Não possuo direitos sobre Naruto, de Masashi Kishimoto.

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A viagem até o País do Fogo tomara todo o dia, seguido o trajeto até Konoha que levara as horas da noite. Os viajantes chegaram à vila pouco antes do amanhecer. Os Uzumaki enviados por Arata seriam conduzidos por Tobirama até o complexo onde residiriam. Mito e Hashirama despediram-se destes ainda no portão da vila, e seguiram para a residência do líder Senju.

O casal caminhou para um pouco mais distante do centro da vila, atravessando por um caminho dentre um bosque. Mito conseguia sentir a energia da vegetação, e pareceu óbvio que fora Hashirama quem dera vida àquelas árvores. Um pouco adiante, a princesa pode avistar um enorme muro de pedras. Alguns passos a frente, pôde notar que este cercava uma grande construção em madeira.

''Espero que goste...'', disse Hashirama, quando os dois atravessaram o grande portão.

Moldada à típica arquitetura daquela época, a casa em madeira de dois andares fora construída no centro do terreno cercado pela pequena muralha em pedra. À sua frente ornava-se um extenso jardim, florido com diversas espécies de plantas. Cerejeiras cercavam as laterais da casa, realçadas pelo tom escuro da madeira. Cinco degraus largos levavam à varanda que estendia-se por toda a frente e os lados. A porta fora pintada em vermelho, assim como o conjunto de grandes janelas. Grandes colunas lisas sustentavam a varanda e o telhado. Mito desviou de pequenas poças de água, que indicavam junto ao ar fresco, que havia chovido durante a noite. Apoiada no braço de Hashirama, Mito saltou uma última poça até o primeiro degrau da escada; virou-se novamente para observar o jardim. Hashirama notou que o silêncio de Mito traduzia toda a admiração pelo o que a cercava naquele momento.

''E então..?'', Hashirama buscou a atenção de Mito para si.

''É muito lindo...'', Mito virou-se para o noivo.

Hashirama conduziu silenciosamente Mito até o interior da casa. Duas empregadas, já grisalhas, recepcionaram o casal, cumprimentando-os educadamente. Uma das senhoras levou Mito até seu aposento, e a outra fora auxiliar Hashirama.

Algumas horas após sua chegada, Mito, que já havia se banhado e descansado durante todo o dia, fora para a sala de jantar ter a refeição junto à Hashirama. Encontrou o noivo e o novo irmão, Tobirama, sentados à mesa, aguardando-a.

''Vamos nos reunir em alguns dias, Tobi...'', Hashirama interrompeu o que dizia ao ver a noiva se aproximando.

A mulher tinha os cabelos presos num único coque no alto da cabeça, e os selos pendurados abaixo do penteado, dançando de um lado a outro, acompanhando os passos de Mito. Vestia um quimono simples, azul claro. Hashirama e o irmão levantaram-se para cumprimentá-la.

''Vão fazer isso todas as vezes que nos reunirmos para comer?'', perguntou Mito, sentando-se à mesa.

''Não estamos acostumados a viver com uma dama.'', disse Tobirama, sentando-se.

''Pois não precisam cumprir tantas formalidades comigo. - Mito bebeu um pouco do saque que Hashirama a serviu. - Não serei uma estranha.'', Mito sorriu, arrancando sorrisos dos homens.

''Esta casa é sua Mito, você é senhora dela a partir de hoje.'', disse Hashirama.

''Em outras palavras, você dá as ordens por aqui.'', Tobirama riu-se do próprio comentário.

Houve um breve de risos à mesa, e Mito sentiu-se feliz por estar ali.

''Espero cuidar bem de todos nós.'', Mito sorriu para os homens.

''É certo que Tobi não viverá conosco muito tempo. Acho que devo começar a procurar uma esposa para ele.'', Hashirama riu-se ao falar sobre seu dever de líder da família.

''Eu não quero me casar, Hashirama-SAMA...'', Tobirama mostrou-se irritado com o comentário do irmão, enfatizando o tratamento dado a ele.

''Não me importo que ele viva conosco. - Mito puxou a mão do irmão-de-lei para si. - E não acho que deva forçá-lo a um matrimônio.''

