Disclaymer: Saint Seiya não me pertence e não escrevo por dinheiro (apesar de que deveria começar... u.u). Essa fic será baseada numa série de romances de Gena Showalter.

Krika Haruno: É. Parece que até o Insanidade é bipolar. Pois é, Malu é de contagem. Mora perto da gente... XD

Lebam: O computador quebrado está além dos reparos agora.

Margarida: Esse capítulo não terá sangue, mas a partir do próximo ele volta, Margarida. Fica tranquila... XD

Jules Heartilly: Trégua selada com selinho... 9.9 (Mentira. Foi beijo de língua... 8D) E Saga e Charlie comeram sim. E muito bem... 9.9 [Apanha]

Pure-Petit: Boa mudança, Neko-sama. E tomara que seja mais cedo que mais tarde que sua internet volte. Estaremos esperando... XD

Beta: Paula Sammet!

Capítulo 27 – Quando o mundo pode esperar

Morgana senta-se na penteadeira, enquanto Mu ainda dormia, pega seu caderno e começa a deslizar o lápis por ele. Na noite anterior, Mu revelara a todos que ela é um tal "Olho que tudo vê". Um artefato místico dos deuses gregos que era usado para prever o futuro. Pela primeira vez, Morgana encontrou um sentido para seus sonhos e foi Mu quem lhe deu isso. Não poderia ficar brava com ele nem por ele ter jogado o peso do mundo (literalmente!) em suas costas por ser o Olho Que Tudo Vê.

Naquela noite, fizeram amor de maneira tão deliciosa, tão sublime que era difícil acreditar que ele é um demônio. Na verdade, ela jamais poderia acreditar na baboseira dos caçadores de que esse homem tão amável e carinhoso seria capaz de fazer qualquer mal a humanidade.

Sabia que ele era um guerreiro e que já fez muitas coisas ruins na vida. Mu tinha uma política de honestidade, devido a seu demônio. Sempre era honesto com a pessoa, por mais que doesse, para que ela não se deixasse levar pelo demônio.

Morgana estava ficando cada vez melhor em esquivar as investidas de Dúvidas. Ela e Mu treinavam. Ela dizia a ele sempre que Dúvidas atacava sua mente ou sempre que ela pensava que ter sido atacada e Mu a convencia do contrário. E como convencia. Convencia-a veementemente...

Só de lembrar como ele a "convenceu" da vez em que Dúvidas tentou novamente atacar sua autoestima. Mu se empenhou em provar no quanto o demônio está errado. Ele a convencia pra não deixar qualquer margem de erro e agora Morgana estava corando como uma adolescente apaixonada só de lembrar.

Até se esqueceu de se concentrar no desenho que fazia. Mu era mesmo sensacional pra fazê-la esquecer aquilo. Depois do sonho com Cronos, ela voltou a ter seus sonhos normais de presentinhos da Caixinha de Pandora e pensou que acabaria voltando a normalidade, eventualmente. Mas essa noite ela teve outro sonho. Estava de volta ao Olimpo e parecia ter havido uma batalha. Ela estava na sala do Trono. Reconheceu-a do sonho anterior. Neste sonho, todavia, Cronos não estava lá pra recebê-la. Ele estava no chão. Caído em uma poça de sangue. Havia uma mulher de pé sobre seu corpo. Morgana podia ver que a mulher era linda.

Mas seu sorriso era sádico. Seus olhos injetados de desdém. Suas mãos eram... Vermelhas. De sangue. Sangue como o que cobria sua espada e como o que segurava a cabeça decepada de Cronos.

Foi o sonho mais perturbador que Morgana já teve. Só gostaria de saber se fora um sonho do presente ou do futuro. Assim que Mu acordasse ela mostraria o desenho a ele. Mas no fundo, ela já estava apavorada com essa história de Olho. Estava amedrontada.

Só de olhar para o desenho em seu caderno ela tremia arrepiada de medo. Morgana guarda o desenho na bolsa e desce pro café da manhã.

-oOo-

Alex imediatamente reconhece o ambiente em que está. A fortaleza. Mas não a verdadeira. Era Pesadelos em sua mente. Por que ele a atacava tanto? Ela não sabia. Aiolos tinha uma teoria de que Pesadelos era atraído por medo. Tão atraído, que ele farejava medo e uma vez que sentia o cheiro não conseguia resistir.

Se isso fosse verdade, Alex devia ser uma covarde de mão cheia, pois Pesadelos a incomodava diariamente. Quando chegou a fortaleza, Pesadelos a atacava com visões de morte e desespero. Ela via Aiolos e os outros senhores mortos, assim como seu parceiro de longa data na interpol morrera. Por causa dela. A culpa pela morte dele a corroía por tanto tempo.

E agora, Alex queria que Pesadelos voltasse a torturá-la com culpa e medo da morte. Por que ver o que estava pra ver, parecia ser ainda pior. Doía ainda mais, muito mais. Ela sabia o que estava por trás da porta do quarto de Aiolos e não queria ver. Simplesmente não queria. Mas a porta se abre sozinha, revelando Aiolos. Lindo, alto e forte. Sem camisa sobre a cama.

Caminhando ao lado da cama, nua, estava Saori. A "ex". Como Alex odiava aquela mulher! A mulher falsa e mesquinha que condenou Aiolos a viver uma vida como demônio, eternamente em guerra. Vivendo eternamente sozinho e sem a chance de amar. Saori era o demônio em pele de anjo, comandando os Caçadores na guerra contra os Senhores do Submundo.

E ali estava pesadelos. Parece que ele encontrou um medo pior em Alex pra explorar. Seu medo de perder Aiolos. O medo de que Aiolos ainda pudesse nutrir sentimentos por Saori. Era ridículo! Aiolos não poderia ainda amar essa mulher! Uma mulher que tornou sua vida num verdadeiro inferno! Mas, Alex aparentemente ainda temia isso. Por que ali estava Pesadelos esfregando em sua cara uma cena de Aiolos fazendo sexo com Saori.

- Pare desgraçado! Eu confio em Aiolos! Eu o amo! Pare! Não vai me derrubar assim!

"Huhuhuhu... Tem certeza? Eu apenas jogo com as cartas que tenho. E estou vendo que seu amor por ele não é tão baseado em confiança assim."

- Não adianta. Eu não vou ser vencida por isso. Terá de fazer melhor do que isso!

"Você não aguentaria meu melhor."

A cena muda. Aiolos e Saori continuavam sobre a cama, fazendo sexo, mas não mais na fortaleza. Agora, estavam numa paisagem desolada e ao redor apareciam vários cadáveres. Pessoas mortas. Pessoas queridas pra Alex. Morgana, Noele, Ella... Todas mortas. Até mesmo as gêmeas. Alex olha para si mesma e sua barriga estava grande. Estava grávida.

Ela se abraça, acaricia o ventre, chorando e olhando para a cama onde Aiolos fazia com aquela maldita mulher, o que na realidade fazia com Alex. O olhar dos dois, tão apaixonados.

Alex queria gritar. Gritar de ódio, de medo, de raiva, de frustração. De tudo.

E de repente, a voz de Aiolos a alcança. Estava de volta ao quarto, com Aiolos olhando-a de cima, preocupado com ela.

- O que foi? Alex, diga-me o que aconteceu!

- Você sabe! - Ela senta-se na cama. - Você sabe o que aconteceu...

Sim, ele sabia. Pesadelos estava atacando sua mente enquanto dormiam. Alex disse na ilha, quando fez amor com Aiolos no lago, que seria forte. Que resistiria ao demônio do Pesadelo e faria de tudo pra ficar com ele, mas a verdade era que ela estava perdendo a batalha. Não importava o quanto ela e Aiolos fizessem amor o quão doce e amoroso ele fosse, alguma coisa a amedrontava e isso era como isca para Pesadelos atormentá-la.

Aiolos a abraça por trás, beijando seu ombro.

- Perdoe-me. Eu não queria...

- Não foi sua culpa, Aiolos! Pare de se martirizar.

