23.

Metropolis Hospital

Lois e Clark haviam passado pela Torre de Vigilância e depois foram direto para o hospital. Dinah estava sentada na sala de espera com um ar muito angustiado. Lois sentou ao lado dela.

'Dinah, ficamos sabendo agora...'

'Lois...', ela olhou para a repórter. 'Foi tudo tão rápido... Quando vimos, começaram as explosões, tudo estava desmoronando, Oliver sendo atingido por uma viga...', ela olhou para Clark que estava de pé. 'Foi armação. Isso fede à Lex Luthor. Quer dizer, a gente já imaginava que ele fosse reagir, mas... ele nos pegou de surpresa... Os outros também se feriram, mas com Oliver foi mais grave.', ela começou a chorar.

Lois abraçou Dinah, que aceitou o consolo. Apesar das duas terem se relacionado com Oliver, não existia uma inimizade com elas, apenas não eram íntimas. Bruce chegou à sala de espera.

'Oliver terá que ser transferido.', ele informou.

'Para onde vão levá-lo?', perguntou Clark. Ele estava comovido e preocupado com aquela situação.

'Star City.', disse Dinah prontamente. Ela levantou-se e segurou as mãos de Bruce. 'Faça com que ele vá para Star City. Vai ser bem cuidado lá e é algo que Oliver gostaria. É a cidade dele. Por favor.'

'Deixe comigo.', prometeu Bruce.

'Obrigado, Bruce.', ela agradeceu e voltou a sentar. Suas pernas tremiam desde o acontecido.

Clark aproximou-se de Bruce e os dois conversaram distante de Dinah e Lois.

'Bruce, tanto Dinah quanto os outros afirmam que isso é mais uma obra de Lex Luthor. Eu preciso investigar isso de perto.'

'Eu entendo. Eu cuido de tudo por aqui.'

'Obrigado.', Clark agradeceu e se aproximou de Lois. 'Lois, eu preciso sair, voce vai ficar bem?'

'Vou sim. A gente se fala depois.', ela sorriu e lhe deu um selinho.

Clark tocou no ombro de Dinah e deu um sorriso de apoio, depois saiu do hospital. Dinah olhou para Lois. Seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar.

'Não posso perder, Oliver... Eu o rejeitei porque estava com raiva, com medo, mas a verdade é que eu ainda o amo.', ela desabafou.

'Voce terá a oportunidade de dizer isso quando ele acordar, Dinah. Tenha fé.', ela segurou a mão da loira, dando-lhe apoio.

Dinah assentiu, enquanto uma lágrima escorria pelo seu rosto.

...

Star Lab

Dia Seguinte

Bruce e Chloe chegaram ao local onde Davis Bloome era mantido sob vigilância. Era um local isolado e Davis se encontrava sedado em uma espécie de jaula. Chloe teve vontade de chorar. Dr. Emil Hamilton conversou com eles sobre o estado de Doomsday.

'Fizemos pouquíssimos progressos. Acreditamos que a criatura veio do planeta natal de Superman...'

'O nome dele é Davis.', corrigiu-o Chloe.

'Perdoe-me.', o médico pigarreou. 'O Sr. Bloome está em sua forma humana, porém notamos que quando ele se irrita demais, a sua mutação aparece com força total. Mas também percebemos que ele está perdendo o controle sobre si mesmo. É como se a cria... se a mutação quisesse tomar conta dele.'

'Não posso me aproximar?', perguntou Chloe olhando através do vidro.

'Eu não aconselho. Não sabemos como será sua reação.', disse Emil com prudência.

Nesse momento, Davis abriu lentamente os olhos e avistou Chloe. Mesmo diante dos olhares reprovadores de Bruce e Emil, ela aproximou da jaula e encostou a mão no vidro.

'Eu estou aqui. Eu vou te ajudar.', ela prometeu.

'Chloe... Eu quero ficar com voce...', ele sussurrou.

