DADDY'S LITTLE GIRL

Título: Daddy's Little Girl
Autora: Leili Pattz
Shipper: Bella/Edward
Beta: Friida Cullen
Gênero: Romance/Drama
Censura: M
Sinopse: Bella segue as regras e os sonhos que nunca foram dela, até que um certo garoto lhe mostra que a vida vai muito além das regras dos pais. "Porque a garotinha do papai agora é a minha garota."

Disclaimer: Twilight e seus personagens pertencem a Stephenie Meyer, mas a história de DLG é minha.


Capítulo 1

Bella PDV

A chuva caia em grande quantidade, deixando-me sem visão de algo a mais de 30 cm a minha frente. Eu não sabia onde estava, nem como tinha chegado aqui, o frio cortava a minha pele e os meus dentes batiam. Um relâmpago iluminou o céu e logo depois um trovão cortou o espaço.

Caminhei para frente a passos trôpegos. Eu imaginava que ser líder de torcida teria melhorado o meu equilíbrio, mas parece o mesmo de 4 anos atrás. Esfrego as mãos nos braços tentando fazer o frio passar, mas não está adiantando. Grito por ajuda, eu preciso sair daqui, algo me diz que tudo nesse lugar está errado.

Ouço passos, ou imagino que sejam, e forço meus olhos para tentar ver entre as gotas que estão caindo. Vejo um vulto na minha frente, e caminho mais rápido, tento correr, mas acabo tropeçando caindo de joelhos e apoiando minhas mãos no chão, como consequência as palmas estão arranhadas.

- Droga – coloco as mãos para cima, deixando a água lavar o pouco sangue que saiu, e nesse momento vejo um par de sapatos familiares na minha frente. – Não... – levanto o rosto tentando imaginar se eu fiquei louca o suficiente.

- Isabella, você como sempre não tomando cuidado quando anda – aquela voz de sinos soou tão clara, que só assim percebi que a chuva tinha sumido, e estranhamente tudo estava seco, até as minhas roupas. Mas essa não era a coisa mais chocante no momento.

Minha irmã estava aqui na minha frente e estava viva.

- Como...? Oh Meu Deus, você está viva – levantei do chão em um salto e sinto meus olhos pinicarem pelas lágrimas. Avanço para lhe abraçar, mas ela estende a mão para me parar. – O que foi Anna? – ela bufou e rodou os olhos.

- Eu odeio tanto que você me chame de Anna. É Belle. Isabella aprenda, é B-E-L-L-E. Mas claro você quer ser chamada de Bella, e insiste em me chamar de Anna. Pois se conforme criança, você não é a Queen B – seu rosto está vermelho de raiva e os olhos dilatados.

Essas palavras são tão familiares, que me levam a uma época que eu tinha 10 anos e minha irmã de 15 me humilhou na frente de toda a escola no meu primeiro dia de aula junto com ela na Academia Florence. Eu era aquela mesma garotinha por dentro, querendo falar com a irmã e sendo rejeitada na frente de todos, mesmo agora estando sozinhas em um lugar que eu não conseguia olhar ao redor.

- Desculpe – murmurei da mesma forma que fiz há tantos anos – Então, Belle o que aconteceu? Por que não nos procurou? Como você está viva? Disseram que você morreu naquele...

- Você continua chata e perguntando muito. Eu não vim aqui responder suas perguntas, só vim te avisar de uma coisa. O senhor e a senhora Swan podem tentar fazer de você o que eu fui, mas você não é, Isabella. Não é a melhor líder de torcida, mesmo sendo a capitã. Não namora o garoto mais bonito só porque ele é o capitão do time. Não tem seguidoras fiéis, apesar daquelas patetas que ficam atrás de você, mas que adorariam enfiar uma estaca no seu coração. Não tem a coroa, apesar de ser a rainha de todos os bailes desde que eu morri. Eu sou a Queen B e você não é nada – agora ela me agarrava pelos braços, me sacudindo como se eu fosse uma boneca de pano – Pare de tentar ser o que você não é Isabella, você nunca será Annabella Jenny Swan, o máximo que consegue ser é uma cópia menos gostosa de mim.

- Belle, você está me machucando – eu disse entre os soluços altos que saíam de dentro de mim – Eu não quero ser você, eu juro. Só quero fazer o que gosto, por favor me solta. Não me odeie Belle... Belle... Belle... Bella... Belle... Bella...

