OLÁ! Espero que desta vez não tenha demorado muitoooo! Bem este capítulo teve de ser dividido em duas partes pois estava muito grande mas espero que gostem na mesma!

As personagens de Naruto não me pertencem mas a Masashi Kishimoto, apenas me pertencem os OC.


E tudo aconteceu de novo. Após a conversa com o velho, Madara dirigiu-se à torre onde se tinha. reuniões e se resolvia problemas entre clãs e da vila, onde iria ter uma pequena reunião com Hashirama e, depois, os dois iriam confirmar o desenvolvimento económico da vila, mas ele não se conseguia concentrar pois as palavras do velho ainda ecoavam na sua cabeça. Ele sempre soube que o velho era mau e que o odiava mas obrigá-lo a fazer aquilo, tudo por vingança e chantageá-lo ao dizer que contaria sobre o Mangekyo, isso era passar dos limites.

Ele já não sabia o que fazer. Ele estava farto de tanta chantagem, de tantos joguinhos, de tanta vingança por algo que não tinha sido culpa dele. E agora o velho obrigava-o a fazer uma das piores coisas do mundo para ele, algo desumano vindo de um pai, e ele sabia que se ia arrepender mas não tinha outra opção.

Correu até à torre Hokage com os punhos fechados de raiva e com a cara de choque mas tentou concentrar-se ao máximo no trabalha e voltou a por a sua "máscara" sem emoções que apenas mostra raiva ou arrogância.

A reunião foi uma completa desgraça e correu horrivelmente mal. Madara estava totalmente desconcentrado e o Hashirama teve que lhe chamar a atenção várias vezes, o Madara não estava-se a lembra de informações essenciais e de alguns assuntos falados nas reuniões anteriores, não conseguira pensar no seu clã e tudo estava-lhe a provocar uma grande dor de cabeça. Hashirama já havia reparado na falta de concentração que Madara estava a ter e achou muito estranho vindo dele, especialmente quando o tema era alguns progressos dos clãs; quando tocavam no assunto ele ficava logo atento mas, hoje não, era como se estivesse perdido num universo paralelo e não encontrasse o caminho de volta à realidade.

- Bem, acho que podíamos por o trabalho em papel de parte por agora, e irmos à confirmação do desenvolvimento da vila, que achas dessa ideia, Madara-san? - desculpou-se Hashirama tentando sair da sala, agora abafada e tentar por o Madara concentrado. Talvez, com muita sorte, até poderia descobrir o que se passava com ele.

- Hm? Ah, sim pois, humm, como querias. - respondeu-lhe Madara distraído e levantando-se para ir com Hashirama. Madara sentia-se extremamente estranho por estar tão distraído. Era como se sentisse triste por tudo o que ia fazer, estava-se a sentir mal por estar a ser tão usado e já estava a sentir remorsos mesmo antes de o fazer, e tudo, tudo isto provocáva-lhe...medo. Sim, ele estava com medo do que ia acontecer a seguir, mesmo que ele não demonstrasse ele sabia que estava muito nervoso por causa do futuro e que gostaria de poder parar o mundo ali e não ter que viver mais. Não se iria suicidar pois seria tomado como cobarde e ele queria ter uma morte honrosa na batalha mas pela primeira vez pensou que morrer não podia ser assim tão mau.

Hashirama andou lado-a-lado com Madara até ao centro da vila onde viriam se o mercado geral estava a se desenvolver bem e para ver se havia muitas discussões ou problemas entre clãs. Mas Hashirama não conseguia parar de pensar que bicho tinha mordido ao Madara para estar assim. Quer o Madara soubesse, quer não, Hashirama via-o como um amigo e um colega de trabalho e queria estabelecer uma ligação de amizade com ele, por isso, pensou que se estava-se a preocupar com ele isso queria dizer que já estava a ultrapassar completamente o passado de guerra e que agora já não via o Madara como um inimigo, ele só tinha que lhe mostrar isso e talvez conquistasse a sua confiança. E era tão raro ver a cara do Madara sem um pouco de arrogância ou presunção que até parecia pacífico, mas não o pacífico relaxante, um estranho pacífico desconfortável, já que Madara estava a usar uma cara calma e séria que também mostrava tristeza incomum e saudade, os olhos perfuravam as pessoas , concentrando-se apenas num ponto no além e a sua boca mantinha-se num linha fina e pequena. Então Hashirama decidiu parar de se questionar a si mesmo o que se passava e decidiu arriscar e perguntar à pessoa que estava noutro mundo:

- Madara-san, estás bem? Tens estado muito calado e distraído hoje, isso não é comum vindo de ti. - perguntou preocupadamente Hashirama, tentando mostrar que as suas intenções eram verdadeiras.

