Seis e meia. Don't rain on my parade preencheu o quarto enquanto a mulher se remexia preguiçosamente nas cobertas. Rachel desligou o despertador para não acordar seu marido, que havia virado de bruços na cama com um suspiro cansado. Soltando um último bocejo ela se levantou, arrastando-se até a cozinha. Dois copos de água, duas colheres de açúcar e de café na cafeteira. Um pão com presunto e queijo na sanduicheira, e uma tigela de leite de soja com granola. Escovou os dentes pela primeira vez, tomou banho e trocou de roupa. Sete e quinze. O toque padrão do celular tocou, e Finn resmungou, deslizando para fora da cama enquanto Rachel fazia exercícios básicos de respiração para começar o dia. Sete e vinte e três. O casal sentou-se na mesa da cozinha, comendo quase em silêncio. Sentindo o gosto da rotina que permaneceu intacta por anos.

- Não é nada diferente da sua primeira faculdade, querido. – A mulher quebrou o clima, já se aborrecendo em ouvir apenas o ruído de talheres e de xícaras batendo no pires.

- É, imagino que sim. – Finn disse olhando para seu pão. – Só que eu estou tão velho!

- Você só tem vinte e cinco anos. Ninguém é velho com vinte e cinco! – Ela tentou animá-lo. – Claro que não terá muito mais tempo para atividades extracurriculares... mas você vai adorar engenharia mecânica! Lembra como você era bom com a loja de Burt...

- Eu tinha dezesseis! – Ele suspirou. – O tempo passa tão rápido Rach...

- Isso não é necessariamente uma coisa ruim. – Ela disse suavemente. – De qualquer forma... preciso comparecer mais cedo ao ensaio de hoje. Vamos dar o melhor de nós na última apresentação. Tenho que me apresentar de forma especialmente brilhante, o diretor do Fantasma da Ópera estará na primeira fila. Devo reservar seu ingresso?

- Claro, claro. – Ele sorriu de lado, pegando a mão da esposa. – Você me orgulha tanto. Queria ser bom o suficiente pra você...

- Você é. – A morena respondeu impacientemente, levantando-se e beijando a testa do marido. – Seu primeiro dia de aula vai ser fantástico. Depois vou querer ouvir tudo sobre ele, ok?

- Apenas a parte que não entediante. – Finn concordou, sorrindo para a mulher.

Rachel sorriu de volta, passando rapidamente no quarto para pegar sua bolsa já arrumada cuidadosamente para as atividades do dia. Uma garrafa de água, uma toalhinha, uma muda de roupa, um pacote de lenços umedecidos e uma nécessaire cheia de tudo que precisaria para manter a higiene e a beleza até voltar para casa ao anoitecer.

Rachel, como de costume, corria uma hora no parque ao lado de onde morava. O rabo de cavalo balançava ritmicamente, e a morena mantinha a velocidade da corrida constante. Nem mesmo as preocupações e excitações de sua vida deveriam interferir nisso. Claro que os adoráveis cãezinhos passeando com seus donos insistiam em tomar sua atenção. Mas ela resistia firme, o sorriso nos lábios e a imagem fixa de seus objetivos na cabeça.

Naturalmente, ela tinha muitos objetivos. Com vinte e cinco anos, já tinha conquistado praticamente tudo que sonhava desde muito pequena. Uma carreira sólida, residência confortável em uma região nobre de New York, a voz no seu auge da potência, um marido... Bom, claro, ela ainda precisaria trabalhar muito para se tornar eterna no mundo da Broadway. Havia tanta coisa por fazer!

Ela ainda planejava ganhar mais dois prêmios Tony – completando um total de três, uma vez que ganhara um no primeiro ano de Spring Awekening, no papel de Wendla –, ela entraria para o cinema e lançaria um CD solo. Afinal, por que parar no prêmio do teatro se poderia também ganhar um Grammy e um Oscar?! Ah... talvez devesse encaixar um espaço para estrear na televisão e garantir um Emmy também.

