Olá, estou de volta! ^^ Desculpem pela looooooooooooooooonga demora! Vieram muitas festas e celeberações e depois vieram de novo as aulas e fiquem sem inspiração! XC Mas agora estou de volta e vou tentar postar os capítulos sempre o mais rápido possível.

Peço desculpa se alguma das personagens ficou OOC.

As personagens não me pertencem, pertence ao Masashi Kishimoto.


Hashirama caminhava de volta para casa enquanto pensava nos acontecimentos do dia.

Achava que tinha descoberto mais sobre o Madara e que de algum modo, ao estar a socializar com ele, sentia que se conseguia aproximar e aprender mais sobre ele e de onde vinha toda a sua raiva e ódio.

Ele suspirou. De cada vez que parecia conhece-lo mais e esclarecer mais perguntas, umas novas e mais complexas questões surgiam na sua cabeça e baralhavam os seus pensamentos. Ele já não conseguia pensar de forma estreita e tudo isto era tão...tão...fatigante...

Sim, fatigante! Fatigante era a palavra que descrevia tudo o que sentia quando estabelecia relação com o Madara, e tudo o que viu hoje mostrou uma nova arrogância invulgar vinda dele. Primeiro conheceu uma jovem Uchiha das famílias principais bastante educado e simpática que parecia atraída pelo Madara e que ele desprezava e depois ainda conheceu um homem severo mas educado que era o pai da jovem e que Madara parecia tentar matar com o olhar.

E no meio de todos esses pensamentos ele sabia que se estava a esquecer de algo muito importante mas, pensasse o que pensasse, não se conseguia lembrar.

Entrou em casa, tirou os sapatos e no momento lembrou-se perfeitamente do que se tinha esquecido.

A sua mulher Mito encontrava-se sentada no sofá, da sala de estar, da sua casa. Mito era uma mulher de estatura média, magra, com a pele branca e sedosa como a neve, olhos esmeralda e cabelos carmesim presos em dois coques. Ela estava vestida com um longo kimono amarelo com flores laranjas e uns sapatos pretos escondidos no tecido do vestido. Usava uma cara calma mas tinha uma aura pesada e intensa à sua volta. Levantou-se e dirigiu-se ao marido calmamente:

- Onde estiveste e porque só chegaste agora? - Questionou um pouco irritada ao aproximar-se um pouco mais.

- E-eu estive no trabalho e quando vinha encontrei o Madara e fui dar um pequeno passeio com ele. - Respondeu-lhe Hashirama pressentindo a aura da mulher e afastando-se um pouco.

- Tem noção do tempo que estive à espera! - Agarrou-lhe a orelha, como a uma criança mal comportada e puxou-o e a sua voz mesmo irritada ainda tinha a sua calma - Nunca mais me faça isto sem me avisar!

- Au! Au, s-sim s-senhora! - Afirmou, e com a resposta que desejava, Mito largou a sua orelha que Hashirama esfregou para distrair a dor - Não quer admitir mas estava preocupada comigo - sorriu um pouco.

- Hmm... - Virou-se de costas e dirigiu-se à cozinha, murmurando - É claro que estava muito preocupada consigo...

Hashirama sorriu e ajudou a mulher a tirar a comida e pôr a mesa. Após isso, sentaram-se à mesa e começaram a comer a tanto esperada refeição enquanto falavam sobre os acontecimentos do dia:

- Parece que a mudança do clã Akimichi para cá está a oficializada, muito obrigado por tratares deste assunto por mim, Mito. - Disse Hashirama ao tomar uma dentada do seu jantar e pensou - Mais um clã para a nossa vila...mais um clã para a nossa família.

- Não houve problema, sei que tens assuntos mais importantes e complicados para tratar. - Respondeu Mito que tinha acabado a refeição e posto o prato na pia para lavar. -Então fale-me de que assuntos estiveste a tratar com o Madara Uchiha?

- Oh, nada de importante, apenas umas táticas de combates e defesas contra a vila..e ainda acabei por conhecer uma jovem encantadora, que parecia ter uma paixão pelo Madara e o pai dessa jovem. - Afirmou Hashirama ao rir com a memória da jovem a atirar-se pra cima de Madara.

- Uma jovem Uchiha? - Perguntou-lhe Mito, ligeiramente curiosa sobre o assunto.

-Sim, uma jobem simpática e bela mas o Madara parecia enxotá-la, fiquei com pena dela - respondeu-lhe com uma cara de pena e com um pouco de tristeza. Não percebia qual era o problema do Madara, a rapariga era muito amável e Hashirama sabia que aquilo que ela fazia era para impressionar o Madara, não era para o chatear. Não sabia porquê mas pressentia que havia mais por trás disto.

- Aquele Madara e a sua atitude arrogante. Os pais dele não lhe deram educação? - Questionou-se Mito irritada mas depois suspirou, murmurando - Podia, ao menos, fingir ser simpático...

