Disclaymer: Saint Seiya Não me pertence. Pertence ao Kurumada. E eu não ganho nadinha com isso. Nadinha mesmo... Nem um centavo... ú.u

Legião: Menos, menos. Ela chega lá um dia. Quem sabe?

I Lost a Bet to Madara: Agni ainda não é fodão como o Ikki. Mas ele chega lá um dia... XD

Beta: Black Scorpio no Juh!

Capítulo 10 – A queda de um dragão...

MORRIGAN: Meu senhor... Radamanthys... Obrigada... Por me dar tudo de que eu precisava...

Morrigan sussurra em seu ouvido o quanto o amou durante estes dias que passaram juntos. Radamanthys estava exausto. Mal conseguia manter os olhos abertos e por fim desfalecera sobre a cama. Ela se levanta da cama, se veste e o deixa caído sobre os lençóis atrapalhados. Já era tarde da noite e ela invoca sua Súrplice para ter uma audiência que parecesse formal com Pandora. Morrigan podia ouvir o som da música. A sala de música, onde Pandora tocava sua imensa harpa. O semblante da mulher exibia ódio e ressentimento. Embora sua concentração permanecesse focada e sua habilidade afiada. Nenhuma nota fora do ritmo. Todas perfeitamente orquestradas.

MORRIGAN: Minha senhora Pandora...

Morrigan se ajoelha diante dela.

PANDORA: O que deseja, Morrigan...? Não estou com humor para perder tempo com Espectros inúteis agora... Retire-se de minha vista...

MORRIGAN: Não estou aqui para assuntos triviais, minha senhora... É uma outra questão importante que me traz aqui...

PANDORA: Então, fale depressa e deixe-me. Estou ocupada...

MORRIGAN: Há quanto tempo a senhora ama o Imperador?

Uma corda da harpa arrebenta, interrompendo a melodia.

PANDORA: Coloque-se no seu lugar, rameira... Como ousa falar comigo desta forma?

MORRIGA: Mil perdões, minha senhora... Eu peço desculpas... Mas, é que... Não consigo ver a senhora nesta situação...

Pandora se levanta e puxa Morrigan pelos cabelos, olhando fundo em seus olhos.

PANDORA: Pare de insinuar coisas a meu respeito, vadia! Eu já mandei colocar-se em seu lugar! Não presuma saber nada a meu respeito, pois não sabe de nada!

MORRIGAN: Com todo respeito, eu sei, minha senhora...

PANDORA: Está pedindo pra morrer?

MORRIGAN: Não, minha senhora... Só estou dizendo que posso ver o sofrimento de seu coração... Posso ver como a senhora sofre pelo Imperador...

Pandora invoca seu tridente e aponta-o no pescoço de Morrigan. A lâmina faz uma leve carícia na pele da Espectro, o suficiente para fazer um filete de sangue a escorrer pela sua pele.

MORRIGAN: Eu posso ajudá-la, minha senhora... Você pode conquistar o apreço do Imperador novamente...

PANDORA: Do que você sabe? De nada!

MORRIGAN: Muito pelo contrário. Eu posso ver o verdadeiro amor em seus olhos, minha senhora... E posso ajudá-la a conquistar o Imperador...

Pandora recolhe a lâmina, escutando intrigada a proposta de Morrigan.

PANDORA: Como...?

MORRIGAN: A senhora talvez não saiba... Mas Radamanthys a ama...

PANDORA: Radamanthys? Absurdo... Ele é apenas um Espectro. Mesmo com todo seu poder, não passa de um escravo! De um cão de guarda! Nem mais é um juiz! E mesmo que fosse, eu ainda seria sua superior...

MORRIGAN: É verdade. Mas nada disso é um impedimento para os sentimentos dele...

PANDORA: Onde quer chegar? O que me interessa os sentimentos de um mero Espectro?

MORRIGAN: A senhora sabe que Radamanthys é um guerreiro valoroso e poderoso. Use-o. Use o amor dele para seu benefício. Ele sozinho atravessará o Santuário, as Doze Casas e até mesmo o Salão do Grande Mestre para arrancar a cabeça de Atena e depositá-la aos seus pés...

