Depois de interrogar o suspeito, e confirmar a autoria do crime, Mac respira aliviado, pois voltaria para casa. Os seus horários, agora, eram todos flexíveis, para poder ajudar a esposa, Stella, a cuidar dos filhos.
Bom, Jullie Bonasera-Taylor, no alto dos seus 6 anos, era uma criança quieta, tímida, porém muito inteligente. Uma cópia fiel do pai. Já Arthur Bonasera-Taylor era um espoleta. Com 3 anos, o garoto virava a casa do avesso e deixava Stella um pouco nervosa. Serelepe, Arthur tinha cabelos encaracolados e olhos verdes. Apegado a Stella. Mac adorava estar nos momentos em família, seus filhos e sua esposa eram tudo para ele. Indo para casa ele pensava como sua vida tinha mudado nos últimos 7 anos. Um casamento, dois filhos, a mudança de um simples detetive para um chefe de família. Chegando em casa, abriu a porta e viu um pequeno ser lhe abraçando as pernas.

AT: Mamãe, o papai chegou!
MT: Hei, campeão!

Stella e Jullie vinham correndo da cozinha.

MT: Adoro essa recepção - beijando a esposa e dando um abraço na filha. - Arthur, deixe o papai trocar de roupa. - falava tirando o garoto de suas pernas. -
SB: Arthur, venha ajudar eu e sua irmã na cozinha. Papai depois vem com a gente.
AT: Tá! - E saiu correndo para a cozinha, onde Jullie já estava. -
SB: Conseguiram pegar o assassino?
MT: Sim, depois de ver todas as evidências, e o advogado quase declarar causa perdida, ele confessou tudo. - falava abraçado a cintura da esposa. -
SB: Menos um nas ruas.
MT: Vou tomar um banho e depois vou com vocês, certo?
SB: Ok. - dando-lhe um beijo, saiu da sala. - Mas não demore!

Mac tomou o banho e colocou uma roupa mais casual. Camiseta branca, calça de malha e chinelos.

SB: Oh, como eu amo esse seu estilo despojado!
MT: Não estou todo assim.
JB: Pai... tá sim!

Stella e Mac riram com a afirmação da filha. Sentados na mesa, Arthur, Stella e Jullie faziam brigadeiros. Mac fez menção de pegar um mas Arthur interviu.

AT: Pai, é para depois da janta!
MT: Ok, desculpe.

Ficaram todos sentados fazendo brigadeiros.

SB: Ok, agora que acabamos, vamos jantar.
MT: Vamos lavar as mãos no banheiro.

Jullie e Arthur seguiram o pai. Stella recolheu e lavou a louça suja e pôs a mesa. Não muito tempo depois, o trio voltava a mesa. Jullie de mãos dadas com Mac, que segurava Arthur em seu colo.

SB: Vamos jantar e depois é cama! Amanhã todos vamos levantar cedo.
MT: Então vamos comer.

O jantar era típico de família, todos perguntavam o que tinham feito de bom o dia inteiro. Depois da janta, Arthur, que estava praticamente dormindo em cima do prato, foi para seu quarto, enquanto Mac contava uma história para Jullie dormir. Depois das crianças estarem dormindo, ele foi ao encontro da esposa, que estava no quarto deitada lendo.

MT: Os dois dormindo!
SB: Esses pestinhas! Arthur tem uma energia!
MT: Já Jullie é quietinha.
SB: Igual a você!
MT: Arthur é igualzinho a você. Até na hiperatividade
SB: Eu não sou hiperativa. Tá, sou um pouco. Mas Arthur tem energia de sobra.
MT: Jullie também era assim, depois ficou mais quietinha.
SB: É. Ah, mudando de assunto, chegou uma carta para você.
MT: Pra mim? De quem?
SB: Alguma coisa a ver com os Fuzileiros Navais. - entregando-o o envelope. -

Mac estranhou e abriu. Era um memorando do Coronel Craig Harrison.

"Prezado Major Taylor,

Através deste, viemos informar a solicitação de seus serviços para um missão de 6 meses em Bagdá, no Iraque.

