Prólogo: Uma vida feliz

Jared PDV

Eita, que olhos grandes ein? Eu sou Jared Howe, tenho 18 anos e duas irmãs malucas que adoram cutucar o macho alpha, vulgo eu. Tenho também uma mãe super gata e um pai meio turrão.

E mesmo num mundo onde as coisas vão de mal a pior dá para viver sem desespero...

- JARED HOWE SAIA DESTE COMPUTADOR AGORA! – grita dona Carmélia.

Ou dava.

- JÁ VOU MÃE! – devolvo e salvo o meu trabalho de química intra-celular da faculdade de engenharia mecânica.

Desço para jantar e qual não é a minha surpresa? Minhas irmãs trazem os mais novos namorados! Não sei como elas namoram esses carinhas zumbis, quer dizer, o cara aceitou ter um inseto na cabeça e para que? Algum deles liga? Acho que não.

- Oi, sou Jared. – apresento-me.

- Olá, sou Faísca do Gelo. Pode chamar de Fai.

- Muito prazer, ô mãe, cadê o rango?

- Venha por o seu, seu folgado! – diz dona Carmélia entrando na sala de jantar e servindo o meu pai.

- Larissa, Cristina vão comer. – disse seu Antonio, meu pai.

Estavámos pondo as nossas comidas e conversando quando ouvimos sirenes. Olhei pela janela, vermelhas e amarelas. Buscadores.

- Lari, qual o emprego do seu namorado mesmo? – pergunto.

- Ele nunca disse porque?

- Buscadores. – Cris responde olhando a janela também.

- FUJAM! – ouvimos o grito do meu pai antes de barulho de coisas quebrando e um tiro ser disparado pela arma de caçar javalis do meu pai.

- Shii. - faço para as meninas e vou guiando-as para fora.

- Não! – Larissa volta, parecia que eu não era eu. Eu agi friamente enquanto mandava minha mãe ir ao carro e dirigir para o bosque, ficar perto do rio que dividia a fronteira da fazenda com a dos O'Shea e ir avisá-los, manter o pessoal unido e esperar meia-hora por mim, se não os achasse, então não ia voltar.

- Lari, volt… parei de falar e me escondi na parte escura da escada. Meu pai estava caído no chão, morto, enquanto o buscador havia desmaiado a minha irmã e a levava junto com o grupo. Ele parou na porta.

- Procurem na propriedade, tem a mãe, a irmã e o irmão. Tem outra família do outro lado do bosque, procurem! Vou levar essa daqui para ser implantada.

Eles saíram e eu fui ao meu quarto, peguei todas as roupas que podia rapidamente, fui ao quarto das gêmeas e fiz o mesmo. Com a mamãe também.

Desci e havia um buscador na sala, a arma estava no chão bem no meio de nós. Olhei para ele e me enchi de ódio, minha irmã havia morrido e meu pai também. Ser implantado era pior do que a morte.

- Calma. – ele disse.

- To calmo. – dei um passo a frente, fingindo estar amigo e num golpe de sorte peguei a arma e atirei na cabeça, entre os olhos. Eu não havia matado um humano, mas sim um ET ladrão e safado.

Peguei tudo de comida pronta que eu pude e joguei na bolsa, enlatados, alguns pratos de plástico e copos, garrafas de água e corri. Corri como nunca. Olhei no celular, tinha 5 minutos para chegar. Eu nunca chegaria a tempo.

Cheguei em 15 minutos, mas eles não estavam mais lá. Ela me deixou a fita que usava no pescoço como prova de que estavam vivas. Pelo menos vivas.

Me sentei e respirei, ouvi uma correria a poucos metros de mim, eu tinha de sair daqui e rápido.

Voltei para onde estavam os veículos dos buscadores, roubei um carro e tentei procurar um abrigo. Ninguém iria parar um buscador.

Continua…

O que acharam? É só uma visão do que eu pensei que ele seria, um cara legal sem reservas…

No próximo eu continuo mostrando como ele se tornou o cara que a Mel conheceu e amou.