PANDORA: Está louca...? Radamanthys é muito poderoso, mas enfrentar os Doze Cavaleiros de Ouro ao mesmo tempo? É absurdo... Além do mais, se ele falhar, o Imperador se desagradará de mim!

MORRIGAN: Não se dissermos que Radamanthys agiu por conta própria. Pense bem: Se ele conseguir matar Atena, a senhora cairá nas graças do Imperador por um plano ousado e bem sucedido! Se ele falhar, foi só uma estupidez de Radamanthys que o levou a morte... O que a senhora tem a perder?

PANDORA: Um poderoso guerreiro...

MORRIGAN: Há mais 107 para substituí-lo. Use-o. Radamanthys só precisará do incentivo certo para ir. Sacrificar um Espectro vale a pena, não?

PANDORA: Que tipo de incentivo...?

MORRIGAN: Por favor, minha senhora Pandora... É uma mulher, não é? Como poderia explorar o desejo de um homem?

PANDORA: O que sugere? Quer que eu...? Acha que sou uma vagabunda como você, para usar meu corpo para extorquir algo de um cão de guarda? Pelo quê você me toma? Uma vadia barata?

E o tapa de Pandora estala no rosto de Morrigan.

MORRIGAN: Foi apenas uma sugestão, minha senhora...

PANDORA: Sugestão? Eu devia mandar chicoteá-la por sugerir que eu ofereça meu corpo a um reles Espectro! Seja pela finalidade que for! Desapareça da minha vista! E guarde suas idéias sórdidas pra você!

MORRIGAN: Minha senhora, eu apenas...

PANDORA: Cale-se! Acha que eu não sei o que anda fazendo? Acha que sou cega? Anda trepando com Radamanthys as escondidas!

MORRIGAN: Ele me procurou, senhora... Ele queria afogar as mágoas... Diz-me sem parar que sonha em amar a senhora e recuperar sua posição como Juiz para servi-la sempre... E que gostaria de poder esquecer os sentimentos que tem pela senhora... Eu apenas me apiedei dele e tentei ajudá-lo... Perdoe-me, senhora... Eu sou o demônio do amor e acho que ver amores impossíveis, me toca...

PANDORA: Retire-se da minha frente, sua nojenta...

Morrigan se levanta, faz uma reverencia e parte, desaparecendo nas sombras. Deixando Pandora com suas indagações. Pensando em Hades, na cama com ela, dando a ela tudo que sempre desejou. Tudo que ela mais anseia. Tudo que ela mais quer.

Pandora abre a porta do quarto onde Radamatnhys adormecia. Ele acorda com o barulho da porta se fechando e olha de súbito, vendo Pandora de pé, olhando pra ele com seu olhar severo. Radamanthys se recompõe e se cobre com os lençóis.

RADA: Minha senhora. Perdoe-me.

PANDORA: Cale-se.

O tom dela era ríspido como sempre. Radamanthys abaixa a cabeça desviando o olhar.

PANDORA: Eu não vim aqui para ouvir suas adulações, Radamanthys.

RADA: Sim, senhora... O que deseja de seu servo?

Ele nota o rosto de Pandora corando. Em seguida, ela remove a proteção metálica que cobria seu torso. Sem a proteção, os seios dela logo estavam descobertos. Ela remove a proteção metálica dos pulsos e deixa o vestido deslizar até o chão, revelando o corpo esbelto. Ela caminha até a cama, engatinha até Radamanthys e puxa o lençol dele, revelando sua nudez.

RADA: Minha senhora Pandora...

PANDORA: Você é leal, Radamanthys?

RADA: Sempre...

PANDORA: É leal a mim? Fará tudo que eu mandar?

RADA: Sim...

Pandora nada responde. Apenas abraça Radamanthys e envolve o corpo dele com suas pernas e beijando-o. Radamanthys se deita na cama e ela senta-se sobre ele.

RADA: Minha senhora, Pandora... O que...

