Encendiste la luz

By: Liz-cam

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Estar cego, a sensação de sentir-se só, culpado. Uchiha Sasuke experimenta-a, é alvo de miradas curiosas... com lástima. Até que ela entra em sua vida, a pessoa que em um momento acreditou ser incômoda e irritante está disposta a mostrar-lhe o que é sentir-se amado.

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Esta bruta realidade

A vida dos universitários costuma ser dura, ao menos na maioria das vezes. Abandonam seus lares, pedem dinheiro a seus pais a cada mês, e em alguns casos tem de trabalhar para poder pagar seus estudos, uma casa e o pão para levar a boca.

Enfim, ela sabia que a partir deste ano as coisas iriam ser difíceis. Haruno Sakura havia ficado órfã em seus 19 anos de vida, sua mãe havia morrido dois meses atrás, e seu pai quando apenas era um bebê, assim que estava praticamente sozinha. Mas, como poderia arrumar-se em uma cidade tão grande como era Tóquio? Não estava segura, mas ao menos já havia podido conseguir uma casa menor, não era muito, mas estava cômoda.

Sua mãe e ela nunca haviam tido uma casa própria, a anterior estava apenas alugada, assim que ao não poder pagar-la decidiu optar por encontrar outra mais econômica e próxima da universidade a qual assistiria dentro de algumas semanas.

Queria que as coisas funcionassem, e para isso devia conseguir um trabalho com urgência, ainda que os lugares lhe esgotassem, nem todos tinham um horário adequado para ela, outros estavam demasiado longe de sua casa, pagavam mal, e sobre tudo, não a aceitavam. E não fazia falta esclarecer que a garota estava desesperada, deprimida e cansada, não havia dormido em dias, preocupada por não conseguir dinheiro para manter-se, tudo o que lhe havia ficado de sua mãe o havia dado para o aluguel adiantado da casa, o qual era exigido por segurança.

Sakura Haruno, a garota de exótico, mas estranho cabelo cor de rosa chorava em sua cama desde algumas horas, sentia muita falta de sua mãe, as duas sempre haviam sido muito unidas, o que resultava ainda mais difícil a sua perda. A senhora Haruno ao ser mãe viúva havia levado adiante sua pequena e bela filha Sakura, e apesar da morte de seu esposo ela soube levar a situação e encontrar uma maneira de sair dos problemas. Mas o ponto é que sua mãe a havia tido como apoio ao falecer seu pai, mas em troca Sakura estava só, sem ninguém mais que ela mesma, e isso era algo duro que talvez não pudesse saber levar.

Não sabia quanto tempo havia estado na mesma posição, chorando já quase em um sussurro pouco audível, como se estivesse se rendendo ante tudo, apenas desejava que tudo isso fosse um pesadelo do qual despertaria em qualquer momento, mas eram poucas as horas em nas quais podia dormir, e ao abrir de novo os olhos se encontrava com o mesmo panorama, nessas quatro paredes, sem ninguém mais ao seu lado que a fotografia de sua mãe.

Levantou-se sem vontade alguma refletida em seu corpo, se mirou no espelho como se estivesse tratando de reconhecer essa figura que via, estava demarcada, pálida e com os olhos inchados. Se não fosse porque estivesse sozinha, houvesse pensado que se tratasse de outra pessoa, um fantasma sem propósito. Caminhou até o pequeno banheiro e se deu uma ducha para ativar-se um pouco, não queria seguir triste nem muito menos chorar. Já havia sido o suficiente, e, sobre tudo, não queria decepcionar a sua mãe rendendo-se tão fácil.

– Já basta de besteiras Sakura, coloque-se séria – disse para si em voz alta quando terminava de vestir-se, e caminhou até a cozinha apanhando um prato fundo, leite e um pouco de cereal, que havia se convertido em seu único café da manhã nestas últimas duas semanas.

Ao terminar de tomar seu café da manhã, lavou o que utilizou, escovou seus dentes e apanhou rápido sua bolsa e as chaves. Hoje seria outro dia a mais, de onde trataria de encontrar emprego, e não regressaria até encontrar um, isso o decidiu ao fechar sua porta e sair quase correndo pela rua.

A vida não podia ser tão injusta, estava exausta, havia recorrido quase à metade da cidade e não havia podido encontrar nada, não sabia aonde mais acudir, e para o cúmulo, o sol estava por ocultar-se.

Decidiu fazer uma última tentativa em um pequeno supermercado antes de regressar a sua casa, tampouco queria vagar tão tarde pelas ruas. Entrou decidida ao estabelecimento cruzando os dedos antes de perguntar o que levava repetindo durante todo o dia.

