Título: Astronaut
Autora: Kaline Bogard
Beta: Agnostic
Fandon: Thor
Casal: Thor x Loki
Classificação: +18
Gênero: yaoi, shoujo ai, romance, drama, talvez um pouco de humor por que sacumé...
Direitos Autorais: Thor não me pertence. Dã. Mas o Loki sim, ele é meu escravo sexual e... okay, o Loki também não me pertence. Ainda (risada macabra ao fundo)


Observações:

01- É Universo Alternativo, ou seja, nada de deuses nórdicos, poderes invencíveis, raios a torto e a direito, martelos mortais, etc, etc, etc. Sei que a maior parte do fandom não aprecia, mas não resisti...

02 – Baseia-se em Thor e seus personagens, mas é certeza alguns Avengers darem as caras por aqui. Assim como alguns POs.


Aviso: Contem yaoi. Ou seja: homem catando homem, sacas? e INCEST, pois Thor e Loki são considerados irmãos. Não gosta, não leia. Simple like that.


Astronaut

Kaline Bogard

Capítulo 01

If you hear my voice come pick me up
Are you out there?
'Cause you're all I've got!

As coisas não iam melhorar. Isso ele sempre soube. Mas alguém tinha esquecido de avisá-lo que tudo podia piorar. E piorar muito.

Se já era ruim na escola antiga, imagina mudar para essa onde não conhecia ninguém. Entrar para o colegial e se deparar com tudo novo, pessoas novas, professores novos. Mas situações antigas...

Talvez fosse ingenuidade sua acreditar que as chances seriam maiores de se camuflar devido ao número de alunos muito superior ao que estava acostumado. Ledo engano. Mais pessoas, mais problemas.

Loki não podia compreender por que cismavam tanto com ele e o perseguiam tanto.

Nada em sua aparência o fazia muito diferente dos outros. Era magro e alto pra idade, mas não se interessava em fazer parte do time de basquete do colégio. Suas notas se destacam e ele já se mostrava como um aluno dedicado que adorava aprender coisas novas, mesmo sendo novato do primeiro ano. Usava os cabelos negros perfeitamente penteados e domados com gel, apesar de no meio do dia já ter uma ou outra mexa rebelde caindo sobre a testa.

Vestia-se sempre de preto, cor que adorava, geralmente quebrando o tom sombrio com algo de verde escuro ou azul escuro. Modéstia a parte se julgava dono de uma aparência agradável, talvez frágil demais, porém não significava que não fosse duro na queda.

Não costumava andar em grupos, fosse com os populares ou os nerds da turma. Então, realmente, não podia entender por que o perseguiam tanto.

Para evitar conflito escapava da escola tão logo o sinal batia. Morava um tanto longe, mas não se importava em andar. Pra Loki era mais agradável caminhar pelas ruas da cidade do que agüentar o tormento no ônibus escolar.

Sua rotina em casa também não era das melhores. O pai vivia viajando, atualmente prestava serviços numa base militar no Ártico. Sua mãe... bem... a figura materna era uma incógnita. Seu pai nunca falava dela e se irritava quando o filho perguntava.

Havia uma mulher que aparecia três vezes por semana para dar conta da limpeza e cuidar do estoque de comida. Porém, fora isso, Loki tinha que se virar pra sobreviver. E, apesar de ter completado apenas quinze anos, fazia isso muito bem.

No fundo não se sentia muito diferente dos outros adolescentes de sua idade, mesmo que eles tivessem pais presentes e não fossem tão perseguidos quanto ele no colégio.

T&L

O dia que mudaria a vida do garoto para sempre começou de um jeito bem normal.

Loki acordou cedo, tomou suco de laranja gelado, comeu algumas torradas com geléia e cereais com leite. Podia morar sozinho e ser jovem, mas cuidava bem de sua alimentação.

Pegou o material e saiu de casa.

Se desse sorte podia encontrar com um ou outro conhecido que se arriscava a caminhar de vez em quando. Naquela área era comum pessoas descendentes de estrangeiros, principalmente nórdicos, como era o seu caso. Fato que justificava o nome incomum. Não apenas o seu, mas de outros moradores do bairro.

Seria sua ascendência o motivo da perseguição no colégio? Provavelmente não. Os outros filhos e netos de estrangeiros pareciam viver em paz. Tinha que ser algo mais pessoal.

Colocando os problemas de lado na mente conseguiu chegar ao prédio escolar em tempo hábil. Cumprimentou uma morena tão alta quanto ele que passou correndo para o lado contrário, ela era do segundo ano e vivia atrasada. Quase em seguida Loki meneou a cabeça para uma loira baixinha com ar mal humorado que também seguia para a ala dos segundos anos, sem pressa.

As aulas iniciais do dia seriam feitas nas salas do segundo andar, por isso só precisou galgar um lance de escadas, pegando um lugar próximo a janela, onde gostava de sentar para observar a paisagem lá fora.

