.

Era sete da noite e Bella estava sentada em frente a sua mala, Peter gritava em sua cabeça, vamos Isa, vamos Isa, vamos Isa, saia, caminhe, desfrute, respire a irmã da Cinderela que quer dançar. Foi assim que se viu em frente ao espelho, vestida com calças super apertadas. Peter não posso nem caminhar com isso, como pude aceitar que colocasse na mala? Mas era melhor que aquele cinto que chamava de saia, uma linda blusa de cetim vermelho que combinou com seus lindos sapatos. Soltou seu cabelo que chegava quase a cintura desde quando ele está tão grande? Seus cachos caiam graciosamente e cheirava ao seu shampoo de morangos; fazia meses que não se maquiava e o fez, não de maneira escandalosa que teria fascinado seu amigo Peter, mas tampouco foi de uma maneira como se não tivesse. Estava linda, de novo veio a ela o ego de menina bonita de cidade pequena, nunca negou, não era hipócrita, era linda como uma fada, se sentia magnifica. Como era capaz de se esconder tão bem naquelas roupas de secretária feia? Fácil, guardava a sua beleza de maneira consciente. Não queria ser vista. Como um camaleão, mudava de cor, ela simplesmente dava a ordem ao seu corpo e uma simples a cobria.

Pegou quinhentos dólares e saiu para a aventura.

Olhou timidamente os corredores do hotel. Caminhou lentamente, estava atenta a quem a visse. Entrou no elevador onde um homem de meia idade ficou olhando-a, Bella teve a impressão de que ele estava olhando para a sua bunda, quando saiu dali escutou um assobio e escutou Querida isso que eu chamo de se mover bem! Corou como nunca antes, quis voltar, mas de novo a voz irritada de Peter lhe gritou Não se atreva Isabella Swan!

O hotel Venettian era um sonho, diziam que não havia necessidade de ir a real Veneza, porque ali estava tudo, durante duas horas caminho por todo o lugar e se tinha sorte se aventuraria fora dele. Muitos homens a olhavam e estava nervosa, como seria se tivesse usando a minissaia? Certamente isso era o que se sentir ser bonita, a absoluta validação dada pelo mundo exterior. O conceito real escapou dela em Forks, mas aqui era diferente; certamente Rosalie Hale sabia qual era o seu poder, algo tremendamente feminino y vaidoso se removeu em seu interior.

Não era tão aventureira como para ir as casinos e apostar, não tinha a menor ideia do que fazer, o máximo que pode foi ir nos caça-níqueis, onde perdeu cinquenta dólares em menos de dois minutos, em um instante se entediou. O que farei? Será que me atrevo? Como nos filmes, um bar, tenho quase vinte e dois anos e nunca entrei em um bar... só daquela vez quando fui com James... Deus! Não pense nele nesse momento. Charlie me mataria, que emoção, nunca fiquei bêbada, com James tomei alguma cervejas, mas nada elegante, pedirei Martini, como em um filme de James Bond, Isabella Swan... ou Margarita, isso soa lindo.

Sentou-se no balcão. Wow! Gritou a ninfa interior, sou uma garota grande!

Tomou um Martini seco, tossiu, era muito forte, depois pediu margarita, delicioso, sentia cosquinhas em seu nariz Merda, vou ficar bêbada. Logo um homem loiro se aproximou, não gostou do olhar dele sobre ela, era repugnante.

- Você está sozinha?

- Não.

- Está mentindo, estou te observando à meia hora e ninguém esta com você – o homem tocou o seu cabelo – que beleza, é raro que o use natural.

- Meu namorado, estou esperando ele, não vai gostar de me ver com outro.

- Vamos, não minta.

Não sabia por que, mas os olhos daquele homem a assustaram, era como os de James.

Quis se afastar, mas o homem a segurou pelo braço.

- Não se faça de difícil, que ainda não tenha aparência de prostituta, vocês são as piores, com ar de grandes damas. Quanto cobra?

- O que? Não sou prostituta.

- Deixa a garota em paz idiota, por acaso não ouviu que ela não quer ficar com você?