- Bella... acorda – alguém me chamava.

- Você não é ninguém – a voz de Belle soava nos meus ouvidos.

- Não... não me odeie...

- Bella ACORDA – um grito saiu da minha garganta quando abri os olhos, sentindo mãos nos meus braços, e vendo um par de olhos conhecidos me encarando.

Mike.

- Hei, você está bem? Eu estava no corredor e ouvi seus gritos. – suas mãos um pouco frias afagaram meus ombros e braços. Eu assenti, percebendo que minhas bochechas estavam molhadas. Seus braços rodearam meus ombros, e me aconcheguei nele.

Mike é meu primo, mas é como se fosse meu irmão. Mora na minha casa desde que eu me dou por gente, já que seus pais morreram quando ele tinha apenas 2 anos, e a minha mãe tornou-se a guardiã legal dele. Apesar de ter a minha idade, Mike vive um estilo de vida diferente do meu, sendo um garoto quase responsável, e um pouco maluco para os padrões dessa casa. Ele já me disse que só continua morando nessa casa para cuidar de mim, e também porque ele não pode tocar na sua herança antes de ter se formado e entrado em uma universidade.

Ele está afagando os meus cabelos enquanto eu tento normalizar a minha respiração espiando no relógio na cabeceira para ver quantas horas são. 06:50. Hora de levantar.

- Obrigada Mike – dei um aperto leve no seu braço e ele beijou a minha testa.

- Não é nada. Vai tomar um banho e se arrumar para a escola, vou pedir para a Hannah preparar panquecas de blueberry para você tudo bem? – seu sorriso é tão bonito que parece um calmante para mim, sempre foi dessa forma.

- Tudo bem – funguei um pouco e ele me deu outro beijo na testa, levantando-se da cama e saindo do meu quarto.

Passei as mãos pelos meus cabelos olhando ao redor do meu quarto, sentindo aquela dor por causa do pesadelo repetido. O mesmo que eu tenho a anos, e que cada vez fica mais apavorante.

Se existe uma coisa que me apavora é ser rejeitada e eu nunca quis que Annabelle me rejeitasse, mas nunca fomos muito amigas. Tivemos os nossos momentos de irmãs, mas não muitos.

Respirei fundo decidindo que era melhor não pensar nisso agora, e levantei indo para o banheiro. Depois de um banho relaxante, coloco um robe felpudo e fofinho, pego meu secador e vou para a penteadeira do meu quarto.

Depois de secar meu cabelo, fiz duas tranças finas junto com fita vermelha e branca que representa as cores da escola, e entrelaço na parte de trás do meu cabelo, prendendo bem com um pequeno laço vermelho. Começo a passar minha maquiagem, que hoje é especial para apresentação das lideres de torcida no primeiro dia de aula. Eu era a capitã das lideres de torcida há três anos e gostava do que fazia, mesmo que boa parte do motivo para fazer isso veio dos meus pais.

Entrei no meu closet para decidir o que vestir hoje, e acabou sendo um look cinza. Pareço um dia nublado, o que é completamente diferente para a cidade onde eu moro. MIAMI. Sim, Miami. A cidade onde o sol brilha sempre, é o lugar ideal para garotas loiras, bronzeadas, em seus biquínis minúsculos. O que eu realmente não sou, pois estou longe do bronzeado perfeito, o máximo que posso conseguir é ficar vermelha como um tomate, mas ainda posso me dar ao luxo de usar um bom biquíni.

Peguei a mochila que tem as roupas para a apresentação, minha bolsa, e meu iPad. E dou graças aos céus que não precisamos usar cadernos, apenas livros que ficam na escola. Hoje é o primeiro dia do meu último ano, e tudo é diferente, vou começar a pensar no meu futuro, um que não fui eu quem planejou.

Desço as escadas, indo diretamente para a mesa tomar o café da manhã e como era de se esperar meus pais não estão. Meu pai, Charlie Swan, estava a um passo de se tornar o chefe de departamento de segurança do estado, mal parava em casa e minha mãe era uma arquiteta famosa, mas quase não exercia mais sua profissão desde a morte de Annabelle, vivia viajando pelo mundo para tentar esquecer os problemas. Em resumo, meus pais quase não estavam em casa, o que de uma forma me deixa alegre e triste. Alegre porque não preciso ver meus pais colocando os sonhos de Belle em mim, e triste pelo fato de que não os tenho por perto.

