VOCÊ PODE CONFIAR EM MIM

Autora: Amoet

Tradutoras: Lary Reeden e MiliYLJJ

Beta: Kessy Rods


Esta fanfic pertence à Amoet e os personagens são de Stephenie Meyer. A nós só cabe a tradução para o português.


Capítulo 1 - Primeira Vista

Tradutora Mili YLJJ

Eu não sei porquê eu concordei com Alice sobre este plano. Minha melhor amiga tinha tido uma ideia sobre eu me voluntariar no Serviço Social para o meu projeto de sociologia. Eu sou uma garota universitária, me graduando em Psicologia, enquanto a minha melhor amiga, Alice Brandon, se graduava em Design. Ela era uma garota energética com cabelo preto espetado e olhos azuis. Ela pode ser pequena, mas nunca a subestime. Ela tem um poder de persuasão sobre você... bem, ela tinha sobre mim. Nós duas estudávamos na UMD* na North Dartmouth, Massachusetts.

*UMD – Universidade de Massachusetts Dartmouth

"Ser voluntária no Serviço Social? Você está falando sério?" Perguntei isso a ela em nossa pausa para o almoço. Estávamos no jardim do campus com nossos sacos de refeições. Eu estaria livre depois do almoço, enquanto Alice ainda tinha mais uma aula.

"Bem... você foi uma lástima tentando encontrar o tema para o seu projeto, enquanto todos os seus colegas já têm o seu tópico. Por que você não tenta ser uma voluntária e talvez você possa encontrar alguém que poderia ser o seu objeto de pesquisa?" Alice me questionou de volta.

Eu tomei uma respiração profunda. Às vezes eu odiava ter de considerar outras pessoas como objetos, mas isso era a verdade. Eu escolhi essa área porque eu gostava de aprender sobre as pessoas e por quê elas agiam da maneira que elas faziam. Quais coisas os influenciavam? Qual era a história por trás de tudo isso? E para esse tipo de coisa, eu bem precisava analisar e aprender a pensar que as outras pessoas eram objetos de estudo.

Olhei para o papel amarelo na mão. Era uma propaganda pedindo que as pessoas se voluntariassem em um lugar chamado 'Nossos corações'. Era um lugar para viciados em drogas ou outros que tiveram problemas sociais e eles estavam recebendo terapia. Eu sabia que era um desafio para mim, porque eu nunca tinha lidado com este tipo de comportamento social antes, mas era também um bom tema. Não havia muitos alunos da Psicologia que optavam por lidar com este assunto em particular e eu poderia ser a única a ter essa sorte... bem, se eu sobreviver àquele lugar.

"Então, o que você acha?" Minha melhor amiga questionou, seus olhos dançando em ansiedade.

Eu suspirei. "Eu não sei, Alice. Você não acha que é algo perigoso? Um lugar cheio de pessoas que têm problemas sociais e eu só apareço por lá e tento ajudá-los emocionalmente? Certo!"

Alice suspirou. "Bella, nesse lugar ainda tem outros profissionais. Além disso, se fosse um lugar perigoso, como você disse, eles não iriam pedir por voluntários, certo?"

Ela tinha um ponto aqui.

"Basta fazer uma visita no lugar, você vai? E então você pode decidir.", Alice continuou.

Eu fiz uma careta. "Você é tão agressiva às vezes, assim como no ensino médio."

Alice e eu somos melhores amigas desde o ensino médio. Nós duas frequentamos a Escola Forks High antes de irmos para a faculdade juntas. Meus anos de escola foram uma tranquilidade, mas os de Alice foram o oposto. Ela estava ocupada envolvendo-se em atividades comunitárias, enquanto eu apenas fui uma ávida leitora. Eu nunca gostei de lugares lotados, mas eu me interessei por Psicologia. Estranho, né?

Meus pais se divorciaram quando eu tinha apenas um ano. Minha mãe me levou para morar em Phoenix e se casou novamente quando eu tinha acabado de terminar o meu primeiro ano. Eu sabia que ela queria privacidade no período recém-casada, então eu decidi ir morar com meu pai em Forks, uma pequena cidade no estado de Washington. Meu pai trabalhava como chefe de polícia lá, portanto, nenhum menino se atreveu a mexer comigo. O que foi um bônus, eu acho.

Conheci Alice no meu primeiro dia na escola e nós imediatamente nos tornamos boas amigas. Ela sempre me fez participar dos eventos escolares, embora neste caso eu tive que me cuidar por mim mesma. Uma vez que Alice tentava me juntar com Michael Newton, o famoso quarterback; mas eu não tinha que ser uma vidente para saber que Mike sempre esteve interessado em mim desde o meu primeiro dia em Forks High. Eu culpo o meu lado psicóloga por desconfiar que a sua intenção era só para me levar para a cama. Eu nunca namorei e nem tive qualquer interesse nos garotos. Eu acredito que eu não encontrei a pessoa certa ainda.

O som do 'beep' parou o meu devaneio e olhei para Alice. Ela abriu o seu BlackBerry e revirou os olhos.