'Eu sei. Eu também...', ela deixou uma lágrima escapar.

'Melhor irmos embora, Chloe.', disse Bruce tocando no ombro dela. 'Emil precisa fazer mais análises. Quanto mais rápido cuidarmos do caso dele, mais rápido ele sai daqui.'

'Ok.', ela concordou mesmo a contragosto. Chloe olhou com carinho para Davis. 'Ainda amo voce. Tente se curar por mim.', ela levantou-se para sair do local com Bruce.

'Chloe! Chloeee!', Davis começou a gritar e esmurrar a jaula.

Bruce tirou Chloe da sala enquanto Emil e seus assistentes continham a fera com kryptonita verde. Chloe saiu da Star Lab chorando copiosamente.

...

LexCorp

Lex estava olhando a paisagem da janela. Metropolis, assim como o mundo, em breve seria dele e nada mais iria atrapalhá-lo. Tess havia lhe contado que a emboscada surtira o efeito desejado e o Arqueiro Verde fora o maior atingido. Lex bebeu um pouco de uísque e sorriu para si mesmo. O próximo a cair seria o alien.

Superman apareceu do outro lado da janela, de frente para o empresário, de braços cruzados e com uma expressão séria e compenetrada. Lex deu um sorriso cínico.

'Superman, a que devo a sua inesperada visita?'

'Voce sabe muito bem, Luthor.', disse o herói com um ar soturno.

'Não gostaria de entrar para nós conversamos e voce me esclarecer o motivo desse seu aparente mau humor?'

'Luthor, eu sei que voce preparou a armadilha para a Liga da Justiça. Eu investiguei o local. Vi que as bombas foram plantadas.'

'E quem lhe garante que foi por mim?', ele negou, com calma. 'Seus próprios amigos podem ter feito isso. Sabe como eles gostam de chamar atenção.'

'Eu consegui o vídeo da câmera de segurança antes que seu funcionário a destruísse.', contou o herói. Fora um golpe de sorte. Se tivesse chegado um segundo depois, perderia as provas. 'Eu já imaginava do que voce era capaz, mas agora tenho certeza. Voce é capaz de atingir pessoas inocentes sem o menor escrúpulo.'

'Pessoas inocentes?', Lex riu debochadamente. 'Faça-me rir, herói! Eles estavam invadindo as minhas fábricas! Eu sou a vítima aqui, deveria processar todos voces!', ele acusou. 'E se alguém mandou plantar bombas no local, não foi com ordens minhas, garanto. Apesar de tudo, eu tolero os seus amiguinhos fantasiados.'

'Todos ficarão sabendo o que voce fez e então as pessoas decidirão se voce não tem realmente culpa de nada. Lembre-se de que estou de olho em cada uma das suas ações.'

'Vou me lembrar, com certeza, grande guardião de Metropolis.', ironizou o empresário.

'Seus desmandos e seus atos criminosos não mais serão esquecidos e jogados para debaixo do tapete, porque eu não irei permitir. Está avisado.', finalizou Superman, que saiu voando.

Lex quebrou o copo com a mão, que começou a sangrar. Sua vontade era matar o alienígena com as próprias mãos. Mas antes, teria que pensar em um plano B para escapar de um massacre público, pois sabia que Superman exercia uma grande influência sobre o eleitorado. Se perdesse sua chance de governar o país por causa de um tropeço de Tess, a mataria pessoalmente.

Tess entrou no escritório e se assustou ao ver a mão de Lex sangrando. Ela pegou uma toalha de rosto no banheiro que havia no escritório e cobriu a mão dele. Lex olhou-a com ódio.

'Lex o que foi? Falaram-me que viram Superman parado em frente à sua janela...'

'Sua idiota!', ele exclamou com raiva e deu um tapa no rosto dela com a outra mão. 'Sua incompetência pode me custar a presidência dos Estados Unidos!'

