Uma Traducao autorizada kakasaku

Gênero: Romance

Classificação etária: M

Disclaimer: O Naruto não é de ninguém.

Do original Nymph de Silvershine

Tradutora: K. Hime

Betareader: Pimentinha (Linda-fofa-bonita, nem sei como te agradecer por betar esse texto enorme! Arigatou :)

Para tres bonecas fofinhas: Pimentinha, Yok-chan e Naomi-chan. :)

Sinopse: Para ela, aquilo é tão natural quanto respirar. Não conseguiria evitar que os homens a idolatrassem, mesmo se tentasse.


Anteriormente...

— Mas você não vai me dar um beijo de boa noite?

Sinto o ar congelar em meus pulmões e por um tempo tudo o que posso fazer é fitá-la, meus processos de pensamento começam a desacelerar, como se calculando algo. Ela olha pra mim como se aquilo fosse um pedido perfeitamente razoável, mas o brilho de malícia em seus olhos me faz ter certeza de que tudo o que quer é saber como irei reagir.

Eu não tenho ideia porque faço isso – talvez porque me senti desafiado e não quero parecer um covarde, ou talvez porque quero fazê-lo, porque ela é jovem, bonita e disposta. Um homem sensato riria e levaria na brincadeira e voltaria para a cama imediatamente.

Mas não creio que eu seja sensato, não tenho o vislumbre de sensatez desde os meus 13 anos.

Minhas pernas se movem sem permissão e parecem pesadas como chumbo a cada passo dado. Seu sorriso desvanece um pouco. Ela não estava esperando por isso e me olha num misto de surpresa e diversão ao inclinar a cabeça para cima, dando-lhe o rosto para mim. Eu me inclino para baixo sobre a parte de trás do sofá e pressiono meus lábios contra sua bochecha suavemente – sua pele tão macia que sinto estar beijando seda. Posso sentir seu cabelo, o cheiro de leite, arroz e jasmim, e de todo seu corpo recém-lavado, posso sentir o cheiro que acho ser seu perfume natural, algo que não pode ser encoberto por qualquer produto industrial. Seu cheiro. Sua marca. O perfume que se impõe a todos os outros. O cheiro de sua feminilidade; fértil, jovem e doce.

Eu me inclino de volta lentamente e ela vira o rosto em minha direção. As pontas de nossos narizes quase se tocam e nossos lábios praticamente roçam, estavam muito perto. Será que ela queria que eu a beijasse também? Por que iria querer que eu a beijasse?

Recompus-me completamente e seu sorriso agora é como o de uma raposa que acabara de engolir um coelho. Mas talvez, isso soasse predatório e calculista demais? Ela não é assim. Ela esta apenas triunfante, todavia seu sorriso irradiava graça, como se tivéssemos ambos a ganhar algo de bom. Talvez eu seja a raposa e aquele sorriso em seus lábios fosse o de uma viúva negra que acabara de conquistá-lo?

Esta garota é muito mais madura que alguém de apenas 16 anos.

— Boa noite, então. – ela diz baixinho.

Então, lembro-me de onde eu estou e onde deveria estar. — Boa noite. – repito e desapareço pelo apartamento, partindo para o meu quarto.

. .

.


Ninfa

Parte dois de quatro

Para ela, aquilo é tão natural quanto respirar.

Não conseguiria evitar que a idolatrassem, mesmo se tentasse.


O sono é ainda mais elucido que nunca.

O céu começa a iluminar-se e eu ainda não consegui pegar no sono. Ouço Sakura na cozinha e depois no banheiro, e ainda me encontro incapaz de dormir. Meu relógio me diz que estive deitado, acordado e imóvel durante oito horas seguidas e a cabeça de Sakura aparece pela fresta da porta para me dizer que ela está saindo para trabalhar, e, novamente, diz um "obrigada".

Movo-me durante o dia como um morto-vivo. Algumas pessoas notam e comentam que pareço ainda mais distante do que o habitual, e Genma até brinca de modo ardiloso que Sakura esteve me mantendo acordado a noite inteira. Em certo sentido, ele está certo. Decido não dizer nada e o vejo ir embora. Eu literalmente esbarro em Sakura na torre da Hokage novamente. Sorrimos um para o outro, timidamente como sempre o fizemos todos os demais dias, mas hoje ela deixa sua mão esbarrar levemente em meu estômago ao passar por mim e em seguida continua com seu caminho. Mais uma vez, lembro-me que nossa relação mudou sutilmente.