Hashirama suspirou também, levantou-se e foi ver o céu estrelado. Naquela noute haviam muitas estrelas, todas elas unidas num conjunto davam um belo brilho à escuridão da noite. Pacífica, era uma vista pacífica; as estrelas faziam uma união perfeita e brilhavam na noite tornando-a linda, todas juntas como uma equipa, como uma família. Oh, como Hashirama desejava que os clãs se dessem bem e se equilibrassem uns aos outros, e se tornassem numa família, numa pacífica família.

Enquanto estava em profundos pensamentos, Hashirama não sabia que a sua mulher tinha estava a planear algo; planeava ensinar ao tão poderoso Madara umas lições de boa educação para com os outros e tentar por algum juízo naquela cabeça paranoica.

- Sim, não passa de amanhã - pensava ela determinada - Ele vai aprender a respeitar os outros - levantou-se e dirigiu-se ao quarto para ir dormir, com o marido.

Logo de manhã, Mito saiu de cada para ir ao mercado fazer compras e logo depois iria pôr o seu plano em marcha. Ao fazer compras embateu contra algo ou alguém, desequilibrando-se e quase caindo.

- Mas que-?! - demandou Mito ao recompor-se e virando-se para ver o que tinha embatido contra ela, reparando que era uma jovem magra e de estatura média, com longos cabelos negros e lindos olhos azuis. A jovem trazia vestido uma yukata de vários tons de verde e no obi preto estava o símbolo do clã que perturbava Mito - Só podia ser Uchiha... - pensou.

A jovem ficou um pouco abalada com o embate mas logo com que tinha chocado, curvou-se desculpando-se:

- P-penso imensa desculpa Mito-sama! - tentou-se desculpar enquanto se recompunha - Eu não tinha intensão, estava apenas um pouco distraída!

- Não faz mal - perdoou-a Mito e ao ver quera uma Uchiha pensou que talvez ela soube-se onde estava o Madara e assim ela poderia ir executar o seu plano - Posso lhe perguntar uma coisa?

- C-claro que sim, Mito-sama. - respondeu de imediato a jovem um pouco confusa mas alegre ao saber que a Mito Uzumaki queria lhe perguntar pessoalmente algo.

- Sabe onde está o Madara Uchiha? - perguntou-lhe simpaticamente Mito com um pequeno sorriso nos lábios.

A Ritsuko corou um bocado ao referirem-se ao nome de Madara mas logo respondeu: - É c-claro que sim, neste momento deve estar perto do rio Naka.

- Muito bem, então, muito obrigado. - Mito sorriu e agradeceu pela informação e depois dirigiu-se ao campo dos Uchihas.

Ao passear, olhou em volta para apreciar a vila. Recentemente, bastantes clãs estavam a planear mudar-se para Konohagakure ou já o tinham feito, já começavam a haver mais missões, reuniões de trabalho e discussões e ainda com a construção da vila, o trabalho estava mais árduo que nunca. E mesmo que a visão mais comum fosses casas inacabadas, homens cansados e suados a carregarem objetos pesados e pessoas a andarem de um lado para o outro atrapalhadas, a vila já estava bastante melhor que à uma semana atrás; já haviam menos lutas, menos discussões, menos motins, os clãs já se davam melhor entre si, a vila estava mais estabilizada e algumas lojas já tinham aberto, como por exemplo: o mercado geral, a loja de flores do clã Yamanaka, a loja de Sushi e o restaurante de Dango, e muitas outras.

Mas era ago incrível como os maiores rivais tinham criado uma vila ninja e incluído mais clãs, assim, criando uma grande família.

Mito sorriu ao ver três crianças, um rapaz com cerca de 8 anos do clã Hyuuga, uma rapariga com 7 anos do clã Senju e o um rapazinho com 7 anos, com um pequeno cão ao seu lado, do clã Inuzuka, a rirem e brincarem juntos enquanto corriam pelas ruas de Konoha. Sim, a amizade é definitivamente uma coisa linda, e a amizade entre clãs, que eram antes, inimigos ainda é melhor.

Amizade, uma forma de amor entre amigos...amor, uma forte empatia para com outra pessoa, uma ligação que equilibra e cria uma compaixão que leva as pessoas ficarem preocupadas e apenas pensarem nessa pessoa, isso era o que a Mito sentia por Hashirama e Hashirama sentia por ela, e era isso que fazia um equilíbrio perfeito. Mas toda a prefeitura desses pensamentos foi estragada pela imagem de Madara Uchiha. O homem era o antónimo perfeito de amor, ele era a encarnação do ódio e da raiva, e não mostrava um pouco de outra emoção sem ser essa, e Mito queria esclarecer tudo com ele.

Suspirou e começou a ver o portão da parte Uchiha da vila mas de repente ouviu uma vozes de um lado distante do muro.

- ...eu já te disse que não estou aproximado da tua filha, seu velho senil! - disse uma voz que sou bastante familiar, aquele familiar que te mandava arrepios pela espinha abaixo e fazia os teus ossos tremer.