– Desculpe senhorita, o que acontece é que queria perguntar-lhe se não estão solicitando uma empregada – disse amavelmente à garota que atendia no lugar.

– Bom, que eu saiba não – Sakura entristeceu seu rosto ao ouvir isso – mas talvez devesse perguntar-lhe ao chefe, talvez ele possa te ajudar – lhe disse a garota, regressando o raio de esperança que tinha a rosada.

– Te agradeço muito – mencionou com um pequeno sorriso, ao qual a empregada lhe regressou.

– Por ali está o escritório do chefe, bata antes de entrar, por favor – Sakura viu a porta que lhe indicava a moça e avançou até ali, não sem antes agradecer-lhe de novo.

Enquanto caminhava até a porta que lhe haviam indicado, Sakura não deixou de rezar nem um só momento, desejava com toda sua alma que a aceitassem, que essa pessoa se tocasse o coração e lhe desse o tão esperado emprego que havia estado buscando durante semanas. Tocou suavemente a porta e uns segundos depois pode ouvir um "adiante". A garota abriu a porta devagar e um tanto nervosa. Ao entrar pode ver um homem de escassos 45 anos, um pouco robusto e calvo, que estava atrás de sua mesa com alguns papéis em mãos. Não lhe dirigiu a mirada até alguns momentos depois, que a garota lhe pareceram eternos. O homem a observou dos pés a cabeça, e ante a isso ela se sentiu um pouco incômoda, pois a mirada que esse sujeito lhe proporcionava não lhe gostava para nada. O homem parecia muito entretido no que fazia, como se jamais houvesse visto uma jovem em sua vida. Pela primeira vez, Sakura desejava que não a contratassem esse senhor não lhe dava boa espinha.

– Tome assento, por favor – lhe indicou o homem mostrando-lhe desde sua mesa a cadeira, se sentou não muito segura de querer fazê-lo. – em que posso te ajudar jovenzinha?

– Ah... o que acontece é que queria saber se teria um emprego disponível... mas esqueça – sentia que as mãos suavam, mas ainda assim continuou – não quer fazer-lo perder tempo...

– Para nada – a interrompeu o dono com um sorriso estranho sulcando em seus lábios. Sakura não pode evitar ver seus horríveis dentes amarelos – sabe, tenho estado pensando que não me veria mal uma assistente.

ASSISTENTE, essa palavra já soava perigosa vinda deste homem, do jeito que iam as coisas era melhor se despedir e buscar por outro lado. Não queria ter problemas, nem muito menos terminar de "a querida" de certo indivíduo que não conhecia nem queria fazê-lo. Devia inventar uma desculpa rápida ou lamentaria depois.

– Eu... agradeço muito sua oferta mas... – o senhor a mirava impaciente – ser assistente não é o que estou buscando na realidade, e acredito que isso levaria muito trabalho – apenas esperava que isso desse resultado e o homem não dissesse nada.

– Pode ser uma assistente com direitos – lhe disse em tom insinuante, ou ao menos isso lhe pareceu, a garota tragou a saliva antes de responder.

– Sinto muito, mas não posso – se levantou de golpe, e por causa disso quase derrubou a cadeira de onde segundos antes estava sentada – muito obrigada, desculpe – e dizendo isso saiu correndo quase derrubando a porta. A mulher a viu saindo um tanto surpreendida pela sua atitude.

Correu e não se deteve até chegar a sua casa. Se bem que não se encontrava próxima, mas tampouco muito longe. Ainda assim lhe doeram os pés, mas sua atitude feito louca, correndo pelas ruas se justificava, esse sujeito era do tipo que buscava aventuras com suas empregadas, e precisamente isso a fez pensar: a garota da loja que a havia ajudado teria algo a ver com esse homem? Talvez nunca o soubesse.

Com cara de derrota se dirigiu a cozinha para preparar o jantar, estava faminta depois de andar deambulando pelas ruas toda a manhã e parte da tarde. Outra vez não comeria bem, mas alguma coisa era alguma coisa, e agradecia não ter de viver na rua, ainda que como fossem as coisas isso poderia acontecer. Comeu quase sem ânimos, lavou o que utilizou e depois de ver a televisão um momento, ficou dormida no sofá.

Era sábado pela manhã, a linda rosada se despertou passado às nove. Não tinha ânimos de seguir buscando esse dia, mas não tinha muitas opções e menos se dar o luxo de negar-se a sair em busca de emprego. Como era rotina todas as manhãs, se banhou e tomou café da manhã.

