Oi Meus Amores... Tudo bem com Você? Espero que sim! Gostaram do capitulo anterior? Se gostaram, vão gostar desse também! Vamos ter a continuação da conversa Beward, e vamos conhecer a outra prima Rose, e suas ideias... Então, Boa leitura... Nos vemos lá embaixo¬

Ouviu-se novo grunhido, seguido de um barulho de galhos quebrando.

Edward arqueou as sobrancelhas.

— Porque é a segunda vez que ouço esse barulho. Agora saia daí, antes que se machuque.

A garota meneou a cabeça e continuou bloqueando a passagem. Era alta, só um pouco mais baixa do que o conde, que não conseguia enxergar nada além dela.

— Sinto muito, mas não posso fazer isso... Não posso sair daqui, a menos que venha comigo. Não conseguiria viver se o senhor fosse ferido por aquela... Aquele cachorro!

O tal cachorro emitiu um ruído quase humano! A garota era maluca, sem sombra de dúvida... Ou estava com muito medo, ou não queria que ele visse o que de fato havia ali.

Edward tentou esticar o pescoço para enxergar alguma coisa. O que ela estaria escondendo? Um amante?

— Pois bem, eu saio se sair também. — Ele se afastou, e ela o seguiu. — Só vim até aqui porque estava procurando a srta. Swan.

— Mas eu sou a srta. Swan!

Ora, aquela garota não era Tanya! Na verdade, não chegava nem aos pés dela. Enquanto sua noiva era pequenina e bela, com grandes cachos dourados e olhos azuis, a moça que o encarava era alta e branca, com cabelos tão avermelhados que quase chegavam ao ruivo. Mechas encobriam-lhe parte dos olhos, então não era possível determinar de que cor eram, mas de qualquer maneira não havia nela a menor semelhança com Tanya. Será que era tão maluca a ponto de se passar por outra pessoa?

— Desculpe, deve haver algum engano. Disse que é a srta. Swan? — Edward não via problema algum em dar a ela à oportunidade de se retificar.

— Disse. E o senhor, quem é? — Ao perguntar, ela tirou os cabelos do rosto, e o conde percebeu a semelhança. Os olhos não eram azuis como os de sua noiva, mas tinham o mesmo formato, e o fitavam com a mesma mistura de ceticismo e curiosidade.

— Mil perdões! — Edward fez uma mesura. — Deve ser a irmã da srta. Tanya Swan...

Maldição, por que não conseguia se lembrar do nome dela? Cláudia? Renée? Não, esse era o nome da mãe. Calista?

— Então o senhor deve ser lorde Masen!

Para seu espanto, a garota o encarou dos pés à cabeça, como se ele fosse um pedaço de carne exposto no balcão do açougue. E olhe que tinha ouvido falar que era tímida! Como as pessoas se enganam...

— Parabéns pelo noivado! — ela o cumprimentou, assim que voltou a fitá-lo no rosto. — Embora pense que deva oferecer-lhe minhas condolências.

Os arbustos se mexeram de forma estranha.

— Talvez devêssemos nos afastar um pouco mais — ela sugeriu, indicando o canto oposto do terraço.

Edward preferia ficar e observar que outros movimentos suspeitos o arbusto faria, mas ela já estava indo para lá.

Quando chegaram, viu-a se sentar na balaustrada, atrás dela havia apenas a escuridão e as luzes da cidade ao longe. A brisa soprava as mechas dos cabelos avermelhados, espalhando um aroma de morangos no ar.

— Bem, é um prazer conhecê-lo, lorde Masen. — Ela esticou a mão para cumprimentá-lo. — Mais uma vez, minhas condolências por seu noivado. Boa noite!

Edward sabia que ela o estava dispensando, mas não estava disposto a sair dali. Não tão cedo.

— Milady, está me oferecendo condolências, quando o costume é dar felicitações!

Ele a viu menear os ombros, e teve a sensação de que não tinha a menor intenção de se retratar. Deus do céu, seria tão difícil assim desejar felicidades ao futuro cunhado?

— Desculpe, não quero ultrapassar meus limites...

— Nada disso, agora vai ter de falar! Eu insisto.

— Certo. Quão bem o senhor conhece minha irmã? Quero dizer, a conhece há quanto tempo?

— Um mês, talvez um pouco menos. Eu a conheci no começo da temporada.

— Sei. E já teve a oportunidade de conversar bastante com ela?