Rachel sentou um instante na grama para alongar-se. Fechou os olhos e mordeu o lábio – gesto que fazia quando estava pensativa. A verdade é que, por mais que dissesse para Finn não se preocupar com o tempo, ele passava rápido para ela também. Obviamente estava muito animada em ser a principal cotada ao papel de Christine no Fantasma da Ópera. A peça era a chave que ela estava procurando para abrir a porta da imortalidade.

A morena respirou fundo e ergueu-se com uma animação excessiva, o fôlego totalmente recuperado. Pegou o carro em casa e, quando já estava no trânsito, seu celular tocou. Rachel olhou rapidamente para o número de Lauren, sua agente, antes de desliga-lo. Quando não estivesse dirigindo, ela retornaria. Provavelmente era sobre o contrato publicitário que estava para fechar com a marca de perfume Givenchy. Ela havia enviado a papelada do contrato para seu advogado analisar. Esse assunto já tinha dado muita dor de cabeça, uma vez que Rachel também era patrocinada pela Christian Dior, e, embora fosse um contrato unicamente para vestuário, eles também tinham uma linha de perfumes.

Os últimos ensaios estavam sendo um pouco mais puxados para uma equipe que apresentava um musical há dois anos e meio e, portanto, o conhecia de trás para frente. Mas a verdade é que todos queriam fechar com excelência – mesmo que para isso fosse necessário ficar além do expediente.

- Intervalo de uma hora, pessoal! – O diretor anunciou para o elenco de Spring Awekening, depois de uma apresentação beirando a perfeição da música "The Guilty Ones".

- Vou fazer uma audiência para Mamma Mia mês que vem. – John disse em tom conspiratório, enquanto todos saiam do palco, conversando excitados uns com os outros.

- Você vai será esplêndido, John. Eu certamente estarei torcendo para você.– Rachel respondeu com um sorriso. O homem era seu par romântico no musical, fazendo o papel de Melchior.

- É, bem... não tanto quanto você quando estrear como Christine. – Ele disse animado, mas a mulher notou uma pitada de inveja. Já estava acostumada com isso. Na Broadway os egos eram sempre muito inflados, e, por mais que ele fosse seu colega de trabalho mais próximo, ainda assim havia uma rivalidade latente. A morena não julgava. Ela também guardava sua BOA dose de competitividade.

- Café? – Ela mudou de assunto para não demonstrar o quanto aqueles pequenos comentários a deixavam cheia de si.

- Claro.

Quando saíram do teatro para ir até o charmoso café ao lado, um flash disparou. Rachel suspirou, colocando os óculos escuros. Não que ela se incomodasse com a fama que os artistas da Broadway gozavam, principalmente em New York... mas, honestamente, já estava cansada das especulações a respeito de uma relação oculta com John. Se ele pudesse se afastar dela apenas dois passos...

- Um sorriso, senhorita Berry!

- Senhora. – Ela corrigiu, sorrindo. Mesmo que não tivesse adotado o nome de seu marido, não queria dizer que ela era solteira. Outro flash disparou.

- Alguma expectativa para a apresentação no fim da semana? – Um repórter surgiu, perguntando para os dois enquanto eles continuavam a andar.

- As melhores possíveis. – John respondeu.

- O elenco está ensaiando duro, vocês podem contar com uma divina apresentação. Daremos o nosso melhor em todos os aspectos, tanto nos que envolvem técnica quanto no âmbito de talentos do grupo em geral... claro que as performances individuais estão amadurecidas devido a...– Por mais que o tempo passasse, Rachel mantinha seu hábito de dizer coisas simples em grandes sentenças.

- Rach? – John chamou, segurando o braço da mulher. Flash.

