Era uma sexta-feira qualquer em Los Angeles. O dia estava bastante nublado, o que não era comum na "costa dourada" dos Estados Unidos em pleno verão. Não se passava das 10 da manhã, e eu já estava a caminho dos estúdios Paramount para gravar mais um episódio da série. O transito caótico, buzinas, estresse e poluição fazem parte todos os dias da minha rotina de trabalho desgastante de sempre. Sabia que quando escolhi ser atriz, corria esse risco; mas apesar disso, Atuar era realmente a coisa que mais amava fazer, então, estava no caminho certo. Como todos os dias, passei no Café bar do Sr. Jeffrey – um velho amigo de família. – Ele sempre fazia questão de separar para mim um bom cappuccino e alguns donnuts para levar pro trabalho, já que não tinha tempo suficiente para tomar um café da manhã descente em casa.

– Olá Sr. Jeffrey! – comprimento - o gentilmente, apoiando – me no balcão.

– Olá Srtª Sanders, é tão bom vê-la aqui novamente! – disse Jeffrey simpático. – O que vai querer para hoje?

– O mesmo de sempre! – respondi.

Imediatamente, o Sr. Jeffrey foi para o interior do estabelecimento, e rapidamente voltando com um pacote em mãos

– Aqui está! São 4 dólares. – Disse, entregando- me.

Eu procurava ligeiramente algum dinheiro em minha enorme bolsa, que estava uma bagunça de chaves, maquiagens e scripts; Finalmente, acho algumas moedas, e quando vou entregá-las para Jeffrey, 3 das 4 moedas de um dólar caem ao chão. Quando Jeffrey percebe o que aconteceu, imediatamente diz:

– Oh, espero que não fique com azar hoje...

– Como assim? – perguntei, não entendendo do que Jeffrey estava falando

– Segundo a lenda, a pessoa que deixa cair moedas de 1 dólar , tem azar em todo seu dia. Conheço muitas pessoas na cidade que passaram por isso.

– Ah, não se preocupe. – disse, dando de ombros. – Essas coisas só acontecem com pessoas supersticiosas. Sou do tipo de pessoa que não acredita em simpatias e muito menos em sorte ou azar!

– Entendo, mas qualquer forma Srtª Sanders, tome cuidado. – Jeffrey disse atencioso

– Pode ter certeza que sim Sr. Jeffrey!

Despedi-me de Jeffrey, peguei minhas coisas, e segui meu caminho. Entrei no carro, e olhando para o relógio percebo estar 10 minutos além do previsto para chegar ao set, e isso não era nada bom – Já imaginando as broncas de Scott devido ao meu atraso. – Apressadamente, piso no acelerador com tanta força, que faz o carro dar um solavanco bem forte, fazendo meu abdômen bater com tudo no volante

– Ai! – arfei dolorosamente enquanto tentava parar o carro de alguma maneira (e com certeza aquilo iria deixar um hematoma feio mais tarde.) Tentava acreditar que esse pequeno acidente não tivesse nada a ver com que Jeffrey tinha falado. Era nada além de uma mera conhecidência... (eu espero!)

Olhando pelo retrovisor, pude perceber que todos os olhares nas calçadas eram voltados para mim. As pessoas me fitavam com certo olhar de desaprovação, o que me fez sair o quanto antes daquele de dirigir alguns quilômetros, finalmente chego ao set de filmagens; Pego minhas coisas e vou andando do estacionamento com passos apressados em direção a portaria principal, que alias não eram muito perto um o outro. Derrepente, quando eu menos espero, começa a chover.

– AHRG, Que ótimo! – disse, ironicamente. Acelerando o passo. Correr se tornava uma tarefa quase impossível com um salto de 8 mm, então não tive escolha a não ser tirar os sapatos para não correr o risco de escorregar nas poças de água que se formavam no caminho. Chegando lá, um pouco molhada, descalça e com os sapatos em umas das mãos, encontro com Carlos. Ele me olhava sem entender o que tinha acontecido e ria com a situação, (típico de se esperar dele numa ocasião dessas.)

– Bom dia Carlitos! – Comprimento - o cuidadosamente com um beijo no rosto

– Bom dia Erinzinha! – Retribuiu o beijo e ainda rindo pergunta com certo senso de humor: – Estou vendo que teve pequenos problemas no caminho, não é verdade?!

– Sim, CarIos! mas é uma longa história... Digamos que é uma maré de azar momentânea – disse me lembrando do que Jeffrey havia me dito.

Rimos juntos e seguimos em direção aos camarins. Quando mal botamos os pés na sala de espera, chegam dois contra-regras que com alvoroço nos entregam os scripts. Um deles acompanha Carlos até a sala de maquiagem e figurino com certa rapidez. Enquanto caminha, ele se vira calmamente e acena sorridente. – Carlos é um amor de pessoa, sempre está de bom humor com todos, não importa o que aconteça; acho isso incrível. – Enquanto perco Carlos de vista em meio às araras de roupas e funcionários, sento na poltrona e aguardo minha vez pacientemente, enquanto saboreio o maravilhoso Cappuccino do Sr. Jeffrey e folheio algumas paginas do script de hoje. Olhando fixamente e lendo algumas falas, perco a concentração percebendo que uma pessoa entra rapidamente na sala onde eu estava; Não dou muita importância, e volto a me concentrar, mas pude reconhecer o agradável cheio de um perfume bem familiar. Antes mesmo que pudesse me virar em direção a tal pessoa até agora desconhecida, me assusto com um beijo molhado em meu rosto, o que me fez adivinhar quem era imediatamente.