Nota da autora: Pessoal, postando mais um capítulo, me perdoem se não estiver muito criativo, mas eu estou com uma preguicinha...
Bem, boa leitura!

Annabeth's POV

Segui minha mãe até o outro lado da lancha.

Estava meio apreensiva, o que será que ela queira? Por que atrapalharia meu encontro com Percy?

Bem, acho que ela atrapalharia por qualquer motivo se quisesse, mas ela não faria isso, ainda era Athena, tinha um motivo muito sério para estar ali.

– Que péssimos pais! Atrapalhando encontros! Só espero que se mandem antes das duas, tenho planos para o casal, e Apolo tem um presente. Até mais. - berrou Afrodite de algum lugar da lancha.

– Ela não tem jeito... – disse Athena – Bem, Annabeth eu tenho que falar com você, de verdade. Não pense que vim de atrapalhar, é só que... Acho que você merece uma explicação sobre o que descobriu de Bryan, na verdade eu ia falar sobre isso com você ontem, mas aquele seu namoradinho apareceu na hora...- Athena olhou na direção contrária da lancha, na mesma direção em que Percy deveria estar agora - Então, como não sabia que vocês teriam um encontro, decidi que falaria com você hoje.

Athena enrolava a ponta do vestido nos dedos, por incrível que pareça pela primeira vez na vida eu a via daquele jeito, como se estivesse nervosa em ter que me explicar a história de Kate.

Não mencionei nenhuma palavra, achei melhor deixar que ela prosseguisse.

– Bem, Annabeth você deve se lembrar de que nos mitos muitos deuses já se apaixonaram por semideuses. Esses mitos não são mitos, como você sabe, tanto que... - ela olhou para os lados e sussurrou, uma coisa não muito comum por parte de Athena - Bryan existe.

Olhei fixamente para ela.

– Eu sei, sei que os mitos são reais, só não imaginava que ainda acontecessem, ou que um dia iria conhecer alguém assim. E que além do mais é meu... Sobrinho?

Athena sorriu.

– Não querida, não se preocupe, não é como se vocês fossem parentes, nós deuses não temos DNA. Se ele fosse meu filho... Ai era um caso para se pensar, mas não, ele não é. Não se preocupe com graus de parentesco, você tem muitos exemplos no Olimpo para saber que isso não é nada, veja Hera e Zeus.

Segui a linha de raciocínio dela, e estava certa, mas...

– Mãe, eu só estava pensando nisso por que ele é meu amigo, e uma hora vamos ter que explicar para ele. No entanto, você falou como se eu fosse namorada dele.

Athena inclinou um pouco a cabeça para o lado.

– Talvez ele quisesse isso, mas eu sei que você não. - ela respirou fundo – Embora eu deteste Poseidon, sei que gosta daquele garoto, o Percy.

Pisquei.

– Está dizendo que aprova meu namoro com o Percy?

– Não! Estou dizendo que estou tentando entender seus sentimentos atuais por ele. Embora não veja o motivo pelo qual você gosta dele... Sei que ele a alegra. - Ela sorriu e depois seu rosto fechou – Mas eu não aprovo, ainda não ao menos.

Assenti, já era algum começo, e eu não queria discutir agora.

– Mas voltando... Bryan é um semideus muito poderoso, não só por ter os poderes de Zeus, mas também por sua inteligência. Sei que você quer contar a ele sobre Kate ser minha filha, no entanto, talvez não seja a melhor hora, o ideal seria você esperar uns dois dias, deixar ele se acostumar com o Acampamento, conhecer as pessoas, essas coisas.

Estreitei os olhos.

– Mas isso é injusto com ele, quando ele souber vai ficar chateado por não ter sido avisado antes. - suspirei, estava pensando se era melhor ele ficar super confuso ou chateado, e me decidi- Porém, acho que a Senhora tem razão, é melhor ele esperar, pelo menos até amanhã.

Athena assentiu com a cabeça, parecia querer dizer mais algo, mas resolvi fazer uma pergunta primeiro.

– Mãe, sei que provavelmente isso não é da minha conta, mas... Gostaria de saber um pouco mais sobre Kate, quero dizer, sobre a vida dela até o Acampamento eu sei tudo, porém nada sei sobre o que aconteceu depois.- meu cérebro trabalhava a mil - E fiquei muito intrigada em saber que ela morreu assim, praticamente do nada, e sei que o pai dela não deixou que fizessem autópsia nela, porque como meio sangue ela somente possuía o DNA dele, e nesse caso os mortais iriam querer analisar o caso, e...

– Annabeth, não posso falar muito sobre a vida de Kate, mas posso afirmar que a morte dela foi muito... estranha. No entanto, terá de fazer suas descobertas sozinha.

Assenti.

– Minha cabeça parece que vai explodir com tanta informação, ainda mais não podendo contar a ninguém...

A expressão de minha mãe era calma.

