Cap: 4- A história de Fighter e algumas conclusões preocupantes

-Laser Potente da estrela – diz uma figura no alto de um prédio

Usagi e Hotaru olham e veem Sailor Star Fighter. O que estava aqui a fazer? Bem pelo menos ajudara-as e elas não teriam de entrar na batalha.

- Fighter – exclama Mina tentando perceber o porque de ela estar ali - O que fazes aqui?

- Ordens e vingança – Adianta Fighter – Mas agora não é o momento.

Kaorinite olhara com vitória para a cena tinha de arranjar um plano agora que a subordinada de Kakyuu estava ali.

- Poder negro – ataca Kaorinite com toda a força

- Laser Potente de Estrela – ataca Seiya de novo parecia ter uma raiva profunda de Kaorinite, mas era estranho já que Seiya não conheceria Kaorinite. Ou conheceria?

Os dois ataques defrontam-se e anulam-se um ao outro.

- Kaorinite, rende-te de uma vez – diz Fighter surpreendendo todas… Afinal conhecia-a

- Vais quê? – Troça Kaorinite – querer juntar-te às tuas companheiras?

- Nem te atrevas a pronuncia-las – diz num misto de lágrimas e raiva

- Não tenho tempo para desperdiçar com vocês – diz com desdém – A princesa não está aqui. Não vou desperdiçar a minha energia em vão – diz desaparecendo fazendo todos respirar de alívio por agora

- Obrigada Seiya – diz Michuru com Mina ainda apoiada nela – salvaste-nos.

Passados uns segundos chega Mamoru para saber se estavam bem e com a confirmação ficou aliviado, a sua Usako gostaria de saber que estariam todas em segurança. Ele pressentira algo e vira por detrás de um prédio, vira duas sombras a movimentarem-se rapidamente… Seria Usako? Estava imaginar pelos vistos.

Mais tarde juntou-se a elas Kakyuu que estava com Seiya e foram para o templo. Hotaru foi chamada mas disse que chegaria mais tarde e que apanharia as informações.

-Então voltaram porquê? – Diz Haruka detestando a presença de Seiya

- Haruka! – diz Michuru com um olhar fatal que se pudesse teria morto Haruka ali.

- Viemos para avisa-las que estavam em perigo, um perigo a nível universal – diz Kakyuu

- A pudinzinho? (n.a: este é o nome carinhoso do Seiya à Usagi aqui em Portugal para quem não é português fica informado!) – pergunta Seiya não vendo a Usagi em lado nenhum.

- Fugida e não sabemos onde está – diz Rei tristemente

- Ela sabe que está em extremo perigo e era ela quem a Kaorinite procura – diz Ami tentando manter-se racional ainda.

- Então chegamos tarde para lhes dar as novidades? – Pergunta Seiya olhando para todos mas ninguém respondera mas as caras demonstravam a preocupação óbvia – O inimigo procura-a desesperadamente.

- Mas para quê? – Pergunta Mako com controlo nas lágrimas.

- Bem…as últimas informações que obtivemos é que o inimigo sabe um segredo qualquer antigo que tem a ver com a princesa que pode destruir o universo, e que tornaria o caos invencível. Ou melhor é a luta final: luz e escuridão. E por isso a primeira prioridade do inimigo é encontrar a vossa princesa – diz Kakyuu fazendo reinar o silêncio em todos – Daquilo que nos contaram é que o plano era apanhar a princesa desprevenida após tantos anos sem lutar e raptá-la mas aconteceu algo que os nossos informadores não conseguiram apanhar que fez a ultima subordinada do caos ficar furiosa. Agora percebo o que acontecera: alguém avisou-a do plano antes de ele acontecer.

- Vejamos: a Usagi soube do plano por alguém e fugira para nos proteger? – Diz Mina – Agora percebo mas… o que acontecerá se a conseguirem encontrar?

- Nós tentamos saber mas não conseguimos saber nada… A única coisa que sabemos é que a Sailor Moon sabe um segredo denominado "o poder do tempo e do espaço", algo que tem a ver com a governação do tempo e do espaço – diz Seiya pensativo – E depois já sabem…

- Temos razões para acreditar que a Sailor Moon sabe exactamente qual é esse poder e segredo antigo e quer proteger o Universo do caos.