Mike já está sentado à mesa, desfrutando de waffles com mel e banana, e logo que eu chego Hannah entra na sala com as minhas panquecas e meu iogurte de mel e cereais. Agradeço a ela com um sorriso, e começo o meu café da manhã em silêncio. Esse era o melhor ponto de não ter meus pais em casa, o café da manhã não era preenchido com faculdade, responsabilidade, eventos sociais que eu deveria ir e etc.

O toque do meu celular preencheu o silêncio da sala de jantar e deixei meu café de lado já sabendo quem é pela música. É o meu namorado, Riley Barnes. Abro um pequeno sorriso enquanto atendo, Mike revira os olhos e começa a devorar um pedaço bolo de chocolate com morango. Ele não gosta muito do Riley.

- Bom dia minha Queen B – Riley, ou Ril como eu o chamava, foi um dos que aderiu a esse apelido, o qual eu não fazia muita questão, mas também não reclamava.

- Bom dia Ril – respondi enquanto coloquei meu celular no viva-voz.

- Queria saber se você aceita almoçar comigo hoje. Você sabe que depois das apresentações vamos ser dispensados da escola, então imaginei que poderíamos sair e almoçar juntos.

- Claro, sendo assim é melhor você vir me buscar ou eu vou para a escola com o Mike.

- Não precisa o Mike te levar – senti um pouco de frieza quando ele disse o nome do meu primo. O sentimento entre eles era mutuo. – Eu te busco, chego ai em 15 minutos.

- Tudo bem então. Eu te espero.

- Certo. Beijo, eu te amo.

- Eu também – desliguei e Mike estava parado me olhando com um morango na mão.

- Nunca vi você falar um "eu te amo" de volta para o Riley. É sempre "eu também".

Rodei os olhos enchendo um copo com suco de uva e peguei um pedacinho de torrada com geleia de amoras.

- Eu nunca disse a ele "eu te amo", eu uso essas outras palavras para não parecer uma namorada fria e sem sentimentos – encolhi os ombros.

- Então você não ama o Riley? – Mike tinha um sorriso sacana no rosto.

- Mais ou menos. E você não fale uma palavra sobre isso Mike, eu gosto de estar com o Riley, ele é legal, divertido, carinhoso, e me ama. Faz bem para mim, posso aprender a amá-lo.

- Você ainda não aprendeu isso em 3 anos, acha que vai aprender agora? – meu primo jogou o morango na boca e saiu da mesa antes que eu tivesse a oportunidade de dar qualquer resposta.

Decidi não pensar nisso e peguei meu celular mandando uma mensagem para as melhores amigas e principal parte da equipe das líderes de torcida. Éramos um grupo desde os 13 anos. Alice Brandon, Rosalie Hale, Jéssica Stanley (minha cunhada, que não gostava de usar o Barnes), Tanya Denali e Irina Denali. Avisei a elas para não esquecerem nada para a apresentação. Eu sabia que elas não iriam esquecer, mas é melhor prevenir antes que eu tenha que correr para concertar algo.

Termino meu café da manhã e vou ao meu quarto escovar os dentes e dar mais uma olhada na minha aparência, passo batom e escuto a buzina do carro do Riley. Desci praticamente correndo, dando tchau para a Hannah que está na porta da frente e coloco meus óculos escuros enquanto caminho até o carro. Abri a porta sorridente, e logo ganhei um beijo ao ocupar o meu lugar.

- Isso sim é um bom dia – ele murmurou dando outro beijo longo e calmo em mim.

Riley Barnes é o quarterback do time de futebol americano da escola. Seus cabelos eram de um castanho claro dourado, os olhos azuis como o mar, o sorriso branco e lindo, a pele levemente bronzeada e era um amor de pessoa. Pelo menos comigo. Desde que começamos a namorar fomos coroados o rei e a rainha do baile, em todos os tipos de bailes possíveis. Chega a ser chato, mas o que podemos fazer se todos votam em nós?