PANDORA: Cale-se, Radamanthys... Eu tenho uma missão para você... Você a cumprirá...?

RADA: Sempre, minha senhora... Cumprirei tudo que a minha Senhora ordenar...

PANDORA: Ótimo... Você me deseja, Radamanthys...?

RADA: Sim, minha senhora... Eu... A desejo muito...

PANDORA: Você me ama?

RADA: Sim... Eu sempre a amei, minha senhora Pandora...

PANDORA: Então, terá de conquistar o meu amor...

RADA: Eu farei qualquer coisa...

PANDORA: Eu quero a cabeça de Atena... Eu quero que você invada o Santuário da Grécia, mate qualquer Cavaleiro que cruzar seu caminho e traga a cabeça da maldita pra mim... Se matar a desgraçada pra mim, eu serei sua, Radamanthys... Você me quer? Se você me quer, Radamanthys... Mate Atena... E eu serei sua... Pra sempre...

E Pandora começa a cavalgar em Radamanthys. Os dois se entregam ao prazer durante toda a noite. Até o amanhecer. Quando amanhece, Pandora acorda e vê Radamanthys trajando sua Súrplice.

RADA: Ao fim do dia... A senhora terá a cabeça de Atena servida numa bandeja...

Envolta nos lençóis, Pandora se levanta e beija Radamanthys.

PANDORA: Eu sei que não me falhará... Juiz do Inferno, Radamanthys...

Juiz do Inferno. Morrigan cumprira sua palavra. Se Radamanthys fosse bem-sucedido, ele teria não só a mulher com a qual sonhou por toda a sua vida, como teria sua posição como Juiz de volta. Ele não falharia. Ele abre as portas da sacada e caminha para fora, debaixo do sol. Ele olha para Pandora, se despede com um aceno e um sorriso apaixonado, uma última vez antes de saltar para o céu e desaparecer. Quando ele se vai, a visão de Pandora começa a tremular. Seus longos cabelos negros se transformam numa cascata de cabelos loiros. As feições mudam. Pandora se transforma numa mulher completamente diferente. Ela se transforma em Morrigan de Succubus.

MORRIGAN: Uma preocupação a menos... Adeus, ex-Juiz do Inferno, Radamanthys de Wyvern...

-Santuário-

Aproximando-se do santuário a uma velocidade impressionante, vinha Radamanthys. Suas asas abertas davam-lhe a aparência de um verdadeiro dragão assassino dirigindo-se ao Santuário. Estava mais confiante do que nunca. Na noite anterior, ele teve o que sempre sonhou. Ele teve Pandora em seus braços, submissa, recebendo dele todo o prazer que ele sonhara lhe dar por séculos. Finalmente, ele pôde sentir o gosto de seus lábios, seios e sexo. Ele finalmente pôde penetrá-la e saciá-la. Ele finalmente pôde sentir os lábios dela em seu membro. E foi tudo que ele sempre sonhou e mais. E agora, ele cumpriria a missão que ela ordenara. Por ela. Pelo amor dela. O Imperador não o odiaria por isso. O Imperador tinha sua esposa de volta. Ele poderia ter Pandora pra sempre. Sim, aquele prazer seria dele pra sempre. Ver o triunfo de seu Deus e ter a mulher que ama. Nada o impedirá de ascender novamente sobre os 108 Espectros como um Juiz do Inferno. Nem mesmo Doze Cavaleiros de Ouro e um Grande Mestre o impediria de matar aquela garotinha que se chamava de Deusa da Guerra. Radamanthys teria sua glória e ela seria eterna.

Ele pousa bem no meio do Santuário, sobrevoando por todas as defesas naturais ou sobrenaturais, guardas e Cavaleiros e pára diante da Casa de Áries. Sentado nas escadarias diante da casa, estava um guardião dourado. Não era o guardião dourado de Áries, no entanto, um tão poderoso quanto.

TIDUS: Não consegue dormir? É... Eu também não...

