Gostaria de falar que a personagem OC é original minha, de minha cabecinha.

Pode não ser do gosto de muitos uma fic OCxV mas, às vezes, o diferente pode ser bom, não é?

Apenas desejo uma boa leitura, que leiam, experimente os outros capítulos e deixem suas opiniões.

Como dizem, nunca julge um livro pela capa!


Naquela noite auspiciosa de 5 de Novembro, Anna observava, no telhado de um prédio próximo ao qual V assistia ao próprio concerto musical e demolição do Old Bailey, com curiosidade e admiração por tamanha audácia. Ela era como ele, pensava, uma espécie de vigilante feminina com semelhantes perspectivas e ideais. A única diferença entre ambos era que Anna ainda não possuía a mesma coragem para destruir um símbolo como o Old Bailey. Sentia-se uma covarde por apenas ser capaz de matar os Fingermen que encontrava em becos escuros e em ruas desertas à noite, após o toque de recolher. Combatia com suas adagas e lutava como uma exímia lutadora de artes marciais. E era só. Não possuía conhecimentos para fazer bombas caseiras e demolição de prédios que não representasse perigo aos edifícios vizinhos. Fazia o que podia e ao seu modo. À sua maneira. Porém sua insegurança...

Assim como V, Anna apenas vestia o negro. Nenhuma peça de sua roupa, com exceção de sua máscara, tingia outra cor que não fosse preto. O traje perfeito para andar sem ser vista durante a noite, como se fosse capaz de se mesclar com as sombras. Usava uma blusa de mangas longa e skin com gola rolê preta e um colete de couro da mesma cor por cima. Um colete semelhante àquelas usadas por mulheres motociclistas só que com mais detalhes e bolsos. Em suas mãos, luvas de couro negro para ajudá-la e não deixar uma digital onde quer que tocasse. Sua calça era um pouco folgada; uma versão feminina das calças que os militares vestiam. Por fim, botas sem salto, cano longo, e de couro preto cheio de zippers em um design ousado e único. Sua máscara, por outro lado, era branca e simples. Não havia detalhe de uma boca porque era totalmente liso. Tinha o espaço para o nariz de forma normal e os orifícios dos olhos tinham uma tela negra na qual impossibilitava a visão dos olhos de Anna. Seus cabelos eram curtos, repicados e desgranhados. Suas orelhas, ambas, eram cheias de brincos e argolas. Por fim, um cinto cheio de adagas nas cintura que não refletiam nenhuma luz, eram ofuscadas.

No dia seguinte, ela seguira V até o prédio da BTN, curiosa, perguntando-se se aquele seria o próximo prédio a ser demolido. Ao menos essa era a intenção após rodar, em todas as televisões, um esplêndido discurso para toda a população londrina, entretanto, os cachorros seguidores de Sutler desabilitaram a bomba com uma sorte digna de uma risada de escárnio. Depois disso, assistiu, escondida, V lutar e matar os policiais que tentaram interceptar sua fuga do prédio, deslumbrada por ver como ele era um ótimo lutador. Independente e capaz de lidar com muitos ao mesmo tempo. Isso era incrível aos olhos dela apesar de, também, ter a mesma capacidade de lidar com vários ao mesmo tempo. Todavia, quando V andava em direção aos elevadores, o Detetive Dominic, braço direito do Detetive Finch, apontou sua arma e tentou pará-lo. Anna surpreendeu-se quando V ergueu os braços em trégua, lentamente se virando para encarar Dominic de frente. Estava claro que a mesa se virara contra V. Disso Anna tinha certeza como também sabia que era hora de finalmente mostrar as caras... Ou a máscara. Ela agiu de forma rápida, virando Dominic de repente para encará-la e deixar de apontar a arma para V. Em um ato de reflexo, Anna segurou o cano da arma contra o próprio ombro esquerdo quando Dominic atirou e V, num piscar de olhos, já o golpeava na cabeça, nocauteando-o.

Anna rangera os dentes de dor e soltara um gemido de lamúria quase imperceptível.

Era a primeira vez que se encarava, mesmo que em silêncio. Somente o som do alarme de emergência ecoava. Quando V ofereceu a mão para ajudar Anna mas ela imediatamente se afastou um passo, correu e desapareceu pelo corredor. Desapareceu da vista de V. Desde esse dia nenhum dos dois viu o outro novamente. Não frente a frente. Não a uma braçada de distância. Anna continuou, durante um ano inteiro, a seguir e observar V das sombras. Acompanhar o progresso de seus planos antes de começar o dela.

Virou obsessão observá-lo, estudá-lo, compreendê-lo e conhecê-lo. Saber quem era aquele vigilante auspicioso... Ou seria outra coisa, um outro motivo?