Ela não queria ser tão dura com ele, mas estava realmente amedrontada e meio apavorada. E Aiolos entenderia. Levando em consideração o que aconteceu ele entenderia seu estado de espírito.

- Desculpa. Não queria gritar com você.

Aiolos queria dizer algo, dar palavras de incentivo, mas não sabia o que dizer. "Vai ficar tudo bem?" "Não vai acontecer mais"? Promessas vazias, ele sabia.

- Ouça, você precisa descansar. Fique aqui e eu vou dormir em outro lugar.

- Merda, não precisa sair do seu quarto por minha causa!

- Eu... Só quero que você descanse.

Ela se levanta e começa a se vestir, depressa.

- Não me odeie...

- Não te odeio. Eu te amo. Você sabe disso... Mas eu preciso de ar. Eu vou descer pra cozinha. Conversamos depois.

Ela sai enfezada do quarto. A culpa de Aiolos o tortura. Ele sente vontade de morrer por deixá-la naquele estado. Apavorada, trêmula, nervosa... Aiolos se sentiu o maior dos monstros.

-oOo-

Dite não acreditava no que via. Não estava preocupado, mas intrigado. O homem não deveria ser um caçador, isso era certeza. Que tipo de caçador bate nos portões e grita pra entrar? Até os caçadores eram inteligentes o suficiente pra saber que um homem não seria uma isca eficiente contra eles. E o fato do homem estar gritando o nome da mais nova moradora da fortaleza deveria ser uma garantia.

- Anya! Você me chamou até aqui! Agora abra o maldito portão!

- Há quanto tempo ele está lá? - Pergunta Aiolos.

- Uma hora mais ou menos. Devo deixá-lo entrar?

- Não antes de conversar com Anya.

A deusa parece ter adivinhado que falavam dela pois chegou naquele momento.

- É verdade? Mime está aqui?

- É esse o nome dele? Eu pensei que você tivesse um namorado.

- Eu tenho! Mime é só meu melhor amigo. Abre pra ele!

Dite mexe nos controles e o portão se abre. As minas terrestres são desativadas e Mime adentra a fortaleza. Anya o recebe na porta com um abraço de urso.

- Mime! Ah, estou tão feliz que você veio... É um saco aqui! Esses homens todos não sabem se divertir! E só dão atenção pras peguetes deles.

- Isso é um crime! Agora, me diga! Quantas mulheres exatamente você disse que moram aqui? Quais delas eu posso pegar?

- Tem umas doze ou treze. Mas, infelizmente, você não vai poder pegar nenhuma. Os rapazes são muito ciumentos com elas, sabe? Estão todas comprometidas. Eu acho. Eu tenho certeza de que você não terá muitas dificuldades de achar uma que tire a calcinha pra você.

- Excelente! Vamos conhecer o pessoal!

Mime entra na fortaleza e encontra o que não esperava. Um verdadeiro lar moderno. Com câmeras de segurança, alarme, televisão LED de 42', vídeo-games e máquinas de arcade, academia e... Um monte de quadros de homens nus?

- Eu dei uma ajudinha na decoração! O que achou?

- A sua cara, Anynha.

- Esse é o seu amigo que você disse que poderia nos ajudar? - Perguntou Shura do topo das escadas.

Anya faz que sim.

- Ele mesmo.

- E exatamente o que ele pode fazer pra nos ajudar?

- O que eu faço de melhor! Transar e lutar!

- Uau... Que alívio saber que você é capaz de transar...

- Levo qualquer mulher ao orgasmo de seus sonhos! E ninguém o faz melhor do que eu!

Shura revira os olhos e volta pro quarto.

- Não repare. Ele é assim mesmo. Mas, ouvi dizer que ele já arrumou uma namorada, quem sabe ela não deixa ele mais manso? Vamos! Vou te apresentar as meninas! Os homens devem estar ocupados na sala de guerra.

- Agora sim, está falando minha língua!

As meninas estavam na cozinha tomando o café da manhã e falavam alto. O clima dentro da fortaleza era bom, apesar de todos os problemas que os Senhores enfrentavam. Depois de tantas lutas, de tanto sofrimento, o clima que imperava era de tranquilidade e calmaria. Talvez, vendo como tantos deles estavam apaixonados, o amor seja mesmo a resposta pra suas dores e aflições.

Anya chega, de braços dados com Mime, chamando a atenção de todas.

- Oi gente! Tenho um amiguinho querido pra apresentar pra vocês! Mime estas são, Morgana, Noele, Charlie, Malu (nossa cozinheira), Maya, Âme (ou é Desir que você se chama, agora? Tanto faz!), Phoebe, Alex, Ella, Jordana e Carol. Meninas, esse é o Mime!

As meninas cumprimentaram ao mesmo tempo, reparando como Mime era bonito.

- Ok, são muitos nomes pra lembrar. Qual de vocês está disponível pra sexo?

As garotas se entreolham.

- Você tem problemas de cabeça? "Qual de nós está disponível pra sexo?" É assim que você se apresenta pras pessoas?

- Eu sou bem direto, Charlie, não é? Eu poderia ficar enrolando e conversando com vocês antes de levá-las pra cama, mas eu estou com muita vontade. Não transo com uma mulher desde ontem a noite. Então, é mais fácil eu perguntar de uma vez qual de vocês está solteira e levá-la pra cama. E não tentem mentir, eu sei que vocês estão todas atraídas por mim.

- E por que exatamente você pensaria isso? - Pergunta Noele indignada.

- Por que eu sou lindo e irresistível. E só uma de vocês não está me comendo com os olhos nesse momento e é aquela japonesinha ali.

Mime se aproxima de Phoe, pega em sua mão e beija-lhe o torso.

- Não seja tímida, querida. Você pode admirar minha beleza, eu sei que sou irresistível, então não se torture assim. Phoebe não é?

Phoebe sorri e bebe mais um pouco do seu café.

- Você não é muito observador, é?

As garotas gargalham e Mime não entende a piada.

- Eu gostei dessa, Anya! Posso ficar com ela?

Mime ouve um pigarro atrás de si e se vira para trás, vendo Prue com uma cara nada amigável.

- "Ficar com ela"? Eu espero que não esteja tratando minha irmã como um cachorro que você acabou de encontrar na rua.

- Olha! Uma figurinha repetida!

- Prue. Deixe-o. Ele só está brincando.

Prue olha da irmã pra Mime e dele pra ela. Phoe continua bebendo seu café, mas sorrindo. Prue começa a ficar desconfiada. Estaria a irmã interessada nesse playboy de meia-tigela?

- É melhor manter o pinto dentro das calças e não se aproximar da minha irmã.

- Oh, quando você fala assim, como eu posso recusar?

Prue o ignora e se volta para o resto das garotas.

- Meninas, alguma de vocês viu o Milo? Já faz três dias que ele não aparece.

- Sinto muito, Prudence... - Começa, Alex.

- Prue. Por favor.

- Prue... Mas não, nós não o vimos.

Prudence percebe o olhar de todas elas. Olhar de piedade. Sabiam muito bem onde Milo estava. Transando com uma mulher atrás da outra, na cidade, por três dias. Prue odiava esse olhar de piedade desde que sua mãe morreu e deixou-a sozinha com a irmã. "Pobrezinhas. O que será delas agora?" E dessa vez, era "Coitadinha. Deve estar levando tanto chifre". Mas, Prue não poderia odiar as amigas. Ela se apaixonou por Milo e decidiu entrar nessa. Tinha de lidar com as consequências agora. Phoe não precisava sofrer com um "Milo" próprio. O homem que quisesse namorar com Phoe teria de passar pela aprovação dela (sim, dela!) e se ela não aprovasse o infeliz, bagos seriam cortados.

- Ok, obrigada, meninas.

Prue se vira, após dar um último olhar mortal pra Mime.

-oOo-

Milo adentra a fortaleza, após três dias distante. Ele mal reconhece o lugar com tantos quadros de homens nus pendurados ali. Alguém tinha muitas explicações a dar. Perdeu muita informação nos últimos dias, pelo visto.

