Cap.6: A revelação da identidade! Parte I

Saíra em transe, tudo o que dissera Hotaru e Kaorinite encaixava numa só direcção. Tinha de achá-la rapidamente, procurava-a em todas as ruas. Via-a de longe, no parque num sítio que sabia isolado, o seu coração batia forte não pela corrida mas por ter quase a certeza que era ela. Começara a correr na direcção dela era a última força que o seu coração tinha mas tinha de ter uma prova irrefutável que ela era a sua amada.

De repente, ela sentira a sua presença e vira-se surpresa. O que ele estaria ali a fazer? Ele não pensava em mais nada… se o fizesse e estivesse enganado teria graves consequências mas o seu coração lhe mandava faze-lo porque era a única maneira de prova-lo sem ela engana-lo.

- Mamoru, o que se passa? – Pergunta Serena com ansiedade. Conhecia-o: algo lhe demonstrava que algo estava diferente, algo nos olhos dele dizia que aquele momento seria importante.

-De alguma maneira…és a minha Usagi, não és?

Usagi fica sem ar. Como ele tinha descoberto? O seu coração lhe dizia para lhe contar, mas a sua cabeça dizia outra coisa: não poderia. Não conseguia olhar para quem era o seu amado nem reagir por isso não o vira a aproximar-se dela. Quando dera por isso, sentira o Mamoru a agarrar-lhe com força nos braços. Tentara mexer-se mas não conseguia. Ele lhe beijara! Na sua cabeça tinha a ideia de resistir mas a saudade e o amor que sentia por ele fizera-a render-se naquele momento. O beijo e o sabor que tanto desejava sentir há tanto tempo, a vontade de estar com ele assim a consumia de tal maneira que esqueceu tudo. Sentia-o agora a largar-lhe os braços e a abraça-a como sempre fazia quando a beijava agarrando-a na nuca e na cintura. Ela abraçara-o também intensamente de uma maneira talvez de nunca mas o perder, parecia um sonho voltar a beija-lo a tê-lo ali com ela…Mas sabia que quando acabasse, acabaria a ilusão e ele ficaria zangado como nunca o vira.

Ele sentia-se feliz e com vontade de não mais acordar daquele sonho maravilhoso: encontrara-a finalmente, estava ali apesar de diferente, sabia que era ela, o sabor do seu beijo era algo inesquecível e que nunca duvidaria que era dela, cada vez que a beijava era como o mundo parasse para sempre. Não queria acaba-lo, não queria nem podia pois poderia perde-la novamente. Ele nunca mais a deixaria partir.

Passados uns segundos, Usagi abre os olhos e olhara para ele. Não poderia mentir não havia prova mais irrefutável para ele.

- Eu… - Começara com lágrimas nos olhos

-Porquê? – Pergunta Mamoru visivelmente alterado – Porque não disseste que estavas tão perto?

- Eu não podia…aliás não posso – dissera a olhar para todo o lado – Eu não poderia te contar

-Como não me poderias contar? – Diz irritado – Eu preocupado e quase sem dormir e comer e tu…tão perto.

- Posso pedir-te um único favor apesar de estares zangado? – diz num sussurro – podemos falar em tua casa daqui a pouco? Acharão estranho se chegarem aqui e vernos a discutir.

- Então vamos lá – diz Mamoru a agarrar no pulso dela.

- Daqui a uma hora, estarei na tua casa – diz Usagi a olhar suplicante para ele – preciso que façamos isso porque estou sobre disfarce. Precisamos de ir separados.

- Mas como poderei confiar em ti após isto tudo – diz evidenciando uma momentânea falta de confiança.

- Eu juro que estarei lá, por favor confia em mim – pede Usagi

Mamoru olha para os olhos azuis dela e vê o mesmo brilho que ela fazia quando lhe prometia algo, instintivamente larga-a como sinal de confiança.

- Estarei lá, prometo – diz dando-lhe um beijo terno na cara dele e depois corre na direcção oposta.