Madara olhou diretamente nos olhos de Hashirama e procurou pela sua cara alguma feição de gozo ou mentira, e após alguma inspeção respondeu.

- Estou bem, acho que apenas um pouco cansado. - e após isso voltou ao seu longo silêncio, retornando à sua terra, perdendo-se em pensamentos.

Hashirama olhou-o desconfiadamente, tentou procurar alguma dica de que estava a mentir mas os seus olhos, tão frios, eram ilegíveis então apenas aceitou a resposta e avançaram para uma loja junto do portão de entrada para Konoha.

Madara, acordando do seu mundo imaginário, falava com o gerente da loja de decoração sobre o desenvolvimento económico da loja enquanto Hashirama estava na rua a visualizar as casas e a ajudar alguém se necessário. De repente, notou algo invulgar junto do portão que lhe ganhou a atenção.

- Deixem-me passar! Eu sou um Uchiha! Deixem-me passar! - gritava um rapaz no portão, a tentar passar pelos guardas e a tentar derrubá-los. Hashirama dirigiu-se lá para tentar resolver as coisas.

- Mas o que se passa aqui? - perguntou Hashirama ao tentar perceber o que se passava ali.

- Este rapaz está a tentar infiltrar-se na vila e a tentar passar por Uchiha! - afirmou um dos guardas segurando o agora imobilizado jovem. O jovem era novo, parecia ter uns 20 anos, era magro e alto , tinha cabelos curtos e negros e uns olhos azuis brilhantes, na sua cara pálida. Estava irritado e incomodado por estar a ser imobilizado e gritou de novo para o deixarem entrar na vila.

- Quem és tu e o que desejas nesta vila, Uchihas? - questionou Hashirama. Reparou que na parte de trás da sua camisa azul escura de mangas longas tinha o símbolo do clã Uchiha e no lado das suas calças brancas, sujas de terra e lama, estava o tão famoso símbolo. No lado direito das calças tinha pendurada uma bolsa com kunai e shuriken e à cintura usava um cinto com algumas armas, uma delas era uma longa katana com o símbolo vermelho e branco na pega.

- Eu sou um Uchiha! Eu estive fora em missão durante 2 mese semanas recebi uma carta a dizer que o clã se ia mudar para uma vila, mas nunca pensei que fosse com Senjus. - resmungou e ao ver uma chance, escapou das garras dos guardas mas manteve-se no mesmo local.

- Prove-me quem é, então. - respondeu-lhe Hashirama com a cara séria.

- Eu? Provar-me a ti? Hahahahaha, não me faças rir. - o jovem fingiu um riso irónico enquanto os guardas faziam-lhe caras de nojo a questionarem-se como ele tinha coragem para falar com o Hashirama Senju assim.

- Olhe, jovem, eu sou um dos líderes de esta vila e duvido que você seja um Uchiha... - Hashirama estava a perder a paciência com o rapaz e os gritos dele estavam-lhe a fazer dor de cabeça. Os guardas agarravam o jovem pois ele estava a tentar acertar no Hashirama, o seu Sharingan a rodar violentamente.

Madara acabou a conversa com o gerente e saiu da loja lentamente, os seus olhos fechados e afirmou.

- Hashirama, rápido vamos despachar isto... - ao abrir os olhos reparou que Hashirama não estava na rua e ouviu uns gritos vindos do portão. Ao virar-se reparou que Hashirama estava num pequeno debate com alguém que ao principio não reconheceu mas depois ao arregalar os olhos reparou quem era e correu até ao local.

O jovem finalmente se tinha livrado da garra dos guardas e ia para esmurrar Hashirama que não estava preocupado com a tentativa de agressão quando Madara apareceu no meio, agarrou no punho do jovem e apertou com força fazendo o jovem cair no chão e afirmou solenemente.

- Yagura, para já com isto. - Madara olhou para o rapaz, de nome Yagura, que se estava a levantar lentamente e olhava o Madara com um ar confuso.

- Como sabes o meu nome? E quem és tu? - Yagura olhou Madara nos seus olhos, Sharingan enfrentando Sharingan, e tentou saber quem era a pessoa em sua frente mas nada lhe veio à memória.