''Talvez ele tenha sorte.. Como eu tive.'', Hashirama sorriu, constrangido.

''Talvez eu simplesmente não queira me casar... - Tobirama apertou a mão de Mito. - Obrigado, irmã.''

''Deixe que o tempo cuide de Tobirama, certo? - Mito olhou para o noivo. - Vamos nos ocupar apenas conosco.''

Hashirama gesticulou com a cabeça, concordando silenciosamente com Mito. Tobirama respirou profundamente e voltou aos poucos ao seu típico bom-humor.

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No dia seguinte, os irmãos Senju levantaram-se cedo pela manhã e foram para o edifício que compreendia o centro administrativo de Konoha. Teriam naquela manhã um encontro com Madara, para tratarem do que fora acontecido na vila nos últimos dias.

Madara os aguardava, impaciente, sentado em um canto do cômodo que Hashirama e ele costumavam se reunir.

''Bom dia, Madara-san.'', cumprimentou Hashirama.

''Vamos acabar logo com isso.'', Madara levantou-se de onde estava e sentou-se à mesa, do lado oposto de Hashirama e Tobirama.

''Nos diga, como foi tudo por aqui?'', perguntou Tobirama.

''O clã Hyuuga chegou à vila dois dias após sua partida para o País do Redemoinho. O líder deles fez diversas exigências... - Madara mostrou uma expressão irritada ao citar Hyuuga Ichiro. - ... Mas disse para aceitar o que havia sido tratado antes e o deixei. - Hashirama suspirou aliviado por Madara não ter enviado o líder Hyuuga para o submundo. - Quanto as provisões, todas recebidas e distribuídas de acordo com o que acertamos antes. - Madara estalou o pescoço. - Algo mais?''

''Não, somente isso. Obrigado.'', Hashirama sorriu, em notável felicidade.

Madara levantou-se rapidamente e antes que pudesse sair do cômodo, foi chamado por Hashirama.

''Madara-san... - Madara virou-se para o Senju. - Gostaria que comparecesse à minha casa na noite de amanhã, para um jantar.''

Madara olhou profundamente para Hashirama, questionando silenciosamente o porque do convite. O Senju entendeu o gesto do Uchiha e completou:

''Será em honra de meu noivado com a princesa Uzumaki. Gostaria que estivesse conosco, já que somos todos... - Hashirama exitou, mas concluiu. - ... Uma grande família... Konoha.''

Madara desviou o olhar do inimigo, levantou a cabeça, fechando os olhos e dando um profundo suspiro. Após estes segundos, saiu calmamente pela porta, sem dizer nada para os homens presentes; sem olhar para trás.

''Isso quer dizer que sim?'', Tobirama perguntou ao irmão, ironicamente.

''Espero.'', respondeu Hashirama.

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Mito levantou-se após sua primeira noite em Konoha. Com auxílio de Yoko, uma das senhoras empregadas da casa, a princesa banhou-se e vestiu-se, escolhendo um quimono pouco trabalhado, rosa suave com pequenas flores de cerejeira ornando a borda inferior do tecido. Produziu sua maquiagem como costumava fazer todas as manhãs, exceto às que nasciam em meio ao combate; escovou os cabelos e prendeu apenas uma parte em dois coques, deixando maior parte solto. Os longos cabelos vermelhos, que iam até a altura dos quadris deixou a senhora Yoko encantada. Após todo o ritual matutino, Mito pediu à Yoko que trouxesse um guarda-sol, pois iria visitar o complexo onde seu clã se estabelecera.