Prudence passou por ele, sem olhar na sua cara e começou a subir as escadas para o segundo andar.

- Olá...

Ela não responde. Milo segue atrás.

- Ok, você está com raiva de mim.

- Não estou com raiva de você.

- Ok, então fique, por que com isso eu estou acostumado. Você está me assustando assim.

Prue bate a porta do quarto na cara dele. Milo invade o quarto.

- Ok, tá vendo? Isso me parece uma mulher chateada.

- Três dias, Milo. Onde esteve por três dias?

- Por aí.

Ela se volta pra ele.

- Ah! "Por aí"? É tudo o que tem a dizer? "Por aí"?

Prudence repara nele pela primeira vez. As roupas sujas e amarrotadas, as olheiras, o rosto magro, o cabelo desgrenhado. Milo parecia um mendigo.

- Meu Deus, esse por aí foi no depósito e lixo?

- Eu sei. Estou um bagaço, não é?

- Já vi bagaços melhores.

Prue esfrega a mão no rosto e respira fundo.

- Ok, vamos combinar uma coisa. Não precisa me dizer o que fez nem com quem. Eu te afastei. Eu causei a situação e vou fazer o possível para não deixar o ciúme me dominar e esvaziar um pente da minha arma no seu rabo...

- Eu não estive com ninguém.

Ele interrompe Prudence. Ela olha pra Milo incrédula, tentando processar o que ele tinha acabado de dizer. Não ficou com ninguém? Que tipo de idiota ele pensa que ela é? Ele estava obviamente mentindo. Milo não teria forças pra andar se tivesse ficado três dias sem sexo. Aquele mentiroso, safado! Ela já admitiu que não o repreenderia e ele ainda continua mentindo?

- Mentira! Não minta pra mim! Eu sei que você andou trepando por que você não pode viver sem! Eu já falei que você não precisa me dar detalhes nenhum, mas pelo menos não insulte a minha inteligência!

- Prue! - Era a primeira vez que ele chamava ela de Prue. Ela corou. E não foi de raiva ou de vergonha. - Olha pra mim! Olha meu estado... Eu estaria com uma aparência bem melhor se tivesse transado.

- Você pode não ter feito recentemente! Mas você fez! Você não conseguiria ficar três dias sem sexo!

Sem perceber, os dois já estavam gritando um com o outro. Jogando tudo na cara um do outro. Que ela o afastou, quando ele disse que a amava. Que se ele a amasse mesmo, não teria saído pra transar com outra. Que se ela não tivesse dito que ele não significava nada, ele não teria ido. Os dois já estavam cara a cara, berrando feito loucos quando ele a beija e ela o empurra.

- Escute! - Ele diz a segurando pelos braços e sacudindo-a. - Eu tentei. Você quer a verdade? Eu tentei transar com outra mulher. Com várias! E elas se atiravam em mim, sempre o fazem, sem perguntas. Mas não consegui... O meu amiguinho não se animava. E não foi com mulheres que eu já tive antes, porque meu demônio sabe. Porque eu quero você. Só você.

Ela baixa a guarda por um instante.

- Tá dizendo a verdade? Não está mentindo pra mim?

- Que meu membro caia agora se for mentira.

Ela não consegue evitar o riso alto.

- Eu só quero você... - Ele beija gentilmente seus lábios. - Só você. Eu te amo...

- Eu também te amo... - Mais um beijo.

Milo estava encantado olhando pra ela, segurando seu rosto com as duas mãos bem perto do seu.

- Você disse que me ama?

Ela balança a cabeça, dizendo que sim.

- Fala de novo.

- Eu te amo.

- Mais uma vez.

- Eu te amo.

- Eu adoro ouvir isso. Fala de novo, por favor...

- Eu te amo. Eu já falei, ok? Eu te amo. Eu também só quero você... - Ela o beija. - Mas você tá fedendo. Precisa tomar um banho agora...

Milo cheira embaixo dos braços.

- É... Nada romântico, né?

Prue ri mais uma vez e diz que não.

- Nem um pouco...

A japonesa olha fundo nos olhos dele, acariciando seu corpo. O peito forte e o abdome musculoso. Ela puxa a camisa dele para o alto, e quase perde o ar olhando pro corpo esculpido de Milo. Apesar de fraco, ele ainda estava bonito. Teria melhorado somente com aqueles poucos beijos? Então, talvez ela devesse dar mais.

Os lábios se encontram de novo, e as línguas se misturam. "Doces lábios de Prudence", ele pensa. Os lábios certos. Uma mão a puxa pela cintura e a outra pela nuca. Corpo certo, curvas certas. Hálito certo. Maciez da pele certa. Sua mão, da cintura, desce pra bunda. Sim, a bunda certa.

Agora, foi Milo quem puxou a camiseta dela para o alto. Seios certos, pequenos e delicados, dentro daquele sutiã. Ao beijar o pescoço dela, ele pensou: "Curva do pescoço certa. Sabor da pele certo." Tudo certo.

Milo solta o sutiã de Prudence e libera os seios. Aqueles seios que ele desejou desde que transaram pela primeira vez, na cela dos Caçadores. Mas ele ainda queria mais. Mais do que os seios. Queria ela nua. Completamente, nua e aberta pra ele. Só pra ele. Gemendo de prazer e implorando por ele.

Prue abria o zíper das calças de Milo, liberando o pênis dele, ereto como há muito tempo ele não ficava. "Ele só fica assim por mim", ela pensa. E isso a deixa feliz, orgulhosa. Prue não fazia sexo há muito tempo, era dedicada e obcecada por trabalho, e Milo fazia-a sentir a falta que tinha de estar com um homem. Afinal, não era virgem, mas nunca teve um amante como Milo. Tanto em questão de beleza quanto de perícia na cama.

Sim, Prue já podia dizer a diferença de Milo pra seus outros amantes com apenas aquela transa tensa que tiveram. Aquela transa em que ela não pode deixar todo o tesão que sentia no momento extravasar. A transa que por mais que ela detestasse admitir na época, virou sua cabeça do avesso e a deixou ansiosa por mais. Ela não pode nem gemer com medo de ser morta pelos caçadores. O que seria de Phoe se ela tivesse morrido? O que seria dela, sem poder fazer amor com Milo outra vez? Nada, ela pensa. Ela não seria nada sem ele.

Milo também abaixa a calça jeans que ela usava, deixando-a apenas de calcinha, mas essa também não permaneceu por muito tempo. Já estavam ambos nus, quando ele a ergueu nos braços e ela o envolveu com as pernas na cintura.

Beijando-a, Milo a carregava para o banheiro, até o chuveiro. Ele estendeu a mão e ligou-o, fazendo água quente cair erguer uma névoa pelo banheiro. Mas, ele não entrou no chuveiro.

- O que foi? Não pare...

- É só um minuto. Quero que tudo seja perfeito...

- E será. Eu tenho certeza...

Milo vai até a pia e pega duas escovas de dente e o sabonete. Ele passa a pasta de dente e entrega pra ela.

- Eu estou com mau-hálito?

- Não. Eu estou. Mas, já disse. Quero tudo perfeito.

Eles começam a escovar os dentes debaixo do chuveiro. Bochecham e cospem a espuma. Quando ele volta a beijar Prue, o beijo estava bem melhor. Mais gostoso e saboroso. E a aparência dele estava melhor.

Luxúria estava praticamente cantando dentro de sua cabeça.

- Agora, vamos.

Ele a puxa pelas mãos até entrarem debaixo do chuveiro. A água cai sobre eles, levando parte da sujeira que o cobria. Prue pegou o sabonete da mão dele e começou a lavá-lo enquanto o beijava. Não deixava um lugar sequer sem ensaboar.

- Vire-se...

- Não deveria ser você que teria de ficar de costas pra mim?

- Vire-se seu bobo...

Milo obedece. Prue esfrega o sabonete e a bucha nas costas dele, beijando-a de vez em quando. Milo sentiu os seios dela prensados em suas costas quando ela o abraçou e seu pênis latejou.

- Quero fazer amor com você, Milo...