Pergunto a Naruto uma breve atualização sobre as condições de vida de Sakura, quando o vejo no Ichiraku Ramen. Ele parece falar mais com Sakura sobre essas coisas do que ela o faz comigo. Diz-me que, "Ela encontrou um novo apartamento, mas não pode pagar o depósito", e por isso "Ela está procurando uma missão de ranking elevado para irmos nessa semana, para que ela possa fazer o pagamento ou algo assim".

— Por que simplesmente não pedir emprestado para um de nós? – pergunto-lhe.

— Ela não gosta de depender das pessoas. – diz ele. Ele a conhece melhor que eu. — Ela é neurótica sobre ser vista como um fardo.

Isso explica porque, quando volto para casa naquela noite, encontro outra refeição na minha mesa.

— Eu lavei roupa hoje. – ela me diz enquanto come. — Lavei algumas das suas coisas também, espero que não se incomode. Tinha como usar o tempo extra para isso e parecia inútil desperdiçar toda aquela água.

— Você não deveria ter se incomodado. – digo.

— Não foi problema nenhum.

Suas habilidades em lavar roupas superam as minhas. E quando vejo, acho que todas as roupas sujas que se acumularam no cesto ao lado da porta do banheiro agora estão lavadas, limpas, passadas e dobradas ordenadamente em minhas gavetas. Ela até mesmo havia dobrado minhas cuecas. Eu nunca dobrava as minhas cuecas.

Eu não tenho certeza do que fazer com tudo isso.

— Vai passar uma comédia romântica esta noite. – diz ela enquanto a ajudo a lavar os pratos. — Quer assistir comigo?

Eu não gosto de comédias românticas. Destroem o cérebro com todas aquelas tolices e representações idealistas de relacionamentos e também são insuportavelmente previsíveis. O homem sempre consegue a mulher e vice-versa. Nunca vi uma comédia sobre uma jovem querer seduzir seu professor, mudando-se para sua casa, pondo sua escova de dente ao lado da dele, seu sabonete ao lado do dele. E nunca há sexo suficiente para ambos. Embora, talvez, a última seja uma coisa boa, por que sempre fico embaraçado quando o assunto é macacos e estou perto dessa garota...?

— Claro. - digo a ela. — Por que não?

O filme é sobre um homem e uma mulher, ambos incrivelmente bonitos e carismáticos. Espera-se que acreditemos que o homem está numa maré de azar, porque acabara de perder o emprego bem remunerado, sua esposa horrorosa o abandonou e sua vida é uma merda porque ele ainda tem uma casa ridiculamente grande, um monte de dinheiro e cinco crianças adoráveis. Eu olho em volta de meu apartamento e sabemos que se este homem vivesse em minha casa, este filme seria considerado uma tragédia completa.

A mulher entra em cena para cuidar de sua casa e de seus filhos, e, inevitavelmente, cuidar de seu coração. Tenho certeza que ela será bem sucedida em todos os três postos de trabalho de uma forma espetacular, mas realmente nunca descobrirei tal. Eu caio no sono no meio filme.

Sou acordado quando Sakura me cutuca as costelas e abro os olhos para ver os créditos passarem na tela.

— Você dormiu. – acusa em um muxoxo. Ela está inclinada sobre mim, seus seios macios esmagados contra meu braço e o queixo empoleirado em meu ombro.

— Desculpe. – digo sem convicção, embora seja difícil de me mostrar verdadeiramente arrependido.

— Você dorme muito, sabia? – diz. — Me pergunto se está doente. Quando foi seu último check-up no hospital?

Muito tempo atrás. — Não é nada – digo. — Eu não sou tão jovem como costumava ser. Não espero que entenda. Você mal saiu das fraldas.

Eu digo isso para colocar uma distância entre nós. Para lembrá-la de que ela realmente é pouco mais que uma criança, mas não acho que ela concorde com tal. Apenas franze a testa para mim. — Você não é um velho. – diz. — Então não tente mandar essa pra mim. Eu não vejo nenhum cabelo branco nessa cabeça.

Ela toca meu cabelo como se estivesse procurando algo e eu sorrio. Como é que um homem que nasceu sem pigmentação capilar sabe quando fica velho? Meu cabelo nunca vai mudar de cor até o dia em que morrer, embora, talvez, eu possa apenas perdê-los e ficar careca antes disso, certo? Talvez já esteja até começando a cair?