Seu pai, Marcus Barnes era advogado, um dos melhores do país. Sua mãe, Katerina Barnes (que gostava de ser chamada de Kate), era apenas uma dondoca que adorava torrar o dinheiro do marido. Jéssica, minha cunhada não tão amada, era a garota mais mimada do universo, eu posso ser mimada, mas ela ganha de mim. Era uma falsa. A maior de todas.

Então vem a pergunta "Então por que eu ainda era amiga dela?" Porque existe aquela frase: Mantenha os amigos sempre perto de você e os inimigos mais perto ainda.

Era também o caso de Tanya e Irina. Para falar a verdade, apenas Alice e Rosalie eram as verdadeiras amigas que eu tinha, as outras eram apenas vadias sem escrúpulos que eu tinha que manter em rédea curta, pois sabia que se eu bobeasse elas atacariam. Eu sei que Jéssica tem o sonho de ser a capitã das lideres de torcida, mas felizmente nunca dei brecha para ela conseguir.

Ela tinha uma enorme queda pelo Mike, o qual pisava na garota como se ela fosse uma baratinha. Não é como se eu realmente me importasse com isso, mas ela me implorava para ajudá-la com o Mike, eu prometia, mas não poderia obrigar o meu primo a ficar com ninguém. E sinceramente, ele merecia algo melhor.

O caminho até a escola não é longo, o trajeto foi ocupado pelo silêncio e uma música do David Guetta no som. Quando chegamos na escola já havia alguns carros estacionados e Riley estacionou na vaga de sempre. Mal tive tempo de descer e fui praticamente cercada pelas meninas tagarelando sem parar e sorrindo para elas, fiz o meu caminho até o carro de Rosalie que era uma linda BMW vermelha. Não sei nada sobre modelos, só sei que é linda.

- Ai B, estou tão nervosa – Jéssica tinha o poder de possuir a voz mais chata do universo. Era fina e nasal.

- Não precisa ficar nervosa, Jessy – sorri de forma forçada, mas que sempre parecia ser sincera – Vocês ensaiaram bem e... – parei de falar no momento que fui interrompida.

Primeiro foi o barulho e depois a visão. Todos tinham seus olhos voltados para quem acabou de entrar no estacionamento.

Diferente de todos, ele não chegou em um carro brilhante, mas era uma moto brilhante, casaco de couro e capacete preto. Me perguntei como essa pessoa estava aguentando tudo isso nesse calor. Mas alguma coisa naquela moto,e naquele ainda desconhecido fez algo vibrar em meu estômago.

Antecipação? Curiosidade? Excitação? Eu não sei, mas aquele meu sentido feminino me dizia que existia algo ali que iria me balançar.

Antes que eu pudesse terminar meus pensamentos e ver o rosto do motoqueiro misterioso Alice estava falando sobre estarmos atrasadas para nos arrumar, e saiu me puxando para dentro da escola.

- Meu Deus, de quem será que é aquela moto? – Tanya disse enquanto caminhávamos para o vestiário.

- Deve ser novo na escola, eu saberia se algum aluno antigo tivesse comprado uma moto – afirmou Jéssica. Com certeza ela iria saber, era tão fofoqueira como a mãe, adorava cuidar da vida dos outros.

Enquanto eu colocava a minha roupa para a apresentação, minha mente vagou para o estranho da moto. Um arrepio percorreu a minha espinha, e mordi os lábios segurando um sorriso que eu não sabia de onde vinha.

~xx~

Edward PDV

- Eu realmente tenho que morar aqui? – sentei para tomar o meu café da manhã fazendo essa pergunta pela milésima vez ou algo assim.

- Edward, meu filho, sua mãe foi para Rússia gravar o novo seriado dela, e sim você tem que morar aqui. Por que continua perguntando? – meu pai, Carlisle, um banqueiro conceituado no país e solitário, que adorava me manter preso (mas nunca conseguia) estava me obrigando a morar em Miami, quando tudo que eu queria era continuar em Los Angeles.

- Porque eu poderia muito bem ter ficado em Los Angeles – resmunguei enquanto pego um pedaço de bolo de laranja.

- Esme não deixaria você ficar sozinho. Ou era Miami ou Rússia – ele estava certo, por mais que pouco me visse, Esme não me deixaria sozinho em LA.