Ele se virou pra ela, beijando-a e pegando o sabonete de sua mão. Agora, ele ensaboava a ela. Passava o sabonete pelos seios, que já estavam durinhos e um pouco doloridos. Novamente, ela a ergue nos braços e ela o laça com as pernas. Ela sentia o pênis dele em contato com sua pele e ficava arrepiada. Milo a prensou na parede e começou a beijar seu pescoço.

- Eu vou te amar pra sempre... Vou venerar esse corpo pra sempre... Minha linda, Prudence...

Ela não o xingou. Pela primeira vez, ele a chamou de Prudence e ela não protestou. Ela até gostou. Achou sexy a forma como o nome era dito por ele. Como um sussurro em seu ouvido. Milo apertou um dos seios dela e beijou o outro. Sugou e lambeu, fazendo calor se acumular entre as pernas.

Ele precisava tê-la de todas as formas possíveis. Se ajoelhou diante dela e posicionou uma de suas pernas em seu ombro. Deixou-a aberta pra ele. Prue ficou tensa, ansiosa. Ela gostava daquilo. Seus namorados anteriores nunca lhe deram prazer daquela forma, por isso, ela não tinha certeza se gostaria, mas vindo de Milo, ela queria. Ela sabia que gostaria.

E Milo não a decepcionou. Ele levou sua boca lá e a lambeu. Ele enfiou os dedos dentro dela, alargando-a e fazendo com que Prue ficasse cada vez mais úmida. E ele adorou sentir o sabor dela. Ele adorou ouvir os gemidos altos dela.

Prue sentia suas pernas moles e teve de se apoiar na parede pra não cair. E era difícil se agarrar a qualquer coisa quando a parede era de azulejo liso. E Milo não a perdoava, não dava folga. Lambia exatamente no lugar certo, que fazia seu corpo derreter e tremer violentamente. O orgasmo que Prue teve foi tão delicioso que ela quase desmaiou.

Milo se levantou ficando cara a cara com ela novamente. Ergueu a perna dela novamente e a invadiu. Prue deu um grito de alívio e prazer quando sentiu-o dentro de si. Milo também urrou quando a penetrou. Prue era tão apertada e ele era tão grande.

Seus corpos eram uma combinação perfeita. Feitos para se encaixarem um no outro. Feitos pra ficarem juntos. Sem pressa, Milo se move pra dentro e pra fora dela, de forma tão gostosa. Não trataria Prue como uma das mulheres vazias com quem passara seus dois mil anos, transando de forma degradante. Trataria-a como uma princesa. Como uma deusa. Sua deusa. A única mulher em dois milênios que domou Luxúria e conquistou seu coração.

Sua Prudence. Linda Prudence. Perfeita, delicada, Prudence.

- Tão bom... - Ela murmura.

- Como você quer? - Ele morde a orelha dela.

- Assim está bom... Muito bom... - Ela o beija.

- Diz de novo que me ama, Prudence...

- Eu te amo. - Sem hesitação. Novamente, Milo adorou ouvi-la dizer aquilo. - Eu te amo...

- Eu também te amo, minha Prudence...

Sentir Milo entrando e saindo calmamente dela foi o maior prazer que Prudence já sentiu em toda sua vida. Tanto prazer que ela se arrepende de já ter odiado ele. Como ela poderia viver sem o amor dele? Se tivesse cedido a sua sede de vingança, como poderia viver sem ele?

Milo não era como imaginava. Ele era carinhoso. Ele era gentil. Aquela sua máscara de tarado apenas cobria seu verdadeiro eu. O verdadeiro Milo que desejava uma única mulher para amar e que sofria toda vez que levava uma estranha pra cama. Um sofrimento suprimido pela falta de esperança, mas ainda assim um sofrimento.

Um sofrimento e uma culpa que ardiam toda vez que ele atingiu o clímax com uma mulher cujo nome nem se lembraria instantes depois e teria de se afastar dela pra sempre por que seu demônio não aceitaria tê-la novamente.

Prue agora sabia, enxergava todo esse sentimento nele e o amava ainda mais por isso. Sentia-se feliz por ela ser a mulher que daria um fim a tudo isso. Ela o abraçou mais forte, beijou-o mais intensamente e abriu mais as pernas, convidando-o.

Milo enfiava cada vez mais rápido e quando ela estava prestes gozar, ele retrocedia. Voltava a enfiar de forma lenta. Ele esperou tanto por Prue que não queria terminar rápido demais. E não faria apenas uma vez. Depois do banho, ele a levaria pra cama e fariam mais amor. Fariam amor a tarde inteira, até que não aguentassem mais.

Então, ele aumentava novamente a velocidade e reduzia quando ela estava prestes a gozar.

- Você está me torturando, Milo...

- Diga que me ama mais uma vez e eu te faço gozar...

- Eu te amo, eu te amo, eu te amo...

Milo aumentou a velocidade, enfiando cada vez mais rápido e cada vez mais forte. Prue gritava e gemia cada vez mais alto sentindo o orgasmo chegar e se espalhar por todo o corpo. Ela se deixa largar, nos braços de Milo.

- Vou te amar pra sempre, Prudence...

- Eu também, Milo...

Os dois se beijam mais uma vez.

-oOo-

Shion acorda com a melhor sensação do mundo. A de ter Liv em seus braços. A mulher por quem se apaixonou e que naquela noite, o levou de volta ao céu. Shion adorava observá-la dormindo. Sabendo da vida dura que ela teve, ele sentia-se aliviado de vê-la tão em paz. Tão serena.

Na noite anterior, após fazerem amor, eles conversaram um pouco. Ela tocou no assunto em que ele não queria tocar desde que a reencontrou. Por que ela se sentia tão atraída por ele? Era como se ela sentisse que o conhecesse, mas tinha certeza de que nunca o vira em toda sua vida.

E o que Shion não contou é que no dia em que ela foi amaldiçoada, ele também recebeu uma maldição. Ele recebeu a missão dos deuses de protegê-la, pois era uma Sacerdotisa importante para Apollo. Ela estava destinada a grandes feitos. Mas Shion falhou na sua missão. No dia em que ela foi violentada pelo fauno, Shion não chegou a tempo de salvá-la.

Ele observou em horror, enquanto o monstrinho agredia e violentava Liv (na época, Cibele), tomando-lhe a virgindade a força. Mesmo tendo apunhalado a criatura até a morte, Cibele havia perdido a inocência. Tornou-se amargurada e triste. E por fim, amaldiçoou os deuses, perdendo seus dons de Sacerdotisa. Por falhar na missão de protegê-la e permitir que ela caísse em desgraça, Shion também recebeu uma maldição.

Apolo sabia que Shion havia se apaixonado por ela, pois o próprio imortal pediu permissão para tomá-la como esposa, mas o deus-sol recusou. Por sua negligência, determinou que ele agora estaria ligado a ela e que jamais deveria permitir que ela sofresse outro mal.

- Minha irmã, Ártemis tornou-a maldita diante dos homens por tua omissão! Homens irão tentar tomá-la a força. Procure-a e proteja-a. Se o fizeres, eu lhe darei permissão de tomá-la como esposa, se assim ela o aceitar. Mas, aviso-te que jamais deixe-a. Se te afastardes dela, ela se esquecerá de vós para sempre e nada poderá recuperar-lhe as lembranças.

Shion aceitou e partiu pra Terra procurando Liv, mas ela se perdeu. Ele a encontrou algumas vezes, no decorrer dos séculos, tentou se aproximar, mas ela se esquivava. Fugia. Ele pensou várias vezes em se aproveitar da maldição dela e tomá-la a força, mas como poderia, amando-a como amava? Queria que ela o amasse por vontade própria, para que pudessem viver juntos pra sempre e para que nunca mais outro homem a violentasse. Ele não permitiria. Mas, ele nunca foi capaz de segurá-la.

