Olá a todos! Obrigado por terem feito review no outro capítulo! Aqui está o segundo capítulo! Espero que gostem!

As personagens não me pertencem, a não ser os OC, os outros pertencem ao Masashi Kishimoto.


Hashirama e Madara caminharam por toda a vila, discutindo algumas defesas contra ataques para a vila e admirando a construção dos civis. Por onde passavam Hashirama, recebia sorrisos agradáveis e aconchegadores e Madara recebia olhar fixos e assustados seguidos de murmúrios sobre, porque estava ele a passear com o Hashirama ou outros rumores que iam passando de boca em boca. Hashirama apercebeu-se o quão desconfortável o Madara estava a ficar e decidiu mudar de assunto.

- Agora é provável que as outras aldeias venham tentar atacar-nos, por isso, temos que a assegurar a segurança de todos os clãs. - afirmou Hashirama, olhando à volta e ficando bastante alegre por ver que já alguns clãs se começavam a fala entre eles.

- Sim, porque é que achas que eu estou a esforçar-me tanto. Eu quero-me assegurar que o meu clã, está seguro nesta vila. - respondeu-lhe arrogantemente e sem se dignar a olhar para ele.

- Mas, agora, já não é só o teu clã, tu estás a proteger muitos clãs, Madara-san. - disse Hashirama, ele estava muito contente com a vila, e com a ideia de paz.

- Mas eu só me importo com o meu clã, por enquanto, e mesmo com esta vila e com esta "união" tu não consegues apagar o passado, Hashirama-san. - retorquiu-lhe.

Ouve um momento de silêncio entre eles. Hashirama estava um pouco magoado sabendo que Madara só se importasse com o seu clã mesmo que fosse normal após toda a guerra que tinha acontecido mas ficou com esperança quando ele disse "por enquanto". As pessoas ouviram o que Madara tinha dito sobre só se importar com o seu clã e ainda começaram a reclamar mais.

- Hm, bem, Madara-san, espero que o teu clã se esteja a habituar bem ao novo local de habitação, todos vivemos muitos anos num só lugar, espero que esteja tudo a correr bem, haha. - disse Hashirama, a tentar disfarçar a situação que se passava ao seu redor.

- As mudanças estão a correr bem e está tudo a voltar ao normal. - respondeu-lhe Madara, e ao notar a mudança de atitude repentina, bufou, pondo uma cara de desprezo - E tu não tens que te importar com o meu clã.

Naquele momento Hashirama ficou um pouco irado com o comportamento do Madara, porque é que pela primeira vez ele não agradecia a preocupação, não cedia; de todas as vezes que conversavam e discutiam ele tinha sempre aquele tom arrogante. Hashirama parou de andar e virou-se para o Madara irritado: - Eu estou só a tentar ajudar! Eu estou só a tentar criar ligações entre os clãs, estou só a tentar criar uma ligação contigo, uma amizade!

Madara continuou a andar ignorando-o completamente e só quando se situava à frente dele respondeu: - Tu não tens de te fazer de bonzinho com os outros lideres de clãs e acredita... - parou de repente de andar, virou-se para ele e afirmou - tu não queres ter uma ligação comigo!

Hashirama ficou um pouco confuso no momento. Porque é que ele não havia de querer ter uma ligação com o Madara? E ele só estava a tentar ser simpático. Era por causa daquele comportamento do Madara que, todos os clãs tinham raiva contra ele, e mesmo assim ele não se parecia importar nem um pouco. O Hashirama deduzia que simplesmente ignorava o que os outros diziam nas suas costas mas tinha a certeza de que ele estava a par de tudo. O Hashirama só queria que os clãs começassem-se a dar bem.

Começaram-se a aproximar do complexo dos Uchihas, onde Madara acabaria por ficar mas antes de quaisquer despedidas uma voz feminina e excitada acabou com as suas conversas.

- Madara-sama! - a rapariga da tal voz, abraçou o Madara pelas costas quase o fazendo cair para a frente, mas Madara empurrou-a de modo a acabar com o abraço e virou-se para ver quem lhe tinha feito tal coisa, por mais que já tivesse uma pequena ideia de quem fosse. Ao virar-se largou um longo suspiro e mudou a sua cara para uma de aborrecimento mas um pouco de espanto - Ritsuko, o que é que tu estás a fazer? - disse num tom irritado.

- Oh, Madara-sama, senhor, eu não o queria chatear, mas como já não o via à tanto tempo, por causa do seu trabalho, fiquei muito entusiasmada e não me controlei - afirmou muito sorridente ela. Ritsuko era uma mulher nos seus vinte e poucos anos, de estatura média, magra, com longos cabelos negros que lhe davam pelas costas e lindos olhos azuis escuros. Era uma mulher bastante alegre e divertida e tentava sempre dar apoio às pessoas e ajudar no que podia pois ela não podia ser uma ninja nem fazer muito esforço físico dada a uma doença pulmonar que ela tinha.