'Lex, eu fiz tudo que voce mandou!', ela disse com os olhos umedecidos.

'Superman conseguiu o vídeo da câmera de segurança! É bom voce não estar lá, Tess, senão eu vou te matar!', ele ameaçou. 'Voce estragou meu plano perfeito, sua imbecil!'

'Perdão, Lex, perdão!', ela implorou, tentando conter as lágrimas. 'Eu não queria te prejudicar. E-eu passei as ordens daqui e mandei excluírem as gravações. Não há perigo de te ligarem à essa emboscada contra a Liga.', ela garantiu.

'É bom mesmo que não, Tess, senão eu ficarei viúvo antes mesmo de casar.', ele disse friamente e saiu do escritório.

Tess sentou na poltrona e chorou com as mãos no rosto.

...

Metropolis Hospital

Lois olhava para o desacordado Oliver deitado na cama e entubado. Lois sentiu os olhos umedecerem. Ver o ex-noivo naquele estado lhe cortava o coração. Lois lembrava-se do Oliver divertido, brincalhão, piadista, que tinha um sorriso contagiante e um espírito combativo. Ela suspirou, desconsolada.

Clark tocou no ombro da namorada, que olhou para ele e recostou a cabeça no seu ombro.

'Como ele está?', perguntou Clark olhando para Oliver.

'Nenhuma melhora até agora... Mas Ollie, ele é resistente, forte... Ele vai passar por essa...', ela murmurou, mordendo o lábio.

'Com certeza. Estamos todos torcendo por ele. E por falar nisso...', ele pigarreou. 'Eu fui até a fábrica da LexCorp. Encontrei as provas do atentado contra a Liga.'

'Foi Lex, não foi?', ela o fitou.

'Ele negou, mas quando eu cheguei lá, um funcionário ia queimar o vídeo onde há a prova de sabotagem. Por sorte, cheguei à tempo.'

'Aquele desgraçado!', exclamou Lois furiosa. 'Pode escrever, Smallville. Não vou sossegar enquanto Lex Luthor não for parar atrás das grades! Voce fez a denúncia?'

'Sim, as provas já estão com a polícia.'

'Então vou fazer minha parte. Vou para o Planeta. Faço questão absoluta de escrever essa matéria.', ela disse com um ar decidido.

...

Clark Luthor andou por todo o apartamento de Clark Kent observando tudo com atenção. Ele pegou um porta-retratos onde Clark e Lois estavam abraçados e sorridentes. Clark Luthor lançou um olhar melancólico para a fotografia. Ele já tivera isso e estragara tudo. Mas não ia perder essa nova oportunidade que o destino estava lhe dando.

Não demorou muito para Clark Luthor descobrir o compartimento secreto onde Kent guardava o uniforme de Superman. Luthor achou o visual chamativo demais e fez uma careta. Em outras terras paralelas era até pior, algumas de suas versões usavam uma cueca vermelha por cima da calça. Ele achava incrível que Clark não tivesse vergonha de sair por aí com um visual daqueles sem virar motivo de chacota.

Luthor inspecionou todo o local mas não conseguiu descobrir onde estava a chave kryptoniana que dava acesso à Fortaleza da Solidão. Ele sabia que para vencer Superman de vez, era preciso destruir suas defesas. E Jor-El era parte importante nesse processo.

Luthor ficou pensativo. Se a chave não estava no apartamento, só podia estar na fazenda Kent. Ele sorriu para si mesmo. Finalmente conheceria os pais terráqueos daquele Clark.

...

Planeta Diário

Sala do Editor-Chefe

'Lois, eu vou publicar a matéria já que voce diz que tem provas...'

'Superman entregou as provas à polícia, Perry. Eu mesma fui conferir. Não vai demorar muito para Lex ser chamado para um interrogatório.'

'Lois, voce sabe que Luthor pode acusar os vigilantes de invadir suas fábricas. Provavelmente deve processá-los.'