– Deseje-me sorte mamãe – disse sorrindo a fotografia de sua mãe que se encontrava na sala – por favor, me ajude a encontrar uma boa pessoa que me aceite – fechou a porta e continuou com sua busca, pedindo a rogos que esta vez a encontrasse.

Não levava muito caminhando, mas sabia que nesse lugar não encontraria emprego, pois já havia indagado dias antes nesse lugar e nada. Não tinha o que buscar por ali, não havia muitos negócios, mas bem parecia uma pequena vizinhança, bonita e tranquila, nada comparada com sua casa, mas supôs que viviam famílias maiores que a dela, com ao menos dois ou três integrantes por família, e isso era algo que ela não tinha.

Suspirou um pouco melancólica, mas ainda assim continuou. Entrou em um supermercado próximo dessa vizinhança, sabia que não havia estado ali antes, pois a vizinhança anterior apenas a conhecia de vista. Empurrou a porta de entrada, e por ir distraída não se fixou na pessoa que justo queria sair, o que ocasionou que as bolsas que levava em suas mãos caíssem ao chão.

– Sinto muito! – gritou a garota muito envergonhada e agachando-se para ajudar a sua vítima a recolher as bolsas. Sempre lhe aconteciam essas coisas, chocava com as pessoas por ser desastrada.

– Não se preocupe carinho, foi um acidente – lhe disse uma mulher muito bela, tinha o cabelo negro liso e longo, seus olhos de igual cor e pele branca. A primeira vista lhe pareceu uma boa pessoa.

– Desculpe-me, por favor, demasiadas vezes posso ser muito desastrada – e tinham razão, nem ela mesma sabia como se arrumaria no caso de ter um trabalho, a maioria do tempo o empregaria em não romper alguma coisa.

– Tranquila, isso poderia ter acontecido com qualquer um – disse a mulher com um sorriso que Sakura não duvidou em responder – sou Mikoto Uchiha – se apresentou.

– Sakura Haruno – disse a rosada fazendo uma reverência.

– Lindo nome Sakura, mas bom, não te distraio mais em suas compras – a garota sentiu um impulso de responder, desejava de alguma maneira contar seus problemas, que alguém a escutasse ainda que fosse uma desconhecida.

– Bom, na verdade não venho precisamente para comprar – Mikoto lhe prestou atenção novamente – estou buscando trabalho.

– Trabalho? Acaso não vai a escola? – perguntou a senhora Uchiha com certo interesse.

– Oh, não é isso, vou à universidade, mas tenho que encontrar um trabalho de meio período para seguir pagando meus estudos – a garota rapidamente entristeceu-se – mas até agora não tenho tido sorte, mas sei que a mamãe não lhe gostaria que me rendesse tão facilmente – Sakura logo recobrou seu ânimo. E ao parecer Mikoto se comoveu.

– Sabe Sakura, eu estou procurando a uma garota que me ajude em minha casa para cuidar de meu filho. Estou pensando em buscar trabalho rápido e necessito a alguém que permaneça em minha casa enquanto eu não estou – Sakura começava a compreender, Mikoto lhe estava oferecendo trabalho – apenas necessito saber se pelas tardes você esta livre.

– Bem, acredito que saio da escola às 2 da tarde– disse a rosada utilizando sua memória.

– Me parece perfeito. Meu filho chega da escola às 01h30 PM – completou a mulher.

– Mas ele pode chegar sozinho de sua escola? – Sakura pensava que talvez a escola do menino estivesse muito longe de sua casa e não pudesse recordar o caminho.

– Claro, por isso não se preocupe, é muito independente, não te dará problemas. Apenas se ocupe de que coma bem e de que não lhe aconteça nada.

– Muito obrigado senhora Uchiha, eu...

– Nada de senhora – a interrompeu a bela mulher – me chame de Mikoto.

To be continued...

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Ohayo! Cá estou eu novamente, desta vez com a tradução do escrito de Liz-cam, uma fofa que permitiu traduzir sua obra - Encendiste la luz - do espanhol para o português. Perdoem os erros de gramática! Estou sem beta - no momento - ... assim que me avisem se encontrarem algum.

Enfim, estou realmente animada com esta tradução. Ela é... emocionante, assim por dizer. Terá 28 capítulos e epílogo.

Este capítulo foi centralizado na Sakura, para descrever sua situação nesta história. O próximo terá como centro de atenções, Sasuke, para explicar o motivo pelo qual o levou a cegueira e a conhecer Sakura.

Sem mais, Roy.

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