Radamanthys se levanta encarando o rapaz de semblante sério sentado diante do templo. Um mero garoto. Isto seria fácil demais. Ele observa, curioso, aquele rapaz arrogante em Armadura de Ouro. Tão jovem e já tem uma Armadura de Ouro? Será que é forte?

RADA: A casa é de Áries... Por que o Leão a guarda?

TIDUS: É... Ela teve de dar uma saidinha... Mas eu dou o recado...

RADA: Não importa quem protege a casa. Eu vou matar todos os 12 Cavaleiros de Ouro e arrancar a cabeça de Atena de qualquer forma...

TIDUS: Você está sendo enganado, sabia?

RADA: O que quer dizer?

TIDUS: Você. Tá sendo enganado. O que te disseram? "Vai ser mole"? "Você é mais forte que todos eles"? "Você será uma lenda"? Sempre dizem essas baboseiras quando querem mandar uns otários pra morrer nestas Doze Casas... Mas o que quer que tenham dito, vá embora. Ninguém jamais cruzou as Doze Casas. Os Guardiões Dourados exterminaram cada invasor que pôs os pés aqui, desde a Era Mitológica... Mesmo que seja capaz de se teletransportar, não poderá fazê-lo... O cosmo de Atena, sempre vigilante, impede invasores de se teletransportarem por aqui...

Radamanthys abaixa a cabeça. E logo começa a sorrir. E sua risada se transforma numa gargalhada.

RADA: Você nem mesmo sabe quem eu sou, não é? Os Cavaleiros são mesmo arrogantes de acreditar que não existe ninguém capaz de rivalizar seus poderes? Tolo...

TIDUS: Talvez existam guerreiros tão poderosos quanto nós... Mas você não é um deles... Dá pra sentir no seu cosmo... Você é fraco demais... Sem ofensas...

RADA: Fraco? Eu vou ter de demonstrar minha força para que aprenda a medir o poder dos seus oponentes?

Radamanthys se prepara para atacar. Sua postura lembra a de um imenso dragão prestes a dar o bote. Elevando seu cosmo o máximo que pode, ele sequer espera Tidus se levantar. E ele não se levanta. Com o maior descaso e indiferença do mundo, o jovem cavaleiro de Leão estende a mão para frente e faz um gesto provocativo para Radamanthys atacar.

RADA: Tolo! Continue subestimando seu inimigo e se arrependerá! Principalmente se seu oponente for Radamanthys de Wyvern! A Estrela Celeste da Fúria! RUGIDO SELVAGEM!

O ar se expande como um vendaval. Um vendaval que seria capaz de arrancar casas de suas fundações. Radamanthys avança em uma incrível velocidade na direção de Tidus, queimando seu cosmo até o limite da fúria e mirando perfurar o coração do Leão com seu chifre. Mas sem que ele pudesse ver, o Leão segura seu chifre e detém seu ataque com uma única mão.

TIDUS: Eu sei medir muito bem o poder de meus oponentes e seu nível é baixo demais para me enfrentar...

Tidus finalmente se levanta, segurando o chifre de Radamanthys e empurrando-o para trás. O Espectro não consegue rivalizar a força do jovem Cavaleiro de Leão por mais que tente. Seu cosmo parece não se expandir mais do que aquilo.

RADA: Como? Isto é impossível! Nem mesmo os Cavaleiros de Ouro seriam capazes de deter minhas técnicas com esta facilidade!

TIDUS: Escuta, cara... Quem precisa aprender a medir a força de seus oponentes, é você...

Tidus destroça o chifre da Súrplice de Radamanthys e desfere um soco em supervelocidade direto no rosto do Espectro. Radamanthys é arrebatado pra trás, praticamente imobilizado pela dor. Pela dor de apenas um golpe? Não. De centenas de golpes. Milhares. Centenas de milhares. Como flashes de luz vindos de todas as direções e atingindo-o com uma força devastadora. Atirando-o para o ar, alto o bastante até que a força da gravidade faça seu trabalho clamando-o de volta ao chão.

TIDUS: Viu? Você não está no nível dos Cavaleiros de Ouro...