'Mas isso não dá direito à Lex de sair por aí tentando matar as pessoas.', ela argumentou.

'Se algum herói morrer, Luthor terá um grande problema, a maioria da população admira a Liga.', disse Perry pensativo e Lois assentiu. 'Se foi de Lex mesmo que partiu a ordem, ele foi muito burro, para dizer o mínimo. Ele está querendo concorrer à presidência, pelo amor de Deus! Mas voce tem razão, Lane, não podemos perder essa oportunidade, não é todo dia que Lex deixa rachaduras nas suas ações. Isso também deve afetar o voo do Messenger. Quando Luthor receber a intimação, a LexCorp vai tremer.', ele riu para si mesmo. 'Mas lembre-se, nada de acusar Lex diretamente! Não há provas o suficiente para isso, mesmo a fábrica tendo sido sabotada. Vamos esperar para ver se ele se entrega, o que particularmente, acho quase impossível.'

'Ok, Perry, será como voce quer.', Lois concordou, animada.

'Pessoal, as coisas estão fervendo lá fora!', exclamou Jimmy entrando na sala como furacão. 'Lex Luthor foi intimidado pela polícia à depor! Os jornalistas estão todos correndo para a delegacia!'

'Nós vamos também, Jimbo!', exclamou Lois, empolgada. 'Essa vai ser a minha melhor matéria!

Jimmy e Lois saíram correndo enquanto Perry começa a gritar ordens para os funcionários.

...

Delegacia de Metropolis

Jimmy e Lois chegaram correndo até a entrada da delegacia onde já haviam vários jornalistas e outros também chegavam. Jimmy avistou Clark.

'Ei, CK, pensei que voce tinha sumido!', disse o fotógrafo.

'Fiquei sabendo da novidade e vim para cá garantir o lugar de voces.', ele sorriu para Lois.

'Que cavalheiro, Smallville.', ela se aproximou do namorado. 'O careca já chegou?'

'Ainda não, mas não demora.', informou Clark, satisfeito por ter pego um deslize de Lex.

A limousine de Lex aproximava-se da delegacia e já se via cercada pelos flashes das câmeras fotográficas. Todos queriam ser o primeiro a registrar o momento em que o poderoso Lex Luthor entraria em uma delegacia acusado de um suposto atentado contra a Liga da Justiça.

Dentro do carro, o advogado olhou para Lex, que permanecia com uma expressão tranquila.

'Sr. Luthor, é importante que não se levante mais nenhuma suspeita sobre o senhor. Também não dê nenhuma declaração à esses jornalistas. Eles só querem ver o circo pegar fogo. Vou fazer com que todos entendam que a Liga é a única culpada por esse incidente.'

'O que é a mais pura verdade.', disse Lex, frio. O celular tocou e ele atendeu. Era Tess. 'Diga.'

'Está tudo feito, Lex. Eu corrigi meu erro. Ninguém poderá acusá-lo de nada. Frederic está indo para a delegacia.', ela informou.

'Ótimo. É o mínimo que voce poderia fazer depois de tudo.', ele disse em tom de reprimenda. 'Espero que tenha aprendido.'

'Aprendi sim. Lex, eu...'

Lex desligou o celular, não deixando que Tess continuasse. O som da voz dela o aborrecia tremendamente. A limousine parou em frente a entrada e de lá saiu Lex, escoltado pelos seguranças e com uma expressão tranquila. Ele não olhou para ninguém, exceto para Lois. Clark percebeu e fez com uma expressão de desagravo. Lex entrou na delegacia e Clark sussurrou no ouvido de Lois.

'Lois, eu tenho que ir, Superman também foi chamado para dar seu depoimento.'

'Eu compreendo.', ela sussurrou de volta e tratou de distrair Jimmy.

Clark conseguiu sair do meio de toda aquela agitação e logo depois surgiu como Superman. Flashes espocavam ainda mais. Superman entrou na delegacia.

