The Flesh of The Saints

Não tinha sido um sonho.

Finalmente não havia sido apenas outro sonho.

Cesare abriu os olhos com um pequeno feixe de luz passando por entre as cortinas da janela o atingindo levemente, e a primeira coisa que viu foi ela ao seu lado ainda adormecida.

Lucrezia estava na sua cama. Ela já tinha estado lá antes, quando eram crianças em algumas noites ela se metia debaixo das cobertas dele, toda vez que tinha pesadelos e também durante tempestades particularmente violentas. E algumas vezes porque subitamente no meio da noite havia sentido falta dele.

Ela nunca estivera nua no entanto, com uma leve camada de suor das atividades da noite passada fazendo a sua pele brilhar. Ela sempre brilhava para ele. E agora mais do que nunca.

Cesare fecha seus olhos e pode quase ouvi-la dizendo o seu nome de novo e de novo perto de seu ouvido na noite passada, em ritmo com cada investida, como um canto, como uma oração.

Ele tem certeza que essa é a pior coisa que ele já fez, mas ele não sente muito e ele não se arrepende. Deus não o amaria mais, mas ela amava e isso era o suficiente, isso era melhor.

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