- Bom, é... as melhores possíveis. – Ela repetiu a resposta do rapaz de forma dramática, claramente aborrecida por ter sido cortada, o que arrancou algumas risadas dos paparazzi. Todos sabiam como a mulher gostava de falar, principalmente quando isso envolvia um microfone, um gravador, ou até mesmo alguém ansioso para ouvi-la. – Desculpem, se me dão licença agora preciso ingerir minha quantidade diária de cafeína.

- Não precisa dar tantas satisfações assim, você sabe, não é? – John ergueu uma sobrancelha.

- É o que Lauren vive me dizendo... – Disse vagamente. – Mas a única coisa que me incomoda são os rumores.

O homem não respondeu.

Rachel estava no meio de uma conversa acalorada sobre seus maiores ídolos quando seu celular tocou. Lauren. Ela havia esquecido de retornar a ligação.

- Lauren... tivemos a resposta do advogado, está tudo sobre os pareceres da lei? Nada que pode ser usado contra mim posteriormente? Estou levemente ansiosa para as fotografi...

- Rach! Não estou ligando para falar sobre o contrato com a Givenchy...– A mulher interrompeu-a.

- Não? – Rachel não escondeu o desapontamento em sua voz.

- Mas o advogado ficou de mandar sua resposta amanhã! – Lauren respondeu rapidamente.

- Que bom. – Rachel sorriu contra o aparelho. – De qualquer forma, qual é o assunto?

- Você recebeu um convite... interessante.

- Publicitário? – Rachel perguntou interessada.

- Não...

- Sobre o que, então? – Sua voz saiu um pouco mais aguda que o normal. O que sempre acontecia quando estava curiosa.

- Rachel, acho melhor conversarmos pessoalmente.

A morena respirou fundo. Trabalhava com Lauren já há cinco anos, quando conseguiu seu segundo papel na off-broadway. Ela sabia que, quando sua agente a chamava pelo nome sem nenhuma redução, o assunto era sério.

- Tudo bem. Podemos nos encontrar naquele restaurante de sempre, que tal? Tenho certeza que vou sair daqui morta de fome... vamos ficar duas horas além do horário normal...

- Será que você se incomodaria de passar aqui em casa? Posso pedir a comida naquele lugar vegan aqui perto, sabe? A não ser que você prefira de outro lugar, ou talvez uma refeição caseira...

- Esse restaurante perto da sua casa está ótimo. – Rachel respondeu, a cautela tomando o lugar da curiosidade. O convite deveria ser realmente sigiloso. – Estarei aí as nove, tudo bem?

- Perfeito, Rach.

Rachel desligou o celular e mordeu o lábio inferior. O que poderia ser? Lauren nem ao menos lhe adiantou o assunto...

- Tudo certo? – John perguntou.

- Sim, sim. Essas coisas de sempre... – Ela sorriu. Uma mentirinha não fazia mal a ninguém.

Ele assentiu e eles retomaram o assunto anterior antes de voltar para o teatro.

Ao fim do ensaio, Rachel mandou uma rápida mensagem para Finn, explicando-lhe o motivo de sua demora e se desculpando por ter que chegar tão tarde em casa. A resposta foi seca. Ele não estava feliz com isso. A mulher suspirou. Ela queria ir pra casa e encontrar seu marido... saber os detalhes sobre o seu dia, perguntar sobre suas expectativas para a faculdade... mas não tinha culpa se surgiu um assunto importante.

- Lauren. – Ela disse quando a porta se abriu, revelando uma ruiva um pouco maior que Rachel.

- Rach. – A mulher abraçou sua chefe brevemente. – A comida já está na mesa. Podemos conversar enquanto jantamos, o que acha?

- Excelente. Como suspeitei, nem sei como estou me sustentando em pé. Meus horários estão todos desregulados nesses últimos dias, sorte que meu organismo é cuidadosamente treinado, portanto, pode suportar todas essas oscilações...

As mulheres estavam terminado jantar quando Lauren começou o verdadeiro assunto.