Seus serviços, juntamente com mais 50 homens, serão de grande valia nas batalhas no Oriente Médio

Para mais informações e apresentação até o dia 15 de julho, no quartel-general da Marinha.

Atenciosamente,

Coronel Craig Harrison"

Mac ficou intrigado. Por que diabos estavam chamando ele para uma missão?

SB: Essa ruga aí na testa indica que lá vem bomba.
MT: É uma solicitação. Querem que eu vá para o Iraque.

Stella o olhou. Aquele olhar, um misto de tristeza e incredulidade.

SB: E... o que você vai fazer?
MT: Não tenho a minima ideia. Sei que meu dever é servir o meu país, mas não quero te deixar sozinha aqui, correndo o risco de ficar sozinha pro resto da vida.
SB: Amor, não fale isso nem brincando.
MT: Mas é a realidade, Stell. Eu quero ver minha filha arrumando o primeiro namorado, casando. Quero ensinar ao meu filho a andar de bicicleta.
SB: Você vai ensiná-lo, Mac. Acredite. Você é quem escolhe. Estou do seu lado.

Mac deitou preocupado. Por um lado, sabia que deveria servir ao seu país. Por outro, sabia que poderia ocorrer de não ver nunca mais sua mulher e seus filhos. Dormiu com Stella acariciando seus cabelos. Depois de acordar, viu que Stella não estava mais na cama. "Com as crianças", logo pensou. Indo em direção ao quarto de Jullie, viu a vz de Stella conversando com a filha chorosa.

SB: Acalme-se, querida.
JB: Papai vai ir mesmo para a guerra, mamãe? Eu escutei vocês conversando ontem.
SB: Não sabemos ainda, meu amor. Ele tem que conversar ainda com algumas pessoas.
JB: Eu não quero que ele vá. - chorando silenciosamente. - Ele não pode ir! Ele não volta depois!

Mac abriu bruscamente a porta e abraçou a filha.

MT: Jullie, papai não vai a lugar nenhum.
JB: Promete mesmo?
MT: Prometo.
JB: De dedinho? - oferecendo o dedo mínimo para ele -
MT: De dedinho. Agora deita aí.

Jullie atendeu prontamente. Mac se deitou abraçando a filha. Stella, que já tinha saído do quarto para chorar na cozinha, voltou e viu a cena.

MT: Eu juro, Jullie, que não vou viajar a lugar nenhum. E se eu for viajar, vai ser com você, a mamãe e o Arthur.
JB: Sério?
MT: Sim. Agora durma mais um pouco, princesa.

Depois de fazer Jullie dormir, vai atrás da esposa.

MT: Viu Stell. É por essas e outras que não quero ir. Quando eu servi pela primeira vez, era apenas Claire e eu. Mas agora eu tenho vocês. Não posso deixar que isso aconteça.
SB: Entendo, amor. Você não quer que seus filhos sofram se por um acaso você tiver que ir.
MT: Sim. E eu sei que você também ficaria desolada.
SB: É... - abraçando o marido, já com visíveis lágrimas no rosto. - Se você não voltasse, não sei o que seria de nós.
MT: Não quero perder vocês!
SB: Eu te amo, Mac.
MT: Eu também, Stella. E amo a Jullie e o Arthur. Amo vocês demais para que eu tenha que perdê-los.

No outro dia, Mac procurou o capitão para conversar.

MT: Estou procurando o Coronel Harrison.
XX: Quem é o senhor?
MT: Detetive Mac Taylor.
XX: Por aqui, senhor.

Mac segue o jovem até a sala do capitão.

MT: Coronel Craig Harrison?
CH: Sim.
MT: Detetive Mac Taylor. Recebi seu memorando.
CH: Oh, sim. É um prazer, detetive. Estamos chamando todos os homens para embarcar para o Iraque.
MT: Eu sei, senhor, mas comigo há um problema.
CH: E qual seria?
MT: Eu não posso ir para Bagdá.