Delena

Memórias

Eu já não era a mesma Elena. Estava transformada naquilo que não queria ser, que sempre temi ser: uma vampira. Estava no meu quarto quando eles me contaram e fiquei chocada. Pedi que saíssem queria estar sozinha e comecei a aperceber-me das transformações estavam a ocorrer. "Alimentar-me ou não me alimentar?" Esta era a questão. Não queria estar morta mas sabia que uma vez alimentada iria ser aquilo para sempre! Atirei tudo o que estava em cima da mesa ao chão.

Foi quando de repente comecei a ver cenas sem nexo. O Damon a dizer que queria que eu conseguisse tudo aquilo que queria. Dele a declarar-se dizendo que não me merecia. Seria aquilo um sonho? Estava desesperada e, precisava urgentemente de respostas. Agarrou no seu casaco castanho tipo cabedal e no seu cachecol tipo cabedal e dirigiu-se à Mansão dos Salvatore.

Quando lá chegou bateu á porta e, viu, que esta estava entreaberta. Entrou e dirigiu-se á sala. Tirou o cachecol e olhou para Damon que tinha um copo de Wiskey na mão.

- Elena… - Saúda com o copo. Elena não se contêm.

- Porque é que o fizeste? – Pergunta-lhe olhando-o nos olhos.

- Vais ter de ser um pouco mais especifica. – Declara Damon ironicamente e bebendo um golo do seu Wiskey.

- Compelires-me, Damon! – Cospe as palavras magoadas. Damon fica admirado e fica em silêncio. – Porque é que o fizeste?

Damon observa-a e vê que não há saída e admite aquilo que não podia admitir naquela altura.

- Eu, não esperava encontrar-te da primeira vez… mas quando te vi, tão parecida com a Katherine mas tão diferente quis que tivesses aquilo que desejasses. – Admite. – E, bom… da segunda vez ficou explícito na tua recordação. – Diz observando-a.

- Não és tu que decides quem eu devo ou não amar! – Gritou-lhe as palavras. – Não o devias ter feito.

Elena prepara-se para abandonar a casa mas ele move-se para a sua frente impedindo a sua passagem.

- Aquilo que sinto por ti, Elena, não vai mudar. – Garante captando-lhe o olhar. Faz-lhe uma festa na cara. Elena sabe que as suas palavras são verdadeiras e, que o que sente por ele é verdadeiramente consumidor. – Amo-te. – Declara sem nunca abandonar aqueles olhos castanhos chocolate. Ficam a olhar-se por uns momentos até que ele começa a inclinar a cabeça para os seus lábios. Acabam por fundir-se num beijo apaixonante e verdadeiramente abrasador.