- Você recebeu um convite para atuar em um filme... cachê milionário, Rachel.

- Filme? Lauren, você sabe que eu não posso ir para o cinema ainda! Vai bagunçar todo o meu plano de carreira! Você ainda tem ele, não têm? Eu me certifico de mandar uma cópia impressa e por e-mail a cada seis meses! – Rachel protestou.

- É a adaptação do musical Wicked. Uma super produção. Profissionais de primeira estão trabalhando nesse filme... Elphaba foi adaptada pensando-se exclusivamente em você...

Rachel sentiu-se mais lisonjeada que nunca, mas, mesmo assim... Ela realmente tinha sua carreira traçada e planejada desde... sempre! Tudo bem que Wicked era um musical fantástico... a história de duas bruxas do Mágico de Oz, Elphaba – A bruxa má do oeste, e Glinda – a bruxa boa do norte. Com personalidades totalmente opostas, mesmo assim desenvolveram uma estranha amizade, mas rivalizam pelo amor do mesmo rapaz, Fiyero. O musical quebrou muitos recordes na Broadway, e com certeza, faria muito sucesso no cinema caso fosse uma adaptação realmente boa... Mas se tem uma coisa que Rachel aprendeu com anos de trabalho duro, é saber onde deve residir o seu foco. E atualmente seu foco estava em um relacionamento sério, muito bem obrigado, com o teatro.

- Não posso, Lauren. E você sabe que eu estou sendo considerada para o Fantasma da Ópera. Não posso desistir desse papel.

-Entendo. De verdade, Rachel. Estou com você tempo o suficiente para saber quais são suas prioridades... mas, veja... É muito dinheiro, visibilidade nacional, provavelmente internacional... e você não vai se desviar tanto do seu propósito. Eu sei que são formatos totalmente diferentes... – Lauren acrescentou quando Rachel fez menção de interrompê-la. – Mas você pode voltar para a Broadway depois de lançar o filme. Seu cachê crescerá muito para qualquer peça, seu trabalho será ainda mais reconhecido... os diretores se matarão para te ter no elenco...

- Eu não sei. – Rachel disse francamente, levando isso em consideração. Permitiu-se um sorrisinho orgulhoso antes de continuar. – Estou no auge da minha carreira e tudo está caminhando na direção certa... é muito para arriscar.

- Eu jamais te colocaria em uma furada, você sabe, não é? Não só porque é o meu emprego na reta também... mas, Rach, eu me importo. – Lauren respondeu, quase ofendida.

- Eu sei... Eu sei. Depois de tanto tempo... você é uma boa amiga, Lauren... e é exemplar no trabalho que executa... Mas e se algo der errado? E se eu deixar a Broadway agora e não conseguir retornar em uma posição tão favorável? E se eu nunca mais tiver a chance de interpretar um papel tão grande como Christine?

- Pense a respeito, tudo bem? – A ruiva estendeu uma pasta. – Aí está o roteiro, pormenores da produção e os demais detalhes financeiros. É uma produtora enorme e conceituada, mas mandaremos para um profissional especializado em atores de cinema para que ele analise a proposta. Não queremos que você se sinta nem um pouco prejudicada, mesmo que seja apenas a proposta inicial.

Rachel balançou a cabeça.

- Calma, vá devagar, por favor... eu vou dar uma olhada, ok? Prometo. Mas não posso garantir nada.

- Uma olhada já é o bastante. – Lauren apressou-se para responder.

Rachel estreitou os olhos, mas acabou sorrindo. A outra mulher sabia muito bem lidar com ela.

- Eu preciso ir. Deus sabe como Finn deve estar completamente chateado comigo. – A morena suspirou. – Hoje foi seu primeiro dia na faculdade.

A ruiva acenou com a cabeça.

- Desculpe, eu não sabia... é só que eu não podia esperar para te contar.

- Tudo bem, Lauren. Entendo que esse é um assunto de extrema importância. E de vital descrição, suponho?