Sakura não parou de acariciar os dedos pelos fios, mas agora ela não parece preocupada em procurar fios brancos. Suas unhas arranham levemente meu couro cabeludo e torce um punhado de fios em torno de seu dedo. Eu olho para ela e ela sorri.

— Você já vai pra cama? – me pergunta antes que eu possa dizê-lo.

— Estou um pouco cansado – digo.

— Bem, então boa noite e bons sonhos. – diz e então se inclina para me beijar suavemente na bochecha.

E me forço a não virar a cabeça e tomar-lhe a boca. Mas não acho que isso faça parte das regras do jogo. Ela se inclina de volta, me dando espaço para levantar, caminho até meu quarto sem sequer pronunciar outra palavra, tiro minhas roupas, subo na cama e deito sob os lençóis, dormindo em nada mais que minha cueca e uma camisa.

A porta do meu quarto fica aberta. E eu espero.

Eu realmente deveria estar cansado, porque cai no sono novamente, e em seguida sendo acordado ao som da porta do banheiro se fechando. Abro os olhos e me vejo amargando o fato de que ela fechou a porta atrás de si, enquanto troca de roupa. Talvez não tivesse realmente sido intencional? Talvez ela realmente não soubesse que eu estava acordado para vê-la nas últimas duas noites? Talvez ela tenha me pego olhando na noite passada e estava revoltada? Para ela, eu sou provavelmente nada mais do que um velho sujo. Estou começando a pensar que realmente o sou.

Viro-me, irritado por me deixar partir por essa trilha de pensamentos. Por ser um gênio tão elogiado, me sinto como um idiota completo esta noite.

A porta do banheiro se abre novamente e ouço Sakura apagar a luz. Agora, a única luz no meu quarto é a que incide do lado de fora pela minha janela. Espero ouvir seu "boa noite" sussurrado pela fresta da porta, mas a voz que ouço vem de dentro do meu quarto.

— Sensei. – sussurra. — Eu não consigo encontrar minha blusa de dormir em lugar nenhum. Esta tudo bem se pedir uma das suas emprestada?

— A gaveta do meio. – murmuro, apontando vagamente para a cômoda em minha frente.

Ela se move pelas sombras e o feixe de luz a ilumina vagamente, então percebo que ela está nua, coberta apenas por uma minúscula calcinha. Com seu braço pressionado sobre os seios, mas isso apenas serviu para enfatizá-los ainda mais do que simplesmente escondê-los. Ela se agacha e puxa uma gaveta com a mão livre. Ela sabe exatamente onde meus camisões estão ao que parece, talvez porque foi ela quem os lavou. Retira uma camisa preta e a pressiona contra o peito no lugar de seu braço.

E me envia um sorriso tímido. — Desculpe. – diz. — Eu não vou te incomodar novamente.

Sakura vai me incomodar novamente, porque ela tem a intenção de me incomodar. Tenho certeza disso agora. Ela é uma atriz fenomenal, porque não há nenhuma razão pela qual tivesse de entrar no meu quarto completamente desprovida de roupa para buscar uma camisa. Ela faz isso porque pode, e porque quer ver como vou reagir.

Eu tenho que agarrar os lençóis firmemente enquanto a vejo partir, suas costas nuas se afastarem, de volta para as sombras que agora a obscurecem.

Eu durmo desta vez, mas só porque estou fisicamente exausto por meus pensamentos conturbados para me manter acordado. E sonho. Eu sonho com ela. Estou de volta no sofá com ela, assistindo uma comédia romântica sobre macacos. Seus seios estão pressionados contra meu braço e seus lábios chupando meu pescoço, beijando e dando-me mordidinhas pelo caminho até minha orelha. E então ela se transforma em Pakkun, e meus sonhos estão de volta dentro de meu controle, mas sei que eu estou ficando sem lugares para me esconder dela.

Sou acordado por alguém sacudindo meu braço. É Sakura. Ela me sorri enquanto abro os olhos para piscar rapidamente em sua direção. — Você tem que se levantar. – diz. — Temos uma missão hoje.