...

'Superman, é um prazer revê-lo.', saudou-o Lex, cinicamente.

'Talvez voce mude de ideia depois do meu depoimento, Luthor.'

'Dificilmente.', ele sorriu e depois fingiu um ar preocupado. 'E seus amigos fantasiados? Espero que estejam bem. O Arqueiro Verde ainda está vivo?', ele provocou.

'Para a sua sorte, sim.', disse Clark entredentes. Sua vontade era socar Lex.

'Eu não tenho nada a temer, meu caro herói. Logo você irá perceber que se equivocou. Sei que deve ser difícil para quem se acha perfeito.'

Superman preferiu não retrucar. Ele sabia que Lex estava querendo provocar uma discussão e não iria cair nesse truque velho. Lex foi levado para a sala do delegado.

...

Smallville

Kent Farm

Clark Luthor pousou na entrada do celeiro. Ele entrou no lugar e olhou para tudo contrariado. Clark Kent era realmente muito provinciano. Em sua realidade, o celeiro, nem a fazenda existiam mais. Luthor achava que nem Jonathan e Martha estavam vivos em sua época, mas não tinha certeza pois nunca se dera ao trabalho de procurá-los. O engraçado era que nas outras realidades que visitou, o casal Kent também eram uma constante na vida dos Clarkes, embora que na Terra 3 eles tivessem morrido ainda na adolescência do futuro herói.

Clark Luthor subiu a escada e olhou para o outrora local de estudos de Clark Kent. Tudo estava arrumado e havia um velho baú. Ele abriu o baú e lá viu algumas recordações da vida de seu homônimo. Sua infância e adolescência principalmente. Haviam fotos de Clark com o amigo Pete Ross ( na realidade de Luthor, o rapaz casara-se com Chloe Sullivan), com os pais, fotos de Lana e Chloe. Ainda havia a camisa do time escolar, livros e uma bola de futebol americano que Clark Luthor esmagou com uma mão. Ele fechou o baú com impaciência.

'Filho, voce está aí.', a voz de Jonathan soou no térreo do celeiro. Clark o olhou com a testa franzida. 'Eu sei, eu sei que deveria estar de repouso, se sua mãe me vir aqui vai brigar comigo, mas voce sabe como eu sou. Não consigo ficar parado... E também não estou pegando peso.'

Clark Luthor desceu a escada e ficou de frente para Jonathan. Era apenas um humano comum. Não entendia porque Clark Kent dava tanta importância à isso.

'Pai, onde está a chave que leva à Fortaleza? Acho que perdi.', ele fingiu um ar calmo.

'Voce não sabe, Clark? Eu muito menos!', o fazendeiro riu mas Luthor continuou sério. 'Clark, voce disse que iria colocar em local mais seguro, que não seria tão difícil para alguém achar aquela chave octogonal embaixo do chão do celeiro. Se bem que sua mãe a escondeu por um bom tempo no pote de açúcar e ninguém desconfiou.', ele lembrou, achando graça.

'Poderia estar com ela de novo?'

'Clark está com voce.', ele afirmou e olhou para o rapaz com atenção. 'Clark, está tudo bem com voce, filho? Voce me parece estranho, mais tenso... Aconteceu alguma coisa?', ele tocou no ombro do rapaz.

Clark Luthor pensou em atirar Jonathan contra a parede só por tocá-lo, mas o olhar amoroso e preocupado do homem fez com que Luthor mudasse de ideia. Seu pai adotivo, Lionel, jamais olhara para ele assim. Lionel só se preocupava consigo mesmo. Clark forçou um sorriso.

'Não, está tudo bem... Só a tensão de sempre...'

'Sabe que pode conversar conosco quando quiser.'

'Eu sei. Tenho que ir.'

Clark Luthor saiu da fazenda voando recriminando-se por não ter matado Jonathan quando teve a oportunidade.