Isabella conhecia essa voz, virou e ali viu Edward Cullen, enorme, bêbado e violento.

- Não se meta imbecil.

- Quer que eu parta a sua cara na frente de todos. Não vai durar nem meio segundo.

Parecia tão perigoso, não usava sua roupa formal, umas calças jeans, uma jaqueta e uma simples camiseta. O homem se afastou, somente sua estatura era assustadora.

- Ele te machucou?

- Não - agora sim estava assustada, Edward valente Cullen.

Ele sorriu, seu perfume se misturada com o cheiro doce do licor. Fazia mais de duas horas que estava escondido no bar, bebendo, estava quase nos limites da embriaguez.

Havia sido um dia insuportável, fingir todo o tempo, houve um momento que a única coisa que queria era fugir. Esperou a noite para sair para nublar seus sentidos com o álcool, quando tudo terminou tirou seu disfarce de todo poderoso e entrou no bar para beber como louco.

A viu chegar no bar, à garota mais bonita que tinha visto em sua vida, seus cabelos voavam, seu corpo estava marcado e tinha os sapatos mais sexys que uma mulher poderia ter, parecia uma boneca de porcelana, imediatamente ficou duro como uma rocha, até quase doer, faz quanto tempo que não fica excitado por uma mulher Cullen? Que coisinha tão maravilhosa. Mas havia algo nessa garota que o incomodava, um ar de menina, uma delicadeza nos movimentos, uma espécie de timidez. Quase morre de rir quando a viu tomar um gole, não sabe beber, é sua primeira vez, quando ela tossiu e se sufocou com o Martini foi muito gracioso, olha olhou para os lados e ele observou o gesto mais enlouquecedor e erótico: ela mordeu os lábios; respirou e engoliu seu desejo. O Edward que abordava uma mulher até quase engoli-la viva não estava ali, tinha a impressão de que se aproximasse, a quebraria em dois.

Quando o homem loiro se aproximou, ele não gostou, esse homem era ele, sem escrúpulos nem arrependimentos, ficou com nojo ao ver a si mesmo refletido naquele cara. A garota não era uma qualquer, disso estava certo. Quando o cara agarrou-a pelo braço, ele viu a dor em seu rosto e seu medo. Levantou-se de imediato, mas cambaleou. Diabos, estou bêbado.

O homem se foi, a garota estava paralisada, e pensa que sou como ele? Não, eu sou pior. Cullen é hora de se comportar como um cavalheiro. Caralho! Tudo esta girando.

- Não deve sair sozinha, essa cidade é perigosa, seu namorado não vai gostar disso.

- Não existe namorado, eu menti.

Edward sorriu não tem namorado, porque se tivesse eu bateria nele por deixar esta linda sozinha.

- O que faz uma garota tão só nessa cidade?

- Trabalho – não me reconhece, não sabe quem eu sou.

- No que trabalha?

Minta Swan, minta.

- Trabalho para uns dos gerentes desse hotel.

- Você gosta do seu trabalho?

- Algumas vezes, meu chefe é um idiota.

- Certamente é um idiota que acha que é o dono do mundo.

- O descreveu perfeitamente – não pode evitar de sorrir.

- Eu os conheço, não acredite, não são tão inteligente como parecem – limpou as mãos com sua jaqueta, parecia um adolescente suado em frente a seu primeiro encontro, sem dúvidas não tentou lhe dar a mão. – Edward Anthony Masen.

Anthony Masen?

- Marie Dwyer – utilizou o sobrenome do seu padrasto, de uma forma se sentia mais libre assim.

Me vê durante um ano e não me reconhece, nem sequer sabe meu primeiro nome, patinho feio Swan, você reconhece?

- Tenho que ir embora Edward, boa noite – era a primeira vez que o chamava pelo seu nome em frente a ele.

Não, não podia a deixar ir, só queria conversar, só isso, ainda que estivesse mais aceso que uma chaminé, só queria conversar, só isso.

- Não! Por favor, não vou tentar nada, eu prometo, sim, desculpe estou bêbado, mas sou inofensivo, ao menos com você eu serei, palavra de Escoteiro – sorriu, o sorriso mais bonito do mundo, sorri para mim. Deus, o mundo vai parar.