Ela não vai me permitir chegar atrasado. Envia-me para o banheiro para tomar banho, enquanto ela prepara seu café da manhã, e depois nós trocamos, eu tomo café enquanto ela toma banho. Eu não tenho muito apetite pela manhã, então me contento com uma maçã antes de voltar para o meu quarto para trocar de roupas.

Passo pela porta do banheiro e não tenho certeza se devo ficar surpreso ao ver que fora deixada entreaberta. Faço uma pausa com a maçã na mão e vejo através da fresta. Através da parede de vapor a vejo no chuveiro, ela está esfregando shampoo no cabelo, Sakura está de costas pra mim, e enquanto está se ensaboando e a água escorre levando as bolinhas de sabão, posso ver claramente cada uma de suas curvas elegantes reaparecendo. Ela se vira, mas ainda está com olhos bem fechados. Seus seios são dois belos montes brilhantes e água escorrendo entre eles e sobre sua barriga reta fazem um caminho até o inicio da penugem rósea que marca seu sexo.

Eu inclino a cabeça e mordo a maçã. Eu sei que deveria me afastar, porque isso seria a coisa certa a fazer.

Não acho que tenha sido decente da minha parte observá-la desde que se mudou pra cá.

O que ela faria se eu acabasse de entrar aqui, agora, e a empurrasse contra a parede? Será que ela iria gritar de raiva e medo? Ou será que me daria o mesmo sorriso provocativo que vem me dando nesses últimos dias, sussurrando um encorajamento pra que eu avançasse? Eu, honestamente, acho que seria o último e por uma fração de segundo, me sinto avançando para empurrar a porta do banheiro, minha excitação já está se contorcendo sob o tecido da calça. Mas a minha timidez inata lembra-me no último momento e eu acabo não fazendo nada mais do que observá-la enquanto me atrevo, até que ela deixa meu campo de visão, enrolando-se em uma toalha. Eu acho que ela sabe que eu estou observando-a e quer que eu a veja, ou pelo menos não se importa.

— Pronto. – digo, balançando a cabeça e partimos para o ponto de encontro.

Naruto e Sai estão impressionados que eu tenha chegado na hora ao menos uma vez, e atribuem isso à influência de Sakura. Eu não posso exatamente protestar, porque é verdade. Ainda estaria tentando escovar os dentes neste momento, se ela não estivesse lá para me acordar.

Partimos em missão, e eu sei que se formos bem sucedidos, Sakura terá dinheiro suficiente para fazer o depósito em seu novo apartamento e ela vai sair da minha casa. Eu deveria estar feliz ou triste? Não sei. Devo sabotar essa missão ou não? Não decidi ainda.

Uma menina foi raptada. Seus sequestradores iriam trocá-la por um resgate hoje, em uma floresta isolada, que jazia profundamente nos vales selvagens da fronteira oriental. Nosso objetivo é simples: recuperar a menina sequestrada com segurança e capturar os sequestradores. Não há necessidade de trazer o resgate. Nós só teríamos que trazê-la de volta.

Antes dos sequestradores chegarem ao local, Naruto, o mais adepto de nós em justu Henge, transforma-se na barra de ouro pela qual devemos trocar pela menina. Eu, Sai e Sakura esperamos, embora os dois últimos se divertem muito jogando a barra pesada (Naruto) entre si, como se ele realmente fosse um tijolo ou algo assim. Eu vejo como Sai tenta flertar com Sakura, usando alguns truques de sociabilização que provavelmente aprendeu em um livro e vejo Sakura flertar de volta. Mas não gentilmente. Está irritada em vez de demonstrar o tom provocativo de sempre. Ele não tem a menor chance e ela sabe disso, mas, como um gato que sempre tem a intenção de comer o rato, ela continua a brincar com ele.

Eu me pergunto se ela está fazendo o mesmo comigo.

Os sequestradores chegaram e o plano estava indo bem. Pego a barra de ouro e vou para o outro lado da clareira entregá-la ao grupo. Um dos sequestradores traz a menina e então fazemos a troca. Eu trago a menina de volta para o nosso lado da clareira e ele leva Naruto (de ouro) de volta para o seu.

Levo a menina para um local seguro atrás das árvores e em seguida ouço um estalo alto do jutsu de Naruto desfazer-se atrás de mim, quando olho sobre o ombro, vejo que há dezenas de Narutos por toda parte. Ele nem sequer precisa de uma equipe quando tem tantos clones proficientes por perto, mas Sakura e Sai se uniram a batalha de qualquer maneira.

