Amigas, mais uma fic feita pra vocês. O shipper é GSR. Os personagens de CSI não me pertencem, enquanto os demais são meus. A história acontece quando Grissom, Sara, Warrick e Greg investigam uma morte suspeita, numa Companhia de Balé. Paralelo a isso, dois hóspedes vão virar a organizada vidinha de Grissom, de pernas pro ar...

Capítulo 1: O teatro e a bailarina

Grissom e Sara chegaram juntos ao teatro. Logo na entrada, um enorme cartaz colorido, anunciava o balé romântico Giselle.

- Humm... Balé romântico? Não foi pra alguém – observou Sara.

- A morte nunca é; não importa o que digam! – Falou Grissom.

Foram caminhando para dentro do teatro.

- O bom desse trabalho, é que a gente trabalha em inimagináveis cenários! – Falou Sara, encantada com o local, um paraíso, se ela fosse comparar com o beco mal-iluminado e a caçamba de lixo malcheirosa, de sua última cena de crime.

Grissom sorriu discretamente. Entendia perfeitamente o que ela queria dizer: suas narinas sentiam vindo das poltronas um cheiro de limpeza, procedente do desinfetante de limão... Sentia no ar, cheiro de perfumes caros, usados pela fina plateia, que a poucas horas, assistia o espetáculo.

- A morte não escolhe cenário, Sara. É uma senhora eclética!

Quando os viu, Brass foi até eles. Após um breve cumprimento, já foi falando:

- Letitia Shawn 26 anos, 1ª bailarina foi encontrada ainda com vida, morreu a caminho do hospital, de ataque cardíaco.

- Ataque cardíaco? Com 26 anos?Bailarina? – Grissom levantou a sobrancelha, externando suas dúvidas.

- Estranho não?

- Eu diria incomum... – retrucou Grissom.

- Porisso que os chamei. Bem, ela recebeu flores no palco, foi ao seu camarim e depois de 2 h como ela não aparecesse, Dick Shawn, o marido, foi até seu camarim verificar o porquê da demora. A encontrou inconsciente, caída no chão. Chamaram 911 e pra resumir, estamos aqui.

- Marido? – Perguntou Grissom..

- Na verdade, ex – esclareceu Brass, consultando seu caderninho. – Muito embora estivessem separados há três anos, não se divorciaram. Foi um casamento relâmpago, durou menos de um ano - esclareceu de novo, o capitão.

Grissom ficou intrigado, com tanta coisa que Brass descobriu, em tão pouco tempo. O capitão fez uma cara engraçada ao explicar:

- Interrogue a camareira de um teatro, e em pouco tempo estará bem informado também.

Warrick e Greg chegaram meio esbaforidos. Quando Grissom fez menção de olhar seu relógio, Warrick falou:

- Chegamos atrasados, porque Greg errou o caminho.

- Ok! Vocês ficam com as pessoas, enquanto eu e Sara, processamos o camarim.

- Temos de entrevistar toda essa gente? – perguntou Greg.

Grissom nem se dignou a dar uma resposta, dirigiu-se a Brass, perguntando sobre como era Dick Shawn, recebendo a resposta, que ele pertencia à orquestra, era violinista. Grissom então se virou para Warrick.

– Quero especial atenção, com ele.

Warrick fez sinal com a cabeça, dizendo ter compreendido, Grissom pegou no braço de Sara e foram até o camarim da bailarina, conforme indicação, do capitão. Ninguém havia entrado lá por ordem expressa de Brass.

O camarim era pintado de verde, tinha posters e cartazes de bailarinas e balés, levados pelo teatro, nas paredes. Um, particularmente, chamava a atenção, por estar torto, Grissom reparou nele, bem em como seus dizeres.

- Dizem que a dança solta nossas emoções e nos deixa livres.

Sara lembrou-se de ter tido algumas aulas de balé, quando criança, mas não sabia porque elas tinham parado:

- Falta de talento, presumo!

- Acho que vem daí, a sua graça de gazela, querida! – Disse Grissom, todo galante.

Ela sorriu, timidamente, e empunhando a máquina fotográfica começou a tirar fotos, achando que aquele ambiente, influenciava o romantismo de Grissom. Era como se aquele ar romântico, apesar da morte, desse um empurrãozinho nele.

Ela viu duas taças de champanhe e uma garrafa quase vazia, na mesa de centro, na frente dela ficava um divã de veludo bordô; no canto dele, meio amontoado, um edredom com estampa bordô.

Em frente à porta, ficava uma espécie de bancada, repleta de apetrechos de maquiagem e, com um vaso de vidro transparente, com palmas brancas. Era toda cheia de espelhos e lâmpadas. Via-se ali uma infinidade de post-its coloridos pregados, ao lado de vários retratos. Grissom se deteve a olhá-los e depois falou para Sara:

- Ela deve ser essa loira aqui! – apontou para uma loira de camisa estampada e calça comprida branca, abraçada com um sujeito.

- Como você sabe? – Indagou Sara.