Mito saiu da casa tranquilamente, observando o jardim que Hashirama havia cultivado logo à entrada. Caminhou pela via calçada em pedras que atravessava a floresta, chegando alguns minutos depois em um campo aberto. Pôde avistar o lago à alguns metros e algumas construções à cerca. O primeiro conjunto de casas no caminho de Mito pertencia ao clã Uchiha. A princesa notou pelo brasão pintado na parte superior do portão. Logo adiante ela viu o símbolo de seu clã, tremulando em uma flâmula hasteada. Sorriu, feliz, por ver o brasão Uzumaki ao vento. Caminhou distraída por mais alguns minutos, até notar algo diferente no ar. Pareceu-lhe que a respiração ficara pesada, e o peito começara a ficar apertado. Angústia, medo, agonia; eram sentimentos crescentes em si. Esfregou as mãos juntas e viu estarem geladas e pouco trêmulas. 'Será efeito do calor?', Mito pensou, inutilmente, tentando desvencilhar do que lhe pareceu óbvio desde o início; alguém extremamente desagradável, com sentimentos inferiores, aproximava-se. Diminuiu a caminhada, respirando mais fundo e lançando o objetivo de, apesar de estar mais lenta, chegar ao complexo Uzumaki à alguns metros dali, rapidamente. Levantou o olhar para a estrada, também calçada em pedras e notou uma figura caminhando naquela direção. Mito não reconheceu a pessoa, mas reconheceu aquele como sendo o causador de todas aquelas sensações horríveis. A mulher parou. Estacionou-se no meio da estrada, esperando a pessoa aproximar-se mais. Cabelos negros e longos, pele muito clara, alto, aparentemente forte e muito jovem... Um lenço amarrado ao braço impunha-lhe uma posição de alto escalão em algum lugar... Mito lembrou-se do complexo Uchiha, qual passara por ele à poucos minutos dali. 'Seria ele...', Mito sugeriu a identidade do homem, que notou a figura feminina parada em meio à via. Fora aproximando-se, diminuindo os passos até aproximar-se o suficiente para um cumprimento silencioso. Mito correspondeu, engolindo seco sua tentativa de sorrir. Não conseguira. Estava sentindo-se demasiadamente mal para esboçar qualquer simpatia para com aquele sujeito.

''Bom dia, senhora...'', Madara disse.

''Bom dia, senhor..?'', Mito indagou sobre a identidade do homem.

''Uchiha Madara, líder do clã Uchiha.'', Madara curvou-se, mas manteve o olhar em Mito.

''Uzumaki Mito... Princesa do Turbilhão...'', Mito sentiu o corpo todo formigar.

''Futura esposa de Senju Hashirama... - Madara deu um sorriso no canto dos lábios. - Está perdida?''

''N-não... Estou indo visitar os meus, logo ali. - Mito apontou o complexo do clã Uzumaki logo à frente. - Devo ir. Tenha um bom dia, Uchiha-dono...''

''Você também, princesa...'', Madara despediu-se, sorrindo.

Mito não se deu ao trabalho de esforçar um sorriso, e deu as costas à Madara, acelerando a caminhada. Ela não estava vendo, mas sabia que o homem continuara no mesmo lugar, observando-a, até atravessar o portão do complexo Uzumaki.

De fato o homem a acompanhou com o olhar, admirando cada passo e o perfume doce que deixou no ar. Madara gostou do tom dos cabelos de Mito, e como que instantaneamente, pode imaginar-se sentindo cada fio caindo por seus ombros, e o toque suave próximo a seu rosto. O Uchiha gostou da sensação que o pensamento lhe trouxe, assim como demais idéias criadas por ele. Assim que viu a princesa adentrar o complexo de seu clã, respirou fundo, voltando à sua caminhada. Um sorriso malicioso o acompanhou por alguns instantes, até dispersar os pensamentos gerados pela presença da mulher.

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A noite caíra sobre Konoha. Mito retornou para casa pouco antes do entardecer, seguida por Tobirama e Hashirama, que chegaram cerca de meia hora depois. Os três jantaram juntos, como na noite anterior e conversaram por algum tempo depois da refeição. Hashirama disse à Mito sobre o jantar na noite seguinte e a princesa garantiu que tudo estaria pronto.

Mais tarde naquela noite, Hashirama fora ter com Mito. Todos na casa já estavam adormecidos, inclusive a princesa. O Senju abriu delicadamente a porta e entrou no quarto da noiva. A acordou com um toque leve na face.

''Hashirama... - Mito abriu os olhos lentamente. - Aconteceu algo?''

''Exatamente isso que vim perguntar à você...'', Hashirama sentou-se ao lado da cama da noiva.

''O que quer dizer? - Mito recobrou a consciência. - Estou esquecendo de algo...?'', A princesa questionou constrangida a respeito de algo que poderia ter deixado de cumprir como futura esposa do Senju.