Voltaria a vê-la? Queria acreditar que sim. Aquele olhar nunca mentiu por isso queria acreditar que ela continuava a ser a mesma. Sentia-se dividido: por um lado sentia-se extremamente feliz por ter estado novamente com ela e saber que ela está novamente com ele mas por outro triste e confuso com tudo mas esperava que ela tivesse uma boa explicação que o faria novamente acreditar nela.

Usagi correra para o hospital de Juuban e ao entrar vira as sailors todas de guarda e tivera quase vontade de desabar a chorar mas controlara-se e entrara num quarto. Nesse quarto, Hotaru estava ao lado do pai que descansava devido aos analgésicos administrados devido às dores que tinha e Luna estava escondida dentro de uma sacola.

-Serena? – Pergunta Hotaru a ver a cara vermelha de choro – o que se passa?

- Ele descobriu tudo – diz Usagi com lágrimas

- O príncipe? – Pergunta Hotaru com um sorriso leve afinal contribuiu para a descoberta.

- E agora? – Pergunta desesperada – Eu prometi contar tudo daqui a uns minutos na casa dele.

- E conta – diz Luna sorrindo – Acho melhor para ti e para ele.

- Melhor? – Pergunta confusa.

- Agora que a Hotaru está sobre o olhar atento da Kaorinite precisamos de alguém "de fora" que te proteja e ninguém melhor que o Mamoru. Tenho a certeza que se explicares tudo o que se passa e ele compreenderá.

- Ele está zangadíssimo – diz com os olhos fechados, custava-lhe relembrar a cara dele daquela maneira - Vai ser difícil ele me ouvir.

- Ele vai ouvir-te – diz Hotaru a sorrir – Eu estou com as meninas, elas têm medo que a Kaorinite volte e estão de guarda, não precisas de te preocupar comigo.

- Eu vi-as – admite Usagi – Parecem tão cansadas

- Vai ter com ele - diz Luna – despacha-te

Usagi sorrira, tinha de contar-lhe mesmo, não podia deixa-lo sem respostas apesar de tudo poderia ficar zangado mas merecia respostas. Chegara ao apartamento dele e abrira-o com chave. Afinal deveria a ser a única coisa que não deixara para trás. Ele ainda não tinha chegado, como previra a casa estava muito escura tal como o espirito dele. Sentara-se no sofá dele e fechera os olhos para sentir o seu cheiro, esperava que do fundo do coração ele a perdoasse. Ouvira a porta… não se movera sabia que era ele pois conhecia os seus passos.

Mamoru entrara ainda desconcertado. Faltava 5 minutos para a hora combinada. Sabia que normalmente, ela não chegava cedo pois sempre chegava atrasada, um dos grandes defeitos dela que habituara-se a suportar. Ao chegar a casa vira uns sapatos de mulher, suspirara, era agora que saberia tudo o que o atormentava.

- Estás já aqui? – perguntara ao vê-la sentada

- Não conseguiria estar em outro sítio sabendo que me estás a odiar – desabafa Serena

- Como não te reconheci antes? – Pergunta confuso Mamoru – Agora que olho para ti vejo que és tu mas antes…

Usagi tira algo da mala e mostra-lhe – esse é o efeito da nova caneta dos disfarces – diz voltando-se para ele – A antiga não resultava com quem sabia a minha identidade como Sailor Moon, esta só quem me vê a transformar ou destransformar é que perde o poder. Destranformação – diz enquanto o disfarce desaparecia e aparecia a sua amada aos olhos dele – Perdoa-me

- Antes de perdoar ou não, preciso de saber tudo – diz sentando-se no outro canto do sofá e vê-a a acenar que sim

- Tudo começou quando uma noite senti que algo estava estranho… algo como se alguém quisesse falar comigo e não pudesse. Levantei-me e olhei para o céu, algo estranho invadia-me a mente, até que olhei e vi a Hotaru à porta da minha casa com uma cara preocupada

- O que se passa Hotaru? – Pergunta Usagi na porta de casa.

- Estamos em perigo – diz Hotaru – Tenho uma mensagem de alguém que a quer proteger.

- Mensagem? – Perguntara mas foi invadida por uma luz. Ouvira chama-la e virara-se, era uma pessoa que nunca esperaria ver

- Era quem? – Perguntara Mamoru

- Era…