- Tch, já não reconheces um velho amigo, Yagu-chan. - perguntou Madara, a ponto dos lábios curvavam-se no sorriso malicioso e trocista.

- Yagu.. - os olhos de Yagura arregalaram-se quando descobriu - M-Madara-sama?! É mesmo você?!

- Hm, em carne e osso, miudito, já faz um tempo que não te via. - Yagura franziu as sobrancelhas ao nome que Madara havia lhe dado o que fez Madara rir-se ainda mais - Ah pois, Yagu, sabes quem é este senhor aqui, em tua frente?

- Não, nem por isso...é um Senju, não é informação suficiente? - perguntou Yagura ainda curioso com a figura que se encontrava à sua frente.

- Não, neste caso é importante - respondeu Madara ao sorrir mais maliciosamente - Este é Hashirama Senju, o líder dos Senjus.

Yagura ficou a olhar pasmado para Hashirama, depois olhava para Madara, depois outra vez para Hashirama, Madara, Hashirama, Madara, Hashirama, até que num "flash" a consciência retornou e ele curvou-se diante o Senju.

- Eu peço imensa, imensa, imensa desculpa Senju-dono! Eu não o queria ofender em qualquer maneira! - Hashirama suspirou, riu-se um pouco e depois sorriu e disse-lhe que não precisava de se curvar, pondo-lhe a mão no ombro.

- Não faz mal, a guerra fez-nos assim, duvidosos dos outros clãs, mas agora seremos todos uma grande família - Madara desviou o olhar e fez uma cara enjoada ao que Hashirama dizia - por isso, Bem-Vindo a Konoha..Yagura, não é?

- S-sim, Yagura Heimei Uchiha! - respondeu-lhe sorridente e Hashirama ficou com um olhar confuso e olhou para Madara tentando obter a resposta, recebendo um suspiro e um desvio de olhar.

- Sim, ele é o irmão mais novo da Ritsuko, agora temos trabalho a fazer. - Madara virou as costas mas voltou-se de novo quando Yagura o chamou de novo.

- Então, então, Madara-sama. - sorriu maliciosamente - Já é meu irmão?

- O qu-? Mas de que é que estás a falar? - afirmou Madara um pouco corado e fazendo Hashirama um pouco curioso.

- Então, não te lembras dos velhos amigo, ou melhor, das velhas paixões. - sorriu mais maliciosamente e Hashirama estava a rir-se um pouco de como o Madara estava a ficar corado - Eu sei que ainda gosta da minha irmã.

- Não me quero intrometer - os dois olharam para Hashirama e ele estava com um sorriso um pouco trocista - mas o que quer dizer com ainda?

- O quê, não sabe? - Yagura sorriu mais maliciosamente enquanto Madara corava - O Madara-sama teve uma long.. - as suas palavras foram "sufocadas" por Madara pois ele estava a sufocá-lo e a impedi-lo de falar.

- Se disseres alguma coisa, eu juro que te mato, miúdo! - apertou mais uma vez mas depois largou o Yagura que passava a mão pela zona do pescoço que havia sido apertada enquanto Hashirama ria. - Agora, ainda temos trabalho. - e Madara, começou a dirigir-se para a vila deixando o Senju e o Uchiha para trás.

Hashirama olhou o Madara e decidiu que tinha que ir com ele para o trabalho mas antes decidiu fazer uma última pergunta ao jovem, ainda abalado pelo sufoco de à pouco.

- Posso fazer uma pergunta? - perguntou educadamente Hashirama recebendo uma aceno de cabeça como resposta da parte do jovem - Você e o Madara-san já se conhecem à muito tempo? Pois eu nunca o vi tão confortável com ninguém, sem ser com o seu irmão.

- Sim, podemos dizer que sim - Yagura sorriu ao olhar para Madara - Quando eramos mais novos, eu era um grande amigo do Izuna, e ele era um grande amigo da minha irmã, por isso acabámos por ficar amigos... em certas ocasiões, quando a minha irmã tinha alguns..inconvenientes, o Madara-sama tomava conta de mim por umas horas - Hashirama admirou-se com isto - Ele mudou muito...a guerra mudou-nos a todos, como disse à pouco Hashirama-sama.