Quando os Titãs invadiram o Olimpo e ele foi convocado novamente para lutar ao lado dos deuses e enquanto a batalha estourava, invés de lutar ele foi procurar pelo paradeiro dela no templo de Apolo. A batalha já estava perdida e os Olimpianos receberam o que mereciam. Sim, Shion não lamentava tanto por eles agora que tinha Liv finalmente em seus braços. Agora que ela estava segura e que havia finalmente aceitado amá-lo, ele não queria mais voltar pro Olimpo. Queria passar a eternidade ao lado dela. Os deuses não pareciam mais importantes. Apenas Liv e seus amigos.

Ela era tão encantadora. Queria beijar seus lábios, mas isso a acordaria e ele não queria isso. Queria que ela acordasse novamente para que pudessem fazer amor, mas ela merece seu descanso. Shion não é egoísta.

Tudo que ele conseguia pensar é que, agora, mais do que nunca, ele tem uma razão de viver, uma pessoa querida pra proteger. E a protegeria pra sempre.

Liv se mexeu, acomodou-se melhor em seus braços e deitou a cabeça em seu peito. Como um bebê, ela dormia e o motivo era a segurança que sentia estando com ele. Ela contou uma vez como tentou namorar, mas por mais decentes que os homens fossem sua maldição a atacava no meio da noite.

Era acordada pelo homem que não conseguia dormir, que só queria estuprá-la. Era forçada a passar noites acordadas, pois a maldição não a deixava revidar e não deixava o homem parar. E no dia seguinte, mesmo se o homem se sentisse arrependido (o que nem sempre acontecia), ela não podia odiá-lo. Não era culpa dele.

Mas nos braços de Shion, ela podia finalmente dormir a vontade. Ele não a machucaria. Ele não a estupraria. Não faria nada contra sua vontade. Ele a manteria a salvo. Pra sempre.

-oOo-

Mia acorda, com seu corpo dolorido. O quarto estava escuro com a cortina meio fechada. Passou os últimos 3 dias pensando em como tinha mudado. Os gritos de seu irmão ainda a assombravam. Como ela pôde fazer aquilo ao próprio irmão? O irmão cruel e sem amor que a usou, torturou e machucou. Que por mais que ela lutasse pra se manter unida a ele, pisou em tudo lhe roubou o sorriso.

E ela sentia falta do seu sorriso. Ele lhe dava forças para sobreviver ao dia a dia nas ruas, se prostituindo e sendo maltratada por homens que a usavam. O único raio de esperança em sua vida era Dohko. O homem sentado adormecido numa cadeira ao lado de sua cama, o assassino monstruoso que estranhamente a fazia se sentir mais segura do que qualquer outro homem de sua vida. Inclusive seu irmão odioso e seu pai ausente. Quando um suposto demônio da Ira se mostra mais humano do que os próprios humanos que salvação há para o mundo? Como os Caçadores esperam salvar a humanidade se eles são os verdadeiros demônios da história?

Ao lado da cama, no criado mudo, havia uma bandeja com o café da manhã. Pães, manteiga, uvas, suco de laranja, fatias de presunto e mussarela e biscoitos. Sentindo o estômago roncar, ela não se fez de rogada, pegou a bandeja e colocou-a no colo. Bebericou o suco, delicioso, mordeu com vontade o pão quentinho com manteiga derretendo em sua língua. As uvas estavam doces e macias, bem recebidas pelo estômago faminto. Colocou o presunto e o queijo sobre a fatia restante do pão e o devorou, deixando os biscoitinhos por último. Tudo muito bom e preparado com carinho.

Será que foi Dohko quem preparou? Se tivesse sido, ela estava amando-o um pouco mais do que amava antes... Espere, ela ama Dohko? Parece que sim. Ou seria apenas um imenso sentimento de gratidão?

Perdida em pensamentos, ela não se deu conta de que Dohko havia acordado e provavelmente ficou em silêncio observando-a comer. Não havia fim pra doçura desse homem?

- Senhor Dohko? Desculpe... Não deixei nada para o senhor.

- Tudo bem. Era tudo seu. Eu já comi.

Ele gentilmente pegou a bandeja vazia e colocou-a sobre a mesa do outro lado do quarto. Mia notou pela primeira vez que aquele não era seu pequeno quarto. Era o quarto espaçoso de Dohko. Incrivelmente organizado. Descobrir que ele era tão disciplinado era até uma surpresa quando se pensa em como Dohko era quando dava liberdade a seu demônio de punir os pecadores.

Ele se sentou ao lado dela, na cama, novamente chamando sua atenção e removendo-a do mundo dos pensamentos.

- Você não sorri mais como antes.

- É. Acho que não.

- Eu peço que me perdoe por isso.

Perdoá-lo? Ele não fez nada de errado.

- Não é sua culpa.

- Sua vida se tornou mais infeliz desde que eu passei a fazer parte dela. Você não deveria ser vítima dessa guerra com caçadores. Nenhuma de vocês deveria.

Mia deita a cabeça nos ombros largos dele. Exatamente onde a borboleta maligna estava. Ela o beijou ali. Não sabe por que o fez, apenas fez.

- Minha vida já era infeliz antes. Meu sorriso era falso. Você me ensinou como abrir o sorriso verdadeiro... Senhor Dohko.. – ela o segura pelo rosto. - Você é a única felicidade da minha vida...

- E você é a única felicidade da minha...

Era mesmo? Ela nunca ouviu isso de ninguém. Nunca ouviu uma palavra de incentivo ou de carinho. A menos que "nossa, mas você é uma putinha bem gostosinha" contasse como elogio. Pra ela não contava. Ela se envergonhava tanto do passado, não gostava nem de lembrar. As visões eram o pior. As visões que tinha quando estava na cama com aqueles homens, vendo tudo que eles fizeram de ruim. Como se já não fosse torturante vender seu corpo a um homem que não ama, ainda tinha de ter imagens horríveis em sua mente.

E agora, ela pensava se o mesmo aconteceria com Dohko. Ela queria ficar com ele, mas veria todas as coisas terríveis que ele tinha feito? Ele tinha mais para mostrar do que qualquer homem com quem ela já estivera.

- Um demônio não pode trazer luz a ninguém...

- Então você deve ser o primeiro...

Ela beijou Dohko. Carinhosamente. Já tinha sido beijada antes, mas nunca de forma que lhe despertasse desejo ou amor. Só os lábios rudes de Dohko puderam fazer isso. Seus lábios rudes e sua língua voraz. Dohko a deita na cama, sem tirar sua boca da dela.

Que sensação deliciosa ser beijada com carinho e com amor, invés de ser beijada com rudeza. As imagens passam em flashes em sua mente. Mortes, castigos, torturas. Mas tudo de forma tão cálida e sublime. Talvez Ira estivesse diluindo a violência com que o fluxo de visões a invadia? E ao mesmo tempo, o carinho de Dohko fazia com que aquilo não a assustasse.

- Quero lhe devolver seu sorriso...

- Você já devolveu, senhor Dohko... - Ela acaricia o rosto dele. Tão bonito. Tão forte.

- Você me ensinou a amar...

- Como posso ter lhe ensinado algo que nem eu sei como é?

- Não faço ideia... Mas você me ensinou...

Dohko voltou a beijá-la. Sua mão na cintura dela, subiu pela lateral de seu corpo até encontrar o seio, sob a camisa, que ele acariciou. Sentir a mão dele ali fazia-a sentir-se bem, ansiosa, e excitada. Tanta gentileza.

- Você... Não se importa de eu tocá-la?

Ela balança a cabeça, dizendo que não. Ele ergue a camiseta dela, revelando os seios pequenos. A respiração acelerada dela fazia com que seu peito arfasse e a visão do movimento de seus seios despertava o lado animal de Dohko. Assim que a mão dele repousou em seu seio, ela teve mais visões de violência vindas de Ira. Talvez, ela já estivesse acostumada com a violência e as visões.

Ela sente em sua perna, a ereção de Dohko roçando-a e sorri. Era tão gostoso estar ali com ele. Sobre a maciez do colchão, com o corpo musculoso dele pressionando o seu. Mais visões que Mia não permitiria que estragassem seu momento com Dohko.