Edward estreitou os olhos. O que seria bastante para aquela garota? Havia conversado com Tanya o suficiente para saber que ela seria uma esposa aceitável. Para chegar àquela conclusão não era necessário muita conversa, afinal, teriam tempo de sobra para se conhecer melhor durante os anos em que estivessem casados.

— Está cheia de perguntas esta noite. E eu ouvi falar que era tímida!

O conde a viu ruborizar, mesmo com tão pouca claridade.

— Admito que não tenho o costume de me comportar assim, mas não consigo parar de pensar no quanto conhece Tah. Chegou a conversar com ela em vez de... — Fez uma pausa, como para procurar as palavras certas. — Em vez de apenas cortejá-la?

Edward sentiu-se sem palavras, o que era fora do comum para um grande orador como ele, acostumado a decifrar com facilidade as intenções dos oponentes. Mas não sabia aonde a irmã de Tanya queria chegar.

— O que está querendo dizer, srta. Swan? Se está insinuando que aconteceu algo impróprio entre nós...

— Deus do céu, não! — A garota gargalhou, como se aquele fosse o maior impropério que já tinha escutado na vida. — Apenas queria saber quão bem conhece minha irmã. Resumindo, queria saber se conhece a bruxa maligna que ela é! — Na última colocação elevou o tom de voz, e pareceu dirigir a palavra aos arbustos, antes de voltar-se para ele. — Mas pelo seu olhar já pude perceber que não.

Edward mudou de expressão no mesmo instante, adotando aquela que usava com os inimigos políticos: indecifrável.

— Acho que não estou entendendo, srta. Swan. Sua irmã é uma jovem muito doce, não consigo imaginar por que está me dizendo isso.

A garota pareceu murmurar algo como tenho certeza de que não, e depois sorriu para ele.

— Estou apenas tentando impedi-lo de cometer um terrível engano, lorde Masen. Parece ser um bom homem. Inteligente, bonito, não gostaria de vê-lo nas garras de uma cobra venenosa como minha irmã caçula. — De novo, pareceu dirigir a palavra aos arbustos.

O conde tentou falar, mas ela levantou a mão para silenciá-lo.

Sabendo quem era, Edward não pôde evitar compará-la à irmã. Já imaginava, antes mesmo de vê-la, que ela era a mais alta das duas, pelo menos uns vinte centímetros.

Quando ficou em pé, Edward conseguiu fitá-la nos olhos. Eram muito mais escuros do que os da irmã. E os cabelos... pareciam o veludo vermelho do pôr-do-sol! Sentiu o aroma de morango outra vez, e, por um momento, pensou que ela era mais bonita do que Tanya. Mas logo em seguida voltou a si, sem saber como podia ter comparado as duas!

— Senhor, não posso impedi-lo, mas eu falharia em minha obrigação como ser humano se deixasse de alertá-lo sobre Tanya.

— Sua obrigação como ser humano? — Edward questionou entre os dentes. — E quanto a sua obrigação como irmã?

Ela riu outra vez.

— Posso lhe assegurar de que não tenho obrigação nenhuma com Tanya! Ela é mimada, e uma verdadeira megera, como o senhor mesmo poderá se certificar. Não diga que não o avisei. Agora, se não for pedir muito, deixe-me sozinha, por favor.

— Será um prazer!

Mais do que satisfeito em atender ao pedido, Edward dirigiu-se à porta, mas um segundo antes de entrar no salão de baile voltou-se de novo para ela.

— Ao que me parece senhorita... Caroline? Claudette?... Ou seja lá qual for o seu nome, a senhorita, sim, é a megera, e não a pobre de sua irmã! Tenho pena de sua família, e do homem com quem vier a se casar!

Ela caiu na gargalhada, enquanto o conde retomava o passo para o salão, encabulado com a maneira imprópria com que àquela garota atrevida se comportava. Mas parou ao ouvi-la declarar:

— O senhor está correto. Sou uma megera, uma mulher muito má! Conte a todos os seus amigos, publique no jornal. Não entregarei minha mão em casamento sem lutar!

Assim que viu o conde entrar no salão, Bella começou a tremer. Para se acalmar, tentou contar até dez, prática que sempre funcionava.

Mas nem mesmo isso estava surtindo efeito. Quase fora descoberta! Havia amarrado a irmã e a escondido nos arbustos, e o conde quase descobriu!

Tremeu mais ainda quando se deu conta da maneira como tinha falado com ele. Não era uma moça mal-educada, suas péssimas maneiras haviam sido apenas reflexo do desespero do momento. O problema maior era que não tinha sido apenas rude, mas crítica também. O que teria dado nela afinal?! Costumava ser uma garota dócil.