Esme era uma atriz de Hollywood, já ganhou Oscar, Globo de Ouro e todas essas parafernálias que os atores ganham. Agora ela está na Rússia filmando uma série idiota sobre vampiros. Quando ela decidiu ir, o senhor Carlisle Cullen resolveu que eu deveria ir morar com ele, como se ele tivesse um grande papel de pai na minha vida, mas na verdade eu só encontrava no máximo duas vezes por ano a pelo menos quatro anos. Não que antes disso eu o visse muito.

- Mas eu realmente tenho que estudar nessa escola? É tão... esnobe. Eu me contentaria com uma escola pública – meu pai me olhou como se eu tivesse três cabeças.

- O que? Está louco? Meu filho não vai estudar em uma escola pública.

- Oh claro, o filho do grande Carlisle Cullen tem que ser o melhor de todos e bla bla bla. Não sei porque você e minha mãe se divorciaram, os dois são iguaizinhos – bufei enquanto levanto do meu lugar, pegando uma barra de cereal que era a minha única exigência no café da manhã. Era a minha opção de refeição quando eu tinha que fugir de papo chato – Cansei do café da manhã em família. Bom dia e até sei lá quando você voltar da sua próxima viagem a sei lá aonde.

Sai da sala de jantar sem dar tempo para uma resposta. Peguei minha mochila na sala, coloquei meu casaco de couro e vou para a garagem pegar a minha moto. Era a única coisa que eu gostava como meio de transporte. Não se engane, carros são legais, mas motos... são incríveis.

Nada melhor do que se sentir livre.

Eu tinha 19 anos e estava no ultimo ano. Eu sei, um pouco atrasado, mas quando meus pais se divorciaram eu perdi um ano. Minha família era perfeita até Esme fazer um filme de ação e ter um caso com seu co-star. Foi então que a minha vida mudou.

O Edward Anthony Cullen perfeitinho e estudioso conseguiu a primeira moto aos 16 anos e mandou tudo para o inferno. E aqui estou, indo para uma escola idiota, com pessoas idiotas e mimadas. Talvez uma ou outra salve, mas acho difícil.

Ao entrar no estacionamento comprovo a parte dos mimados. Carros e mais carros esportivos. Todos muito bem vestidos e com ar de superiores, como se o mundo inteiro fosse aquela escola. Mas também vejo todos olhando para mim, uma entrada chamativa. Reprimo um rodas de olhos enquanto encontro um lugar para estacionar a moto.

Prefiro ignorar os olhares curiosos e os cochichos enquanto guardo meu capacete, e pego meus óculos escuros que estavam na minha jaqueta. Coloco a mochila nas costas e entro na escola, sentindo os olhares em mim. Caminho para a secretaria onde eu iria pegar os meus horários. Fui matriculado à apenas 3 dias, meu pai disse que fez das tripas coração para isso, mas duvido muito.

- Com licença – o local estava vazio, a maioria dos alunos ainda não tinham entrado. Uma senhora de cabelos grisalhos olhou para mim sob seus óculos e deu um sorriso maternal.

- Sim querido, em que posso ajudar?

- Sou Edward Anthony Cullen, vim buscar o meu horário. Fui matriculado há poucos dias, e não recebi pela internet como os demais alunos.

- Oh sim, Sr. Cullen. Aguarde um momento que eu vou imprimir seu horário. Sente-se se quiser – ela apontou para as cadeiras atrás de mim, e eu sentei enquanto ela imprimia meu horário.

Quem entrasse aqui dificilmente iria achar que era uma escola, mais parecia a ante sala do presidente ou alguma coisa do tipo. Era completamente impecável, o que me fez rodar os olhos enquanto tirava meus óculos e colocava na minha jaqueta. Alguns minutos depois, a secretária, que só agora vi o seu nome escrito no crachá, Sra. Cope, me chamou entregando meu horário e um mapa da escola que ela disse também estar na minha página da escola, que eu poderia ver online.

- Aqui está a combinação do seu armário, e como mudar. E seus livros já estão lá. Vai ter uma apresentação agora na quadra aberta nos fundos da escola, é a apresentação anual, os professores, o time, as lideres de torcida, enfim vá porque assim acaba conhecendo melhor sobre a escola. Tenha um bom dia querido.