Dohko levou a boca até o mamilo de Mia e o sugou. Ela segurou-o pelos cabelos e gemeu baixinho. Que sensação boa ela sentia se espalhando por seu peito. Quando ele retira a boca de seu seio, ela remove por completo a camiseta e a joga de lado. Seus cabelos vermelhos se espalham sobre o travesseiro, emoldurando seu rosto de uma forma que lhe dava um tom inocente, de moleca. Ela não era como a maioria das outras garotas da fortaleza. De seios grandes e corpos perfeitos. Era magrinha e, como diriam os homens, "sem sal". Alguns até já jogaram isso na sua cara.

Mas para Dohko ela era mais linda do que a mais bela das deusas. Delicada, gentil, suave. E pura. Tão pura. Nenhuma maldade era captada pelo radar de Ira. Invés de Ira exigir "punição", ele apenas exigia: "mais! Mais do paraíso!" e Dohko respondia: "Seremos gentis com ela." Ira dizia: "sim. Mais!"

Era assim que Ira a via? Como o paraíso? Ela era o paraíso de Dohko. Só dele. E se Ira realmente a amasse e quisesse apenas o seu bem, seria dele também. Ajoelhado sobre a cama, Dhoko retira sua camisa. O corpo dele era lindo. Uma bela violência, como Mia pensou. Musculoso e forte. Exótico e de dar água na boca. Era estranho como ele foi criado pelos deuses gregos, mas possuía uma aparência levemente oriental. O mesmo tom de pele e os olhos puxados, selvagens e sedutores.

Sentada na cama, Mia agarrou o zíper da calça dele e beijou seu abdome definido. Ela abriu o zíper e o pênis rígido de Dohko saltou para fora. Mia salivou. Já fez isso tantas vezes, forçada pelos homens com quem transou. Ela detestava, mas agora, estava com vontade. Queria fazer aquilo, só por ele. Dohko terminou de retirar a calça, ficando completamente nu. Mia também retirou a sua e ele se deliciou na visão dela. Magrinha, delicada de seios pequenos e bunda arrebitada. Pernas não muito grossas, mas sensuais. Ela era esguia. Os pelos entre as pernas eram delicados e da mesma cor dos cabelos. Dohko subiu sobre a cama, cobrindo o corpo de Mia com o seu. Mas desta vez, Mia o empurrou de lado e subiu em cima dele.

Ela olhava para Dohko, mordendo os lábios, imaginando como algo tão bonito e perfeito podia ter sido criado. Realmente, um trabalho dos deuses.

- Você é linda...

Ela corou.

- Você é lisonjeiro...

- Não... Você é perfeita...

Dohko acaricia o seio dela, apertando-o de leve. Mia morde os lábios e geme.

- Quero fazer algo por você, senhor Dohko...

Ela se vira de costas pra ele. Se posiciona, ficando de cara para o membro ereto dele, segurando-o com a mão, sentindo o cheiro que exalava dele. Um cheiro de desejo animal. Ela gostou. Lambeu, arrancando um urro de prazer dele. Dohko segurou-a pelas nádegas.

- Mais... - Ele praticamente ordenou. "Mais!", Ira exigiu em sua mente.

Mia cobriu seu pênis inteiro com a boca, passando a língua em volta dele e envolvendo-o o máximo que pode. Era grande demais pra sua boca, mas ela gostava de sentir seu sabor. Ela gostava de lambê-lo de cima a baixo enquanto o massageava.

Dohko estava de cara para o paraíso, sentindo o cheiro de desejo que exalava dela. Ele não resistiu e a lambeu também. Mia teve sobressalto ao sentir o arrepio entre as pernas causado pela língua de Dohko.

Mia chegou a gritar, surpresa pela onda de prazer que sentiu quando Dohko a lambeu ali. Recuperada, ela volta a chupá-lo e dessa vez, que se surpreendeu foi ele. Quando Dohko introduziu os dedos dentro dela, ela não conseguiu mais se concentrar e foi apenas tomada pelo prazer.

- Dohko!

- Estou machucando você?

- Não! Continue!

Dohko segurou sua bunda mais forte e voltou a lambê-la novamente até senti-la estremecer e desabar sobre a cama. Dohko deitou sobre Mia que estava de bruços, beijando o ombro dela, beijando o pescoço.

- Eu te amo, Mia...

- Também te amo, senhor Dohko...

Ele se ajoelhou e virou-a de costas, deixando-a deitada e aberta para ele. Esfregou seu pênis as pernas dela e lentamente a penetrou, arrancando-lhe um gemido longo e prazeroso. Mia não era mais tão apertada, pois já tivera muitos amantes, mas ainda assim, Dohko era grande e conseguia preenchê-la de forma deliciosa. Perfeita.

"Sim! Mais! MAIS!"

Ele ouve Ira ronronar em sua mente, deliciado pelo néctar que era o corpo de Mia. Dohko a segura com firmeza pela cintura e enfia com força. Mia grita, sentindo eletricidade passar por todo seu corpo.

- Me diga se eu machucá-la...

- Não vai me machucar, senhor Dohko... Continue... Aaaahh...

Ela sente mais uma investida de Dohko. E mais outra. Mia gemia alto, liberando todo o tesão que reprimia desde que conheceu o guerreiro. Reprimia por ter medo dele. Reprimia por ter ouvido da boca dele, como ele não precisava de amor nem de ninguém. Como ele dizia que detestava fraqueza, especialmente a sua própria. Ela deixou tudo de lado e se entregou. Queria mais dele.

Dohko ao mesmo tempo em que era gentil, a possuía de forma brusca. Ela gostava do contraste. Ele deitou em cima dela, esmagando-a, mas ainda dentro dela, penetrando com cada vez mais força, apertando os seios pequenos. Enfiando mais rápido.

Os gritos de prazer de Mia, compassados com as penetrações, misturados às visões de violência e morte culminaram num orgasmo avassalador. Quando Mia gozou, sua mente foi invadida por uma visão. A visão de uma mulher esguia, mas de corpo levemente trabalhado e musculoso. De olhar selvagem, envolta em vestes negras, seus cabelos tão negros e longos quanto as vestes portando uma espada. Ela tinha os seios fartos e as pernas torneadas. Ela era a verdadeira definição de beleza.

Quando a imagem sumiu, ela voltou a sentir o peso de Dohko sobre si, abraçando-a com força, ainda dentro dela, beijando seu pescoço e aquele efeito anestésico do orgasmo percorrendo todo seu corpo. Dohko se retirou de dentro dela, a puxou pra si e a abraçou com força.

- Você será minha pra sempre... E pra sempre, tudo que farei é fazê-la sorrir...

- Você já faz... - Ela beija o peito dele e se aconchega em seus braços.

Mas dentro de sua mente, ela ainda está preocupada, imaginando quem é aquela mulher que apareceu em sua mente. Ela estava vestida como uma amazona da Grécia antiga. Quem poderia ser?

-oOo-

"I kissed a girl and liked it! Lalalalá!"

A música ecoava pelo banheiro enquanto Tori se banhava e ela cantarolava junto. Espuma escorrendo dos cabelos e pelo corpo todo. Ela estava feliz. Aiolia estava livre de sua maldição e eles poderiam finalmente ter a chance de ficarem juntos.

Passar a mão pelo abdome a fazia lembrar-se da loucura que cometeu para conseguir aquela proeza. Tori nunca pensa nas consequências dos próprios atos e não pensou nessa. Pelo menos não em todas as consequências. O que teria acontecido se Anya tivesse mentido pra ela? Se ela tivesse morrido e ficado ainda mais distante de Aiolia.

Tori não parou pra pensar nem se ama mesmo Aiolia e se acha que ele valeria seu sacrifício. Ela simplesmente fez. Tem sido assim desde pequena. "Inconsequente!", seu pai lhe dizia. "Irresponsável. Precisa pensar mais no que vai fazer ou acabará morta!"