RADA: Impossível... Não pode existir um Cavaleiro tão poderoso assim... Para rivalizar comigo...

TIDUS: Escuta... Eu sei que você se valoriza bastante... Isso é importante... Mas você não vai vencer esta luta. Considerando pelo que vi aqui, eu poderia te deixar passar e qualquer um dos outros Cavaleiros de Ouro o faria em pedaços com um único golpe... E eu sei que vocês fanáticos, não ouvem a razão... Continuam lutando mesmo que não tenham chances de vencer... Eu sei, por que qualquer um de nós faria a mesma coisa... Mas, é melhor que você desista e vá embora...

RADA: Desistir...? Jamais... Eu terei a cabeça de Atena... A glória... O amor dela...

TIDUS: Não. Você não vai. Com toda a honestidade? Você não vai me vencer. E eu nem sou o mais forte dos Cavaleiros de Ouro... Sou o mais rápido. Mas na segunda casa, tem um cara muito mais forte do que eu... Na terceira, tem um que explode galáxias... Na quarta tem uma que arrancaria sua alma com um dedo e te mandaria pro Inferno com um sorriso no rosto... Devo continuar?

RADA: Me mandar pro Inferno...? Ahahaha... AHAHAHAHAHAHA! O inferno é minha casa, tolo...

TIDUS: Então você está pra matar a nostalgia...

Tidus coloca o elmo e se prepara para a luta.

TIDUS: Pronto pro segundo Round? Eu acho que sim. Tem uma confiança quase palpável emanando de seus olhos...

RADA: Sim... Prepare-se, pois este ataque o fará em pedaços, Cavaleiro de Leão! DESTRUIÇÃO MÁXIMA!

Tidus é atacado pela técnica máxima de Radamanthys, a Destruição Máxima. A explosão de energia ilumina a noite, parte o solo, expande o ar criando uma explosão sônica e se choca de frente com a defesa do Cavaleiro de Leão. O choque de cosmos causa uma explosão que acorda a todo o santuário. Cavaleiros de Ouro estão todos a porta de suas casas, acompanhando a batalha através do cosmo. Radamanthys estava certo de que Tidus estava destroçado nesse momento, quando ele surge em meio a nuvem de poeira, incólume.

RADA: Impossível! Como pode ter resistido a este golpe?

TIDUS: Eu te disse... Seu cosmo é fraco demais...

E Radamanthys se dá conta disto. Seu cosmo não está sequer na metade do que costuma ser. Por quê? O que estaria causando esta fraqueza? Teria o Santuário de Atena uma barreira como a que protege o castelo de Hades? Uma barreira que enfraquece os invasores explicaria esta súbita fraqueza de Radamanthys.

RADA: Já entendi... Vamos lutar em outro lugar...

Tidus não entende o sorriso confiante de Radamanthys.

TIDUS: Lutar em outro lugar?

RADA: Longe da barreira... Onde eu poderei lutar com minha força total...

TIDUS: Não há barreira alguma.

RADA: Mentira! Covarde! Somente uma barreira explicaria esta decadência de minha força!

TIDUS: Esse cara realmente acredita que é forte o bastante pra me enfrentar. Ele não é só um doido iludido... Seus golpes, mesmo que fracos, não são golpes de um amador. Mas, até mesmo um Cavaleiro de Prata poderia lutar contra ele, no mesmo nível... Até mesmo Rock, Yun ou Tifa poderiam derrotá-lo sem muito esforço... Seus golpes são de um guerreiro experiente e endurecido pelos campos de batalha, mas seu cosmo é de um nível muito baixo... Ele parece tão surpreso quanto eu... O que terá acontecido a ele...?

RADA: Vamos, covarde! Enfrente-me fora da barreira!

Tidus acena com a cabeça.

TIDUS: Muito bem... Iremos pra onde você quiser ir... Lutaremos onde você quiser lutar...

Radamanthys sorri e salta no ar.

RADA: Ótimo... Então, siga-me!

Ele alça vôo e desaparece no céu, voando para fora do Santuário até uma clareira em meio a uma floresta distante.