Dei um sorriso depois que murmurei as palavras de agradecimento, saindo da secretaria. Agora os corredores estão mais movimentados, poucos param em seus armários, e eu só faço para ver se ta tudo certo e trocar a minha combinação. Vou para a tal quadra, pensando no caminho se posso ir embora, mas decido ficar.

Coloquei os meus óculos novamente quando o sol escaldante dá sinal. Tiro minha jaqueta, pois se eu iria ficar aqui nesse sol com certeza não queria virar um churrasco.

As arquibancadas estão parcialmente lotadas, vejo um lugar na quarta fila e vou diretamente para lá. Sento tentando ignorar tudo ao redor e minutos depois uma mulher fala ao microfone, pedindo que todos se sentem. Começa uma apresentação chata dos diretores, coordenadores, professores antigos e novos, noticias sobre grupos que os alunos podem se interessar e então apresentam o time de futebol americano.

Eu até pensei em me inscrever para um teste, mas não ia suportar a chatice de ter que treinar todos os dias, hoje eu não tenho mais paciência para isso. Uma professora, acho que é a Sra. Stuarti que leciona Artes Plásticas pega o microfone e começa uma apresentação que até então eu não sabia, mas que iria mudar o meu dia.

Todos ficam em pé, e eu imito, observando que daqui eu tenho uma boa visão da quadra, já que a maioria das pessoas na minha frente são garotas e de uma estatura menor do que a minha. Garotas entram na quadra com seus uniformes vermelhos, a agitação das que estão perto de mim faz com que eu entenda bem que essas são as lideres de torcida, e bem, os pompons em suas mãos não me deixam pensar em outra coisa.

Não consegui ver os rostos delas, pois todas pararam de costas para nós. Então em um momento de silêncio começa os toques de uma música. Eu não sei o nome, mas já escutei em algum lugar.

*~ Beyoncé – Run The World ~*

Tirei meus óculos para poder ver melhor, tem uma garota no centro de tudo com os cabelos parcialmente soltos (é a única de cabelo solto o que me leva a crer que deve ser a capitã) quando o sol bateu neles refletiu uma cor vermelha, parece vinho, e eles caiam até o centro das suas costas. Sua pele é incrivelmente branca para alguém que mora em Miami, mas ela tem uma bela bunda. Sim, parece bem redondinha nessa pequena saia.

Girls, we run this motha!

Garotas, a gente manda nesta merda!

E quando ela virou, o meu mundo parecia que tinha parado. Era definitivamente a garota mais bonita que eu já vi em toda a minha vida e eu já vi muitas pelo mundo. Sinto-me incrivelmente atraído pela menina que dança, salta, sacode pompons e remexe o quadril.

Percebo que estou pedindo passagem pelos outros, descendo pelas arquibancadas, até chegar à grade. Só assim consigo olhar em seus olhos, que focaram nos meus rapidamente e a vi vacilar por um breve segundo em seus passos, mas logo voltou ao que estava fazendo como se sua vida fosse dançar essa música.

Eu não estava prestando atenção em qualquer outra que estava naquele local, apenas na capitã. O centro de tudo. Não sei quanto tempo passou, mas logo elas terminaram a apresentação e a linda garota pegou o microfone.

- Bom dia a todos da Academia Florence. Muitos já me conhecem, mas para os novos – eu vi seus olhos focalizarem em mim por alguns segundos - sou Isabella Swan, a capitã das lideres de torcida, e também a organizadora dos bailes da escola. Tenho duas noticias para dar, a primeira é para as garotas, que o teste para líderes de torcida está aberto, e na nossa pagina no site da escola tem formulários para os testes, que vão ocorrer amanhã depois das aulas. E a segunda noticia é sobre o baile de reencontro, que será daqui três semanas, e o tema é Red & Black. O que isso significa? Todas as garotas devem se vestir de vermelho e os garotos preto. E não é obrigatório vir em casais, mas é interessante. – ela deu um lindo sorriso – Quem quiser ajudar na organização, vá a sessão de entretenimento do site da escola e lá tem um questionário. Vou analisar todas as fichas e responder até o final de semana. Vocês têm somente até a tarde de amanhã para fazer isso. Espero que seja um ótimo ano na Florence – seu olhar novamente veio para mim, enquanto eu sorri para ela, que fez o mesmo – Tenham um bom dia.