– Quem disse que não pode contar a uma pessoa de confiança?- disse ela

– Tipo Percy?- abri um sorriso.

Athena fez uma careta.

– Preferia que fosse Thalia, ou até aquele sátiro, o Grover. Mas se acha melhor dividir essa informação com aquele filhote de criatura marinha, sinta-se a vontade, digo isso porque sei que você confia nele. Acho que é aí que nossas opiniões se distinguem...

Revirei os olhos.

– O que importa é que conte para alguém Annabeth, nem sempre podemos aguentar o peso do mundo sozinhos.

Eu assenti.

– Sei disso.

Athena já estava indo embora quando se virou.

– Adeus Annabeth! E saiba que eu não estava de brincadeira ainda pouco, quando disse que não aprovava o namoro de vocês. O Jackson ainda está passando pela fase de testes.

E com esse alegre comentário minha mãe começou assumir sua forma divina, e nisso tive que me virar. Quando me virei de novo estava completamente sozinha, Athena havia ido embora.

Percy's POV

– Pode falar, Pai!

Poseidon olhava atentamente o horizonte, quando finalmente resolveu se virar para mim.

– Percy, apareci aqui para falar com você sobre...- Poseidon parecia... chateado?- Na verdade apareci aqui porque aquela minha sobrinha chata estava te ameaçando, no entanto vou aproveitar para falar com você sobre outro assunto...

– Que assunto? - disse juntando as sobrancelhas.

Ele suspirou.

– Não pense que sou um fofoqueiro, só me preocupo com você, mas vi a ameaça que Phobos te fez.

O que? Meu pai estava bisbilhotando meus sonhos?

Meus deuses, tomara que ele não tenha visto aquela vez que sonhei com Annabeth naquela camisola azul transparente...

– Anda olhando meus sonhos? - disse corando.

– NÃO! Só que como sou um deus sei quando pronunciam meu nome, e Phobos fez isso, por isso prestei atenção na conversa.

– Pai, Phobos quer usar Annabeth como forma de se vingar. - minha voz estava baixa- O senhor não poderia fazer algo? Ou a mãe de Annabeth?

Poseidon balançou a cabeça negativamente.

– Não posso me meter Percy, a não ser que ele faça algo com você, e mesmo assim só depois que ele te fizer algo. E a filha favorita de Zeus nem sabe que a Annabeth corre perigo.

– Por que o senhor não conta para ela?

– É proibido, as leis divinas não permitem. Estão por sua própria conta, Percy.

Engoli em seco.

– Pai, não ache que estou com medo de que Phobos faça algo comigo, na verdade prefiro que ele me mate do que a Annie.

Isso foi o que eu disse, mas outra verdade era que sem ela a minha vida não faria sentido algum.

– Isso é muito... corajoso! - disse Poseidon, mas dava a impressão de que diria que poderia ser muito estúpido também. -E Phobos sabe que ela é mais importante para você, e que você daria sua própria vida por ela, assim como Annabeth faria o mesmo por você.

Eu corei.

– Percy, você e Annabeth terão de enfrentar Phobos algum dia, e ele é um deus bastante traiçoeiro, assim como o pai. Por isso tome cuidado, e... Conte a Annabeth, nunca é bom guardar segredos para quem se ama.

– Será? - disse eu.

– Claro! E Annabeth é muito corajosa, excelente menina, fora a mãe é claro. Sei que lutaria bravamente contra Phobos.

Suspirei.

– Eu sei, e isso me assusta, sei que ela é maravilhosa...- em todos os sentidos, pensei - ... uma maravilhosa lutadora, e também muito orgulhosa, e isso me preocupa.

Poseidon colocou a mão em meu ombro.

– Confie nela.

– Eu confio!

Poseidon assentiu e se afastou.

– Pense no que te disse. Ah! - Poseidon estalou os dedos - Vocês não estavam mesmo planejando fazer... Aquilo né?

Corei.

–Não pai!

– Ufa! Que bom, então precisamos ter uma conversa de pai e filho...

O que?

– Pai, minha mãe já teve essa conversa comigo, pode acreditar.

– Mas não é a mesma coisa, precisa conversar com um homem...

– Paul também conversou comigo, não se preocupe.

Ele pareceu irritado quando mencionei Paul, mas depois sorriu.

– Ok! Acho que já atrapalhei demais seu encontro. Mas ante, não fique tão enciumado por Bryan ter salvo Annabeth, ela é sua namorada!

estreitei os olhos.

– Está pedindo demais pai, ele dá em cima dela e eu tenho que me controlar?

Ele inclinou a cabeça.

– Está certo, então, tente voltar para o Acampamento antes das 19:00 horas. Você vai gostar.

– Gostar de que?- ergui uma sobrancelha.

– Você verá!

Me virei, porque neste exato momento Poseidon voltou para sua forma de deus e sumiu.