Bom dia, caros amigos :}

Aproveitando a onda de inspiração e falta de preguiça, irei começar a postar outro fic que li há muito tempo também de Haruka e Michiru.

Espero que gostem tanto quanto eu. x)

CAPITULO 1. HARUKA QUER SER UM HOMEM?

"Tinhamos que estar estudando para o exame de amanha", disse, sabendo perfeitamente com quem estava falando.

Também podia imaginar qual seria a resposta.

"Somos jovens. Temos todo o tempo do mundo para estudar".

Makoto deu de ombros, seguindo Minako pela rua. Ia em direção ao Crown. Makoto estava convencida de que Minako ia jogar aquele jogo de corridas que ultimamente a levava pela rua da amargura. Não se equivocou. A loira se sentou em frente ao volante e colocou uma ficha. Pisou fundo no acelerador quando viu acender a luz verde, mas antes de dar a primeira volta do circuito, um carro branco a ultrapassou na velocidade da luz.

"QUEEEEE", exclamou, presa a um ataque de nervos.

Makoto, apoiada no assento, começou a rir.

"Não sei porque a surpresa, Minako. Haruka sempre foi melhor que você nisso", contestou Makoto.

Minako olhou de esguelha a sua direita fugazmente e reconheceu o cabelo loiro e curto de Haruka. Suspirou aliviada. Se era Haruka que a ultrapassava não tinha problema. Não suportaria se fosse qualquer outra pessoa, mas sendo Haruka, que era piloto profissional em um circuito d verdade, podia aguentar. Suspirou resignada quando o carro branco de Haruka voltou a ultrapassa-la.

Ia começar a rir, fascinada pela segurança no volante típico de Haruka quando o carro branco tomou mal uma curva, derrapou e chocou-se contra uma parede. Minako girou a cabeça em 90º graus para olhar Haruka de forma incrédula, mas esse leve movimento também lhe custou a corrida, que acabou chocando com um veiculo com volta perdida.

"Oh, não", se queixou. Levantou-se e se aproximou de Haruka, que tinha o olhar perdido no carro que ainda queimava. "Haruka, você está bem?".

A jovem pareceu despertar de um sonho e pestanejando varias vezes, voltou a realidade.

"Makoto? Minako? Olá, garotas, não havia visto vocês", sorriu Haruka colocando-se em pé e passando a mão pelo cabelo, um gesto habitual seu, tão arrogante e chamoso quanto necessário, já que sua franja costumava cair sobre seus olhos com frequência.

"Você está bem?", repetiu Minako, preocupada.

Não era do feitio de Haruka deixar que seu carro batesse contra a parede. Haruka voltou a olhar momentaneamente a tela do jogo e deu de ombros.

"Que? Oh, sim, não se preocupe. Estou bem", sorriu, piscando um olho. "Bem", sussurrou.

FLASHBACK

Uma leve brisa soprava levantando seu cabelo suavemente, mexendo-o com a gentileza e a caricia de um amante. Haruka sentiu a cabeça de Michiru apoiada em seu ombro e suspirou, passando o braço por cima dos seus ombros. A lua iluminava debilmente o parque. A iluminação se encarregava do resto. A seu lado passou uma mulher com um carrinho de bebê. A mulher se deteve ao dar-se conta de que o bebê chorava. Deu a chupeta e lhe dirigiu palavras carinhosas. Sorriu e continuou caminhando. Michiru suspirou.

"O que foi?", perguntou Haruka, olhando-a de esguelha.

"Nada... É só que... Não te parece que Hotaru cresce muito depressa?"

"Sim... Apenas fazem quatro anos que vive conosco, mas seu físico é de uma menina de doze anos e sua mente... As vezes parece ser mais velha que nós", respondeu Haruka, relembrando as milhares de vezes que teve de trocar as fraldas da pequena Hotaru, os momentos que havia subido a risonha Hotaru em seus ombros e feito dar voltas no ar.

"Não pudemos disfrutar de sua infância", sussurrou Michiru.

Apesar de Haruka e Michiru criarem Hotaru, desde que esta era um bebê, seu rápido crescimento as impediu de assimilar as diferentes etapas pelas quais passa uma criança. A ultima vez que Hotaru sofreu um crescimento acelerado foi quando Galaxia ameaçou apoderar-se do universo, há quatro anos.

Haruka se deteve, olhando nos olhos de Michiru.

"Me diga o que está acontecendo"

A jovem de cabelo cor de mar olhou para trás por um momento, ao carrinho de bebê e para a mulher que o levava.

"É que Hotaru... Ter um bebê conosco me fez pensar que... E Hotaru era...", a voz se quebrou, incapaz de terminar a frase.

Haruka tinha consciência de que a pequena Hotaru havia despertado o instinto maternal de Michiru, igual que havia despertado o seu próprio. Seus instintos não eram tão fortes como os de Michiru, mas lhe encantava ver como sua amada sereia ninava Hotaru a noite para que dormisse. Ou como, na metade da noite, se levantava da cama para comprovar como estava a menina. Sentia um indescritível prazer por todo o corpo quando via Michiru ensinando Hotaru a tocar violino e não podia evitar sorrir amplamente quando a menina as deletaiva tocando alguma peça. Hotaru havia ganhado um lugar em seu coração e, ainda que Michiru e Setsuna a repreendiam porque lhe diziam que estava mimando a menina, mas não se importava. O sorriso de Hotaru quando brincavam no parque valia mais que qualquer repreensão.