Todos gritaram e aplaudiram, enquanto ela saía do campo, seguida pelas outras garotas. Coloquei novamente meus óculos, quando o diretor pegou o microfone, falando mais algumas coisas e depois fomos dispensados. Entre tudo isso, esse espetáculo durou mais ou menos uma hora, e eu estava livre.

Caminhei até o estacionamento, e vi uma pequena garota de cabelos negros e espetados parada perto da minha moto. Ela usava a roupa das lideres de torcida. Franzi a testa enquanto me aproximei, e ela deu um sorriso caloroso para mim, encolhi os ombros quando parei em frente a ela. Essa menina era muito pequena.

- Olá, sou Alice Brandon – ela estendeu sua pequena mão como cumprimento.

- Olá, sou Edward Cullen – dei um sorriso enquanto aceitei sua mão.

- Eu observei que você é novo na escola Edward, então não deve saber para onde muito dos alunos vão hoje depois do pôr-do-sol.

- Realmente eu não sei – e nem quero saber, completei mentalmente.

- Nós vamos para o Andie Bar que fica em Miami Beach, é uma espécie de quiosque que fica na praia, mas é privado. Não é difícil de encontrar, qualquer pessoa que você perguntar vai saber te dizer onde fica. Vamos ter um pequeno lual, apenas para um reencontro, e conhecer os novos alunos, que não são muitos. Se quiser ir, está convidado - olhei para ela meio espantado, ela tinha falado tudo isso em um fôlego só.

- Hum, certo, eu acho que vou, mas posso te fazer uma pergunta? – diminui o tom da minha voz, observando que a maioria dos alunos já estavam entrando no estacionamento,

- Claro – ela assentiu e esticou um pouco os pés.

- A capitã, Isabella, vai estar lá? – os olhos da pequena se arregalaram um pouco, mas ela logo deu um sorriso cúmplice.

- Sim – respondeu como se estivesse falando que eu ganhei na loteria. – E, aliás, vou te contar um segredo – levanto as sobrancelhas e me inclinei em direção a ela – foi a Bella que me pediu para te convidar. Tchau Edward, até mais tarde – então ela saiu em disparada para dentro da escola novamente.

Bella. Apelido apropriado.

Sorri para mim mesmo, tirando meu capacete do compartimento da moto e guardando a minha jaqueta no seu lugar. Retirei meus óculos escuros, sentando na moto em seguida e fiquei ali esperando a Bella sair. Uns 5 minutos depois ela o fez e eu pensei em ir até lá para falar alguma coisa, me apresentar talvez, mas o momento a chance foi quebrada quando o garoto que reconheci como o Quarterback do time da escola a pegou na escada, os braços dela foram para o pescoço dele e seus lábios se juntaram.

Levantei as sobrancelhas percebendo que ali tinha um grande desafio. Não me importava mesmo que a garota tivesse um namorado, para mim ele já era um elemento fora da equação. Bella Swan logo vai conhecer o famoso Cullen.

É papai Carlisle, morar em Miami será muito divertido.


DLG na área. Espero que tenham gostado desse começo :)
Essa fic estava guardada a muito tempo, e eu não queria guardar mais, então aqui estamos.

Para quem lê as minhas outras fanfics, no meu group do facebook eu deixei um calendário de quando eu pretendo postar cada uma.
www(.)facebook(.)com/groups/leilipattzfics/doc/426619844038492/

É isso, gostaria de ver os comentários de vocês sobre o comecinho da fic que pretende ter muita coisa legal. DLG é uma fic que eu tenho já do começo ao fim planejada.

Quem comentar e tiver conta vai receber uma preview do próximo capítulo, quem não tiver conta é só deixar o e-mail que eu mando. Não esqueça de substituir os simbolos por nomes,como no exemplo: daddys(underline)littlegirl(arroba)hotmail(ponto)com

Beijos

xx


Nota da Beta: Gente que absurdo esse Edward! Chegou com tudo, ai mamãe! E essa viada, vadia, filha da puta, meretriz da irmã da Bella? Se fuder essa vadia duzinfernos u.u Ela ta morta e que queime no inferno *lixa* Falei u.u Esse namorado da Bella tem que sumir também, o negócio agora é Edward Cullen, baby! Já sinto o perigo dessa fic! *risos*

Beijinhos,

Friida.