Bem, o que mais poderia ter feito? Deus sabia que não se importava nem um pouco se, mesmo depois de tudo que ouviu, ele ainda quisesse se casar com Tanya. Parecia o tipo de homem que não se deixava convencer por uma garota como ela. Mas tinha de conseguir pelo menos atrasar o casamento, até pensar em um jeito de fugir.

Correu para os arbustos onde tinha deixado à irmã. Só conseguia enxergar os cabelos loiros, e parte do vestido branco repleto de folhas secas. Mas Tanya a encarava, e Bella adoraria ter lhe dado uma grande bofetada, mas não podia ser tão cruel.

— Volto quando Masen for embora. Eu prometo!

Tanya se balançou e murmurou algo, mas com a mordaça na boca as palavras eram ininteligíveis. Então Bella a deixou ali e dirigiu-se para o salão, para vigiar o conde. Antes de entrar, parou e respirou fundo, para tomar coragem. O local estava abarrotado! Tentou se acalmar pensando que, com tantas pessoas, havia mulheres muito mais interessantes para os homens olharem. Ninguém repararia nela!

Para sua infelicidade, detestava espaços pequenos e apertados, e não conseguia enxergar nenhum canto no salão onde pudesse respirar. Com um suspiro, obrigou-se a entrar e procurar por Edward. Não que quisesse falar com ele, precisava apenas ter certeza de que o conde não voltaria ao terraço para investigar o ruído nos arbustos.

— Por onde andou? — Sentiu o hálito fétido do pai na bochecha e as mãos ásperas agarrando-lhe o braço. — Por que não está dançando?

— Eu... — Bella começou a falar, mas ele a chacoalhou, impedindo-a de terminar. Só conseguia agradecer a Deus por estarem em público, caso contrário o pai teria feito muito pior.

— Disse para encontrar um marido!

A filha encarou os olhos castanhos miúdos e o grande nariz vermelho com veias sobressaltadas. Como o detestava às vezes!

— Já está vivendo a minha custa tempo demais! Vou fazê-la se casar antes de Tanya, ou vai conhecer o peso da minha mão!

— Então acho que deveria me soltar, assim posso fingir que estou alegre e flertar. Ou quer fazer uma cena aqui mesmo? Posso imaginar o quanto isso vai aumentar minhas chances de encontrar um pretendente!

— Maldita! Ficarei feliz quando me livrar de você!

E com aquelas palavras, o pai a soltou e desapareceu no meio da multidão. A expressão corajosa de Bella se esvaiu, e ela sentiu o corpo todo estremecer.

Um, dois, três...

O barulho e o calor no salão pareciam comprimi-la. Tentava respirar e não conseguia. O coração acelerou, a garganta fechou. Precisava sair dali! Desde criança tinha pânico de lugares apertados e barulhentos. À noite em que as primas a resgataram do castigo no quartinho sob a escada não tinha sido a última vez... O pai, estivesse sóbrio, bêbado ou deprimido por ter perdido dinheiro no jogo, sempre achava seus gritos e lamentos bastante divertidos.

Mas não podia gritar ali, não naquele momento. Precisava sair, precisava respirar. Charlie Swan não gostaria nada se escapasse para a varanda, mas Bella, pelo cheiro de álcool que o pai exalava por todos os poros, tinha esperanças de que ele estivesse tão bêbado a ponto de não sentir sua falta na próxima meia hora, e, contando com isso, seguiu rumo à entrada do salão.

Estava apavorada. Sentia-se tonta, com um grande aperto no peito, e quando achou que estava prestes a morrer, sentiu uma mão familiar sobre o ombro.

— Bella, você está bem? Oh, não está, não! Rápido, sente-se aqui!

Ela foi levada para uma cadeira encostada na parede, e encorajada a respirar fundo.

Um serviçal saiu correndo à procura de uma taça de vinho, e assim que encontrou a colocou debaixo do nariz dela para que sentisse o cheiro. Bella tomou um gole, e então olhou para cima, para Rose, que a vigiava.

A prima lembrava um duende, com seus cabelos loiros, presos para trás com uma guirlanda fina sobre a cabeça, seu nariz pontudo, e aquele sorriso sempre misterioso. Rose era sinônimo de confusão... A única beleza que tinha era os grandes olhos verde-escuros, contornados por cílios longos e curvos. Quando usava o poder deles, ninguém conseguia ficar bravo por muito tempo.

— Está bem agora? — Ela perguntou, preocupada, e a prima concordou com um gesto de cabeça. — Por que faz isso consigo mesma, Bella?! Por que não ficou em casa?