- Está bem.

Sentaram-se afastados no bar. Peter vai morrer.

A conversa começou muito timidamente.

- Há quanto tempo vive em Las Vegas?

- Dois anos.

- Você gosta da cidade?

- Me acostumei, as grandes cidade são assustadoras.

- Sim, são. Eu vivo em New York e às vezes é sufocante, muito barulho e carros, às vezes queria que todos se calassem.

Merda, eu disse isso? Melhor parar de beber Cullen.

- No que você trabalha?

Graças a Deus não lê a People.

- Eu sou como seu chefe, um idiota que pensa que é o dono do mundo.

Eu disse isso?

Ele disse isso?

- Não é bom ser o patrão?

- Marie isso soa como se eu fosse o chefe da máfia, "patrão".

- Não gosta?

- Às vezes odeio.

- Viajar, ter dinheiro, poder, mulheres.

- Chega um momento em que você tem isso por muitos anos e enjoa.

Tenho esse homem em frente a mim, não me conhece e está me dizendo tudo isso, devo estar sonhando ou ele está muito bêbado.

- Você é lindo – sim, finalmente lhe disse e dai? Amanhã não vai se lembrar de nada – você é lindo, as garotas devem morrer por você.

- Acha que sou lindo? Obrigado – estava acostumado a ouvir, mas sempre eram palavras vazias carregadas de uma carnalidade vulgar que não gostava, mas a garota era galante, gostou dela – faz tempo que não tinha uma relação série, não ria, mas é verdade, vai ficar surpresa de que hoje em dia a relação mais intima que tenho é com a minha secretária e ela me odeia.

Não, eu não te odeio... você não é simpático, ao menos se fosse um pouco mais caloroso, como agora, mas é frio como gelo.

- Com certeza não te odeia, aposto que se comporta como um tonto às vezes, meu chefe faz isso o tempo todo.

- Não, ela me detesta e não a culpo, sim, definitivamente sou um idiota.

Bella estava incomoda.

- Eu tenho que ir.

- Eu disse alto errado?

Ele parecia tão sozinho e vulnerável, tão alto, tão forte, tão lindo, tão arrogante, tão triste.

- Não é que...

- Uma hora, uma hora, me acompanhe, parece que não converso com uma pessoa real há anos.

Bella voltou a se acomodar em sua cadeira, ele tremia.

- Você é linda, aposto que está acostumada que te falem todos os dias.

- Não, não me falam todos os dias.

- Pois são uns estúpidos cegos, eu te diria todos os dias.

Ela corou e de novo começou a morder os lábios.

- Não faça isso bebê, quando morde a boca e imediatamente quero beijá-la, são meus lábios que deveriam estar ai, mordendo você.

Menino Jesus, o que disse?

- Estou louco aqui, não quero ser um babaca, mas você é... não existem palavras.

- Você está bêbado.

- Como um gambá, bebê, mas não minto, te disse que não vou tentar nada, mas não posso mentir, você está me enlouquecendo – se aproximou dela – quero ser um cavalheiro, de verdade, mas você me provoca coisas que não havia sentido em muito temp. Eu, eu não vou te tocar, mas permita-me desfrutar um pouquinho, estou falando com você, falando com alguém em muitos anos, sabe quantos idiomas eu conheço? Seis, seis! E nunca pude me comunicar com ninguém e estou aqui – apontou esse espaço pequeno que os separava, entre seu peito e o dela – aqui comunicando-me com você, bêbado, idiota, dizendo que estou excitado como um menino de quinze anos, não pude tirar os olhos de cima de você desde que te vi, seus sapatos são lindos e em você são uma obra de arte, tem pele de porcelana, quero acariciar, seu cabelo é glorioso, fantasio colocar minhas mãos entre eles, sua boca é... você a morde e fico nervoso e tem um cheiro tão delicioso... me dê isso Marie, me dê isso, tempo, minutos, me dê à amabilidade dos estranhos, eu preciso, nada mais... nada mais.

Esse é Edward Cullen, aquele que a Cathy me falou? É esse?