''... - Hashirama pensou sobre a pergunta de Mito e ficou rubro ao entender. - N-não... Não é nada disso, minha flor.''

''Então..?'', Mito perguntou, organizando os cabelos com as mãos.

''A partir de certa hora da manhã, senti um peso muito grande vindo de você. Uma sensação ruim, de angústia... Algo lhe aconteceu na minha ausência?'', disse o Senju.

Mito, que conseguira esquecer por algum momento o encontro com Madara, respirou fundo improvisando uma resposta ao noivo. Não queria preocupá-lo, ou causar um mal entendido. Mordiscou os lábios e sorriu, ainda rubra.

''Eu... Me senti um pouco mal, sabe... Entendi por que estas terras tomam o nome de País do Fogo. - Mito deu um riso tímido. - Faz muito calor por aqui, não?''

''Não me parece que seja somente isso...'', Hashirama disse, tentando absorver as palavras de Mito.

''Ah... - Mito passou a língua delicadamente pelos lábios. - É, não é somente isso...'', a princesa aproximou-se mais do noivo.

''E então..? - Hashirama pode notar uma sensação diferente vinda da princesa. - Diga-me, minha flor...'', inclinando-se suavemente para Mito.

''Vai me achar tola? - Mito abafou o que seria o início de uma gargalhada. - Senti sua falta, Hashirama.''

''Ah... - Hashirama sorriu, desconcertado. - Mas fora tanta assim, que lhe fez tão mal durante todo o dia?''

''Sim, por que não? - Mito tocou a mão do noivo. - Eu o amo...''

Era possível para ambos sentir a respiração do outro, assim como era notável as vontades que surgiam entre eles, e que tão óbvias, que não era necessário nenhum dom ou amuleto para percebe-las. Hashirama apertou a mão de Mito, olhando profundamente para os olhos da princesa. Em alguns segundos recobrou o juízo.

''Creio que devo voltar ao meu quarto. Não seria prudente se-...'', Hashirama fora interrompido por Mito.

''Se alguém nos visse? Eu ainda não conheço os costumes da família Senju.'', Mito mostrou um sorriso largo ao noivo, que ficou rubro novamente.

''Não se diferem das tradições da maior parte das famílias... - Hashirama fez que levantaria-se dali, mas não conseguiu. - Eu só posso ser visto entrando ou saindo de seu aposento quando nos casarmos.''

''Entendo... Então boa noite, Hashi.'', disse Mito, afastando-se e deitando-se novamente, mantendo o olhar no noivo.

''B-boa noite... Minha flor.'', Hashirama levantou-se e caminhou em direção da porta.

''Não se esqueça que consigo muito mais eficientemente entender seus pensamentos e desejos...'', Mito disse suavemente, ainda deitada.

Hashirama sorriu completamente constrangido pela sinceridade e atrevimento de Mito. Ele sabia, ambos não eram mais jovens inexperientes e já tiveram um momento juntos. Segurou sua vontade de correr para os braços da amada e saiu tranquilamente.

Mito observou Hashirama até que este saísse de seu quarto. Ela havia conseguido desvencilhar a preocupação do noivo, ainda que não mentira sobre o amor, a saudade, muito menos sobre o calor que fazia naquele lugar. 'Ele virá até aqui...' Pensou, quando lembrou do jantar na noite seguinte e a presença de Madara.

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Capítulo refeito, pois o que havia lançado ~meses atrás~ ficou muito ruim! HAHAHA. ¬¬ Espero que gostem deste. O primeiro encontro de Madara e Mito. *-* #todaschora!

Nota sobre os personagens:

- Madara ~ATREVIDO~ cheio de charme pra Mito.

- Hashirama e Mito ~TÃO QUERENDO~ afinal, se amam, são lindos, Vontade do Fogo... Ops. HAHA. ;X

- Tobirama ~CORRENDO~ de compromisso; como se notou em capítulos anteriores, ele gosta de TODAS. #Safadiro. ¬¬

- Neste não introduzi Hiruzen e Biwako, como havia feito antes (Quem se lembra?). Estes dois que adoro virão no próximo capítulo (Que já está quase pronto).

Beijos! Cya! *Reviews* ;~