Na hora do almoço as coisas começaram a dar errado. Um dos grandalhões do terceiro ano deu-lhe um encontrão de modo que derrubasse a caixinha de suco de morango e a maçã. Ainda lançou uma risadinha sacana como se o desafiasse a reagir.

Loki respirou fundo duas vezes, abaixou-se pra pegar a fruta e abandonou o suco esparramado pelo chão. Não ia reagir à afronta, não era idiota. O grupo de amigos daquele cara estava numa mesa próxima, roubando a atenção, as "estrelas do basquete", como o resto do colégio os chamava.

Se reagisse contra um, em instantes teria o bando todo em cima de si. Haveria chances de se vingar em outra oportunidade, com certeza.

Silencioso, Loki foi sentar-se numa mesa ao fundo do refeitório, onde pôde comer sozinho sem que o perturbassem mais.

Depois do horário do almoço seria uma tragédia. Aulas de Educação Física. Pelo menos não encontraria com ninguém dos outros anos. Quando dividiam as atividades, fato que acontecia uma vez por semana, parecia mais uma aula de luta livre. Ok, Loki exagerava um pouco, mas que era desagradável, era.

O moreno estava seguindo para a quadra descoberta quando observou um grupo do terceiro ano parado no meio do caminho que teria que passar. Eles fariam aula no ginásio coberto, e as estruturas ficavam próximas uma das outra.

Notou perfeitamente como olhavam para ele de forma debochada, e davam risadinhas. Loki reconheceu os quatro, sendo que eram três rapazes e uma garota.

Ia passando por eles evitando encará-los, quando ouviu falarem propositadamente alto uma provocação.

– Eu não vou bater em "mulherzinha".

A raiva subiu a cabeça e fez Loki corar indignado. Porém não ia cair naquela.

– Tem gente que nasce com sangue de barata – a garota riu jogando a cabeça pra trás, balançando os longos cabelos negros.

– Vadia... – Loki resmungou com a certeza de que estava longe demais para que os quatro escutassem. O moreno só não contava que os dois grandalhões que vinham de encontro aos amigos o ouvissem.

– Ta falando da minha namorada, esquisito?

O mais jovem respirou fundo e evitou rolar os olhos. Sacou que não ia escapar do confronto nem se tentasse, então era melhor cair com um pouco de dignidade... mesmo que isso o fizesse tomar uma surra maior.

– E você enxerga outra vadia aqui? Eu não...

Nem terminou a frase e o punho enorme do cara veio de encontro ao seu rosto, foi tão rápido que Loki não teve chance de desviar. Igualmente rápido o gosto de sangue tomou conta de seus lábios e o nariz doeu um bocado.

– Magrelo idiota... – o mais velho rosnou já pronto para continuar e acertar outro soco, felizmente foi interrompido.

– O que está acontecendo aqui? – o professor de educação física, um negro enorme e mal humorado, surgiu pelo caminho carregando duas bolas de basquete debaixo dos braços.

– Nada, professor Heimdall – o agressor respondeu na mesma hora.

– Vão logo para o ginásio. As próximas aulas do terceiro ano serão lá. E você, garoto – ele voltou-se para Loki – Vai cuidar desse rosto. Pegue uma dispensa pras próximas aulas e fique longe de encrenca.

O professor esperou alguns segundos pra ter certeza que seria obedecido pelos garotos antes de seguir para a quadra onde daria aula pros alunos do primeiro ano.

Loki, ao invés de seguir para a enfermaria, foi para um dos sanitários externos. O local estava vazio, pensava em lavar o rosto e cair fora da escola pra se acalmar um pouco.

Inclinou-se e cuspiu sangue na pia. Abriu a torneira e fechou as mãos em concha para pegar um pouco da água fresca. Então ouviu a porta se abrindo e instintivamente voltou os olhos naquela direção.

Foi impossível não empalidecer. Um dos idiotas do terceiro ano tinha acabado de entrar.

Continua

Tada! #somdetambores

Aqui está uma nova fic. Demorou horrores, por alguns motivos diversos. O plano era postar outra ambientada no filme "Thor", ela está bem adiantada, mas meu net está com problemas e os arquivos estão lá. Então até arrumar verba pra mandar concertar ela fica parada.

Essa é U. A. dã...

Muita gente torce o nariz pro estilo, mas eu não resisti. Então caso tenha coragem de seguir até o fim, espero que se divirta.

Depois que eu terminar essa a intenção é fazer uma em sequencia do filme Avengers, por que aquele final merece continuação. E com lemon da marida, claro!

Pra finalizar, um abraço de panda pra Agnostic, que além de marida é muita beta, editora, quebra-galho, conselheira e ancora (sem ela pra me lembrar eu esqueço que é slash... xD).

Enfim... previsão de postagem: segundas-feiras. Até a próxima semana!