Falaram de coisas irrelevantes, gostos por comida, esportes... o clima, pareciam jovens em um primeiro encontro: a bebedeira dele lhe fazia dizer bobagens às vezes, se perdia entre as nuvens de álcool, mas algumas vezes soltava pérolas sobre si mesmo, era como se não percebesse.

Já se sentiu, Marie, que em meio a uma multidão está mais só do que nunca?

As pessoas mentem o tempo todo, parece que é a única maneira de sobreviver.

Todos falam e falam, mas ninguém tem uma conversa, é muito aterrorizante, sabe? A intimidade das palavras.

Gosto de caminhar, mas a cada dia o faço menos, estou preso em um escritório.

Você é linda e me escuta, escuta, isso é algo exótico para mim.

Bella não sabia o que dizer, o olhava e sorria com confusão, estava atenta em olhar o movimento nervoso de suas mãos em seu cabelo, que sorria com esse ar arrogante e de menino que só ele tinha, sentia como a desnudava com os olhos e sem duvidas parecia sentir vergonha e imediatamente desviava o olhar para outro lado.

- Não beba mais.

- Shiiii não brigue comigo bebê, em muitos anos não me senti tão à vontade, você tem magia. Conte-me tudo sobre você, é sua oportunidade, quem sabe amanhã não lembre de nada, um segredo? Um amor? Tem algum esqueleto guardado em seu armário?

- Tenho muitos.

- Amores? Me sinto ciumento – a olhou diretamente nos olhos.

- Segredos.

- Todos temos, eu quero saber todos, não deve ter segredos entre você e eu, não esta noite.

- Você me contaria os seus, Edward?

- Os meus são sujos e desagradáveis.

- O que te faz pensar que os meus não são?

- Não com essa cara de boneca, deve ser pura como a neve.

- Não sou, sabe? Às vezes me cansa que todos acham que sou boa, eu tenho meus mundos obscuros, fantasmas, monstros rondando a minha cabeça.

Ambos ficaram olhando-se fixamente quero tocá-la, deixe-me tocar você, só uma vez. Com delicadeza se aproximou e tocou sua mão, a esma energia que saltou daquela vez no elevador voltou a aparecer.

- O sentiu Marie? Sentiu isso?

- Sim.

- Somos você e eu.

Bella levantou-se impulsivamente da cadeira, sua ninfa interior estava assustada e a meia irmã excitada, oh sim querida princesa, eu também posso fazer com que o príncipe deseje me tocar.

- Adeus, foi um prazer lhe conhecer.

Ele levantou, mas o álcool em seu corpo lhe enganou e ele caiu. Sentiu vergonha de si mesmo.

- Sou um idiota, perdoe-me bebê, sou um bruto.

O viu ali no chão, em frente a ela. Parecia tão tonto, lindo e vulnerável.

- Vamos Edward, te levarei ao seu quarto.

- Não, não, não vou responder por mim mesmo bebê linda, você é uma tentação para mim, talvez se te levo ali, não vou querer que jamais saia.

- Quem sabe posso confiar em você.

- Não, não o faça, sou malvado.

Mas ela o ajudou a levantar, pois um dos seus braços em seus ombros e ele agarrou sua cintura, levou seu nariz até seu cabelo, esse cheio, eu conheço esse cheiro.

O levou para seu quarto, seu corpo doía, mas o peso desse homem tão alto, por sua aproximação elétrica, seu perfume; naquele estranho abraço estava fundida a ele.

A cama estava muito longe e o álcool praticamente tinha nublado seus sentidos, logo ele soltou seu corpo e apertou sua boca contra a dela; Bella não sabia o que fazer, está tentando me beijar. Deus, Deus, Deus, o que faço? Sua ninfa sorria, a meia-irmã dava voltar loucas no salão branco e mostrava a língua em furiosa vingança contra à sem graça da sua irmã. Santa merda, não pense Bella, não pense, ele é lindo, é lindo. Abriu sua boca e deixou que ele deslizasse sua língua dentro da sua boca.