"Michiru", sussurrou, apartando umas mechas de seu rosto, "O que está tentando me dizer?"

Michiru levantou a vista, percebendo o medo no olhar de Haruka. Sorriu.

"Nada. Apenas me perguntava como seria ter um filho, só isso."

Haruka deu um passo pra trás, separando-se levemente de Michiru. Sabia que aquele momento chegaria, cedo ou tarde. Michiru e ela tinham uma relação forte, muito forte, baseada na confiança cega e o amor profundo que compartiam. Mas ainda que Haruka desse a Michiru tudo o que estava a seu alcance, um filho era algo inalcançável para ambas.

"Michiru, como eu queria que eu pudesse...", começou Haruka.

"Shhh...", a jovem com cabelo aquamarinha fez a calar depositando um dedo sobre seus lábios, "Não diga nada. Sou perfeitamente feliz com o que tenho".

"Mas seria mais se tivesse um filho, não?", perguntou Haruka baixando o olhar ao chão.

"Não, se isso significar tê-lo contigo", respondeu Michiru passando os braços pela cintura de Haruka, inclinando a cabeça e levantando os olhos para poder ver o rosto de Haruka. "Se não for um filho seu, não quero"

Haruka sorriu a seu pesar.

"Sempre podemos adotar um", sugeriu.

Michiru negou com a cabeça.

"Não, não podemos. Somos duas garotas e... Não estamos casadas", lembrou, com um misterioso brilho nos olhos. "Vivemos em pecado", agregou em um sussurro.

"Quer casar comigo?", propôs Haruka, acariciando suas costas.

Michiru começou a rir.

"Terei que consultar minha agenda", respondeu desfazendo-se do abraço, divertida.

Haruka cruzou os braços diante do peito, fingindo sentir-se ofendida.

"Tudo bem, mas que fique registrado que eu te pedi primeiro"

Michiru levou as mãos as costa e, colocando-se na ponta dos pés, beijando de leve Haruka nos lábios.

"Levarei isso em conta".

FIM DO FLASHBACK

"Assim que se trata disso", respondeu Makoto, quando Haruka terminou de relatar o ocorrido há algumas noites, no parque central de Juuban.

"Por que vocês não tentam inseminação artificial", propôs Minako, dando um gole em sua bebida.

"A ideia não atrai Michiru e, a verdade é que tampouco a mim", respondeu Haruka, mexendo seu café, nervosa.

"É injusto. Se você fosse um garoto tudo isso seria mais simples", se queixou Makoto.

Haruka começou a rir.

"Podemos dar um jeito nisso", murmurou Minako.

"Minako!", exclamou Makoto, escandalizada.

"Não me leve a mal, mas... Eu não quero ser um homem, Minako", respondeu Haruka, rindo discretamente.

"Não se trata disso", sibilou Minako, se ruborizando fortemente. "Mas na verdade teria que se converter em um homem, pelo menos por um curto período de tempo. Entende?"

"Explique melhor", respondeu Haruka, olhando intrigada a loira.

"Vaaamos, Haruka... Não te contaram a história das abelhas e as flores?", perguntou Minako surpresa.

"Minako!", exclamou Makoto, "Pare de brincar".

Minako começou a rir.

"Tudo bem, tudo bem. Eu creio que as Sailor Starlights são a solução dos seus problemas", viu que Haruka ficou tensa e decidiu seguir com a explicação antes que a interrompesse e saísse da cafeteria. "Seiya e os demais se convertiam em garotas quando se transformavam em Sailors, não? Pois bem, você sendo uma garota, se usasse a transformação das SailorStarlights se transformaria em garoto. Tem logica, não?"

Makoto começou a rir. Haruka a olhou, primeiro uma, depois a outra.

"Pode ser", concordou finalmente. "Mas como...?"

"Mas isso não tem pé nem cabeça!", protestou Makoto.

Minako sorriu e tirou um pedaço de papel do bolso. Haruka pegou o papel. Se tratava de uma entrada para o concerto... dos 3 Lights?

"Só vieram nos visitar. Vão estar aqui por alguns dias. Darão um concerto e voltarão ao seu planeta", explicou Minako. Sorru maliciosamente. "Vamos, por acaso esperava que Seiya se afastaria de Usagi definitivamente?"

Haruka franziu a testa.

"Acredito que isto funcione, Minako?", perguntou, olhando fixamente a xicara de café que tinha a frente.

"Claro. Se não, não teria te contado, Haruka", respondeu Minako, colocando-se em pé, "Bem, temos que ir. Makoto, temos que estudar pra amanha".

Makoto se colocou de pé resmungando, tomando sua bebida em um só gole.

"Sim, tem razão", olhou a Haruka com a testa franzida. "Haruka, pense muito bem no que Minako te contou. Não vá se precipitar".

Haruka se colocou de pé cortesmente e voltou a se sentar.

"Não o farei. Obrigado garotas pela ajuda", sorriu, piscando a elas.

Minako e Makoto se dirigiram para a porta , mas antes de sair, a loira garota se deteve e gritou a Haruka.

"Haruka, se você conseguir se converter em homem, deixe-me saber!"

Dentro da cafeteria, todos os olhares se dirigiram a Haruka que, ruborizando-se, adicionou mais uma colher de açúcar em seu café e voltou a mexe-lo.


Espero que tenham gostado do primeiro capitulo.

Nos próximos dias espero postar mais uns 3 capítulos.

Espero um feedback por parte de vocês, hein!