Olá a todos. Esta é a minha primeira história, por isso, espero que gostem.

As personagens que uso pertencem ao Masashi Kishimoto, não a mim.


Olhos de sangue. Queimando, rodando, matando - cheios de raiva, cheios de ódio, assustados, intrigados mas mais que tudo: perigosos. Aqueles olhos do inferno, foram algo que ele desbloqueou com medo e tristeza, com a necessidade de proteger quem amava, mas mesmo assim, naquele momento começou a sua queda na escuridão.

A vida torna-nos mais fortes, era o que diziam na sua altura para encorajar os pequenos da esperança de lutar mas, ele viu numa idade tão nova, que quanto mais se vive, mais se apercebe que a realidade é só feita de dor, sofrimento e solidão. E com isso ele ficou frio, não ele ficou gélido, completamente sem emoções, ele ficou forte, sempre com a sede de poder, de proteger aqueles que, mesmo assim, o tinham tentado matar, e ignorou todas os sentimentos humanos, e tornou-se escuridão.

Escuridão, ele sempre viveu na escuridão, viveu vagueando à espera de encontrar uma luz e digamos ele encontrou, mas na verdade, ele arrependeu-se imenso de encontrá-la, de tê-la, e assim ele esqueceu-a, esqueceu o seu calor aconchegador, esqueceu-se do quanto era feliz com a luz e do como se sentia com ela; as pessoas dizem que ele era apenas egoísta e convencido, que achava que não precisava de ninguém e de nada, e assim renegava quem o tentava ajudar mas, ele gostaria muito de ser ajudado, gostaria muito que alguém chegasse ao pé dele e dissesse: " Não te preocupes, eu estou aqui" contudo, todos aqueles que o fizeram já partiram à tempos e, apenas lhe deixaram o sentimento de culpa, portanto ele evitava ter ligações com outras pessoas, porque todas as que o faziam, morriam.

Era uma maldição que o perseguia, uma segunda personalidade dentro do cérebro tentando-o baralhar do que estava certo e do que estava errado, no entanto ele sempre combateu a sede de ceder à maldição e de desistir, vendo a luz que não estava lá, sentindo a esperança que não existia, acreditando que o próximo dia seria um dia melhor e que ele pela primeira vez ia ter algum amigo que não morresse nos seus braços, e deixasse as suas últimas palavras a ecoarem na sua cabeça durante horas, dias, meses, anos. A pessoa de que falo não era nem mais, nem menos, do que o grande e poderoso: Madara Uchiha.

Estava um tempo agradável, o céu estava limpo, o sol brilhava, e estava uma dia perfeito para a continuação da construção da vila da folha. As crianças brincavam e corriam nas ruas, a sorrir e a divertir-se, os jovens e adultos carregavam materiais e ferramentas dum lado para o outro, e os mais idosos sentavam-se a admirar as pessoas e contavam histórias de guerra. O Madara caminhava pelas ruas da Pré-Vila e, por onde passava via-se as crianças a passar apressadamente assustadas, ouvia-se múrmuros e rumores contados pelos jovens ou adultos, e via-se os idosos a olharem-no desprezadamente e a fazerem pouco dele num tom baixo de modo a ele não ouvir. Madara suspirou, não é que ele não estivesse habituado a este tratamento aliás, ele estava mais que imune a ele, mas era sempre perturbador sentir que todos à tua volta têm medo ou ódio de ti.

A construção de Konoha, a Vila da Folha tinha começado à 3 semanas e o Madara tinha dado o seu máximo na mais rápida construção possível, pois ele queria que o seu clã estivesse num local seguro de modo a que não fosse atacado; e com máximo eu quero dizer que ele não tem dormido quase nada, sendo que o conselho dos Uchihas e o próprio Hashirama Senju o obrigaram a tirar uma semana de folga, para qual ele regateou para dois dias. Mesmo assim o Madara viu que ficar em casa a dormir era um desperdício de tempo onde se podia estar a treinar mas dada as ordens o Madara foi restritamente proibido de fazer qualquer acto que o cansasse fisicamente ou psicologicamente, de modo a que ele foi dar apenas um pequeno passeio.

Enquanto, andava e ignorava o seu redor , Madara foi retirado dos seus pensamentos quando uma voz familiar o chamou:

- Ah, Madara! Tu não devias estar a descansar? - a "voz familiar" era Hashirama Senju, uma pessoa que o Madara odiava e admirava ao mesmo tempo, sempre a pretender ajudar as pessoas mas Madara sabia que ele só o fazia por uma razão pura e egoísta.

- Como se isso fosse da tua conta! Mete-te na tua vida, Senju, eu estou perfeitamente bem. - respodeu-lhe arrogantemente, ele odiava o Senju ainda mais quando ele se tentava passar por anjinho, ao pé do Madara.

- Olha que não parece. Estás com umas olheiras enormes mas, se dizes que te sentes bem vem dar uma volta comigo, vais ver que desanuvias do stress acumulado. - convidou-o Hashirama, com um sorriso sincero (mas muito falso para o Madara) na cara. O dia só estava a piorar para o Madara e ele agora só queria ver se relaxava, por isso, alinhou com a ideia do Hashirama. Mas ele estava errado quanto ao relaxar.

Ele estava muito errado, pois aquele passeio só acabou por lhe trazer más memórias.


Bem, eu espero que tenham gostado do meu primeiro capítulo, eu e o Madara tivemos que ter uma grande conversa para poder escrever sobre as suas memórias.

Madara: Cala-te! Por favor, cala-te! Eu não me quero lembrar.

Eu: Pronto, shhh shhh, pronto, já passou Madarazinho. * ponho a sua cabeça no meu colo e começo a fazer festas no seu cabelo*

Façam reviews e vemos-nos no próximo capítulo.