- Acho que podem ter razão – admite Artemis – Lembro-me de um segredo bem guardado no Milénio Prateado. Um segredo guardado entre a Rainha, a princesa, a Luna e… uma guerreira que não me lembro quem era, mas sei que era uma de vocês sobre um poder enorme que podia destruir o Universo e que tinha a ver com o cristal.

- Bem isso está esclarecido – diz Mako – E como sabem isso tudo?

- O Mecar e o Ridar tinham fingido nos trair para receber informações – explicava Kakyuu – Quando eles nos deram estas informações foram apanhados e… - não continuou… um choro compulsivo falou por ela sabiam o que acontecera e respeitaram o sofrimento dela. Não perguntaram mais nada sobre eles.

- Então - diz Setsuna mudando de assunto – não sabem o objectivo final?

- Não desculpem – diz Seiya desconfortável – Queremos nos vingar da Kaorinite e ajuda-las a encontrar a pudinzinho

- Acho que a USAGI deve estar bem escondida – diz Mamoru sem paciência para o nome carinhoso que Seiya nomeava para a sua Usako – Ainda bem… - suspira um pouco aliviado – porquê que ela não me contou nada?

-ela não contou porque….teve de fugir rápido? – tenta Mina

-Não me parece – diz de imediato Haruka –Ela pensou em tudo até ao ínfimo pormenor e não nos contava por puro esquecimento? Era algo demasiado contraditório. Deveria ter alguma razão.

De repente, ouviram um carro a parar. Era um jipe gigantesco. Hotaru saída de lá e ao lado dela a sua tia Serena trancava com o botão de longa distancia o jipe e se dirigiram para elas.

-Boa tarde, desculpem o atraso – diz Hotaru apressada - se não fosse a minha tia não chegava aqui

-Boa tarde Hotaru, boa tarde Serena – diz Rei – É teu?

- O carro? Não … é do meu cunhado. O meu carro está em Portugal. O meu cunhado emprestou-me para trazer a Hotaru.

- Pelo menos tem carro – começa Mina – Conheço alguém que está a juntar dinheiro à 3 anos para comprar um carro mas ainda não chega e usa o carro do namorado enquanto ele estava fora – ri-se Mina mas logo entristecesse devido a embrenhar-se em lembranças – Desculpem!

Usagi aguentara-se para não chegar ao pé de Minako e lhe pisar-lo com toda a força por ter dito aquilo. Afinal desde os 18 anos que ela guardara dinheiro para um carro. Tirara a carta e o seu pai não confiava nela e não lhe oferecera um e então enquanto não tinha dinheiro suficiente usava o carro de Mamoru com o consentimento dele. Vira como todos ficaram triste com a lembrança e tentara reverter a situação com o obvio.

- Bem… acho que não conheço todos

- Bem esta é a prin…ou melhor Kakyuu, este é o Seiya e esta é a Sestuna – apontando para os nomeados, Hotaru – Esta e a minha tia Serena

-Muito prazer – dizem os três

- Não sabia que tinhas uma tia tão linda – o que fizera Usagi rir-se interiormente

- O nome Serena é de origem quê? – Pergunta Sestuna curiosa

- bem…. – como explicaria? – acho que provem do latim de Selene que evoluiu nas línguas latinas e tornou-se um adjectivo que quer dizer calma, com paz de espirito, tranquila. Na Espanha e Brasil é normal este nome e me deram…. Por gostarem dele – respirara….agora é que podia dizer que era inteligente! Já não era aquela Usagi burra! – Hotaru, querida, tenho de ir. Queres que te venha buscar?

- Deixe eu levo-a – diz Mamoru olhando carinhosamente para Hotaru – Ela diz-me o caminho.

- Obrigada… - diz com o coração a bater fortemente, aquele sorriso e aquele olhar ele sempre dera a Hotaru, Chibi-Usa e…para ela

- É para agradecer-lhe pelo outro dia – Mamoru olhara para Serena e algo no olhar dela fizera-o ficar desconfiado mas antes que pudesse dizer algo

- Bem… eu vou indo – diz para Hotaru – Adeus e gostei de conhecer a todos – diz entrando no carro. Mamoru jurara que vira…lágrimas?