Eu fico para trás e protejo a menina. Um, e depois dois inimigos saltam em meio a batalha, na tentativa de recuperar a garota, mas eu os venço sem qualquer esforço, ouvindo a garota gritar atrás de mim e se encolher de medo, talvez estivesse pensando que eu fosse simplesmente massacrado por esses inimigos.

Uma dor corre pelo meu quadril e me curvo de dor. O sangue quente se espalha pela minha perna e posso ver algo afiado – uma kunai ou uma catana – provocando um corte profundo. Deve ter sido lançada, mas eu não vi quem o fizera. Em seguida, isso simplesmente não importa. Em segundos a luta acaba e Naruto praticamente acabara com a maioria dos sequestradores com seus clones.

Sakura vê meu sangue e corre o mais depressa que pode. Ela cai de joelhos diante de mim e me diz para ficar quieto enquanto põe a mão sobre meu ferimento. A dor passa e o sangue coagula, mas não temos tempo a perder em tratar as feridas perfeitamente. Amarramos os bandidos, alguns dos quais são Nukenin conhecidos e com cabeça a prêmio e os arrastamos de volta, levando a menina de volta para Konoha.

A missão é um sucesso, mas isso era de se esperar. A Hokage nos diz que podemos pegar nosso pagamento amanhã. Sakura sorri um riso brilhante. Seu novo apartamento está nas mãos.

Celebramos no Ichiraku Ramen – ideia de Naruto – e por coincidência ou destino, encontro-me sentado ao lado de Sakura. Ela ri e brinca com Naruto, brinca com Sai impiedosamente e bate nos dois quando eles falam sobre a forma como ela acabou com os sequestradores, comparando-a a um "urso raivoso".

— Nós todos tivemos nossa parcela de bandidos hoje. – diz ela.

— Exceto por Kakashi-sensei – Naruto ri. —, que se escondeu atrás de uma menininha.

Ele está brincando e eu sorrio. Sakura normalmente se junta a qualquer tentativa de me fazer escarnio, mas pela primeira vez ela me surpreende e, em vez disso, parte em minha defesa. — Ele estava ocupado salvando a donzela em perigo. – diz ela, enviando um sorriso para mim. — Eu acho isso muito nobre e cavalheiresco.

Sob o balcão do Ichiraku, a mão feminina pousa sobre meu joelho, num enlace apertando. Eu o deixo passar e continuo a ler meu livro, enquanto pareço estar inconsciente do fato. Essas pequenas coisas que ela faz comigo, e que não deveria... Simplesmente pararam de me surpreender. Eu sei que é o jogo dela. Sei que se eu reajo a isso só irei agradá-la. Mas se não o fizer, ela vai aumentar as apostas até que eu o faça.

Vou para casa sozinho, deixando Sakura com Sai e Naruto. Meu quadril lesionado está começando a doer e estou começando a mancar quando o tratamento de emergência de Sakura passa a não ser suficiente para me manter em pé. Uma vez no apartamento, troco-me em roupas limpas e passo o resto da noite assistindo a televisão, outro hábito que acho que estou pegando de Sakura. Meu quadril palpita novamente, uma dor presente, mas que não se mostra uma questão tão presente para me levar a um médico. Eu pressiono a ferida distraidamente. Droga, devo ter de ir ao hospital amanhã para um exame adequado, antes que algo drástico aconteça – como a minha perna cair, por exemplo.

Sakura chega às nove da noite, uma vez que começa a ficar escuro o suficiente para as luzes da rua se ascender. Ela está um pouco tonta, rindo a toa ao cruzar a porta da frente, fazendo-me pensar que ela esteja, talvez, um pouco bêbada.

— Boa noite. – diz, sorrindo pra mim. — Espero que perceba que está deitado na minha cama. Algumas garotas poderiam tomar isso como uma espécie de convite.

— Não vai ser sua cama por muito mais tempo. – pontuo. — Você não vai se mudar em breve?

— Mm. – seu sorriso se alarga.

— Quando? – pergunto.

— Ah, quem sabe? – diz, parecendo distante. — Amanhã? No dia seguinte? Nunca, talvez? Talvez você esteja preso comigo para o resto da sua vida agora.

Eu não tenho certeza se poderia sobreviver ao stress do que isso significaria.