Ela tomou mais um gole de vinho.

— Agora respire bem fundo. Não há nada a temer aqui. Você só precisa de um pouco...

— De confiança. Sim, eu sei, é o que sempre diz! — A voz era baixa, mas firme. — Estou com problemas, Rose. Não conseguirei atravessar o salão de novo, então preciso que vá soltar Tah. Eu a deixei nos arbustos debaixo da varanda.

Rose arregalou os olhos.

— O quê?!

— Queria mantê-la longe do noivo, mas quase fui pega em flagrante por ele!

Quando conseguiu se dar conta do que tinha acontecido, Rose caiu na gargalhada.

— Está me dizendo que, neste exato momento, sua irmãzinha malvada está amarrada em meio aos arbustos debaixo da varanda? E que, quando a estava amarrando, quase foi pega pelo tal noivo de Tah?

— Eu estava subindo de volta para a sacada, e ela ainda estava se debatendo. Não é uma distância muito grande, e Masen a ouviu. Acho que o convenci de que era apenas um cachorro, mas e se ele resolver conferir?

— Quem se importa? Acho que devemos deixá-la lá até amanhecer. Talvez o jardineiro a encontre!

— Rose, não podemos!

— Aquela bruxa roubou os brincos da minha mãe e não devolveu. Quero mais é que ela congele!

— Oh, não! Está tão frio assim lá fora?

Rose sorriu e se sentou ao lado da prima.

— Não, estou brincando... Kate me contou sobre Tah e lorde Masen. Como pode uma bandida feito sua irmã ter conquistado um homem como ele?

— Com certeza o conde se rendeu ao charme dela.

— Que charme? — Rose tomou a taça de vinho das mãos da prima e sorveu um bom gole. — Isso é uma verdadeira tragédia! Lorde Masen é tão bonito... Esperava que o noivo dela tivesse duas cabeças e três braços!

— Não, ele só tem uma, pelo que pude perceber... — E linda por sinal, Bella pensou. Era alto, mais do que ela, tinha ombros largos e os olhos eram verdes, lindos, duas bolas de jade nas quais seria capaz de se perder.

Não que tivesse intenção de se perder nos olhos daquele homem, ou de qualquer outro! Aos vinte anos, era uma solteirona convicta. Se Tanya queria se casar, suportar socos e pontapés quando o marido chegasse em casa bêbado, discutir quando ele passasse a noite toda com prostitutas, deixando-a sozinha em casa com os filhos, isso era problema dela!

No que lhe dizia respeito, só precisava atrasar o casamento da irmã o máximo possível para se livrar de tal destino!

— Rose, preciso de sua ajuda.

— Ah! Já estava achando que não ia pedir! — a prima respondeu, rindo.

— Deveria escutar o que tenho a dizer antes de concordar... Tenho de tomar medidas drásticas.

— Meu Deus, isso vai ser muito divertido! Drásticas como?

— Tenho de escapar de meu pai, sair de Londres antes que Tah e Masen se casem. Se não conseguir, serei forçada a me casar também.

— Entendo... A idéia é ótima, mas não temos dinheiro nenhum.

— E quanto ao tesouro pirata do seu avô? — Bella cochichou, ciente de que a prima não gostava de falar sobre o assunto em público. — E se o encontrarmos? Você poderia me emprestar um pouco, só o suficiente para eu ir para a América, e assim que me estabelecer eu devolvo.

Rose ficou surpresa com a proposta, mas não se opôs.

— Pode dar certo... Mas preciso de tempo para encontrar o mapa, e ver por onde começar a procurar.

— Quanto tempo? Não tenho muito!

— Então é melhor arrumar... Mantenha sua irmã e o noivo longe por mais alguns dias e, enquanto isso, impeça seu pai de arrumar pretendentes para você.

— Impedi-lo? Como? É bem provável que ele dê dinheiro ao primeiro sujeito que encontrar para me desposar.

— Apenas seja inadequada. Nenhum homem gosta! Seja nojenta, desagradável, o tipo de mulher com quem ninguém se casaria.

— E como faço isso?

Rose passou um braço ao redor do pescoço dela.

— Seja como Tah. A verdadeira!


Gente, eu amo a Rose nessa adaptação, eu não sou muito fã dela, mais a semelhança fisica me fez coloca-la no lugar, essa Rosalie é criativa, legal, leal, e muito sábia... Mais ainda falta a nossa pentelha, a Alice, e essa já mora no meu coração... Essas primas são malucas!

Então até Quinta... Amores... Fiquem com Deus... Robsteijooossss