"Desculpe, Bella, mas o meu parceiro de design me pediu para ir para a classe imediatamente. Vejo você no dormitório", ela disse enquanto se levantava do banco.

Eu fiz uma careta. "Boa sorte".

Ela bufou e agitou as mãos. Eu a vi caminhar até o prédio, enquanto eu ainda estava sentada no banco. Eu respirei fundo e olhei para o papel amarelo novamente. Eu franzi os lábios e peguei minha bolsa.

Eu estacionei o meu antigo carro em frente ao edifício. Um banner vermelho gigante com as palavras 'precisamos de voluntários' escritas em letras brancas me acolheu. Eu respirei fundo e passei os dedos pelo meu cabelo. Meu cabelo era castanho escuro, mais parecido com a cor mogno, e às vezes ele tinha a sua própria vontade. Eu olhei para o espelho retrovisor e tentei domar o meu cabelo. Olhei rapidamente para o meu reflexo. Rosto em forma de coração, com olhos castanhos e pele pálida. Nada de especial.

Eu saí da minha caminhonete, o carro que o meu pai me deu quando eu me mudei para Forks. Ela era uma caminhonete Chevy 1953. Meu pai comprou o carro do seu amigo, Billy Black, um nativo americano da reserva. Seu filho, Jacob Black, era meu amigo, mas eu sabia que ele gostava de mim mais do que como um amigo. Ele confessou seu sentimento por mim uma vez, mas eu disse que seria melhor se nós fossemos apenas amigos. Jacob ficou ferido no início, mas depois ele gradualmente compreendeu e nós ainda permanecíamos melhores amigos até hoje.

Fui até a recepção, onde havia uma mulher sentada com uma pilha de papeis na mesa. A mulher tinha cabelos escuros e olhos azuis, e ela usava camisa e calça jeans. Ela parecia ocupada organizando todos aqueles papeis.

Eu limpei minha garganta. "Desculpe-me, senhora."

A mulher levantou a cabeça e sorriu quando me viu. "Sim, posso ajudá-la?"

Eu sorri timidamente. "Uh... Eu só quero perguntar sobre o programa de voluntariado e, talvez, se você ainda tem alguma vaga disponível."

"Oh," Ela parecia surpresa e vasculhou alguns papeis até que ela me deu um formulário.

Peguei o papel e vi que era um formulário de inscrição para o programa de voluntariado.

"Você pode preenchê-lo agora. Basta tomar o seu tempo", ela disse.

Eu balancei a cabeça e me sentei e em uma cadeira em frente a ela. Eu peguei a minha caneta do meu estojo e comecei a escrever algumas informações básicas sobre mim, como o nome, data de nascimento, local de nascimento, endereço, formação escolar e número de telefone. Eu entreguei o formulário de volta para a mulher uma vez que eu terminei de escrever as informações.

"Então... Isabella..."

"Bella", eu a interrompi.

Ela sorriu. "Bella... Eu vejo que você é uma estudante de Psicologia. Acho que é por isso que você quer ser voluntária neste lugar."

Eu fiz uma careta. "Sim e não, senhora. Bem, sim, porque isso me ajudaria em meu estudo e não porque eu só quero fazer algo durante o meu recesso da faculdade." Eu estava esperando que ela acreditasse em mim. Eu nunca fui uma boa mentirosa.

Ela riu. "Ah... eu tenho certeza disso." Ela estendeu a mão: "Eu sou Katherine Collins, a propósito. Você pode me chamar de Kate."

Eu apertei a mão dela, "Prazer em conhecê-la, Kate."

Ela assentiu com a cabeça. "Então, você quer conhecer ao redor das instalações?"

Eu sorri. "Eu adoraria."

Kate se levantou da cadeira e chamou um homem com cabelos de cor areia e olhos castanhos. O homem se aproximou de nós e sorriu para mim. "Bella, eu gostaria que você conhecesse meu marido, Garrett Collins. Garrett, esta é Bella. Ela acaba de se candidatar para voluntariar neste lugar."

O homem, Garrett, estendeu a mão e me cumprimentou, "Prazer em conhecê-la, Bella. Obrigado por se voluntariar. Kate realmente precisa de ajuda."

Eu ri. "Prazer em conhecê-lo também, Garrett. Ficarei feliz por ajudar você e Kate".

Garrett substituiu Kate na recepção enquanto ela me levou para uma turnê curta do edifício. Kate me disse que o edifício era antigo, mas o proprietário queria fazer algo pelo prédio e então decidiu fazer deste edifício um local para serviço social. Kate e Garrett já trabalhavam neste lugar há três anos. Este era o quarto ano deles.

"O que torna este lugar tão especial que você ainda é voluntária aqui já há quatro anos?" Perguntei isso por curiosidade a ela. Quero dizer, este lugar estava cheio de pessoas com problemas, pelo amor de Deus.

Kate sorriu. "Você vai ver."