- Calate, verme! Já te disse para me respeitares e deixares de ser aquela criança malcomportada! - respondeu uma voz mais grossa e estranha a Mito.

- Quem é que tu pensas que és? Tu é que devias respeitar o teu líder! - repeliu a voz familiar irritada que esclareceu logo que o Madara estava naquela discussão.

Mito, ao ficar curiosa quem teria a coragem para falar daquela maneira e usasse o mesmo tom arrogante ao Madara mas de maneira a que lhe tivesse a dar um sermão, encaminhou-se ao local até conseguir vê-los. Madara estava com uma cara muito irritada como se no próximo momento saltasse e arranca-se a cabeça de alguém para fora. O homem que se situava à sua frente tinha uma cara séria mas com um pouco de arrogância já que os seus lábios se curvavam no sorriso presunçoso.

Mito escondeu-se atrás de uma árvore e espiou a conversa dos dois homens, interessadamente.

- Eu vi te com a minha fila, reconheço essas mãos sujas em qualquer lugar, o que é que estavas a fazer? - questionou o homem mais idoso com uma expressão austera.

- Eu estava a fazer uma única pergunta, duração de segundos! Eu não estava a fazer nada com a Ritsuko! - afirmou Madara, desesperadamente. Porque é que uma pessoa como ele quereria algo com uma rapariga como ela? Eram completos opostos e ele achava-a a mulher mais irritante ao cimo da terra.

- Um pergunta? Tch, pensas que sou estúpido miúdo, eu sei bem o que estavas a fazer, estavas a atirares-te a ela! - repeliu iradamente o idoso.

- E porque haveria eu de fazer isso? Ainda por cima a ela! Deves estar mesmo sem juízo, velho. - retrucou Madara a tentar ganhar vantagem da situação, e tentar provar ao velho que ele já não era uma inocente criança.

O velho sorriu arrogantemente e declarou: - Porque haverias? Porque tu não consegues ultrapassar o passado, claro, e ainda gostas dela. - Madara arfou momentaneamente e ficou ainda mais enraivecido - Ainda te sentes culpado pelo passado, não é? Mas não interessa pois ela não saberá, e eu não vou deixar que tu destruas-me a filha outra vez.

- Eu não te vou destruir a filha! Eu não vou fazer nada à Reimei! Eu não lhe quero fazer mal! Tu és o único que ainda vive no passado, velho, tu és o único que não me viu a esquece-la e tudo o resto, no momento em que me tornei líder deste clã. - rosnou ferozmente o Madara - Tu sentes-te culpado, porque não estavas lá para protege-la e acomparar eu protegi. Tu sentes-te culpado porque não foste um bom pai.

- Cala-te! Agora vais fazer o que eu te disser ou eu conto ao clã, não, melhor, eu conto a toda a vila a verdade sobre a origem do teu Mangekyo Sharingan. - sorriu sinicamente o velho enquanto começava a ir se embora e sussurrou algo ao ouvido do Madara fazendo Mito se aproximar um pouco mais.

A outra coisa que Mito viu foi a cara irritada do Madara a transformar-se numa mistura de choque e terror, os seus olhos dilatados, suor frio a escorrer-lhe pelo lado esquerdo da cara e a boca a ficar seca no instante.

Mito não sabia o que fazer ao ver o Madara ir-se se embora lentamente sem notar na sua presença. Pensou outra vez se deveria mesmo fazer o sermão ao Madara e decidiu voltar a casa e falar a Hashirama sobre o que acabara dever, ainda havia muito pouco que sabiam sobre o Madara e após o que acabou de ver achava que deveria falar ao marido sobre aquele velho, que dava-lhe arrepios. Queria sair daquele local o mais rápido possível.

- Vais a algum lado? - ouviu uma voz sussurrar-lhe ao ouvido num tom assustador. Tentou gritar por ajuda mas o homem tinha uma mãe a tapar-lhe a boca impedindo a de falar, e com a outra agarrava-lhe os pulsos. - Eu e tu vamos ter uma conversinha, hehe. - O mundo de Mito parou, no momento.


Beeeeem parece que é tudo :) Então Madara o que é que achaste deste capítulo?

Madara: Odiei a parte em que aparece muito o Senju e dizem mal de mim, não gostei que a Mito quisesse me dar um sermão, detestei ter que falar com o pai da Reimei...

Eu: Mas há alguma coisa que tu gostas?!

Madara: Gostei da parte em que a Mito foi raptada.

Eu: *facepalm* Ai deus, não há cura. Bem, as perguntas deste capítulo são!

Perguntas: Do que é que o Madara e o pai da Ritsuko estavam a falar? O que é que vai acontecer à Mito? O que vai fazer Hashirama se descobrir?

Respondam nos reviews/comentários.

Bem por agora é tudo, não se esqueçam de por nos favoritos e fazer review, eu agradeço.

Xau ^^