Contaram tudo a Hotaru e ela fingira-se de surpresa…ela sabia de tudo e muito mais e enquanto contavam Hotaru percebera que o único que mantinha-se calado era Mamoru que ainda olhava para onde Serena saíra. Ela sabia… não podia engana-lo por muito. O amor dos príncipes era tão forte que nem um disfarce o enganaria. Talvez desse uma pequena ajuda hoje. Nada como um forte aliado como o príncipe para ajuda-los e apoiar a princesa que estava quase devastada. Se dissesse, logo Luna e a princesa a matariam mas com uma pista ou outra e…sorrira internamente com a possibilidade de ver a princesa sorrir novamente como antigamente fazia. Ela sabia que o maior apoio dela era ele e mesmo que ela e Luna a apoiassem-na não era o mesmo.

- Hotaru o que achas? – diz Mako

- Ah…está tudo explicado! – mente apanhada a pensar no plano: a descoberta!

- Não está não! – diz Seiya - falta o objectivo final do inimigo e principalmente o segredo e quem avisou a pudinzinho.

- A USAGI – reforça Mamoru, começando a irritar-se com Seiya - ela não faz as coisas sem razão. Vens Hotaru?

- Sim – diz rindo-se Ele estava evidentemente com ciúmes. Mas ia proporcionar ao príncipe um encontro agradável com o seu inevitável desejo que não conseguia disfarçar

Chegara a casa e lá dentro Usagi estava numa pilha ainda mais que no seu primeiro encontro com ele. Ouvira um carro a estacionar e foi logo para a janela. Reconhecera o carro e ficara com vontade de ir abraça-lo mas respirara fundo e abrira a porta. Ele estava ali com Hotaru olhando docemente para ela.

- Queres jantar connosco? – Pergunta travessamente Hotaru disparando o coração de Usagi - Acho que é um pagamento pela boleia.

- Estarei a incomodar de certeza – diz Mamoru atrapalhado com o olhar de malicia de Hotaru… o mesmo olhar que encontrava em chibi-usa quando ela preparava uma

- Claro que vai aceitar – diz quase desesperada Serena – O Tomoe não está e ficaremos sozinhas. Uma companhia será sempre bem-vinda – diz com desespero pela presença dele que Hotaru agradeceu a Kami tudo estar a correr bem no plano.

- Vai ser divertido – diz Hotaru impaciente.

- Já que insistes – diz derrotado e tanto Hotaru como Serena ficam felizes pelo conseguido. Mas ele queria tirar uma desconfiança estúpida da cabeça dele e esse era o motivo de ele aceitar e agora que pensava não conseguia desiludir um pedido feito por uma criança como Hotaru apesar de ela agora ter 14 anos ainda comportava-se como uma criança.

Hotaru e Mamoru sentaram-se na mesa e Serena trouxera o jantar: Caril.

- A minha tia sabe cozinhar muito bem – gozara Hotaru fazendo pulsar uma veia em Serena. Mamoru sentia que estava numa espécie de Déjà-vu parecia-lhe a cena tão familiar.

-Eu só sei fazer alguns pratos, uma querida amiga ensinou-me pacientemente após anos desastrosos na cozinha – diz com o orgulho ferido e até confusa: Hotaru não era de critica-la daquela maneira por momentos parecia outra irritante querida miúda.

- Está muito bom – diz Mamoru – Não sei, mas parece que já provei este caril há algum tempo atrás.

Usagi/Serena ficara pensativa. Teria feito já caril para ele? Depois de alguns segundos as suas memórias a atraiçoam-na e fazem-na lembrar que sim. Ficara branca, tinha feito uma vez ainda nem sabia quem era na realidade Chibi-Usa. Seria que ele guardara esse caril nas suas memórias tanto tempo?

- Conheço uma pessoa que gostaria de provar este caril outra vez – diz com um sorriso Mamoru e com nostalgia.

Ela ficara sem respiração. Ele referia-se obviamente aquela que chamaria de filha um dia. Não sabia se aguentaria mais um minuto sem desabar – tenho de ir….buscar água – diz saindo da sala quase em desespero. Fechara a cozinha e chorara. Dava-lhe uma vontade de lhe dar um beijo e abraça-lo sem pensar nas consequências.

