Regicídio


Olenna entendia Jaime Lannister, ou pelo menos gosta de pensar que sim. Ambos eram regicidas, sendo que a única diferença entre eles era que o pequeno leão de Casterly Rock fora descoberto.

A Rainha dos Espinhos entendia perfeitamente as motivações do leão para matar o Rei Aerys II. Proteger a família sempre viria primeiro, mesmo que a família fosse Cersei e Tywin Lannister. E, sendo honesta consigo mesma, a mulher admitia silenciosamente que se Jaime não matasse Aerys, alguém faria o bom serviço mais cedo ou mais tarde, e livraria Westeros do Rei Louco.

Convenientemente, fora Jaime Lannister, um jovem da Guarda Real e de uma das famílias mais influentes de todos os Sete Reinos. Ainda mais conveniente fora Cersei se tornar a rainha de Robert Baratheon – apesar desse não ter sido seu exato pensamento na época –, e ter três filhos com ele.

O que desagradara imensamente Olenna fora a morte súbita de Robert Baratheon. A Rainha dos Espinhos acreditava que o forte rei viveria muitos anos devido a sua saúde excelente – e sua propensão a aproveitar a vida ao máximo –, mas, em um ridículo acidente de caça, Baratheon fora morto antes dos planos de Renly e Loras serem iniciados. Isso, no entanto, ela agradecia, pois nunca permitiria que sua querida Margaery fosse amante de rei nenhum.

Não importava o que os dois idiotas falassem, Olenna tinha experiência suficiente para saber ler nas entrelinhas. "Primeiro amante, depois rainha". Renly gostava de dizer essas palavras muitas vezes, como se isso fosse convencê-la. A velha senhora sabia perfeitamente que Cersei Lannister rugiria com toda sua força e esmagaria a rosa caso se sentisse ameaçada.

Não fora o que acontecera com o pobre Jon Arryn? E depois com Eddard Stark? Olenna não era boba, longe disso, e, se antes desconfiava, depois da morte de Jon Arryn e da fuga de Lysa teve certeza: não havia veados para substituir Robert. Eram três pequenos leões com peles de veado na linha do trono.

Apesar de achar o plano de Renly e Loras completamente tolo, uma coisa ressoava em sua cabeça: Depois rainha... Depois rainha... Depois rainha... Depois rainha...

Foi aí que decidiu que o Jardim de Cima precisava se mover. Começando a arquitetar planos de como tornaria Margaery rainha – e de qual dos reis –, quase perdeu o movimento de seu filho em entregar Margaery para Renly e apoia-lo em sua pretensão ao trono. Discutiu sobre isso. Era burrice o garoto tolo – que era a forma que sempre pensava em Renly: como um garotinho tolo e com desejos de grandeza – tomar o trono de Stannis.

Aquela foi uma das únicas vezes em que a Rainha dos Espinhos foi sumariamente ignorada, mas, disposta a voltar a jogar, aconselhou Margaery sobre como controlar Renly – e Loras, se necessário – e também revelou o pequeno segredo que os dois acreditavam manter.

Quando Renly morreu, Olenna sinceramente se entristeceu pelo garotinho tolo e vaidoso que partiria, mas logo aceitou que aquilo fatalmente aconteceria, cedo ou tarde. Renly nunca fora material para um rei. E, então, a carta de Tyrion Lannister chegou.

A Rainha dos Espinhos viu naquela uma grande chance de sua Margaery se tornar rainha. Afinal, Tywin Lannister era um exímio jogador e sua fama o precedia. Stannis já era casado, portanto fora descartado rapidamente, e o Jovem Lobo se encontrava muito distante e era muito despreparado para poder vencer aquela guerra, apesar do que suas vitorias o diziam.

Ela não permitiria um segundo Renly para Margaery ou um segundo erro de seu filho. Casar a herdeira do Jardim de Cima com Joffrey Baratheon era um ótimo plano, isso se o rapaz pudesse ser controlado e afastado da mãe.

Assim que chegou em Porto Real, Olenna quis conversar com Sansa Stark. Detida continuamente pelos passarinhos de Varys, a Rainha dos Espinhos tornou-se ligeiramente impaciente.

Quando conversou com Sansa seus temores foram confirmados. O leãozinho era cruel e mal e não serviria para Margaery.

Foi quando seu regicídio começou. Se por um lado Joffrey não era adequado, Tommen era a perfeita escolha. Jovem, doce e quase ignorado por Cersei. Margaery era mais velha que ele e poderia facilmente moldá-lo para ser o rei que quisesse. Seria a dona dos Sete Reinos.

A ajuda involuntária de Sansa Stark foi o toque perfeito para Olenna. Ninguém nunca desconfiaria da jovem esposa infeliz de Tyrion, e este seria morto por sua própria boca. Então, ela trataria de mandar rapidamente a garota para Jardim de Cima para se casar com seu Willas.

A fuga de Sansa e a loucura de Cersei não foram algo que Olenna previu inteiramente. A leoa rugia pela cabeça da jovem loba com sede de sangue do Norte e, talvez tivesse sido uma boa coisa a fuga da bela garota Stark.

De qualquer forma, nada daquilo preocupava a Rainha dos Espinhos. Sua neta, Margaery, seria a rainha de Tommen, exatamente como ela previra, e um dia governaria os Sete Reinos de Westeros. E por isso, somente por isso, ser Regicida valia a pena.


N/A: Fic curtinha e realmente não muito boa. Espero que alguém leia e goste dela ^-^' - essa é pra você sísar que ama tanto nossa querida Rainha dos Espinhos. Devo dizer que simplesmente AMO ASOIaF e que tio George é o máximo apesar de um assassino de primeira. Não gostei muito do final dessa fanfic que ficou realmente, realmente curta. De qualquer forma um beijinho e obrii por qualquer review que eu venha a receber.

Beeijos,

1 Lily Evans.