Tormenta

Era uma vez uma pequena princesa que foi obrigada a se mudar para uma terra distante. Onde encontrou sentido nas coisas pequenas e simples, onde descobriu o que era amizade.

Era uma princesa que se tornou rainha era uma menina que se tornou mulher.

Apenas mais uma entre tantas outras a espera de um príncipe encantado que lhe salvaria de terríveis perigos, que não hesitaria em se interpor entre ela e o risco e que lhe daria o beijo mais apaixonada de todos. A espera de seu final feliz e pedindo aos céus que ele dura-se pela eternidade.

E quem diria que sua melodia favorita seria aquilo que antes lhe fazia chorar baixinho. Era a chuva que encontrava o chão seco. Era o silencio cortado pelo clamor forte do trovão. Que seu carinho favorito viria a ser o vento afiado que iria sacudir com violência as árvores e carregaria para longe os sussurros e juras de amor para quem sabe então os fazer repousar em outros ouvidos necessitados.

Era a tormenta que espreitava pelos segundos da noite.

Tem quem diga não acreditar nos contos de fadas, tem quem diga nunca ter amado. Dessas pobres almas nada tenho a dizer, neste instante só peço que se ascendam as luzes, que se fechem as cortinas e que os aplausos ecoem por todo o aposento.

É só mais um conto de fadas. É só mais um final feliz.