- Usagi? – Sussurrara Luna – Não estás contente de o ter aqui? Pelo menos estás próxima dele.

-Ele está tão perto e tão longe – diz sentindo o seu coração ferido – tenho vontade de lhe contar tudo e….

-Ainda não – recomenda – Sabemos que ele não está envolvido mas… É perigoso para ele saber.

Na sala, Mamoru achara estranho aquelas atitudes de Serena. Algo nela não batia certo. É como se houvesse duas personalidades diferentes: uma doce e amável e outra mais misteriosa como se estivesse a esconder algo.

- Hotaru, onde é a casa de banho? – Pergunta Mamoru queria uma confirmação de uma leve suspeita que ele próprio nem sabia que tinha.

-É a segunda à direita – diz Hotaru a comer garfadas de caril sem pensar em mais nada.

Tinha de se certificar uma coisa: algo naquela tia de Hotaru era-lhe familiar é como se a conhece-se há anos. Queria investigar. Ouvira a voz de Serena na cozinha

- Não sei se ele me vai perdoar quando souber que lhe escondo isto tudo – diz Serena num soluço baixo, Mamoru ia abrir a porta mas só vê a Serena a sair com um sumo e escondera-se de maneira a que ela não o visse.

- O mamoru? – Pergunta Serena ao chegar à sala

-Na casa de banho – responde Hotaru à espera do sumo.

Jantaram os três calmamente sem percalços pelo menos visíveis pois cada um tinha um motivo ou assunto para pensar: Mamoru na sua investigação, Usagi na sua divisão de vontade e Hotaru num plano secreto.

- Bem… - dissera Hotaru – tenho de ir buscar algo no quarto. Fica à vontade Mamoru.

Usagi teve vontade de esganar Hotaru afinal ela naquela duvida e Hotaru deixava-a sozinha com ele? Mamoru sentia algo estranho, sentia-se melhor quando estava com ela. Era como se voltasse a ser o Mamoru de antigamente aquele que existia quando estava perto da Usako. Aquele calor, alegria, satisfação que Usagi lhe dava. Sem se aperceber não parava de olhar para Serena. O brilho dos seus olhos azuis era igual à da Usako, um brilho que nunca esquecera aliás que nunca esqueceria. Ela estaria…..?

- Passou-se algo? – Pergunta Serena sentindo o olhar dele sobre ela.

- Nada – dissera Mamoru – Só recordações maravilhosas a invadir-me

-Isso acontece muito – diz Serena tristemente – Também sinto saudades do passado principalmente quando ele está mais perto do que consigo aguentar.

- É isso que sinto… o passado a invadir-me. É estranho é como o passado estivesse bem perto mais perto do que é possível

- É possível que esteja perto – diz Serena a comer o caril que tinha feito pois não conseguia olhar para ele

-Serena, eu…

-O que foi? – Perguntara. Os seus olhos cruzaram-se um sentimento mútuo de querer ler os pensamentos do outro invadia-lhes a cabeça

- Tenho a sensação que a conheço de algum lado – diz Mamoru

- Quem sabe… não sabemos o que o destino nos faz – diz Serena misteriosamente – Mamoru eu… - começara tentada Serena, aquele momento podia ser o ideal para lhe contar tudo, aproveitava para lhe dizer o quanto o ama e o porquê daquilo tudo…Mas vira Hotaru a dar-lhe um sinal que se passava algo, ela também sabia: Kaorinite aparecera outra vez de certeza. Maldita…logo naquele momento que lhe ia revelar tudo.

- A casa da Makoto foi atacada – diz Hotaru com ar preocupada

- O quê? Ela está bem?

-Ela está óptima – sossega Hotaru

- Porquê estar a atacar a casa das navegantes? – Pergunta Usagi baixinho porque Mamoru ainda estava na sala – Qual o objectivo dela?

- Encontrar-te – esclarece Hotaru – Primeiro a Minako agora a Makoto. Temos de procurar um sitio para tu ficares. Ela virá para aqui.

- Tenho a sensação que vira para aqui em último. Não te preocupes… estarei atenta.