— Sabe, você vai sentir falta da minha culinária! E ter alguém para lavar suas roupas e limpar? – ela se move para a cozinha, para pegar um pouco de água. — Acho que é como ter uma mulher sem ter de se casar, não é mesmo? Você não me aprecia?

— Eu aprecio sua presença. – digo pesaroso.

Ela toma todo o copo de água e o põe sobre o balcão com um suspiro. — Eu acho que gosto de dormir cedo também. – declara. — Essa missão me esgotou.

Eu sinto o mesmo, então me levanto. — Vou deixar você dormir, então. – digo, e começo a caminhar para meu quarto.

Ela me observa e percebe instantaneamente. — O que há de errado? – diz, a preocupação era notória em sua voz, agora soando bastante sóbria. — Isso é sangue?

Eu olho para meu quadril e realmente há uma mancha vermelha sobre o tecido de algodão do pijama. Pisco estupidamente e tudo o que posso dizer é: — Ah. Sim.

Sakura vem até mim. Pega o cós da minha calça e posso ver que ela tem a intenção de puxá-la para baixo para ver a ferida, mas eu a impeço. Não estou usando cuecas. — Isso precisa ser olhado por um médico. – diz soando séria. E não parece tão bêbada agora.

— Eu vou ver um amanhã de manhã. – digo.

— Por quê? Eu posso fazer isso agora.

Vejo-me relutante.

— Você está dizendo que, honestamente, prefere sofrer uma noite de dor e sangrar a cama inteira, e só marcar uma consulta no hospital amanhã, quando pode ser tratado por uma das melhores médicas da Vila, aqui, agora?

Bem, quando ela diz isso desse jeito, é claro que parece estupidez da minha parte. Eu normalmente protestaria, a ferida está em um lugar sensível – muito próximo a minha virilha.

— Vamos. – diz ela, pegando minha mão. — Deite-se na cama que vou te curar rapidinho.

Eu não tenho escolha. Se protestar ela só vai me persuadir e me intimidar a fazer o que ela quer, então silenciosamente me permito ser levado ao quarto, ela senta na cama e me faz deitar ao seu lado. Levanta minha camisa até a altura do umbigo. E encontra as marcas que cobrem meu corpo.

— São cicatrizes muito suspeitas. – comenta calmamente, traçando o dedo por quatro cicatrizes que correm do meu umbigo em quatro direções diferentes.

O que posso dizer a ela? Eles são as marcas de tortura. Eu era pouco mais velho que ela quando fui capturado pelo inimigo, e uma faca foi cravada em meu intestino e arrastada para a esquerda e para a direita, depois para cima e para baixo. Profundo o suficiente para me fazer sangrar como um porco, onde se poderia mergulhar o pincel como se fosse um pote de tinta para escrever os selos de tortura do jutsu por todo o meu corpo. Ela deveria ser uma criança quando isso me aconteceu.

Mas seu toque sobre as marcas sensíveis fazem meu estômago dar um nó e os músculos vibrarem. Ela só está interessada na minha reação, não na história.

Lentamente, desliza a calça do pijama para baixo o suficiente para expor a ferida. Está localizado no lado esquerdo, apenas um centímetro de distância do osso da minha bacia e apenas um pouco acima de onde meus pelos pubianos começam. É no lado oposto onde ela está sentada, e a vejo pousar o braço contra meu abdômen enquanto sua mão cobre-me a ferida. Ela usa a outra mão para segurar minhas calças e mantê-las fora do caminho. Em seguida, o processo de cura começa.

Imediatamente a dor desvanece e meu quadril parece entorpecido enquanto ela trabalha nele. O cenho franzido mostra como está muito concentrada em sua tarefa e nem mesmo remotamente interessada no fato de que seu polegar encostou levemente no cabelo grosso e branco de minhas regiões inferiores.

O processo de cura sempre se mostra relaxante, e nesse o momento a dor se fora. É como se fosse uma pontada de pura energia focalizada em seu corpo, calmante e relaxante como a melhor massagem que o dinheiro poderia comprar. Mas desta vez ela não me faz apenas me sentir bem. Faz-me se sentir ótimo. Fantástico.

Seu chakra está dentro de mim, espalhando-se por meu corpo, fazendo cócegas em meus nervos e me excitando. Eu posso sentir meu peito constringindo e minhas inspirações engatando em suspiros rápidos. O quarto está ficando quente, o teto está girando e minha cabeça move sem parar de um lado para outro enquanto ondas de algo – não o prazer a ponto do gozo, mas igualmente convincente – passasse pelo meu corpo.

