Sonhos

N/A: Essa fic é uma tradução de "Dreams", da Swishy Willow Wand. Eu amei totalmente, por isso resolvi traduzi-la. Espero que gostem!

Não tenho direitos sobre Jogos Vorazes nem sobre "Dreams".

Todas as noites, por duas semanas, Katniss sonha com o encontro deles.

Em seus sonhos, ela vai até o quarto dele de novo. E ele ainda está lá, sentado estoicamente na cama. Ela chama o seu nome e os braços dele se levantam novamente. Ela recua toda vez, esperando as mãos dele se fecharem ao redor da sua garganta, mas ao invés disso elas tocam gentilmente o seu queixo, acariciam o seu rosto, descem pelo seu corpo para tocá-la na cintura, nos quadris. E os olhos dele, ainda tão dolorosamente azuis, não parecem vazios ou com raiva. Em vez disso estão suaves e felizes. Tão felizes por vê-la, por tocá-la.

Os próprios olhos dela se enchem de lágrimas e ela sussurra palavras que ela nem sequer sabia que estavam dentro dela – Eu sinto sua falta. Eu preciso de você. Eu te amo.

E ele respire de volta as palavras que ela nunca soube que precisava ouvir – Eu te amo. Eu nunca vou te deixar. Sempre.

Então seus lábios se encontram, peças do quebra-cabeça finalmente juntas, o mundo voltando ao lugar. Ela não consegue ter o suficiente, provar o suficiente. O calor que ela sentiu na caverna e na praia se espalha através dela, a ânsia voltando como nunca antes. Cada parte dela está viva, inteira e perfeita, aqui com ele. Ela não consegue acreditar que nunca percebeu isso antes.

O momento é perfeito, mas fugaz. Ela não se importa. Eles têm todo o tempo do mundo e a promessa dele de "sempre" permanece docemente no ar. A guerra é insignificante, as cicatrizes que ambos possuem são irrelevantes. Tudo o que importa é esse momento e cada momento depois. Ele está aqui. Está de volta. Ele a ama. Sempre.

Ele deita na cama e abre espaço para ela em seus braços. E ela vai para ele. Ela sempre irá para ele. Eles ficam deitados ali, juntos, corações batendo em sincronia.

Quando ela acorda, não existem gritos. Ela não sonhou com sangue e fogo e assassinato. Ela não viu os Jogos, não viu os mortos ao seu redor. Então ela toca a própria garganta e sente as marcas, lembra que Peeta a odeia.

De alguma forma, isso é pior do que qualquer pesadelo que ela já teve.

Fim.