Madara suspirou: "Aquela mulher não tem cura" pensou enquanto vagueava nos seus pensamentos. - Desculpa por teres que ver isto Hashirama-san, esta é a Ritsuko Heimei Uchiha, Ritsuko este é o Hashirama Senju - Madara apresentou-os indicando o devido com a mão, e Ritsuko ficou com uma cara de grande espanto e admiração pelo Hashirama e não parou de sorrir.

Hashirama achou estranho o segundo nome da mulher e questionou: - "Heimei"? Eu pensava que os nomes dos Uchihas eram constítuidos por apenas 2 nomes.

- Isso é devido a casos raros. A Reim- Ritsuko faz parte de uma das famílias principais do clã, e essas famílias possuem um segundo nome, é uma forma de distinção das famílias. - esclareceu-lhe e discretamente olhava para a Ritsuko com uma cara um pouco triste.

- Ah! Estou a ver! - respondeu Hashirama, sorrindo para a Ritsuko que repeliu o sorriso. Hashirama pensava que a Uchiha era bastante simpática, não via qual era o problema do Madara com ela.

- Vocês já se conhecem à algum tempo, então? - perguntou Hashirama, um pouco curioso com a rapariga.

- Sim! Já nos conhecemos à uns anos, mas não há muitos já que eu vivia numa casa fora do campo dos Uchihas. - declarou ela, aos pulos de entusiasmo.

Ritsuko lançou-se aos braços do Madara, abraçando: - Madara-sama, que tal nós irmos fazer alguma coisa juntos, como ir passear, ou jantar fora. Vá-la! Eu quero passar tempo consigo! - afirmou contente enquanto Madara a tentava empurrar, para ela o largar: - Ritsuko, eu já te disse que eu não quero fazer nada contigo, para de me chate...

- Ritsuko! - uma voz grossa e séria interrompeu Madara, fazendo-os virar para o local de onde vinha a voz. A voz vinha de um senhor alto, já um pouco idoso, de cabelos cinzentos e olhos negros intimidadores e austeros e tinha algumas rugas na cara. A tal pessoa agarrou a Ritsuko pelo braço e tirou-a dos braços do Madara - Quantas vezes eu ei de te dizer para não perseguires o Madara-sama! Peço imensa desculpa pelo comportamento da minha filha, Madara-sama, Senju-dono. - o homem curvou-se educadamente a pedir as desculpas, contudo a cara do Madara, ao ver o idoso, ainda ficou mais irritada mas ele tentou-se controlar.

- Ritsuko, vai já para o teu quarto e, ai de ti que faças uma birra, já não és uma criança. - ordenou o velho, apenas recebendo uma cara zangada da filha antes de ela se ir embora. - Peço de novo as minhas sinceras desculpas.

- Ah, não há problema, haha. - explicou-se Hashirama, e reparou que o sol se estava a por.. - Bem, eu agora tenho que voltar, adeus Madara-san. - despediu-se educadamente Hashirama, recebendo como resposta um 'Hmph' e indo-se embora.

Madara viu Hashirama a ir-se embora e, esperou no mesmo local até que ele tivesse fora do campo de visão e audição. Quando viu que Hashirama estava fora de vista, ele virou-se para o homem, que ainda estava lá, e perguntou-lhe:

- Afinal, o que é que tu queres? - rosnou Madara, aquele mesmo homem tinha lhe tirado algo que ele nunca mais tinha sentido na vida e sentia muita falta. O velho homem aproximou-se de Madara e aproveitando-se da altura maior agarrou pelo pescoço e empurrou-o contra a parede, impedindo-o de fugir ou de lançar algum ataque de fogo. O Madara instintivamente agarrou-lhe a mão e tentou libertar-se mas o homem mais velho tinha mais força que ele.

- Ouve-me bem, Madara, eu quero-te muito longe da minha filha, e se eu oiço que tu tocaste com um dos teus dedos sujos nela eu juro que te mato, seu monstro nojento - ameaçou o homem apertando a sua garra no pescoço de Madara. O Madara ao ouvir o que ele lhe tinha dito, tirou um kunai do bolso e ia para-o matar mas o homem disse-lhe arrogantemente: - Não faças isso, Madarazinho, não te esqueças que eu ainda tenho informação sobre a morte os teus pais, que tu não sabes. - o homem largou o pescoço de Madara e foi-se embora, a rir maleficamente.

Madara passou a mão pela marca no pescoço, aquele homem continuava a manipulá-lo mesmo passado todos aqueles anos, e ele não parecia temer o Madara nem um pouco mesmo com todo o poder que ele tinha. Madara largou um grito de raiva e esmurrou a parede, só curtando a mão e ela começando a sangrar. Aquele homem, aquele monstro continuaria a assombrá-lo, a impedi-lo de respirar livremente e de aproveitar a vida, sendo que qualquer acto que passasse dos limites colocados por ele, eram recompensados com uma nova ameaça ou castigo e o Madara nunca pode fazer nada, e nunca poderá.