- Seu gosto é delicioso – disse ele e voltou ataca-la, a apertou contra a parede, o beijo era selvagem, brincalhão e obsceno. Senhor! Estupidas princesas, esse é o segredo? Beijos que parecem sexo na boca. Deus graças a James que a tinha ensinado a arte de beijar, porque ela correspondeu aquele beijo de igual forma, as duas línguas dançavam, a saliva se mesclava, segundo a segundo o beijo se tornou selvagem, estou louca, me sinto úmida, minha calcinha dança, se não sair daqui vou terminar nua em sua cama.

- Não! Deixe-me ir.

- Eu te disse, não vou te deixar sair daqui.

Ainda assim ela se soltou, mas ele foi mais forte, segurou sua mão, mas não com violência, era um toque terno e convidativo, a levou para cama, deitou-se e a arrastou com ele. Bella sem pensar sentou-se sobre sua cintura, pode sentir sua ereção, estava tão excitada que certamente sua roupa intima nadava entre o liquido lubrico do seu sexo. O beijo era tão suave que deviam se separar para poder respirar, mas cada porção de ar era doloroso pois suas bocas necessitavam um do outro como se disso dependesse a vida. Ele a segurou pelos cabelos e disse:

- Merda bebê, sua boca é um pecado, não posso imaginar como será todo o seu corpo, acho que vou gozar, quero te fazer gozar tão forte que vai até esquecer do mundo.

Na vida consciente e descente de toda a mulher que um homem diga isso soa chocante e vulgar, mas naquele momento onde a vadia interna emerge em cada uma, há palavras que acendem o fogo e solta a pantera. Bella era virgem, mas não inocente, havia lido mais livros eróticos que qualquer uma e sabia que aquela boca suja era o preludio de algo glorioso.

- Onde você quer a minha boca baby? – o disse. O disse, selvagem, o rio Nilo saio do seu canal.

- Em mim, sobre mim, ao redor de mim.

Caralho, pode existir algo mais lindo do que isso? E ele disse isso, quer a minha boca sobre seu...? Oh Ali Baba, este homem sim sabe como abrir meu sésamo.

As mãos de Edward estavam desesperadas, é ela, é ela, que não seja um sonho, tem o cheiro dela, agora eu sei, reconheço seu cheiro, seu toque, sua boca, posso até sentir o perfume da sua excitação, quero minha língua em sua concha, deslizar-me ao redor da sua vulva, quero estar dentro dela, maldição estou tão bêbado, maldita vodka!. Tirou sua blusa de cetim que estava presa na cintura da calça dela e a liberou, colocou sua mão e tocou sua barrida, é tão suave, tão suave, é ela, é ela... lentamente foi para cima, Bella se assustou, até onde quer ir? Está me tocando, quer ir até meu sutiã, devo pará-lo, você o odeia Bella, amanhã não vai se lembrar de você, não vai se lembrar, o queeee? Era muito tarde, ele tinha tirado sua roupa da cintura para cima e ela nem tinha percebido, estava muito absorta nessa boca louca. Começou a tocar seu mamilo direito e lhe deu um leve beliscão que a fez gritar de prazer, mas voltou a ser suave e com um de seus dedos começaram a fazer pequenos círculos ao redor de sua aureola, e ao mesmo tempo em que sua língua imitava os mesmos movimentos, suave, lento, voltou a beliscar e a investir de forma violenta com sua língua, círculos novamente, lento, suave, minha doce, tonta, inocente meia-irmã interna, desfrute... caralho! Você é uma puta, quer mais duro e mais forte, não, não, não, amanhã não vai lembrar de você. Oh Deus! Com a força de seu braço a aproximou mais da sua ereção e começaram a mexer, a fricção era insuportável, vou ter um orgasmo com a metade da minha roupa colocada e ele nem sequer está nu. Estava suando, gemendo em sua boca, ele fazia sons lindos, sua respiração, sua saliva, seus beijos ferozes, estava perdendo o sentido, ela também correspondeu agarrando seu lindo cabelo. Finalmente! Três e finalmente posso tocá-lo! Como vingança a sua língua de serpente, Bella investiu contra ele e imitou seu beijo copulados, gemeu oh baby, um segundo mais e eu sou sua, quero estar nua com você dentro de mim, logo uma voz do passado gritou em seu ouvido você não é mulher, é uma mosca morta insignificante... ele esta bêbado maldita idiota, só um bêbado iria dar atenção a você Patinho Feio Swan foi como se fosse um puxão nas suas costas, Bella parou.

