Ele assistia a tudo, sabendo que se fosse visto teria problemas, mas quem ainda estaria ali? O enterro já tinha acabado, todos já tinham indo embora, pelo menos, não havia ninguém por perto, não que ele tivesse notado... Ouviu passos, reconheceu o modo de andar e percebeu que estava errado. Um suspiro.

- Ele vai fazer falta, muita falta. – a voz feminina preencheu os ouvidos dele.

House consentiu.

- Wilson era um tolo. – disse House

- Mas era o seu melhor amigo. – ela retrucou

- As pessoas mais importantes me deixaram, Cuddy.

Ela riu fracamente.

- Um carro na minha sala de jantar, isso me aconteceu, por isso, fui embora. – Cuddy aproximou-se dele, repousando a cabeça no ombro dele. – Você faz falta.

Ele percebeu algo, mas resolveu não dizer nada.

- O que vai fazer agora? – perguntou House

- Dar um jeito na minha vida, dar o fora daqui.

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Ele sabia que a encontraria ali, bateu na porta, quando Cuddy abriu a porta, levou um segundo para sorrir e desmaiar. House a segurou, carregando-a em seus braços.

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Cuddy acordou, deitada em sua cama, viu House a observando.

- Você... Devia estar morto. – ela disse surpresa, levantando da cama.

- E você não devia ter bebido antes de ir ao enterro do Wilson... Há quanto tempo está assim?

- Assim como?

- Sabe do que estou falando... Anda bebendo.

Ela o fuzilou com o olhar.

- Talvez desde que você resolveu fazer de conta que estava morto – ela começou a gritar com ele, aproximando-se. – Quando você sumiu da minha vida sem dizer nada, sem dar a mínima para ninguém!

Ele a olhou, sua expressão com um pesar, dor, culpa.

- Seu filho da mãe. – ela o empurrou, as lágrimas que ela queria conter escapando. – Você não sabe o quanto eu senti sua falta. – Ela deixou de lado suas barreiras, suas defesas mentais e o abraçou com força, numa mistura de ódio e saudade. – Eu odeio você!

House a abraçou de volta.

- Sinto muito. – ele disse – Eu também senti sua falta.

Ela o olhou e, simplesmente, o beijou com saudade, paixão. House correspondeu, guiando-a pela cintura, derrubando-a na cama, colocando-se sobre ela, rapidamente. Beijando-a novamente com mais paixão e desejo. Logo, descendo para o pescoço dela.

- House... – ela gemeu baixo – Não está indo rápido demais?

- Sexo de reconciliação, honey.

Cuddy sorriu e o beijou outra vez.

Eles se amavam e tanto faz aonde estavam ou o que poderia acontecer daqui para frente, se estivessem juntos tudo estaria bem, porque soulmates se conhecessem muito bem.