Madara voltou para dentro da sua tenda, já que a casa ainda estava em construção e deitou-se na sua cama, tentando ignorar a dor na sua mão direita e engolindo-se em pensamentos e, em memórias, memórias que ele tentava esquecer, que ele pôs no canto mais escuro da sua mente mas elas estavam a voltar, a voltar a assombrá-lo: - Rei-mei - foi a única coisa que disse antes de cair naquele mundo.

-Flashback-

Era um dia normal no abrigo do Uchihas, e as crianças corriam de um lado para o outro a brincar e correr, os jovens treinavam com os seus mestres, os adultos falavam e discutiam táticas de guerra e os velhos conversavam sobre os "bons velhos tempos".

Para uma menina pequenina, era a primeira vez que ia brincar com outras crianças pois ela tinha uma doença e teve que ficar internada no hospital até aquele dia. Ela tinha cabelos negro que lhe davam pelos ombros e olhos azuis da cor do mar.

- Muito bem, Ri, agora tu podes ir brincar com todos os meninos que estão aqui e ficar amiga deles mas, ouve-me bem, tem muito cuidado com aquele menino, ali, e não te aproximes muito dele. - afirmou o senhor, apontando para um rapaz que estava num canto do parque a baloiçar nos baloiços. Ele tinha cabelo azul escuro muito espetado para trás e uns olhos azuis escuros brilhante. Ele parecia muito solitário e triste e a Ritsuko decidiu ir falar com ele, mesmo depois do que o pai lhe tinha dito. Já que isso ela tinha sempre ouvido que o pai fazia más decisões e era trapalhão.

- Está bem, papá! - respondeu-lhe a menina, dirigindo-se a um grupinho de crianças. apresentando-se, escondendo a sua verdadeira intenção e quando o pai se foi embora, trabalhar, ela correu até ao canto onde estava o menino triste e perguntou-lhe:

- Como é que tu te chamas? - ao ver que estava alguém a falar com ele, o rapaz assustou-se um pouco, e desconfiou qualquer era a verdadeira intenção da pergunta. Já lhe tinham enganado várias vezes com perguntas parecidas e por isso ele era muito desconfiado.

- Porque é que queres saber? Para depois gozares comigo ou bateres me? Não, obrigado! - respondeu-lhe grosseiramente, ele já tinha sofrido demasiado na vida, não queria que até a miúda nova lhe cuspisse na cara.

- O quê? Eu não te quero magoar, nem gozar. Eu quero ser tua amiga! - respondeu-lhe ela, a tentar ser o mais simpática possível e a sorrir muito. - O meu nome é Ritsuko Heimei Uchiha.

- Ritsuko... Heimei? Tu és das famílias principais! - espantou-se o rapaz, e ainda ficou com mais medo do que ela poderia estar a tramar - Tu queres ser mesmo minha amiga?

- Sim! Sim! Eu quero muito que tu sejas o meu primeiro amigo! - declarou-lhe ela ao pulos, muito animada. - Diz me! Diz me! Como te chamas?

- O...o meu nome é Madara Uchiha! - respondeu-lhe e pela primeira vez a sorrir de verdade. Ele levantou-se dos baloiços e começou-se a ir embora - Bem, então é um prazer conhecer-te, Reimei!

A Ritsuko pensou que Reimei fosse das melhores alcunhas que já lhe tinham dado e gostou logo do Madara, e então começaram a conhecer-se melhor.

- - Fim do Flashback -

Aquele foi um dos mais felizes para o Madara, o dia onde fez o seu primeiro amigo, e a partir daquele dia ele foi feliz durante um tempo mas depois," Desculpa miúdo, mas tu nunca mais poder ver a Ritsuko", ele, na altura, não compreendeu bem porque é que eles fizeram aquilo à Ritsuko e porque é que ele não se podia aproximar dela e só quando era mais velho é que lhe explicaram mas mesmo assim, "a culpa não é de ninguém a não ser tua, monstro", ele ainda se sentia muito culpado por tudo o que aconteceu e por aquilo.

- Se eu não tivesse dito aquilo, nada disto tinha acontecido, mas agora, é tarde demais... Reimei.


Muahahahaha eu adoro por o Madara a sofrer com o passado!

Madara: Sacana, tu hoje à noite vais sofrer!

Eu: O.O O...que...queres dizer?

Madara: Quer dizer que não te faço o jantar.

Eu: Oh, isso até é um favor! A tua comida é...bem...deixa muito a desejar...

Madara: HEY!

Por favor façam review/ comentem se quiserem ver mais passado do Madara ou ele a sofrer. XD