E no fim, quem acabou morto foi ele. Tori sempre agiu por puro instinto. Por pura emoção. Menos quando se tratava de amor e sexo. Ainda era virgem e não tinha problema algum com isso. Quando mais nova, beijava garotos e curtia um pouquinho de sacanagem de adolescente, escondida. O tipinho de emoção proibida que torna experiências excitantes para jovens, mas para ela era tedioso. Não tinha medo do pai saber que ela beijava outros garotos ou que às vezes era bolinada por eles. Não foi por isso que se guardou até hoje, nem foi por alguma restrição moral ou religiosa idiota. Foi simplesmente por que se aqueles garotos não eram capazes de lhe dar a emoção que ela precisava, não seria com sexo que conseguiriam. O cara pra ser digno de Tori tinha que ser um sujeito extremamente perigoso. Extremamente selvagem. E que lhe arrepiasse os pelos da nuca de tão perigoso. Ou assim ela imaginava que seria seu par ideal. É, nada de ídolos pop ou atores com carinha de príncipe encantado pra ela. Ela queria os motoqueiros e sujeitos barra-pesada.

Quando o pai Caçador disse que lhe treinaria para herdar o legado da família, ela ficou empolgada. Perigo? Era com ela mesma. Inconsequência e caos? Podem contar com ela. Missões estupidamente perigosas? Ela é a ideal! Mas nada disso lhe concedeu a emoção ideal. Ela nunca temeu pela própria morte.

Exceto quando conheceu Aiolia. Naquele dia, fingindo-se de isca burra e assustada para atrair um dos Senhores para fora da fortaleza. O Senhor em questão foi Aiolia. Um demônio coberto de sangue, o predador mais violento e monstruoso da natureza e que possivelmente seria capaz de saciar seu apetite por emoção.

Ela soube a partir daquele momento que Aiolia lhe daria a emoção que buscava. E somente por isso valeria a pena se sacrificar por ele. O sacrifício em si foi uma emoção e tanto. Mas, às vezes, raras vezes, Tori desejava ser uma pessoa normal nesse sentido.

Droga, por que aquela deusa idiota foi escolher justo a alma dela pra se esconder?

Tori desliga o chuveiro e se enrola na toalha. Com outra ela enxuga os cabelos molhados e enrola-os. Ao sair do banheiro, Aiolia estava no quarto. Tinha acabado de sair da enfermaria e estava em ótima forma pelo visto. Abençoada regeneração imortal que não deixa esse corpo perfeito permanecer ferido por muito tempo. E sempre mantém tudo durinho e no lugar. Tori gusta!

- Oi querido!

- Não me venha com "Oi, querido"!

Ela ia abraçá-lo, mas parou na metade do caminho.

- Ih, que humor é esse?

- Você está ficando louca?

Tori já sabia do que se tratava.

- Você é muito ingrato, sabia? Que mulher além de euzinha aqui teria levado seis facadas no estômago pra te livrar daquela maldição, heim? Nenhuma! Por que depois de sei lá quantos séculos, você ainda estava queimando lá embaixo!

- Eu não me importava de queimar! É minha punição. Pelo que eu fiz! Eu não mandei você se arriscar por mim!

- Maldito, acha que é fácil pra mim te ver passar por isso todo dia?

- Eu aguento! Venho aguentando desde que abri a maldita caixa! E se você tivesse morrido? Você voltaria na manhã seguinte? Eu teria ficado sem a única mulher que amei! Foi inconsequente e estúpido!

Inconsequente. Estúpida. As palavras de seu pai.

- Desde que eu cheguei aqui... - Ela agora tentava conter as lágrimas. - Venho tentando conquistar você. E você só fica me tratando com grosseria! E quando você pensa que dar sua vida por um babaca o faz te amar...

Tori se vira de costas e começa a chorar. Aiolia sente o peso na consciência atingi-lo como um tijolo e corre até ela, puxando-a pelo braço e virando-a pra se deparar com um sorriso largo e descarado.

- Te peguei! Acreditou que eu tava chorando, né?

- Você... Você... Argh! Mulher irritante! Não leva nada a sério?

- Claro que não! - Ela revira os olhos e se senta sobre a cama. - Que graça tem nisso?

Tori sorri pra ele, cruzando e descruzando a perna, estilo Sharon Stone em Instinto Assassino. Ela retira a toalha da cabeça, liberando os cabelos molhados. Aiolia não deixa de notar e seu pênis também não. Mas ele ainda mantém a cara de enfezado, olhando feio pra ela.

- Você não vai mais se arriscar por mim. Eu a proíbo.

- Boa sorte. Aonde você for, eu vou agora. Vai na frente? Eu vou atrás. Vai lutar? Estou do seu lado. Você não pode me proibir. Sou adulta. Sou uma caçadora (ou era, na verdade) e muito bem treinada. Devo ser uma matadora mais eficiente do que você.

Aiolia esfrega o rosto com as mãos. Como era teimosa! Nunca conheceu uma garota tão teimosa! Tão cabeça dura e inconsequente! Aiolia não poderia lutar bem, se achasse que algo aconteceria a ela. Ele não poderia se concentrar numa batalha, pensando na segurança dela. Queria estar com ela. Estava apaixonado. Mas não poderia nem fazer amor com ela, se a maluca ficasse tentando extrair Violência pra fora no meio da transa!

- Aceite, Aiolia. Você não vai se livrar de mim.

Tori o abraça por trás.

- Se alguém deveria morrer pelo outro, esse alguém deveria ser eu...

- É isso que está te incomodando?

- Não. É saber que eu quase te perdi.

- Entende por que eu fiz o que fiz? Você é imortal. Eu não. Eu posso morrer a qualquer momento. Eu posso morrer de velha, daqui uns 60 anos ou menos. Até quando você vai deixar o tempo passar? Até ser tarde demais pra se lamentar?

Loucura. Aiolia queria colocar juízo na cabeça de Tori e além de falhar, ela estava virando o jogo contra ele! Ela tinha razão! Como Aiolia podia estar desperdiçando tempo daquele jeito, quando deveria estar fazendo o possível para aproveitar o tempo que lhe resta junto dela?

Aiolia se vira pra ela, olhando para aquele corpo magro e esguio, cuja a única barreira entre ela e ele, era a toalha amarrada próximo aos seios fartos. Os seios mais deliciosos que Aiolia já vira. Apesar do jeito "destrambelhado" do cabelo, Tori era uma mulher linda. Perfeita. E que deixou Aiolia louco desde o primeiro momento em que a viu.

- Você está certa. Não vou mais deixar o tempo passar. Agora, vou aproveitar cada momento.

- Como se fosse o último. Porque pra nós, pode ser mesmo. Então, não se contenha. Venha com tudo.

Tori remove a toalha, ficando completamente nua na frente de Aiolia. O momento da verdade chegou. O momento em que ela decidiu se entregar a ele. Ser dele. E o momento em que ele a aceitou como sua.

Aiolia a abraçou com força e a beijou. Ela acolheu a língua dele dentro da sua boca misturando-a a sua. Aiolia agarrou a bunda dela, erguendo uma perna e fazendo-a sentir a ereção latejar, por ela.

- Não se contenha.

Ele assente. Levando a mão até o meio das pernas dela, Aiolia a acaricia ali. Tori se contorce nos braços dele. Que sensação nova e excitante. Outros garotos já a tocaram ali, mas não despertaram nada nela. Aiolia por outro lado já começava a deixá-la úmida.

Tori, sorrindo o empurra pra trás e dá passos vacilantes até esbarrar na cama e cair sentada. De pernas abertas ela o provoca e quando ele se aproxima, ela o barra com o pé em seu abdome.

- Por que ainda está vestido? - Ela morde os lábios, expressando falsa inocência. Provocando-o. Ele gosta.

Aiolia retira a camisa e a joga de lado. Tori se levanta da cama, ainda olhando cada movimento dele e caminhando até a sacada. Ela abre as portas com um único movimento, deixando o vento fresco entrar.

- O que está fazendo? - Aiolia retira as calças ficando totalmente nu.

Ela não responde. Apenas se inclina na sacada, olhando pra ele, esperando por ele. Convidando-o.

- Que foi? É tímido? - Lá estava aquela cara sapeca de novo. Pra uma garota virgem, ela sabia mesmo como provocá-lo e deixá-lo louco.