- Sim. Estão mantendo o suspense por enquanto.

Rachel se despediu da ruiva, e entrou quase correndo no carro. Aquele era um dos momentos que ela odiava as leis de trânsito. Não que ela não compreendesse o motivo pelo qual elas existiam, e menos ainda que ela ousasse desrespeitar alguma... mas o limite de velocidade era certamente muito pequeno comparado ao provável mau humor de Finn.

Ela estacionou e entrou na casa, encontrando o marido sentado com os braços cruzados no sofá, a TV ligada.

- Querido... perdão. – Rachel entrou apressada, depositando um beijo na bochecha do homem.

Finn mal desviou os olhos da tela.

A mulher prestou atenção. Era um programa de celebridades qualquer, e Rachel reconheceu de imediato a protagonista da matéria. Quinn Fabray. A loira, assim como ela, teve uma ascensão meteórica na carreira. Mas era estranho vê-la, mesmo que a mulher estivesse sempre na mídia. Era apenas estranho pensar nela como sua antiga companheira e amiga de Glee na TV, sabendo que elas não se falavam desde o seu casamento com Finn. Era uma proximidade tão distante, por mais controverso que isso fosse. Fisicamente, Quinn não tinha mudado quase nada. Tudo bem que ela claramente havia deixado as últimas feições adolescentes para trás, adquirindo curvas mais arredondadas e traços amadurecidos de uma mulher feita...

"A assessoria da atriz confirmou que ela está começando a se envolver em mais uma grande produção... não temos muitos detalhes ainda, mas ela foi vista com o produtor..."

Rachel balançou a cabeça e colocou a TV no mudo. Finalmente entendeu a dimensão da frustração de Finn. Devia ser simplesmente horrível ver que não apenas sua esposa, como também sua ex-namorada havia crescido tanto na carreira de atriz, enquanto ele havia feito dois filmes independentes e alguns comerciais pequenos. Sua principal fonte de renda acabava vindo das aulas em um curso para atores principiantes que ele ministrava pela tarde. A morena suspirou. Não seria de bom tom contá-lo, nesse momento, sobre a proposta que recebera.

- Me desculpe, querido. Você sabe como esses imprevistos acontecem... mas, hey, quando a apresentação de domingo terminar, eu tirarei férias...

Finn balançou a cabeça.

- Eu entendo, Rach... é só que meu dia foi cheio.

- Como foi a faculdade? Está muito cansado? Já jantou?

Ele soltou um longo suspiro, antes de abraçar a mulher que sentava no seu colo.

- Me senti um velho... cercado por um monte de gente cheia de sonhos e expectativas... mas não foi de todo ruim, a grade curricular parece agradável. Acabei pedindo uma pizza para o jantar mesmo, estou exausto, Rach...

- Por que não vamos para a cama? – A morena acariciou o cabelo do esposo.

O homem confirmou com um sorriso de lado, e levantou-se.

Rachel deu uma última olhada para a loira na tela da TV antes de desligar o aparelho e seguir seu marido em direção ao quarto.


Hey vocês (alguém leu isso aqui? haha), essa é minha primeira história de Glee, embora eu já escreva fanfics de Harry Potter desde tipo 2009.
Enfim, ela é betada pela minha amiga Beatriz (que não tem conta aqui, mas, quando e caso fizer, avisarei certinho!), entretanto, caso tenha algum erro de plot, concordância ou acentuação, eles são unicamente meus. A garota é beta mas não é santa milagreira HAHAHA.
A fic não vai ser apenas do ponto de vista da Rachel. Teremos a Santana e o Kurt também. Talvez, um TALVEZ bem grande, da Quinn.
Anywaysssss, é isso aí. Por favor me digam se gostaram desse começo, se é algo que vocês acompanhariam e taltaltal. Está sendo um prazer escrever essa fic e espero realmente que seja um prazer pra vocês lê-la. :)