- S-sim..eu gostava de poder ficar a conversar mas tenho que ir. - desculpou-se Hashirama enquanto olhava para o Madara que estava impacientemente à espera dele - Com licença. - e dirigiu-se até Madara que se queixava constantemente.

- x -

Hashirama voltou a casa após o longo dia de trabalho e estava à espera que a sua mulher se encontrasse na sala de estar, como sempre. Mas ao entrar em casa não viu ou ouviu nada. Procurou a mulher pela casa e até perguntou às empregadas se sabiam onde ela se encontrava mas nenhuma delas sabia de alguma coisa

Começou a ficar preocupado. Decidiu ir ver se ela estava no local de reuniões. Ela talvez tinha querido fazer-lhe uma surpresa e tinha aparecido no seu trabalho mas ele não estava lá, tinha que ser isso, certo? Entrou rapidamente e chamou pelo seu nome mas não ouviu nada. Respirou fundo e tentou acalmar-se. Havia um sentimento crescente de medo e preocupação e não se conseguia livrar desse fardo.

Saiu e procurou a mulher nos locais em que se costumava encontrar: no parque, junto do mercado, ao pé do rio, nos jardins mas não encontrou nada. Estava a começar a ficar em pânico. E se lhe tinham raptado a mulher? Não, a Mito sabia se defender nunca iria acontecer isso. Mas isso a tinham magoado? Ou se lhe tinha acontecido algo? Eram tantas as opções do que tinham acontecido e ele estava assustado com o que tinha acontecido. Ele tinha que se acalmar, sim acalmar... acalmar.

Após alguns respiros profundos, tentou pensar racionalmente. Olhou para o céu e viu que já estava a escurecer então a sua mulher provavelmente teria ido para casa para descansar e para o encontrar. Sim, ela tinha que estar em casa, não podia estar em nenhum outro lado.

Caminhou a casa e rezou que a mulher estivesse lá e que tudo ficasse bem. Aprendeu que nem sempre as nossa rezas são ouvidas pelos deuses. Ao entrar chamou pela Mito e nada se ouviu...procurou a pela casa e não a encontrou. Suspirou derrotado e foi deitar-se mais cedo a pensar para tentar saber onde a mulher tinha ido ou tentar raciocinar o que lhe poderia ter acontecido.

Hoje não tinha visto a mulher pois teve que tratar de assuntos importantes desde cedo então pensou no que tinha acontecido no dia anterior. A manhã ocorreu perfeitamente como as outras; acordou, cumprimentou a mulher, os dois tomaram o pequeno-almoço e depois ele foi para o trabalho e só voltou a vê-la quando voltou um pouco atrasado, sim, após isso foram jantar e falaram sobre o dia. Não havia nada de mal. A mulher contou sobre alguns detalhes dos clãs e ele contou maioritariamente sobre o passeio que tinha tido com Madara e sobre as pessoas que tinha conhecido do clã Uchiha...esperem um momento, a Mito tinha estado muito curiosa sobre o Madara e tinha perguntado muitos pormenores.

Agora tudo lhe atingiu. E se Mito tinha ido ter com o Madara e ele a raptou, ou magoou...ou mesmo matou?! Os dois nunca se deram bem, sempre implicaram um com o outro pois tinham o mesmo génio..e se Mito tinha ido implicar com o Madara e ele se tivesse irritado e a magoado.

Ele tinha que tirar as dúvidas no dia seguinte e se o Madara tivesse tocado na sua mulher, ele iria ver a verdadeira raiva de Hashirama Senju.


Bem, é tuuuuudoooo. Hoje vamos ter um novo convidado, o OC deste capítulo, Yagura Heimei Uchiha.

Yagura: Olá!

Eu: Olá! Então Yagura responde a uma das perguntas, o que achas que vai acontecer a seguir?

Yagura: Bem, eu acho que o Hashirama-sama vai dar uma tareia ao Madara-sama.

Eu: Achas, e vais nos explicar o que era aquilo do Madara ter uma paixão pela tua irmã?

Yagura: Bem, aquilo foi... *esmorrado pelo Madara*

Madara: Não te atrevas!

Eu: Ai, eles nunca vão mudar. Bem, as perguntas deste capítulo!

Perguntas: Onde está a Mito? O que é que Hashirama vai fazer? O que foi aquela paixão que Yagura falava?

Respondam pelos reviews que vocês querem fazer e que agradecia MUITO se fizessem, eles ajudão muito uma autor.

Bem, não se esqueçam de fazer review XD

Bye!