Tori se vira de costas pra ele e se inclina sobre o parapeito da sacada, dando a Aiolia uma bela visão de sua bunda e muito mais. Olhando por sobre o ombro, ela o provoca, rebolando e chamando por ele. Quando ele se aproxima, ela se vira de frente de novo.

Tão linda. Aiolia não resistia aos seus seios. Apertou-os com força. Os dois, arrancando gemidos dela. Sua boca encontrou o seu pescoço. Seus dentes estavam ficando afiados. Era seu instinto animal despertando. Violência era o mais animalesco dos Senhores e agora, ele agia como um macho alfa, querendo Tori só pra si. Querendo marcá-la para que todos soubessem que ela era apenas dele.

As presas de Aiolia arranhavam sua pele de leve, fazendo cócegas, deixando-a arrepiada.

- Eu poderia matá-la facilmente... Se a mordesse aqui...

- Hum... Você diz as coisas mais românticas... - Ela pega a mão dele e a conduz até o meio das pernas. - Olha como você me deixa molhada, falando com carinho assim comigo...

- Hehehehe...

"Minha!"

Os olhos de Aiolia já estavam vermelhos, injetados de sangue. Sim, violência estava se manifestando. Ele deu liberdade ao demônio de participar daquele momento. Ele prometeu a ela que não se conteria.

Tori segurou seu pênis com força e começou a masturbá-lo. Como era grande, grosso e quente!

- Oi Violência. Que bom que se juntou a nós...

Ele sorriu, mostrando uma fileira de dentes serrilhados e intensificando o brilho vermelho dos olhos. Tori esfrega o pênis dele em sua entrada úmida, desejosa dele.

- Quero você aqui... Rápido... E forte...

- Eu vou te machucar...

- Tomara...

Aiolia se inclina sobre o peito dela, sugando um seio e mordendo o mamilo com força. Puxando-o. Tori tomba a cabeça pra trás e geme tão alto. A dor das presas de Aiolia em seu mamilo a deixou completamente arrepiada.

A mão de Aiolia deslizava pelo peito dela, sobre os seios e em seguida sobre o pescoço. Ele parecia querer enforcá-la a qualquer instante e a ideia a excitou mais.

- Eu vou te foder agora... Está pronta? - A voz de Aiolia parecia ter dois timbres diferentes. O seu e o do demônio.

- Faça... Me foda! Com força!

Aiolia não pensou duas vezes e enfiou dentro dela com toda a força, rompendo sua virgindade e preenchendo-a até o âmago, levando-a a gritar de dor, de prazer ao mesmo tempo. Seu hímen praticamente não ofereceu nenhuma resistência a força descomunal de Aiolia (Parece que a força deles não está apenas nos braços!).

- Dói... Mas é tão gostoso... - Ela diz arfando.

- Devo ir mais devagar da próxima vez?

- Não. Venha com tudo!

Aiolia não hesitou e a penetrou mais uma vez. Sangue escorria pelas pernas dela a cada movimento que ele fazia. Cada penetração enviando sinais de dor e de prazer até seu cérebro, bombardeando cada sinapse, cada nervo de seu corpo com dor e prazer. E Tori estava feliz por não ter se entregado a homem algum antes. Pois agora que provava do fruto proibido, estava certa de que nenhum homem a daria tanta emoção e prazer quanto Aiolia.

- Quer mais? - Ele pergunta.

- Sim! Mais! Muito mais! Mais forte! Mais rápido! Dê-me mais!

"MAIS!"

"Não a machuque... Muito."

"MAIS! MAIS! MAIS!"

Era Violência rugindo em sua mente. Aiolia deveria saber que até na hora de fazer sexo o demônio preferia o sexo violento. Sem qualquer gentileza, Aiolia virou-a de costas e a fez debruçar-se no parapeito da sacada. Suas unhas como garras, acariciavam as costas dela, acariciavam sua bunda.

"Deliciosa..."

"Minha..."

"MINHA!"

"Nossa!"

Aiolia enfiou nela novamente. Com força, sem gentilezas ou sutilezas. Sem aviso. Ela queria tudo dele? Ele daria tudo a ela. Com força. Com firmeza. Com violência.

Cada penetração era como um golpe entre suas pernas. Um golpe que misturava dor e prazer ao mesmo tempo. Tori era tão apertada que ela imaginava que a qualquer momento, Aiolia a rasgaria. Era tanta dor, tanto prazer misturado. Tudo tão bom.

Ele colou seu corpo ao dela, apertando-a com força, segurando seus seios e apertando-os com força. Enfiando com cada vez mais força!

- Sim! Sim! Mais forte, Aiolia! Mais... Forte!

Aiolia movia o quadril, frenéticamente, pra frente e pra trás, pra dentro e pra fora... Seu pênis vermelho de tanto sangue... O orgasmo chegando e ele sentindo o membro pressionado por ela, apertando cada vez mais... Eles gozaram juntos. Aiolia segurou-a pelos cabelos e puxou sua cabeça pra trás. Violência se deleitava dentro de sua mente. Pela primeira vez, Aiolia fez sexo violento com uma mulher sem que o demônio se manifestasse a rasgasse em pedaços.

Mas, ele acabou de se dar conta de que, no fim, transou com ela da mesma forma que havia transado com outras mulheres no passado. Ele a possuiu por trás, sem olhar nos olhos. Aquelas mulheres que iam até a fortaleza atrás de Milo, procurando um pouco mais de ação, não significavam nada pra ele. Tori significava. Tori era a mulher que amava. Ele devia fazer amor com ela, olhando-a nos olhos, cara a cara. E era isso que faria.

Enquanto ela ainda estava bamba pelo orgasmo, Aiolia a empurrou sobre a cama. Ele ainda estava duro. Tinha acabado de gozar e estava duro. Esperando por ela.

- Você quer mais?

- Sim... Mais, Aiolia... Muito mais...

Abriu as pernas dela, sorrindo (ele mesmo estava gostando daquela sua rudeza) e a invadiu de novo. Novamente, sem gentileza. Tori gritou.

Ela estava entregue, saciada, satisfeita. Conseguiu finalmente o que queria. A mais deliciosa emoção, com homem e demônio. Uma espécie de sexo a três macabro, uma ideia que a excitava.

- Fale novamente... De quais maneiras você pode me matar...

- Eu poderia... Rasgar sua garganta!

- Sim! Aaaahh... Fale mais...

- Eu poderia rasgar seu corpo...

- Adoro! Mais...

"MAIS!"

- Eu poderia arrancar seu coração com as mãos!

- Está tentando me matar?

Ele ri da piada e continua enfiando com força, preenchendo seu corpo de mais prazer que se misturava a dor. A segunda transa deles sem um intervalo sequer, entre uma e outra. Tori já se sentia esfolada, mas queria mais. Desejava mais. E Aiolia lhe dava mais. Não demorou muito para que gozassem novamente, de forma tão intensa quanto da primeira vez.

Dessa vez, como Aiolia queria, olhando diretamente nos olhos dela, deleitando-se com sua expressão de satisfação. Tori nunca imaginou que sexo poderia ser tão fantástico. Sexo com Aiolia. Seu demônio, seu leão, seu guerreiro.

Aos poucos, Aiolia reassumia controle do corpo, olhando pra ela com uma expressão preocupada.

- Feri você?

- Não... Você foi maravilhoso... Foi fantástico...

Ela beijava o pescoço dele e o abraçava mais forte, com as pernas em volta da cintura do imortal. Tudo tão delicioso e doloroso.

Tori não se contentaria com apenas aquilo. Teria de fazer sexo com Aiolia todos os dias. Para o resto de suas vidas.

- Eu te amo, Victoria...

- Eu te amo, Aiolia...

Continua...

Bom, escrevi esse capítulo mais pra descontrair e explorar algumas opções gente. Espero que gostem. No próximo a vida dos Senhores volta ao "normal" e damos continuidade a história.

Beijos e abraços do Ikarus.

Darkest Ikarus... Signing off...