Ela me levou para uma sala grande e ela abriu a grande porta de vidro. Dentro da sala, havia muitos adolescentes e adultos. Eles estavam separados em grupos e pareciam agitados, presos em seu próprio mundo. Meu coração se apertou quando eu os vi. Todas essas pessoas... eles deveriam estar sendo felizes e estarem desfrutando de suas vidas, mas eu não precisava adivinhar que nem todas as pessoas tinham esse privilégio.

"Alguns deles se viciaram em drogas, porque eles se encontravam deprimidos. Outros por problemas familiares, problemas escolares, algo como isso. E alguns deles se deprimiram por alguma outra situação particular", explicou Kate. Ela apontou para uma menina com o cabelo vermelho. Ela estava sentada em uma cadeira com um livro grosso em suas mãos. "Essa menina... o nome dela é Margaret. Ela tem um QI de 160. Ela se sente deprimida porque ela nunca foi capaz de estar no mesmo nível escolar que as meninas normais de sua idade. Ela é tem 16 anos, mas ela já terminou o ensino médio. "

Meus olhos se arregalaram. "Sério?"

Kate assentiu com tristeza. "Ela fica isolada e foi ainda pior quando seus pais não souberam o que fazer. Margaret tentou se matar uma vez e agora ela está recebendo terapia aqui três vezes por semana."

Olhei para Margaret e o sentimento de compaixão surgiu em mim. Eu queria ajudar essas pessoas, mesmo que eu não fosse capaz de ajudar muito. Eu nunca fiz trabalho voluntário ou tive experiência com este tipo de pessoa antes, mas eu gostaria de tentar. Talvez eu pudesse aprender alguma coisa com elas. Eu só esperava que a minha capacidade de entender as pessoas me ajudasse nisto.

"Então, quando eu começo?" Perguntei a Kate novamente quando recomeçamos a andar ao redor do prédio.

"A temporada será aberta na próxima semana e vamos ligar pra você fornecendo os detalhes", Kate me respondeu.

Olhei ao redor do prédio, mais uma vez, quando eu peguei um vislumbre de um rapaz com cabelos cor de bronze em uma janela do segundo andar. Ele estava olhando para mim e eu tremi um pouco sob o seu olhar.

"Este é Edward," Kate disse pra mim.

Eu olhei para ela. Kate também estava olhando para a janela e eu voltei a olhar para cima para onde o rapaz estava. Ele ainda estava lá, vestindo uma camiseta escura e calça jeans. Mesmo de longe, eu poderia dizer que Edward era um homem de boa aparência.

"O que aconteceu com ele?" Perguntei a Kate em voz baixa.

"Problemas familiares. Seu pai sempre muito ocupado enquanto sua mãe estava deprimida. Ele se tornou hostil e se meteu em um problema sério no gerenciamento da raiva. Nós o colocamos separado dos outros porque ele tentou ferir um dos garotos aqui. Todos têm medo dele." Kate me explicou.

Uau, este lugar era interessante, de fato.

E então eu vi Edward se virar e desaparecer da janela. Eu me virei para Kate novamente. "Ninguém nunca chega perto dele?"

Kate suspirou. "Alguns poucos. A maior parte são os profissionais. Não se preocupe... os voluntários não vão lidar com casos assim."

"Há quanto tempo ele está aqui?" Perguntei novamente.

Kate deu de ombros. "Pelo que eu ouvi, ele está aqui há dois meses. Ele era um menino maravilhoso e encantador antes de tudo isso acontecer. Ele estudava medicina, mas desistiu." E então ela olhou para mim. "Você vê, Bella... nem todas essas crianças são ruins. Eles são inteligentes e brilhantes. Eles simplesmente não sabem como lidar com momentos difíceis e seus pais não podem ajudá-los também. Você pode experimentar isso por si mesma quando o programa começar."

Eu balancei a cabeça. Eu sabia disso, mas a má reputação por vezes influenciava o que as outras pessoas pensavam sobre eles. Eles ainda tinham a chance de um futuro melhor, eu me senti mal momentaneamente por julgar tudo isso tão precocemente.

Kate sorriu e estendeu a mão. "É muito bom conhecer você, Bella. Estou tão feliz que você está disposta a se voluntariar aqui. Nem todo estudante de Psicologia faz coisas assim."

Eu ri levemente e apertei sua mão. "É muito bom conhecer você também, Kate. Estou muito feliz de poder ajudar."

Ela assentiu com a cabeça. "Eu vou fazer uma ligação pra você fornecendo os detalhes."

Eu sorri. "Tudo bem."

Eu olhei para a janela onde Edward estava anteriormente e então caminhei novamente com Kate. Este programa de voluntariado seria interessante, de fato.


NOTA DA TRADUTORA

Olá Fic nova eu estarei auxiliando a Lary nessa nova jornada, ao que tudo indica um Edward furioso está a caminho! Aguardemos

Bjos

Mili YLJJ

N/T: Não tenho data certa pra atualizar essa fic, a original é finalizada. E hum é isso :)

Espero que gostem.

Lary Reeden