- O que estou fazendo?

- Não, não, não bebê, volte... estou, diabos! Diabos! – não podia parar, o álcool estava ganhando apesar de sua ereção furiosa. Frustrado deitou sua cabeça sobre a almofada – muito bom para ser real, um segundo mais, um segundo mais – sua respiração foi se tornando mais pausada e regular – não é real, você vai embora, já está indo, não vá, eu pre-ci-so bebê, eu... – e acabou dormindo.

Bella o observava, essa era ela, ela. Saboreava sua boca, nunca havia sido beijada dessa maneira, tocada dessa forma, estava quente, úmida e triste. Seu coração palpitava a um milhão igual ao seu sexo. Olhou em seu espelho, tinha os lábios inchados, seu cabelo era um caos, suas bochechas estavam vermelhos e seus mamilos eretos, malditos sapatos! Estúpido cabelo! Merda de rio Nilo! Príncipes idiotas com bocas tão fodidas! Garota estúpida, lendo historias de amor.

Ele dormia e parecia tão pacífico, não era esse homem arrogante e bestial que tinha feito da sua vida impossível durante esses meses, não, era esse homem que quase lhe provocou um clímax, era esse menino que dormia e agarrava a almofada com força. Se aproximou uma última vez, uma vez mais respirou seu hálito doce e anisado, respirou fortemente, ele se agitou e disse algo ininteligível, arrumou uma mecha do seu cabelo, lhe deu um beijo suave e se foi.

Chegou ao seu quarto, tirou a roupa, foi ao banheiro e tomou uma ducha fria, amanhã, amanhã, voltarei a me disfarçar de Swan e ele não voltará a me tocar, nem minha pele, nem minha alma, nem meu coração, não voltará a me tocar! A água se confundia com suas lagrimas. A ninfa e a meia-irmã se ocultavam em um calabouço enquanto a multidão as vaiava. Tonta, tonta, nunca um homem como Edward Cullen iria se fixar em você, ainda acredita que é digna de paixão romântica? Acorde garota! Acorde!

Na manhã seguinte Edward Cullen a procurava como louco por todo o hotel. Ela foi real, foi real, onde demônios você está?


N/A: Aqui é onde a história realmente começa a obsessão.

Ame-me ou deixe-me, deixar comentários é quase tão bom como se Edward Cullen tirasse sua roupa em seu quarto e te desse beijos profundos.


WOW Esse capítulo é onde as coisas começam a mudar. Edward finalmente encontrou o sonho dele, mas ele nem sequer imagina quem seja... e a Bella tem essa voz a perturbando, não deixando que ela siga seus sentimentos, ela não acha que alguém como o Edward poderia gostar dela, querer estar com ela. Esses dois são uma complicação só.

Esse capítulo demorou mais do que eu esperava porque tive uns compromissos, quem me acompanha no twitter sabe que eu estava ocupada com o Projeto de Aniversário da Kristen, mas como foi a primeira vez que eu fiz um projeto assim, eu dediquei bastante tempo, com o do Robert vai ser mais fácil já que eu sei como fazer. Espero terminar o próximo capítulo logo, ele é maior que esse daqui. Os capítulo agora só vão aumentar, e tenham paciencia, não tenho só essa fic e por ela ser dificil prefiro demorar um pouco mais do que fazer a tradução correndo e ter muito erro.

Por favor, comentem! Diga o que você acha que vai acontecer agora, será que a Bella vai se entregar ao Edward? Vai falar que era ela? Será que ele vai reconhecer a Bella? HMMM


Preview: Quem comentar vai ganhar uma preview, quem tem conta mandarei por PM (se não quiser a preview, é só avisar) e quem não tem deixa o email como no exemplo: edward(underline)cullen(arroba)fanfic(ponto)com, escrevendo os simbolos entre parênteses, porque se escrever normal o FF some com o email.

Beijos

xx