Estou ficando excitado. Ela vai perceber isso logo, logo, porque suas mãos estão próximas demais a minha pele e seu braço agora se inclina diretamente sobre a minha virilha. Seu braço nu toca o material fino diretamente sobre meu pênis.

— Sakura – digo. Estou tentando avisá-la, porque aquela lesão simplesmente não vale à pena isso.

Ela apenas diz. — Ainda não acabei. – e continua assim mesmo. Seu braço esfrega contra a minha ereção crescente. Ela pode sentir isso. Ela deve senti-lo. Seria uma tola ingênua se não soubesse o efeito que tinha sobre mim, e tive certeza estes dia que Sakura não é nada tola nem ingênua. Ela sabe o que está fazendo comigo. Acho que ela realmente o intenciona fazê-lo. Seu chakra continua a se espalhar, bombeando sangue em fogo em mim, me deixando absolutamente desesperado por um pouco de descanso ou alívio. O desejo de agarrar-lhe a mão e pressioná-la contra minha parte quente, aquela que me doí e que está excitada ao ponto de loucura, é algo quase irresistível.

Então, de repente, ela diz: — Certo. – e o brilho esverdeado de seu chakra desaparece, e logo em seguida ela esfrega o lugar em meu quadril onde a ferida fora curada. Agora a pele está completamente curada. — Se sente bem agora?

Eu mal posso falar. Não quero que ela pare de me tocar e simplesmente não posso confiar em mim mesmo a abrir a boca nesse instante.

Mas não é assim que o jogo deve continuar.

Ela sorri pra mim, e talvez não tenha notado que meu pau está duro como uma rocha e lutando contra os limites da barreira fina do tecido do meu pijama. Ela não está olhando pra lá, está olhando pro meu rosto. — Está bem, sensei? – me pergunta.

Pego o lençol e o puxo para me cobrir até o pescoço, rolando para o outro lado, me enrolando de cima a baixo, tentando cobrir minha vergonha. — Obrigado, Sakura. – digo numa voz quase nula. Eu me sinto detestável e pervertido, e não quero olhar para ela agora, porque estou preocupado em ver um brilho nos olhos verdes que diz que ela sabe de tudo, e um sorriso malicioso em seus lábios. Como o de uma raposa que acabara de tomar sua presa. Ou pior – de uma gata que brincando com o rato.

— Eu vou pra cama. – ela sussurra em meu ouvido. — Eu ganho um beijo de boa noite?

Eu fecho meus olhos com força, tentando manter meu controle. Ela está tão perto de mim que posso sentir sua respiração em meu pescoço, embaixo da minha orelha. Eu levo muito tempo para responder e por isso ela se inclina sobre mim e pressiona os lábios quentes e suaves contra minha testa. Deixando uma umidade em minha pele que chega a queimar.

Mesmo quando se esgueira para fora do quarto, não consigo relaxar. Enquanto ela está no apartamento, eu não estou seguro. Eu sei que se dormir, ela vai me perseguir lá, em meus pensamentos subconscientes, no lugar mais fundo da minha mente, na base de tudo, onde residem meus desejos.

Ela tem que ir. Para o bem de ambos.

Mas temo que já possa ser tarde de mais de qualquer maneira.

. .

Continua

Faltam mais duas partes para o final

. .


N/T:

Bom galera, digam pra mim:

* Voces gostaram?

** estao curtindo o drama interior do kakashi em Ninfa? (tipo, que sofrer agridoce, hein oh oh oh)

*** Voces vao AMAR a parte seguinte. Serio. AMAR. (mas novamente, isso aqui e M-rated, heinnnn. Por conteudo adulto. Ai ai ai)

**** Meninas, hoje eu to no corre-corre de novo. Queria ficar e papear com voces, ir nos ultimos reviews e papear muito, mas ta tenso... Vamos fazer assim, domingo, dando tudo certinho, eu venho, trago Laying claim e ponho todos os contatos em dia ;D - mesmo, to com saudade de fazer isso...

***** Ok, bonitas, e isso ai, deixo as senhoritas com um bejito. E nao se esquecam de dizer o que acharam do cpt: Deixem um comment bonitao ai pra fic ;D