RADA: Pronto... Aqui, está bem distante do Santuário... Aqui a barreira não me afetará...

Tidus surge em meio as árvores, caminhando tranquilamente.

TIDUS: Está satisfeito? Nos afastamos do Santuário... Mas se deseja matar Atena, terá de subir as Doze Casas, eventualmente. Não convencerá todos os outros cavaleiros a virem até aqui lutar...

RADA: Não importa! Eu matarei você, pelo menos! E descobrirei uma forma de lutar com os outros!

Radamanthys estava tão furioso que nem esperou que Tidus se preparasse. Ele atacou com toda sua força, depositando todo seu cosmo em seu soco. Mas, novamente, o Leão não teve dificuldades de bloquear o golpe. O contra-ataque veio rápido. Radamanthys sentiu o soco atingi-lo bem no meio do estômago, fazendo o Espectro cuspir sangue.

TIDUS: Eu só aceitei vir aqui, para provar pra você que não há barreira. Seu cosmo é fraco...

RADA: Fraco...?

TIDUS: Sim. Alguma coisa aconteceu com você que o enfraqueceu. Eu posso ver na sua maneira de lutar que você não está acostumado a lutar neste nível. Que seu verdadeiro nível é muito maior. Mas agora, você mal seria capaz de lutar com um Cavaleiro de Prata... Talvez, um Cavaleiro de Bronze... Aliás, eu até conheço alguns que poderiam te derrotar sem um mínimo de esforço...

RADA: Maldito... Cale-se!

Radamanthys tenta chutar Tidus, mas o bloqueio vem novamente. Os golpes são desferidos com força e perfeição, mas o Cavaleiro não precisa fazer esforço algum para se defender. E os contra-ataques são disparados com rapidez e precisão. Força bruta. Milhares de socos na velocidade da luz, que destroçam a Súrplice de Radamanthys. Tidus desfere um chute no peito do Espectro que o manda voando longe, atravessando árvores e caindo no chão. Radamanthys está escorado numa árvore caída, vomitando sangue e totalmente exausto. Tidus se aproxima dele, olhando-o com pena.

TIDUS: Eu sinto muito, mas se você é realmente tão poderoso quanto diz ser, eu não posso deixá-lo ir e dar-lhe uma chance de restaurar seus poderes... Eu terei de matá-lo...

RADA: Acha que eu seria covarde de fugir? Idiota... Eu prefiro a morte a fugir de um inimigo... Eu sirvo a meu senhor até a morte... E continuarei lutando até a morte!

O cosmo de Radamanthys se expande ao máximo invocando suas forças totais para um último golpe. Tidus remove sua capa e a atira longe.

TIDUS: Então eu lhe dou adeus, Radamanthys de Wyvern... Aqui e agora... Será morto pela garra de Tidus de Leão... Uma morte de guerreiro é a única cortesia que posso lhe oferecer.

RADA: Desgraçado! Cale-se e morra! DESTRUIÇÃO MÁXIMA!

TIDUS: RELÂMPAGO DE PLASMA!

A explosão de energia criada por Radamanthys se choca com milhares, centenas de milhares, até milhões de feixes de luz dourados que se estendem por todos os lados. A "Destruição Máxima" de Radamanthys é facilmente devorada pelo "Relâmpago de Plasma" criado pela garra do Leão. O Espectro é fulminado por cada golpe que atinge sua Súrplice, a faz em pedaços, perfura seu corpo e seus órgãos e quebra seus ossos. O corpo quebrado de Radamanthys jaz no chão, dando seus últimos suspiros.

RADA: S-senh... Ora... Perd... Senhora...

Radamanthys morre.

Tidus sente pena do homem que jaz quebrado a sua frente. Ele enterra o corpo do inimigo numa cova e faz uma breve oração silenciosa por sua alma. Em seguida, ele retorna a seu posto de protetor temporário da Casa de Áries.

TIDUS: Adeus, Radamanthys de Wyvern... Você lutou bem...

Continua...